História Opposite Souls - Capítulo 46


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Lily Collins
Personagens Chaz Somers, Christian Beadles, Jeremy Bieber, Pattie Mallette, Ryan Butler
Tags Criminal, Justinbieber, Lilycollins, Romano
Exibições 263
Palavras 5.267
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


BOA LEITURA, BEARS! 💙

OBRIGADA PELOS 154 FAV!!

Capítulo 46 - You're not here


POV Lily

— Comprador? — perguntei assustada com o estado embriagado dele. 

— Tem apenas quatro dias... Espera! Três, três dias! — ele próprio se corrigiu, olhando no relógio. — Para conhecer um novo lar...! — ele disse, rindo à toa. 

Susan olhou para ele com raiva e o atirou para fora do quarto, me deixando dentro do quarto sem entender nada. 

Deitei na cama e comecei a pensar antes de dormir, fazendo a minha cabeça trabalhar o dobro do normal para tentar entender sobre o que ele estava falando. Eram tantas informações juntas que eu não conseguia compreender uma se quer. Estava tudo bagunçada e incompreensível dentro da minha mente. Tudo havia ficado confuso. 

Do que ele estava falando? O que ele quer dizer? 

POV Justin

Outro dia, outros planos. Mas sempre a mesma meta: trazê-la novamente para casa. Contestava não poder ter ela aqui, agora. Sabia que era culpa minha e que se eu não fizesse algo logo, não ficaria bom para o lado dela. Mas, diga-me... O que eu posso fazer? Tenho uma estratégia, se eu pudesse iria invadir a casa em dois toques, mas seria arriscado, não para mim, mas para ela. Esperar que tudo fique pronto está me matando. Tudo tem o seu tempo, mas o meu acabou faz tempo. Não consigo mais esperar. Quando eu quero uma coisa, eu tenho que ter na hora, sem devaneios. E, agora, mais que nunca isso se encaixa no meu vocabulário de uma forma atormentada. 

Eu não tenho tempo. Eu não quero esperar. Eu quero agir. Não vou sossegar enquanto não ter a minha garota novamente. 

— Sr. Bieber, onde está a minha filha? — Eleanor perguntou assim que eu pisei na sala, procurando por minha chave. 

— Na rua, em alguma esquina. Procura que você acha, Eleanor. — falei calmo, vasculhando tudo para achar a maldita chave. 

Eleanor viu que eu estava com pressa e parou de perguntar, indo logo me ajudar a procurar, mas com mais facilidade em achar. 

— Está aqui, senhor. — ela disse e me entregou a chave, me olhando assustada. 

— Antes de ir... O senhor a demitiu? 

— Demiti, Eleanor. Se quiser ir embora também, vá logo. — murmurei, prevendo que ela sairia por causa de sua filha. 

Mas foi o contrário. Ela firmou os pés no chão e endireitou a coluna, me olhando de cabeça erguida. 

— Ficarei. — ela disse, sem mais e nem menos, e voltou para a cozinha. 

— Não precisa fazer nada hoje. Não pretendo voltar. — avisei, saindo de casa as pressas, indo me encontrar com aqueles sem noção. 

Girei a chave e dei partida, tentando conter a corrente fria que percorria o meu corpo enquanto pensava naquele cara que foi à casa de Lily mais cedo. Quantas vezes eu já não avisei ela sobre isso e ela se recusou acreditar? Quantas vezes eu já não falei que Mark a venderia para qualquer milionário que lhe oferecesse o melhor valor da América? E a cadela me ouviu? Não! Preferiu fingir que era mentira e ignorar os meus avisos.

— Puta que pariu... — me sobressalto quando vejo que Chaz já está enfurnado na frente do computador. Não tem um dia que eu não o veja fazendo pesquisas para saber mais, ao extremo, sobre as pessoas que são nossos futuros alvos por estarem ligados à alguém. Ele tenta se aprofundar tanto em novas informações que chega a dar raiva. 

— Eita, Dude. Assustado logo cedo? — ele tira sarro, sem olhar para mim. 

— O que está fazendo aqui à essa hora? Não acha que está muito cedo? — perguntei, estranhando a sua presença. 

Ele sempre chega cedo, e quando eu digo cedo é cedo mesmo. Mas hoje ele bateu o recorde. Eu nem sei porque eu cheguei agora. É, não dormir tem parte da culpa. 

— Saber muito dizem que não é bom, mas não é o meu caso. Eu preciso de novas. Tem alguma informação sobre o pai da Lily que eu não analisei direito. Preciso saber sobre esse cara. — explanou sobre o que fazia ali logo cedo. 

— Acha que não sabemos o suficiente? 

— Não é isso. Mas tem uma coisa que não se encaixa nos padrões dele. Ele é um empresário, por mais que me doa dizer isso, ele é bom no que faz. Mas porque suja as mãos por pouca coisa? É isso que não se liga a nada. 

— Isso é coisa da sua cabeça, Charles. Qualquer um pode se sujar por pouco apenas para receber o dobro do que poderia. Está tentando encontrar algo que não existe. 

— Vai dizer que nunca passou pela sua cabeça que ele pode não ser o que se mostra ser? — perguntou, indignado com a minha oposição contra o assunto. 

— Não. — respondi. — Pra mim ele é um otário que não tem o que fazer a não ser foder a vida dos outros... como nós. Mas não somos otários.

— Bem, mesmo assim eu vou procurar. — disse, movido pela curiosidade que, para mim, seria em vão. — Os caras vão aparecer hoje? — perguntou, arrastando uma das cadeiras para a mesa do computador. 

— Provavelmente. — respondi, sentando na cadeira. 

— Essa sua ideia de pegar o cara no flagra foi muito além, Justin. — ele disse enquanto eu confiscava as trocas de cargas que destinavam à fronteira. 

— Gosto de coisas inusitadas. 

— Não sei, não. Parece arriscado, e não é como antes. Agora a porra é seria! — falou, tirando um dos fones da orelha para me ouvir melhor. 

— Tô sabendo. — mostrei desinteresse em falar sobre isso. 

— Entrega só o dinheiro e deixa o cara. É só isso que ele quer. 

— Não, Somers. Não é só isso que ele quer! — mirei o olhar nele. — Ele vendeu a Lily, imbecil. Sacou a parada? Se entregarmos apenas o dinheiro ele vai sumir e, depois, ela também. Não vou colocar ele no xadrez só por rivalidade. 

— É só ficar de olho nela. 

— Acha que é fácil? Tu acha que antes do cara sumir ele já não vai entregar ela para o comprador? Acha, otário? — perguntei, antecipando alguns atos de Mark. 

— Ele mataria a gente por descobrir sobre ele e até agora estamos vivo. 

— Por pouco tempo, ou não. — lembrei do que Lily havia me dito sobre os dados sobre mim. 

Não me surpreenderia ele ter planos para os garotos também. 

— Do que você está falando? — perguntou confuso. 

— Nada, nada. Foi só um comentário. 

— Tá... — deu de ombros, desconfiado. 

— Avisa o Christian que eu e ele vamos receber uma carga. — mandei, vendo que ele estava menos ocupado que eu. — Já que você vai ficar perdendo tempo com informações desnecessárias, manda o Ryan pagar a propina para os tiras saírem de rota, porque eles estão mirando na gente. — bufei, segurando a onda. 

— Quem mandou passar a perna nos caras? — ele retrucou, zombando. 

— Você nunca cala a boca? — peguei um cigarro e traguei o mesmo, inalando a fumaça para os pulmões, apenas para passar o tempo. 

Aquela merda era só para me acalmar, já que drogas mais eficientes estavam longe.

Toda hora eu olhava para a tela do computador de Chaz para ver se ele tinha achado algo ou suas suspeitas eram apenas paranoias. Ele parecia empenhado. Poderia se dizer que ele nem piscava de tão ocupado, e isso me deixou curioso também. A ideia do cara poder ser outra pessoa já passou pela minha cabeça, mas ele é tão mole com essas coisas e se mostra tão desinteressado que essa ideia simplesmente foi embora. 

Ele está fazendo agora o que eu queria estar fazendo há dias atrás. Ele está procurando saber mais sobre o Anthony Brandon, vulgo Mark Thompson. 

POV Lily

— O que aconteceu por aqui? — Susan entrou diretamente no quarto, esbarrando em alguns objetos. 

Suspirei alto e recuperei a respiração. Olhei para os dois lados e agradeci por ter sido apenas um pesadelo, um terrível pesadelo. 

Ter a imagem do Justin morrendo em meus pensamentos não era uma das melhores coisas que eu poderia escolher agora, mas era inevitável não lembrar de seu corpo caindo desesperadamente no chão depois de um tiro certeiro. Foi surreal. Parecia que eu estava vivendo aquele momento. Foi horrível. Ainda nem me recuperei disso. Tudo que eu consigo fazer agora é chorar e chorar. 

— Ele estava tão perto, mãe. Parecia tão real... — comecei a contar, abraçando ela na cama. 

As lágrimas caiam grossas de meus olhos sem parar. Era a pior sensação. Foi um inferno tentar não pensar nisso o resto do dia. Está sendo um inferno mentalizar isso e massacrar sua cabeça para tentar esquecer o que aconteceu em um pesadelo. 

— Eu sei que pode acabar assim, mas eu quero muito que haja outro jeito para acabar com isso sem ser morte. — desabafei em seus braços firmes me envolvendo, num verdadeiro abraço de mãe. 

— Calma, querida. Foi apenas um sonho ruim. Não se desespere! Não é bom para o bebê ficar neste estado, filha. — ela falou calmamente, tentando me tranquilizar. — Está tudo bem. 

— Não, não está! Olha em volta. Não está tudo bem. — retruquei, retribuindo uma opinião contrária da dela. 

— Mas vai ficar. — ela disse quando me puxou para olhá-la. 

Respirei fortemente, procurando algum jeito para aliviar aquela aflição dentro do peito, mas tudo o que eu conseguia era lembrar daquele sorriso forçado e fingido em minha frente, sussurrando um "eu te amo" enquanto apertava a minha mão. Não era a primeira vez desse sonho, mas agora foi ainda pior. 

Olhei para minha mãe uma última vez, vendo-a levantar-se e sair do quarto com uma feição preocupada e logo fui para o banheiro. 

Meu coração estava acelerado, quase incontrolável. Meu rostos assustado de quem acabou de presenciar uma das piores coisas da vida. Não sei se eu suportaria viver nisso. Não. Com certeza eu não suportaria. Não fui feita com tanta garra e determinação, assim. Eu ganhei as coisas simples, simpatia e formalidade. 

Saí do banheiro e desci a escada, dando de cara com alguém que eu pensei não rever tão cedo. Tudo bem, eu preferiria encontrar outra pessoa, não um desconhecido, mas ele parece ser confiável. 

Desci os últimos degraus e parei na frente dele, o encarando seriamente. 

— Está procurando alguém? — perguntei, me recompondo. 

— Não mais. — ele disse, coçando o queixo com a mão direita. 

Fiquei confusa com sua resposta, mas não dei tanta importância. Tudo o que se passava em minha cabeça era aquela cena, aquela terrível cena. 

— Se estiver procurando pelo Mark, ele deve ter saído. É bem provável isso. — falei, gesticulando sem parar. 

— Não, querida. Eu já falei com o seu pai... 

— Ele não é meu pai! 

— Enfim, não vim a procura dele. — ele deu de ombros.

— Minha mãe está ocupada. 

— Não, garota. O meu assunto é com você. — ele disse, engrossando a voz. 

— Comigo? 

— Não fui claro o suficiente? — perguntou em deboche.

Fiquei calada e ele se viu no direito de se explicar, afinal, eu não estava entendendo aonde ele queria chegar com tudo isso.

— Você deve estar se perguntando sobre o que eu vim fazer aqui, e obviamente, sobre qual seria o assunto tratado com você. — ele disse e eu concordei com a cabeça, não o interrompendo. — Bem, como um bom comprador, preciso examinar meus produtos a olho nu, e com muita atenção... 

— Isso eu já sei, você já disse isso antes. Mas aqui não tem nenhuma mercadoria sua. Deve estar se confundindo! 

Ele riu e andou pela sala, parando em uma cadeira. 

— Você é uma graça! — ele comentou, sentando-se na cadeira. 

— Você costuma elogiar as pessoas sempre que as visita? — perguntei, percebendo que ele gosta de elogiar muito – além de usar o deboche e um tom grave.

— Só quando existe um interesse à mais. — ele me respondeu e sorriu. 

Não sendo suficiente, ele conseguiu maliciar o próprio olhar. 

— Interesse? — perguntei, o incentivando a dar uma resposta, mas ele preferiu se calar. 

Ele passou a encarar a minha barriga e gemeu, posicionando uma perna sobre a outra, olhando para o lado. 

— Quem é o pai? — ousou perguntar, ultrapassando a minha privacidade. 

Ele nem me conhece direito. Como se atreve a ser tão intolerante? 

— Me desculpe, mas isso é pessoal! — falei, sendo um tanto que educada. 

— Não sabe quem é?

— Eu sei quem é o pai do meu filho! — rebati. 

— Quem seria? — insistiu na pergunta. 

— Não somos íntimos. Eu nem sei o seu nome... Por que acha que eu falaria sobre mim? 

— Não é sobre você, é sobre o pai da criança, que até agora não foi citado. 

— Você está invadindo a minha privacidade. 

— O que há de errado em querer saber sobre isso? — minha paciência estava se esgotando. — O feto não tem um pai? Posso assumi-lo caso queira. 

Eu não queria falar, mas não via outro jeito de fazer ele calar a boca e parar de perguntar isso. 

— Se isso te deixa satisfeito... — ele mostrou um sorriso, esperando a resposta. 

— Lily, não vai vir comer? — Susan entrou na sala, na hora certa. 

Olhei para o homem e ela fez o mesmo, aposto que estava se perguntando quem ele era. Ela olhou para mim e eu fui até ela, pedindo licença para o mesmo, que não viu problema, ou pelo menos não quis comentar. 

— Quem é ele? — ela perguntou, me arrastando para um canto da sala. 

— Juro que também quero saber. Deve ser amigo de Mark querendo receber algum produto. Ele só sabe falar disso. — revirei os olhos, olhando para ele. 

— Vai comer, eu vou falar com ele. — ela disse. 

Não era uma das melhores opções, mas ela havia encontrado um jeito fácil para me livrar da pergunta dele. Tanto que eu não me contive e aceitei no mesmo instante. Até porque de uns dias para cá eu mal tenho comido. Tenho certeza que isso não é bom, já que tudo o que eu consigo escutar é: "você precisa comer nutrientes, ter uma alimentação saudável" ou "como quer que seu parto não tenha complicações sendo que nem comer direito você consegue?". Garanto que a última é a que me deixa mais nervosa. Mas sempre que eu vejo comida na minha frente eu fico enjoada. 

Olhei para uma das poucas empregadas que Mark havia recontratado, se eu não me engano ela era a Maria. Ela era a que informava a minha mãe sobre algumas coisas, mas depois que Mark descobriu, ele deu um jeito de fazê-la se calar. Não duvido que tenha ameaçado a pobre mulher. Eu só não consigo entender o motivo de ela ter aceitado voltar a trabalhar aqui. 

— Maria, sabe quem é o homem que estava aqui? — Susan perguntou assim que entrou na sala de jantar. 

— Não, senhora. — ela respondeu, sem nos olhar. 

— Eu conheço você há anos. Olha nos meus olhos e diga novamente. — minha mãe pressionou ela a falar, mas a mesma não se sentia confortável em dizer. 

Pelo visto ela sabia, mas estava com medo de falar. 

— Tudo o que eu sei é que ele é conhecido como W. Bushnell. — ela falou e saiu da sala, deixando os talheres na mesa. 

Susan me olhou e apoiou a mão na mesa. 

— Esse nome não me é estranho. — ela sussurrou para mim, com uma pose profissional. 

Nós comemos e eu fiquei um tempo na sala, esticada no sofá com a mão alisando a barriga. Sentir o meu pequeno chutar era bom. A novidade de ser mãe ainda não caía clara e simplesmente em minha cabeça, era inacreditável. Mas em horas isso me parece tão normal. É completamente insano, mesmo!

Lembrar do pequeno me faz lembrar do Justin. Como eu estava com saudades dele em tão pouco tempo... Daquele par de olhos sinceros e confortantes. Do seu beijo. Das suas mãos tocando a minha pele cuidadosa. Daqueles braços fortes. Dele em si. E pensar nisso me faz lembrar que existe um meio que me permite escutar aquela voz cafajeste de deixar qualquer uma louca. 

Fui para o meu quarto e analisei se haviam sinais de Susan aparecer. É, ela ainda não sabe que eu tenho um celular, o qual eu uso para manter um contato escondido com o Drew Bieber. Por que eu ainda não contei? Porque, simplesmente, ela tiraria o aparelho de minhas mãos por pensar que seria perigoso tê-lo dentro de casa. É como eu penso também. 

Alcancei o vaso em cima da cômoda e arranquei a planta dentro dele, pegando o celular escondido. Na hora eu não achei lugar melhor, estava sob pressão e ali foi o lugar que eu consegui esconder durante um tempo para Mark não perceber. 

Iniciei o mesmo e liguei para o Justin, tendo minhas dúvidas se ele estava bem, pois havia atendido tão rápido. 

— Estava esperando que eu ligasse? — nem esperei ele dizer algo, apenas questionei o fato do mesmo atender na primeira chamada. 

Não seja iludida. — ele murmurou com desdém. 

— Se for me atender assim, nem ligo mais! — bufei, insatisfeita com os modos dele. 

Poxa, ele poderia dar valor a isso. É o único meio que nós temos. Que merda, Justin! 

Tá estressadinha? — debochou, e eu pude imaginar aquele sorriso meio aberto, de canto. 

— Pode ser que sim. — tremi os lábios, fazendo barulho. 

Chuta o valor que vamos conseguir em cima da empresa de Mark. — ele pediu, todo animado. 

— Eu odeio adivinhar. — avisei. 

Não, você odeia errar. — ele me corrigiu, e por um lado ele estava certo.

— Ahn... Eu não sei. — revirei os olhos, não estando disposta a falar sobre isso. 

Por isso eu mandei você chutar, de menor. — ele falou, usando aquele apelido ridículo novamente. 

— Você parece um idiota me chamando assim, sabia? É ridículo! — comentei. 

Tá bom, de menor. Só chuta o valor! Mas pensa bem, caralho. Não me venha com um valor pequeno, pense grande! 

— Ok. Ah, 100 milhões? — pensei grande, como ele pediu, mas pela gargalhada alta dele parece que eu nem cheguei perto. 

Acha que eu autorizaria um valor tão pequeno? 

— Pequeno? Justin, 100 milhões, baby! É muito dinheiro! — retruquei, destacando o valor. 

Wow! Soou excitante e vulgar. Repete pro papai? — ele esqueceu totalmente do assunto. O pedido dele fez as minhas bochechas queimarem. 

— Papai? Quantos anos você tem? 

Só repete! — seu tom mandão não me deu outra escolha. 

— 100 milhões, baby. — repeti, rindo de mim mesma. 

Tive um orgasmo. — ele disse e sua voz reproduziu rouca, sexymente rouca. Não teve nem vergonha em dizer isso. 

— Você se ouve antes de dizer essas coisas? — escondi o rosto em minha mão. 

Na hora do pornô não reclama... — ele bufou. 

— Fala o valor logo! — mudei de assunto, voltando ao anterior antes que viesse mais besteiras. 

É mentira agora? — não respondi nada, apenas esperei ele falar o tanto de dinheiro que conseguiu. — Aí, gata, acho melhor você sentar, mas não em mim, infelizmente! 210 milhões com aquela empresa. Tem noção da grana que é isso? — ele disse, animado, quase gritando no telefone. 

— Uau! — arregalei os olhos, sem acreditar. — Aceitaram pagar isso, investir nesta empresa? 

Demos um jeito. — ele respondeu e tudo se esclareceu. 

Depois do vexame que Mark passou, o sobrenome dele não teve comentários positivos. Aquele roubo que o Justin armou colocou o Sr. Thompson na merda. Poucos continuaram investindo na empresa. A maioria caiu fora. Ninguém queria investir seu dinheiro em uma empresa que quase faliu. 

— Ameaçaram ou pediram com jeitinho? — fiz sarcasmo, recebendo sua risada falsa. 

Pedimos até "por favor". — ele falou. — Nos livramos da empresa em dois dias. 

Automaticamente minha cabeça lembrou dos últimos três dias que eu teria para entregar o que preciso para Mark. Minha felicidade se desmanchou junto com o meu sorriso. 

Cê ainda está aí? — ele perguntou depois de um tempo. 

— E-eu estou. — tentei não me transparecer nervosa, mas foi difícil. 

Aconteceu alguma coisa aí? 

— É que... eu só tenho três dias, Justin. 

Em exatos dois dias você vai estar bem longe desta casa. — ele falou, esperando por uma reação minha, mas eu não tive nenhuma. Minha cabeça só conseguiu pensar que ele havia falado isso para me deixar calma. 

— Acho melhor não... — sussurrei, mas não terminei. 

Não o quê? 

— Não fazer nada. — terminei com dificuldade, escutando ele bufar e rapidamente imaginar ele ficar com raiva do que eu disse, mas não foi de propósito. 

Essa possibilidade não existe. Já tenho tudo planejado. Você vai voltar direto para casa e seu pai... Acho melhor você se despedir desse homem. — percebi o desgosto e uma ira se camuflar em sua voz. 

— O que você vai fazer? 

Não se preocupe com isso. 

Não repeti a pergunta, apenas deixei esse assunto incompleto entre nós, porque sabia que ele não falaria mais nada. A decisão dele já está tomada. Como os garotos mesmos falam, quando ele coloca um coisa na cabeça, ninguém tira. Quem sou eu para mudar esse pensamento dele? Isso, um nada!

— Aquele homem apareceu aqui hoje. Faz pouco tempo... — resolvi comentar sobre isso. 

Aquele que passou aí ontem? 

— Esse mesmo. Sabe, Justin? Acho que eu posso confiar nele. Acho que ele pode me ajudar. Apesar das perguntas bestas, ele parece ser... 

Não termina essa porra! Não fala o que eu estou pensando que você vai falar! Ninguém que aparecer aí é confiável, Lily. — ele se alterou, achando o meu modo de pensar sobre o homem inaceitável. 

— Tá, mas com ele é diferente. Ele parece querer me ajudar. Acho que ele pode me tirar daqui. 

Te tirar daí e levar para outro lugar, só se for.

— Eu vou tentar conversar com ele. — falei, sem temer a resposta dele. Até ouvi-la. 

NÃO VAI FAZER NADA! Sossega esse cu e não troque palavras com ele, Lily. Me escuta, não conte nada a ele!

— Por quê? — questionei a alteração dele. — Justin, estou falando, ele pode me tirar daqui. Ele entra aqui com tanta facilidade. Acho que Mark confia nele. Não existe pessoa mais certa que ele para me tirar daqui sem arranjar problemas. — expliquei, esperando que ele compreendesse. 

Não, Lily, não! Eu não vou aceitar isso. Tira essa ideia da cabeça! — gritou. 

Olhei para a janela e vi o carro de Mark estacionar em frente ao portão. 

— Justin, eu preciso desligar! — avisei. — Outra hora eu falo com você. 

Escuta, não conta nada para esse cara. Esquece! Ele não vai ajudar... — desliguei o celular e coloquei no mesmo lugar. 

Deitei na cama e fingi estar como em todos os dias, entediada. Ele não poderia descobrir ou se quer desconfiar que existe um celular desgrampeado aqui. Entretanto, eu vou tentar falar com aquele cara. Ele pode me ajudar, eu sei disso. 

Desculpa, Justin!

POV Justin

A ingenuidade plena dela me dava a puta certeza que ela iria se foder bem fodido nessa vida. Ela não vê maldade nas pessoas, não vê uma segunda intenção. Não consegue identificar quem é amigo ou inimigo por ser tão inocente. E é por isso que eu preciso ficar perto dessa garota todo o tempo. Eu preciso protegê-la das merdas que o mundo tem, dos perigos aqui fora. 

Eu queria, como eu queria ver aquela garota como uma mulher como nas poucas vezes, mas existem horas que ela parece uma criança prestes a aceitar um doce envenenado de um estranho tendo outras intenções. 

Simplesmente não deu para aceitar a burrice dela. Estava na cara que aquele homem não era de confiança, pelo menos para mim. Fui covarde em não ter contado enquanto tive tempo para ela. Mas o que eu pude fazer? Ela praticamente desligou a droga do telefone na minha cara. Não tive muito o que fazer sem ser encher aquele celular de chamadas minhas, mas dava só "desligado". E aí? Como uma pessoa pode sentar e esperar depois de um vácuo desses? 

— Para de ligar, cacete! — Chaz arrancou o celular da minha mão e deu para o Ryan. 

— Devolve, merda. — falei, sem vontade nenhuma de brincar. 

— E você ferrar a Lily? Não! — Ryan disse, guardando o celular. 

— Cara, você não me testa... — fechei a mão, sentindo o bosta do Christian me segurar. 

— Você ainda tem cérebro? Então, trabalha com ele, porra! Escuta os caras porque você também sabe que se o Mark imaginar que ela mantém contato com você, tu está mortinho. Se acalma, mano. — Ivan me alertou, mas nada me acalmava. 

— Ela vai contar tudo pro cara. Como você quer que eu me acalme, Ivan? Ele está junto com o Thompson. Se ela contar não duvide que Mark saberá sobre isso em questão de segundos! Eu estou pouco me fodendo comigo. O que importa aqui é ela! 

— Sabemos que esse coração apaixonado quer fazer de tudo para manter a garota fora de perigo, mas, cara, enquanto ela estiver ao seu lado isso vai acontecer. — Chaz disse. 

— Não se eu impedir. 

— Que ser um herói? Pense como um ao menos. — Christian comentou. Eu herói? Sério? Isso eu não sou. — Esfria essa cabeça e pensa em outra solução. Você não vai ir na casa do cara!

— E quem vai me impedir? — perguntei desafiador, dando cotoveladas na barriga do Christian que veio para me parar. — Cara, não tenta! — gritei, me virando para ele novamente que estava se levantando do chão. 

Quando ele se levantou e ficou parado eu pensei que ele não ia ter a audácia de me enfrentar outra vez, mas ele fez. Só sentir a mão dele segurar o meu braço já me deixou puto. Ele revidou com socos no meu estômago e Ryan e Chaz vieram me segurar, ajudando Christian a me imobilizar a todo custo. 

Esses merdas estão querendo se queimar. 

— Me solta, filhos da puta! — gritei me debatendo neles. 

— Pensa direito que você vai sair dessa facilmente. — Chaz disse, mantendo a calma, sendo o único calmo ali. 

— Quer proteger a Lily? Mantenha distância enquanto ela estiver naquela casa. — Ryan enfim falou, querendo dar uma de conselheiro. 

— Um bom primeiro passo! — Ivan falou com graça. 

— Vocês estão fodidos! — explodi enquanto eles me prendiam na cadeira do computador. — Me tira daqui, porra!

— Fica de boa, Dude. — Christian pediu. 

— O cu! Para de palhaçada e me tira daqui. 

— Poderia fazer silêncio? Eu quero me concentrar aqui. — Somers zombou, metendo a cabeça na frente da tela do computador. 

— Vocês acham que eu estou de brincadeira? Por acaso eu pareço estar brincando? 

— Bieber, se você aparecer naquela casa, adeus Lily. Você não tem escolha. É aqui que você vai ficar até voltar com a consciência ou a ligação dela. — Ivan bufou. 

Eles se calaram e voltaram a fazer o que estavam começando. Christian começou a discutir sobre o que roubaram na casa do Sr. Hoffman e eles logo bateram a cara em um pertence no qual quiseram me deixar de fora em saber. Como eles se atrevem? Eu vou sair daqui e metralhar a cabeça de cada um. 

— Eu acho que isso aqui vale mais. O cara tem isso espalhado em quadros. Com certeza daria falta. — Ryan comentou. 

— Eu não sei. Parece ser muito moleza. Não vai dar muito na cara, não? — Chaz perguntou. 

— Por isso que é perfeito! Ele vai notar o sumiço. — respondeu. 

— Pelo menos devolvam o meu celular! — falei natural. 

— Aí, a mocinha está se acalmando! — Chris fez graça, me zoando. Esse filho da puta... — Vai contar os minutos até ela ligar como agora pouco? — ele começou a rir. 

— Ah, ele só estava esperando a ligação de uma garota, gente. Bieber plantado no telefone esperando uma garota retornar suas ligações... Se não é o mundo dando suas belas voltas?! — Charles entrou na dele, me zoando enquanto podia. 

— Pega aí, divindade. — Christian me entregou o celular, pegando do Ryan. — Ah, é, está com as mãos ocupadas! — se fez e deixou o celular próximo de mim.

 

— Caralho, já pode me desamarrar! 

— Não parece calmo... 

— Mas eu estou muito calmo, porra! Anda logo! Me desamarra! Isso só é legal com reféns. — bufei para Chris. 

— Olha só, Justin. Estou confiando, cara. Mas não faça merda. Você aparecer lá logo agora que o cara chegou é morte na certa para ela. Pensa nela, já que você está arriscando sua vida por ela mesmo. — ele me aconselhou. 

Eu ainda não tinha mudado de ideia, mas em sã consciência eu consegui perceber em mínimos detalhes o erro que eu cometeria indo lá. Por mais que eu odeie admitir isso... Christian Beadles estava certo. Infelizmente. Mas não quer dizer que eu vá falar isso para ele. Que se foda. Eu estou com a razão, sempre. 

— Vai ficar encarando o celular até quando? — Charles se mostrou inquieto. 

Continuei olhando por um tempo a mais para o celular e bloqueei a tela. Estava pilhado. Ela disse que iria ligar e até agora nada. 

— Aí, Drew? A Scarlett ainda vai ficar cuidando das coisas lá na boate? — Christian perguntou. 

— Claro que vai. Por que a pergunta? — respondi seco. 

— Quatro letras: L-i-l-y. — Ivan disse. 

Revirei os olhos e passei a mão pela nuca. Ela não tinha que pensar nada quanto a isso. Lety é só mais uma funcionária que ajuda mais que esses merdas. Nada mais. Não importa o que a Lily pensar sobre isso, scarlett vai continuar trabalhando para mim. Isso não vai mudar. Não adianta ela dar uma de impaciente outra vez. 

— Relaxa, irmão. Ela vai ligar! — Chaz se aproximou para me atormentar. 

— Não estou preocupado com isso. 

— Então larga o celular e se concentra no planejamento do roubo. — sugeriu, jogando o meu celular sobre a mesa. 

— Por que não volta a procurar os dados de Mark Thompson como você estava fazendo e para de me irritar? 

— Você não aguenta ficar sem notícias da garota. — ele tirou sarro, encostando na mesa. — Ela deve estar sem tempo, cara. Ela avisou que ele tinha chegado, não avisou? — assenti. — Então. Quando a barra estiver limpa ela liga. — apoiei o queixo em uma mão e suspirei. 

Eu realmente não estava aguentando ficar horas sem ter uma ligação dela. Não dava para confiar nesse isolamento dela sempre quando Mark aparece. Eu não estou lá, não sei o que está acontecendo com ela. Ainda mais com as visitas desse pedófilo do caralho que está atrás dela. Eu não consigo ficar um minuto sem notícias dela. Era para ela estar aqui se eu não fosse tão estúpido. Mas eu sou e agora olha onde ela foi parar. 

— O que você pensa em fazer depois que ela estiver bem e vocês formarem uma família? — Ivan apareceu do meu lado, expulsando o Chaz com apenas um olhar. 

— Está mesmo me perguntando isso? — ri sem vida, achando aquela pergunta totalmente desnecessária. 

— Quer mesmo uma resposta? 

— Quando isso acabar, Ivan, a primeira coisa que eu vou fazer é, a todo custo, tirar ela de qualquer perigo.

— Isso é bom, garoto. Mas não o suficiente para ela. 

— Não é difícil entender. Eu vou ser pai de família as coisas irão mudar um pouco. — falei, aceitando algumas responsabilidades. 

— Irão mudar completamente. — ele disse e suspirou. — Bieber, de todas as pessoas no mundo, você seria a última que eu aceitaria com ela. Eu nunca esperaria isso. Jamais pensei que ela se apaixonaria por um otário como você. 

— Valeu pelo elogio. 

— Só estou tentando dizer que todas as vezes que você machucá-la eu vou jogar os seus vacilos na sua cara. 

— Quantas vezes eu vou ter que dizer para você que eu amo verdadeiramente aquela garota? — questionei logo tendo em mente o tempo que eu iria perder com o resto desse assunto. 

— Logo você que sempre pensou que o amor não existia? Que era coisa de gente carente e vazia? — começou a rir. 

— Opiniões podem ser modificadas quando alguém como ela entra na sua vida e bagunça tudo. 

— Amor verdadeiro não é apenas feito na cama, como você pensa, Bieber. 

Ivan falou e vazou, sem ouvir a minha resposta para isso. Mas, na verdade, estava sem resposta pra isso. Foi uma jogada do destino. Ela me ofereceu seu coração e eu ofereci a ela noites de prazer. No começo isso pareceu ser a melhor coisa que eu poderia dar a ela, mas agora eu vejo que ela merecia mais que isso. Mais que armas sedutoras. Talvez eu esteja disposto à entregar qualquer coisa a ela. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...