História Opposites - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias The Originals, The Vampire Diaries
Personagens Alaric Saltzman, Andie Star, Bill Forbes, Bonnie Bennett, Camille O'Connell, Caroline Forbes, Damon Salvatore, Elena Gilbert, Elijah Mikaelson, Elizabeth "Liz" Forbes, Enzo, Esther Mikaelson, Finn Mikaelson, Freya Mikaelson, Hayley Marshall, Hope Mikaelson, Jeremy Gilbert, Josette "Jo" Laughlin-Saltzman, Katherine Pierce, Klaus Mikaelson, Kol Mikaelson, Lexi Branson, Lucy Bennett, Marcellus "Marcel" Gerard, Matt Donovan, Mikael Mikaelson, Personagens Originais, Rebekah Mikaelson, Sheila Bennett, Stefan Salvatore, Tyler Lockwood
Tags Amor, Caroline, Comedia, Klaroline, Klaus, Romance, Steroline
Visualizações 122
Palavras 1.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeey gente !!
Primeiramente, desculpe pelo comprimento do capítulo. Eu realmente estou muito sem tempo para escrever, os trabalhos da faculdade estão acumulando e so tenho a noite para atualizar a fic.
Este será o último capítulo triste sobre a perda do avô de Caroline. ( Não será o último capítulo triste da fanfic, ainda tem muitos pela frente!.)
No próximo, eu acredito que terá um salto no tempo e retornará o clima voltado a comédia e romance. Então é isso, boa leitura!

~KitKath 🍭

Capítulo 11 - Capítulo XI - Last Goodbye


Pov's Caroline Forbes 

O funeral estava pra começar. Todos estavam trajados de roupas pretas, como se tentasse passar uma mensagem de luto. Era inacreditável, eu me recusava a aceitar, estava prestes a dar meu último adeus ao cara que cuidou de mim a vida inteira. Adentrei a capela junto com meus amigos, sentando-me na primeira fileira. Pra ser sincera, eu não sou nem um pouco religiosa, nunca frequentei a igreja e nunca fiz nenhum tipo de encontro religioso, apenas a catequese. Era tudo muito imediato para mim, perdi duas pessoas em menos de um mês. Mal digeri a perda da primeira e Deus já levou outra. A única diferença é que desta vez eu não estou sozinha, meus amigos me ajudavam o tempo inteiro, não me deixavam um minuto sequer.

O momento dos discursos estava cada vez mais próximo, e eu não consegui pensar em nada. Eu seria a primeira a falar, seguida por minha avó e depois minha mãe. Me levantei e fui para o lado de fora da igreja, eu precisava de ar fresco. Sentei-me no degrau da escada de acesso e escondi a cabeça entre as mãos. Mesmo não tendo a visão do meu redor, senti a presença de meus amigos.

-Está tudo bem amiga? -Esse foi o único "Está tudo bem" sincero que eu ouvi naquele dia. Bonnie a todo momento se certificava que eu estava bem.

-Acho que sim, eu só precisava tomar um ar fresco. -Senti alguém me puxar para um abraço. Nem precisei me dar o trabalho de ver para descobrir de quem se tratava. Aqueles braços se tornaram cada vez mais conhecidos por mim, o perfume amadeirado, a firmeza como me abraçava e os sentimentos passados no aperto, se tratava de Klaus.

-Caroline, os discursos já vão começar! - A voz nojenta da minha mãe puxa minha atenção. Dei de ombros e esfreguei as mãos na coxa.

-Ei calma! Vai dar tudo certo. É normal se sentir nervosa. -Disse Elena segurando minhas mãos. Suspirei fundo.

-Este não é o problema. O problema é que eu não preparei um discurso, com tudo isso acontecendo eu não consegui pensar em nada.

-Experimente falar coisas boas que você lembra sobre ele, abrir o coração é o melhor discurso que alguém pode fazer.

No final das contas eu resolvi seguir o conselho de Elena. Subi até o altar e peguei o microfone um pouco trêmula. Falar em público nunca foi um problema pra mim, na verdade eu sempre gostei, mas naquele momento em específico era o que eu menos queria. A igreja inteira se calou, passei os olhos pelo local tentando formular como começar meu discurso. Poucas pessoas choravam, olhei para meus amigos, recebendo um sorriso incentivador de Klaus.

-Meu Avô com certeza foi a melhor pessoa que conheci. Com ele não tinha tempo ruim,  estava sempre de bom humor e contagiando as pessoas ao seu redor com sua risada. Além de bom humorado, Adrew foi um guerreiro, ele me criou sozinho e eu o agradeço eternamente por isso, pois ele me ensinou a ser quem sou hoje em dia. Vai ser difícil superar a sua perda, mas eu preciso seguir em frente, preciso me manter forte,  porque eu sei que é exatamente o que ele queria, que eu seguisse em frente. As últimas palavras do meu avô para mim, foi para eu jogar meu pijama fora. -Ri me lembrando de nossa última conversa, todos na assembléia riram também. - A vida toda ele implicou com minha calça, eu sempre me diverti com isso e desta vez não foi diferente. Muita gente quer ouvir um "Eu te amo" como últimas palavras de algum ente querido, mas eu nunca trocaria as últimas palavras de Adrew por outras, pois ele morreu sendo ele mesmo, sendo a pessoa divertida e brincalhona que eu conhecia à 26 anos. Nenhum remédio no mundo cura a dor que eu estou sentindo, dói muito. Eu espero que o senhor, aonde estiver, que encontre o descanso eterno. -Finalizei meu discurso em lágrimas. Coloquei o microfone de volta no ambão e fui em direção ao meu lugar. Minha avó se levantou, me dando um abraço antes de ir. Suspirei cansada, sentando-me no banco.

O restante do funeral se passou depressa, e eu finalmente fui para minha "casa". Voltaria com meus amigos à Nova York na próxima semana, eu assistiria a missa de sétimo dia e assim retornaria para solo nova-iorquino.

Era uma loucura estar de volta a Mystic Falls depois de tudo o que aconteceu. Eu e meu pai não trocamos uma palavra sequer durante esses dois dias, mas era melhor assim. A casa ia se esvaziando aos poucos, e logo se encontrava apenas eu, meus amigos e meus pais. Jantamos em total silêncio, ninguém sabia o que falar e eu não estava afim de conversar com Bill e Elizabeth.

-Então filha, como está em Nova York? -Minha mãe quebrou o silêncio. Suspirei fundo e engoli a comida antes de responde-lá.

-Maravilhosa! Um mês em Nova York conseguiu ser melhor que vinte seis anos em Mystic Falls. -Digo com total deboche.

-Você já tem um lugar para morar? -Ela continuou com seu interrogatório ridículo.

-Sim.

-Sabe Caroline, quando você foi embora eu e seu pai morremos de preocupação. -Se eu não a conhecesse bem, acharia que aquilo fosse verdade.

-Eu acredito em vocês. -Disse irônica.

-Também sentimos sua falta querida!. Já conseguiu um emprego? Você sabe que pode pegar quanto dinheiro quiser. -Larguei os talheres na mesa, assustando meus amigos.

-Eu não quero nada que venha de vocês! Se a senhora me ligasse todo dia, como uma mãe de verdade faria, estaria ciente de que estou trabalhando e que tenho um lugar para morar. Foi incrível discutir sobre minha vida que vocês não dão a mínima, mas eu não como à dois dias e estou morta de fome. Se realmente se importam, deveriam saber disso também. -Não controlei minhas palavras, aquela altura eu não me importava se meus amigos vissem minha discussão com meus pais. Ignorei o olhar mortal de minha mãe e voltei a comer.

O jantar seguiu-se em silêncio, ninguém tinha coragem de puxar assunto depois de minha pequena discussão. Subi as escadas acompanhada por meus amigos e me joguei em minha cama.

-Como está se sentindo? -Perguntou Elena, também se jogando no colchão.

-Por Incrível que pareça estou bem, parece que tirei um peso de meus ombros.

-Isso mesmo garota, nada tira a dor de seu coração, mas às vezes temos apenas que seguir em frente. -A morena beija minha testa e sussurra um "Boa noite".

-Boa noite gente!- Digo e todos respondem um uníssono "boa noite.

Puxo o edredom, me cobrindo até a cabeça. Naquela noite eu sonhei com meu avô, sonhei que ele me abraçava e dizia que ficaria tudo bem. Aquilo me trouxe paz, me trouxe uma boa sensação. Afinal a vida era assim, gostamos das pessoas, elas morrem, acostumamos com a dor e perdemos outra, em um doloroso ciclo.



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