História Opposites - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Andie Star, Bill Forbes, Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Esther Mikaelson, Finn Mikaelson, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Hope Mikaelson, Jeremy Gilbert, Josette "Jo" Laughlin-Saltzman, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lexi Branson, Lucy Bennett, Marcellus "Marcel" Gerard, Matt Donovan, Mikael Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Sheila Bennett, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Caroline, Comedia, Klaroline, Klaus, Romance
Visualizações 70
Palavras 1.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeey gente, primeiramente quero pedir desculpas por não ter postado ontem. Ocorreu uns imprevistos ( nada grave, apenas alguns trabalhos de escola), e acabou que não sobrou tempo para escrever.
Enfim... espero que gostem e boa leitura ❤

Capítulo 10 - Capítulo X - Tear


Fanfic / Fanfiction Opposites - Capítulo 10 - Capítulo X - Tear

  Pov's Autora

O tempo amanheceu chuvoso e cinza em Nova York. O sol antes radiante e caloroso, deu espaço para nuvens pretas e obscuras. As gotas grosas da chuva que caía naquele dia, alagava as ruas, impossibilitando qualquer atividade ao ar livre. Caroline não se levantou da cama durante toda a manhã, ela dormia, ou pelo menos tentava. Para ela, tudo isso passava de um pesadelo, no qual ela acordaria e tudo estaria bem.

  Quando era criança, seu avô lhe ensinou a beliscar seu ombro para trazer de volta à realidade, já que a garota tinha pesadelos constantes. E foi o que Caroline fez, sentou-se na cama, fechou seus olhos e beliscou de leve seu ombro esquerdo. Quando abriu seus olhos novamente, ela ainda sentia dor, ainda sentia como se uma parte do seu coração tivesse morrido. Frustrada, ela fechou seus olhos novamente, repetindo o mesmo ato repetidas vezes. Seu ombro já se encontrava avermelhado, a loura então se tocou que aquilo tudo não era um pesadelo, mas sim a realidade. A dura e triste realidade.

  Quase instantaneamente, Caroline se desmanchou em lágrimas. Tudo para ela era inacreditável. À poucos dias atrás ela conversava animadamente com seu avô, e hoje ele já não estava mais entre ela. Caroline se odiou, se odiou por ter ido embora sem se despedir, se odiou por não ter digo o quanto amava seu avô, se odiou por não ter ido visita-lo em Mystic Falls. Mas agora nada adiantava, não adiantava se lamentar, não adiantava pensar no que poderia fazer ou deixar de fazer, afinal não dá pra voltar no tempo. Como diz Charlie Chaplin,a vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos. Aquela citação nunca fez tanto sentido para Caroline igual agora.

  Então ela parou de chorar, simplesmente não saía mais nenhuma lágrima de seus olhos. Era como se Caroline já tivesse derramado todo líquido de seu corpo. A garota se levantou, um pouco tonta por causa da dor de cabeça infernal que sentia, mas se levantou. Caminhou até o banheiro que havia no quarto e se assustou ao ver Klaus se barbeando. Ele sorriu, mas ela foi incapaz de retribuir. O britânico passou a noite inteira com Caroline, se certificando que ela estaria bem. Por mais impossível que isso possa soar, Klaus cuidou de Caroline. Queria a todo custo, reconforta-lá neste momento difícil.

  Não é apenas Klaus que queria ajuda-lá, o restante de seus amigos passaram a noite em claro pensando na amiga. Todos os seis amigos estavam conectados, se um estava triste, todos ficavam, se um estava feliz, todos se alegravam, e se um estivesse com problemas, todos se reuniam e tentavam encontrar uma solução.

  A casa de Bonnie nunca esteve tão silenciosa, o peso do luto pairava sobre o local. Mesmo não conhecendo o avô de Caroline, todos respeitavam a dor da amiga e sofriam juntos. Elena preparava o café da manhã, cookies de gotas de chocolate com suco de laranja, o preferido de Caroline. Mesmo sabendo que ela não comeria, a pequena Gilbert preparou. Elena sabia bem o que a amiga estava passando, ela perdeu seus pais em um único dia, e quase perdeu a própria vida também. A morena se jogou no sofá, se juntando com o restante do grupo. Todos se olhavam em silêncio, ninguém sabia o que fazer. A porta de entrada se abriu, exibindo Bonnie com duas malas grandes.

O velório aconteceria em Mystic Falls, por isso Bonnie tratou de arrumar as malas de Caroline para evitar mais trabalho para a amiga.

-Ela já saiu do quarto? -A pergunta partiu de Bonnie. Havia mais de seis horas que Caroline estava no quarto. Todos negaram.

-Nós precisamos ser pacientes, irá demorar um pouco para que Caroline esteja cem por cento saturada. -Elena disse.

Damon adentrou a sala, se sentando ao lado da esposa, entrelaçando suas mãos. O moreno falava com Stefan, explicou tudo que aconteceu para o irmão, que deu o tempo de folga que Caroline precisasse.

A porta do quarto de hóspedes se abriu, era Klaus.

-Como ela está? -A preocupação era de Damon. Não estava sendo nada fácil ver a melhor amiga sofrendo.

-Mal. -Foi a única coisa que Klaus foi capaz de dizer. Todos suspiraram decepcionados.

O barulho do rangir da porta atraiu a atenção de todos, Caroline havia saído do quarto. Sua expressão era cansada, sua face repleta de olheiras, seus olhos fundos e vermelhos, resultado de uma noite toda em lágrimas.

-Vocês podem ir à Mystic Falls comigo? Acho que não conseguirei ir sozinha. -Todos concordaram de forma sincronizada.

Elena e Damon foram arrumar suas malas, todos partiriam antes de entardecer. Os amigos pegaram um metrô até o aeroporto, aquele mesmo metrô que Caroline pegou para chegar em Nova York. A loura logo se entristeceu, lembranças antigas e a sua situação atual à atingiram em cheio, provocando uma avalance de sentimentos. Duas perdas importantes em menos de três meses, duas vidas importantes na vida de Caroline, duas pessoas que a amavam acima de tudo.

  Já se passava das dezesseis horas quando eles embarcaram no avião. Vencida pelo cansaço, a Forbes dormiu. Seus sonhos eram bons, na verdade não eram sonhos, mas sim lembranças. Lembranças de suas aventuras com seu avô. Então ela acordou, na verdade foi forçada a acordar, pois o avião já havia chegado ao seu destino. Para Caroline, pisar em Mystic Falls nunca seria igual. Por ser uma cidade pequena, todos se conheciam, e todos trataram de prestar seus pêsames à garota.

Era surreal ver todos aqueles rostos conhecidos, pessoas que nunca trocaram um diálogo sequer com Caroline estavam lá prestando seus sentimentos pela perda. Mas como Elena sempre dizia, eles realmente não querem uma resposta ao perguntar se estava tudo bem. Todos caminhavam até a casa dos Forbes, Caroline era abraçada por Bonnie, Damon também abraçava Elena, e Klaus e Enzo permaneciam de cabeça baixa. A casa estava cheia naquele dia, talvez mais cheia do que quando tem alguma festa. Elizabeth Forbes os recebeu na entrada, ela viajou de volta a Mystic Falls assim que contou a Caroline. Nem se deu o trabalho de consolar a filha neste momento difícil, nem se deu o trabalho de fazer o papel correto de mãe. Em um canto isolado estava a avó de Caroline, ela não chorava mas mantinha uma expressão triste no rosto. A garota correu até sua vó, abraçou-a tão apertado que chegava sufoca-lá.

-Ele deixou para você. -Com a voz trêmula, e lágrimas nos olhos, a senhora apontou para um bichinho de pelúcia.

Era Nala, o ursinho que Caroline havia ganhado em seu aniversário de três anos. Durante toda sua infância, e até mesmo na adolescência, a garota dormia agarrada com o bichinho. Com sua mudança imediata para Nova York ela acabou largando-a para trás. A pequena Forbes pegou Nala e apertou contra seu corpo, ela apertava como se dependesse daquilo para viver.

Por cima do ombro de sua avó, Caroline avistou seu pior pesadelo, talvez a pessoa que ela menos queria encontrar naquele dia, Bill Forbes. A loura imediatamente virou seu rosto em uma direção contrária.

Dominada de cansaço, Caroline e seus amigos subiram até seu antigo quarto. Ela se surpreendeu ao encontrar o quarto como ela deixou, sua cama um pouco bagunçada, porta do guarda- roupa escancarada, tudo como ela deixou ao ir a Nova York. Como a cama era de casal, Bonnie e Elena dormiram com Caroline. Já os garotos dormiam em colchões no chão. Não demorou muito para eles dormirem. Amanhã provavelmente mais difícil que o hoje, pensou Caroline. Afinal amanhã seria o velório, a última chance de ver seu avô, a última chance de vê-lo, o último adeus.



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