História Ops..chat errado - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Colegial, Jikook, Jimin, Jungkook, Park Jimin, Vhope
Exibições 159
Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Festa, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


AH MANO EU VOU CONTAR COM DOIS CAPÍTULOS. O 9 E O 10 PRA ADIANTAR ESSA BAGAÇA!
BJS E BOA LEITURA AMO VCS 😘😘😍😙

Capítulo 9 - Eu tentei juro..


Fanfic / Fanfiction Ops..chat errado - Capítulo 9 - Eu tentei juro..

Me abrace forte, me abrace. Pode confiar em mim? 

Hold me tight - BTS 




 Jimin



 Tudo ainda se passava lentamente, ainda sentia meus lábios arderem pelo beijo que Jungkook me deu e tive a capacidade de me afastar. Particularmente estou achando meu sofrimento exagerado, e por esse motivo estou aceitando todos os carinhos e beijos de Yoongi. 


 Estou errado?


Infelizmente sim, gostaria que tudo fosse mais simples. E é, mas não quero aceitar. Meu orgulho é grande demais para me permitir calçar os sapatos e correr em direção à casa de Jungkook. Escutar todas as suas desculpas, que eu já tenho noção de serem sinceras. 


Eu já perdoei Jungkook, lá no fundo eu já não sinto mais raiva do mesmo. Porém meu orgulho quer ouvir mais um ''me desculpe'' dele. Pode parecer amor próprio além da conta. Mas não é. 


 Primeiro eu. 


 Segundo eu. 


 Terceiro eu...Não é assim. 


Não dizer à Jungkook que aceitei suas desculpas apenas me machuca mais, e principalmente ele. Eu sei disso tudo e não faço exatamente nada. Talvez eu seja o pior de todos nessa história. O orgulho diz ''veja ele se arrepender mais''.


 Enquanto no fundo do meu coração eu ouço ''deixa de ser idiota e corre atrás do Jungkook''. É triste seguir a primeira opção, eu sou complicado demais. 


 [Yoongi] 

Já, já eu chego ai. 

Estou levando sorvete :) 


 Hoje seria o dia do meu trabalho com Jungkook, mas acho muito difícil ele vir para cá. Então aceitei marquei com Yoongi de fazer uma maratona de filmes. 


 Tudo na minha casa estava fechado, a janela, as cortinas, a porta. Tudo estava um verdadeiro breu. Mas não tinha problema, Yoongi já tinha uma cópia da chave da casa, não me preocuparia de arrastar meu corpo para abrir a porta de madeira.


 Quando Yoongi chegou, ele foi logo abrindo a cortina azul bebê da janela que ficava exatamente ao lado do sofá. Um clarão tomou conta da sala, e eu reclamei por isso. Enquanto Yoongi apenas me chamava de vampiro, nem luz do sol aguentava mais. 


 - Que filme vamos assistir? - Perguntei para Yoongi. 


 - Vamos variar hoje, que tal um terror? - Vinha com um pacote de pipoca amanteigada e um pote de sorvete sabor hortelã com chocolate. 


 - Hyung...você sabe que não curto terror. - Tomei uma colherada daquele sorvete. 


 - Para de ser marica Jimin! Iremos assistir arraste-me para o inferno! - Faltei apenas me engasgar com o sorvete, agora dissolvido na minha boca.


 - Aish, tudo bem. - Acabei por desistir, não adiantaria discutir com ele. 


 - Vai mais pra lá. - Me empurrava de leve para o lado. - Agora sim. Não preciso comentar o quanto de gritos finos soltei apenas em dez minutos de filme. Também não preciso comentar o fato quando a idosa começou a puxar a mulher para dentro do túmulo apenas faltei pular de susto, e foi isso que fiz.


 O único problema foi o lugar onde fui parar, no colo de Yoongi. Pus meu rosto no seu peito, implorando para ele parar o filme, por mais que a sala estivesse bem iluminada. Eu era um belo cagão. Yoongi aproveitador como eu, alisou minhas costas e repetiu o vem fazendo todos os dias, roubou um beijo meu. 


E como em todos, não senti nada, mesmo ele invadindo a minha boca com permissão, mesmo ele segurando na minha cintura com firmeza, o meu ponto fraco. Não sentia nada. 


 Aquilo não me levaria para lugar algum, amanhã mesmo falaria com Jungkook. Não gostaria de saber de desculpas, apenas do seus beijos. 




 (...)



 Jungkook 


 Por mais difícil que fosse, eu estava tentando de todas as maneiras demonstar à Jimin que me arrependi. 


Mas ele não acreditava mais nas minhas palavras, eu queria me declarar para ele no meio da rua ou até mesmo no meio do pátio. Porém tudo poderia parar nos ouvidos da minha mãe. 


 Taehyung me aconselhou conversar com minha omma e me assumir, mesmo sendo difícil. Se ela realmente me amasse iria me aceitar do jeito que sou. Afinal o fato de ser gay não mudaria meu modo de ser, ou deixaria de ser um filho exemplar e amoroso. 


Eu acreditava fielmente que ela me aceitaria. Depois da minha falha tentativa de conversar com Jimin e no final lhe roubar um beijo, passei na casa de Taehyung, dormi na casa do meu amigo, escutando todos os seus conselhos. E agora caminhava rumo à minha casa, conversar com minha mãe. Pelo cheiro que senti, ela estava preparando o almoço. Seria o momento perfeito. 


 - Mãe? - Perguntei logo quando adentrei a casa, deixando meus sapatos no canto da sala. Escutei sua voz da cozinha, encontrei ela ainda sem avental, apenas com a roupa do trabalho. - Chegou agora? - Dei um beijo na bochecha da mesma. 


 - Foi querido, você não sabe. Eu ganhei uma promoção! - Abriu um sorriso cheio de doçura, seus olhos brilhavam em alegria. Já eu agora deixava selinhos por todo rosto da minha mãe.


 - Que bom mãe! Estou feliz pela senhora! - Me encostei no balcão. - Jungkook...aconteceu algo? - Estava me esforçando para não demonstrar meu nervosismo e tensão, mas ela era minha mãe e me conhecia perfeitamente. 


 - Depois do almoço, podemos conversar? - Pedi receoso, mas ela apenas deu um sorriso compreensível. 


 Nervoso. 


 Tenso. 


 Ansioso. 


 Era assim que me encontrava, agora de frente a minha mãe. Estávamos sentados, os nossos talheres e pratos ainda estavam sujos, mas eu estava apressado demais para esperar um minuto que fosse. 


 - Bom...eu espero que a senhora entenda. Sabe muito bem que é minha única família e uma das pessoas que mais amo nesse mundo. - Apertei minhas mãos na calça. 


 - Uma das? - Franziu a testa. 


- Eu sempre tive uma forte amizade pelo Taehyung, sempre fomos muito amigos. Mas tudo pulou para um outro nível. - Sentia o suor frio escorrer pelo meu pescoço e adentrar minha camisa. 


 - Jeon... - Ela já estranhava.


- Tae e eu tivemos uma amizade colorida. 


 - Filho, você sabe que não sou uma mãe do tipo...atualizada. Me explique. - A minha amizade com o Tae passou de conversa para...ah droga. - Bagunçei meu cabelo em sinal de nervosismo. 


- Eu transava com o Taehyung. - Senti a minha bochecha arder, um som de estalho se fez presente naquele ambiente e uma lágrima inconsciente escorreu pelo meu olho. Ela havia me batido. 


 - Jeon, não brinca comigo. - Voltei meu olhar para ela, ainda sentindo meu rosto arder. Agora os olhos aos quais admirava tanto, que exalavam alegria e compreensão, ferviam em ódio. Não era a minha mãe. - Repete. 


 - E-eu e o Tae a gente trans... - Fui impedido de falar por um novo tapa, agora do lado esquerdo.


 - Não acredito que te criei com tanto esforço para no final ser recompensada desse jeito! Um filho gay! - Ela se levantou furiosa. Minha visão já estava embaçada pelo choro, os soluços agora não paravam. 


 - Mãe... - Me levantei para tentar tocar o seu braço. 


 - Não me chama de mãe! Eu não sei como tive a capacidade de por você no mundo! De criar você Jeon! - Me afastou bruscamente dela. - Passei horas no emprego para lhe dar um conforto, deixei de viver para viver por você Jungkook! 


 - Eu agradeço. 


- Cala a boca! - Aqueles dois tapas doíam, mas não doíam mais que meus sentimentos. Eles estavam depedaçados, minha mãe, minha única família agora não queria ouvir minha voz. - Vá embora daqui, pegue suas coisas e não volte nunca mais! Eu tenho nojo de você, não posso ser mãe de um ser igual à você! - Eu arregalei meus olhos, estava acabado. Queria apenas chorar no peito de alguém que me entendesse. 


 - Mãe, mas e-eu amo a s-senhora. - Os soluços insistiam em vir e eu insistia em não acreditar nas palavras da minha mãe.


 - Mas eu não. - Aquilo foi como uma facada no meu peito. Ela não me amava. - Pegue suas porcarias e vá ser comido por aquele gay de merda. - Ela entrou no seu quarto e fechou a porta com uma força absurda. 


 Minha estrutura estava em ruínas, caí naquele chão frio. Chorei ao ponto do meu peito doer, se aquilo era possível. Segurava com força o pano da minha camisa, emcima do meu peito, perguntando o motivo daquela dor apenas aumentar. O motivo de ser tão julgado sem ter culpa de nada. 


 Mordi o meu joelho tentando afastar aquela dor, bagunçei meus cabelos e gritei como se não houvesse amanhã, e talvez não houvesse. Não sei como consegui jogar todas as roupas e coisas necessárias na mochila, minha cabeça estava a ponto de explodir.


 Tudo que eu levava, sendo roupas, e dinheiro, não eram nada. Estava acabado, queria apenas meu pequeno me abraçando, e me protegendo como havia prometido. Queria sentir aqueles braços curtos e quente de Jimin me confortando, queria ouvir a voz doce dele dizendo que tudo ficaria bem. Queria chorar e ser confortado por ele. 


   E era isso que eu iria fazer. 


 Olhei uma última vez para a casa de madeira, nunca mais entraria nela. Com muita dor caminhei em direção à casa de Jimin. Já tinha buscado ele uma vez, sabia o endereço. 


As lágrimas secas que estavam no meu rosto eram substituídas por outras. Não sabia de onde meu corpo encontrava mais lágrimas para serem postas para fora. Eu já reconhecia a rua, via as mesmas casas pela segunda vez, e estava chegando perto da casa à qual morava a pessoa que mais amava. Jimin. 


 Mas me arrependi profundamente por correr atrás dele, já não tinha certeza se o mesmo me amava. Parecia tão confortável e seguro nos braços de Yoongi, beijando e segurando no pescoço do amigo, já não tão amigo assim. 


 Senti mais uma vez meu mundo se desabar. A segunda pessoa que mais amava agora já não era mais minha, mais uma facada no peito eu senti. 


 Me sentia um derrotado, não fui o suficiente para minha mãe, e essa sentia nojo de mim. Não dei todo meu amor para Jimin, que agora tinha alguém que lhe dava o seu corpo e alma. Não fui suficiente para amar. 


 Eu apenas era mais um jogado nesse mundo. 



 (...)



 Acordei deitado no banco do parque, me recusei a ir para casa do meu amigo. 


Agora sentia minhas costas doerem pelo local desconfortável que dormi, lembrei de todas as desgraças que aconteceram comigo. E assim o choro voltou, e com ele caminhei naquelas ruas escuras e agora frias. Já deviam se passar da meia-noite, nenhum pé de pessoa na rua. 


E eu estava tão morto mentalmente e fisicamente que nem liguei para esse detalhe, muito menos quando um grupo de homens altos e encapuzados chegaram soltando piadas. 


 - Ei cara, não é aquele idiota gayzinho do colégio? - Algum dos cinco comentou. 


 - É ele mesmo. 


 - O que faz uma princesinha sozinha na rua? - Um deles falou com deboche e riu junto com os outros. 


 - Nem pra comer um homem soube fazer direito.


 - Vão embora seus idiotas. - Falei com o resto de voz que ainda possuía, e tentava me desviar dos empurrões que me davam. 


 - Olhem para ele, tentando se defender. Vamos te ensinar a ser macho de verdade. - Senti puxarem minha mochila e meu corpo ser jogado no chão daquele beco escuro. 


 Meu estômago foi o primeiro a ser atingido, senti a falta de ar, e apenas piorou com os seguidos chutes. Eu já cuspia sangue, e aquela dor era tanta, mas tanta, que tinha medo de ser meu último dia. 


 Minha visão ficou embaçada pelos socos que recebi e tudo começou a escurecer. Eu já não via mais nada, fiquei desfalecido naquele beco sujo e escuro.


 Espero que Jimin saiba, eu tentei. Tentei demonstrar meu amor por ele e a minha última cartada era me assumir para o mundo, espero que ele saiba que o amo. Eu tentei, eu juro que tentei. 




Você ainda brilha 

Você ainda é como uma flor perfumada 

Agora confia em mim, me abrace uma vez mais 

Assim posso sentir você, me abrace 

Sem você não consigo respirar

Não sou nada sem você (...) 

Teus braços, seu calor, seu coração 

Eu quero ver tudo, eu te imploro 

Neste momento, incluso o cálido vento com aroma de flor 

Até mesmo o céu sem nem uma nuvem 

Tudo se sente frio e estou incluso assustado pelo céu claro 

Se você não esta aqui, eu sou apenas um corpo, como respirar 

Dói, sempre estou chorando, chorando, chorando  


Notas Finais


O ÚLTIMO CAPÍTULO!


MAS O ÚLTIMO CAPÍTULO SOFRIDO NESSA FANFIC :)))) FIQUEM HAPPYYYYY 😁😁😁😁😁😁

irei postar o outro e bjss 😘😘


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