História Orações Suicidas - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Crime, Depressão, Filosofia, Morte, Solidão, Suícidio, Tristeza
Exibições 19
Palavras 1.213
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá gente! Esta é a minha segunda fic, e vou tentar publicar um capitulo dois em dois dias! Não se preocupem que não vou deixar de escrever a outra fc <3

https://spiritfanfics.com/historia/a-perfect-imperfection-6875475 --> aqui está a minha primeira fic para quem ainda não leu "A perfect Imperfection" <3

Capítulo 1 - Hi, I m Jordan Edward


Fanfic / Fanfiction Orações Suicidas - Capítulo 1 - Hi, I m Jordan Edward

  Jordan´s POV

 

“Olá, o meu nome é Jordan Edward e tenho 15 anos.  Tenho cabelo castanho escuro e olhos cor de mel. Vivo em Sydney, na Austrália.

Até aqui tudo parece perfeito, não é? Tudo seria, se eu não odiasse a minha vida.

 Não culpo ninguém por isso, não culpo o meu pai por ter assassinado a minha mãe, e depois ter cometido suicídio quando eu tinha 4 anos. Não culpo os meus irmãos por terem sido adotados por uma família rica e eu ter ficado num orfanato durante os seguinte 7 anos. Também não culpo o casal alcoólico que me adotou e que toma conta de mim desde então.

A verdade é que embora eu vá á escola todos os dias, não tenho um único amigo. As pessoas desistiram de tentar falar comigo, os professores desistiram de me tentar ajudar, e eu desisti de tentar ser um rapaz normal. O mundo desistiu de mim, e eu desisti de pertencer a ele. Não tenho gosto musical, e quando quero ouvir musica, apenas me deito no telhado da nossa casa a ouvir cada som á minha volta, e a observar as casas, os carros a passar, os adolescentes da minha idade a divertirem se e pessoas a falarem ao telefone como se fossem importantes. Mas a verdade é que tudo o que um ser humano constrói durante a sua vida, um dia vai ser totalmente em vão. O universo não vai querer saber se essa pessoa fez sucesso ou se foi um total fracasso, não vai querer saber se a sua morte foi justa ou injusta, dolorosa ou natural. O universo vai simplesmente continuar a fazer o que sempre fez durante milhões anos. Quando eu morrer, eu serei esquecido, tu serás esquecido, e mesmo todos os reis, presidentes e celebridades vão ser esquecidos, e cair num total buraco vazio e escuro, onde tudo o que entra nele passa a ser um nada. Um nada como eu sou, um nada como tudo o que já existiu e como o que está para existir.  Obrigado.”

 

Acabei de ler a minha composição de filosofia, e voltei para o meu lugar bem no fundo da sala, onde me sento ao lado duma menina que me irrita profundamente a toda a hora. Quero dizer, ela não me irrita diretamente nem propositadamente, ela nem sabe que me irrita. Na verdade, ela nem fala comigo, apenas acha que sou um caso perdido que me vou suicidar aos 20 anos assim como toda a gente acha. Ela irrita me por parecer sempre alegre e feliz da vida, por achar que o ser popular é importante e porque se esforça muito para tirar boas notas, e consegue. Tudo nela é exatamente o contrário de mim, e se calhar até foi essa a razão que fez o professor me sentar ao seu lado nas aulas de filosofia.

Enquanto voltava para o meu lugar passando no meio das carteiras, todos olhavam para mim como que surpreendidos ou assustados, ou até com medo da morte por tudo aquilo que eu dissera na composição.

 

- Bom... Jordan acho que foi a primeira vez que te ouvimos falar! A seguir... Isabella gostarias de ler a tua composição para a turma?

 

Isabella era a menina que se senta ao meu lado, e como sempre, ela chegou á frente da sala com um sorriso estampado no rosto.

 

“Olá o meu nome é Isabella Liz, mas prefiro que me chamem de Bella, e tenho 15 anos. Vivo em Sydney como todos vocês, tenho olhos verdes e cabelo castanho como podem ver. Durante estes curtos mas longos 15 anos que vivi, apercebi me de que a vida é algo difícil de entender. -[observei com atenção cada deslize de nervosismo que Isabella cometia, mordendo o lábio inferior regularmente, mexendo no cabelo ou rindo demais. Para quê tanto nervosismo? Um dia todos nós vamos morrer e ninguém se vai lembrar se a sua postura ao ler a composição foi boa ou má...]- Cada um de vocês que está aí sentado a ouvir me, tem um coração, e portanto uma vida. Boa ao má, enquanto o vosso coração bate, vocês têm uma vida. Já pararam para pensar como é fantástico que pelo o simples facto de termos um coração, conseguimos sentir alegria, tristeza, adrenalina, dor, prazer e tudo mais? É por isso que eu acho que devíamos aproveitar enquanto temos um coração a bater, aproveitar tudo o que está á nossa volta. Diversão, experiências, amor, criação, tudo! Viver, para conseguirmos morrer e dizer: “eu vivi”. Obrigada.”

 

Todos bateram palmas e houve até alguns assobios com a composição de Isabella. Mais uma vez, a sua ingenuidade e realidade distorcida sobre a vida e a morte, fê la melhor e mais feliz.

A campainha toca e fiquei para último, arrumando as minhas coisas na minha mochila preta. O professor aproxima se de mim com um olhar de desdém, e diz:

 

- Jordan, se você não mudar de atitude vai acabar sozinho. Nunca vi ninguém tão novo desperdiçar assim a vida.

 

- Quando o professor diz “acabar sozinho” quer dizer “morrer sozinho”?

 

- Sim Jordan. Sem amigos, família, mulher, filhos...

 

- Professor não se iluda. Todos nós morremos sozinhos mesmo que tenhamos o mundo aos nossos pés. Não há privilegiados que morrem com a companhia de alguém. A morte acontece de uma milésima de segundo para a outra, não há tempo sequer para despedidas. Tenha um bom dia.

 

Saio da sala e deixo o professor a pensar no que eu dissera. Vou a caminho de casa a pé, com a menor vontade de viver mais um segundo. Olho á minha volta, e é tudo a preto e branco. Já nem me sinto triste, ou frustrado, simplesmente já não sinto nada. Não consigo chorar nem gritar, parece que as minhas lágrimas secaram e a minha voz enfraqueceu.

Cheguei a casa e como já era de esperar eles estavam a discutir outra vez. Já não os cumprimento, pois é inútil. Eles já não se lembram que me adotaram há 5 anos atrás, quando eu ainda tinha esperança de ser alguém. Vou direto para o meu quarto e fecho a porta com força. De repente oiço um berro arrepiante vindo da cozinha onde eles discutiam, mas ignoro. Minutos depois oiço uma ambulância e carros da policia a chegar. Aconteceu outra vez. O meu pai adotivo matou a minha mãe esfaqueando a, mas não cometeu suicídio. Entregou se á policia assim que eles invadiram a casa. Chego á cozinha preparado para ver a minha mãe adotiva morta, e lá estava ela, estendida no chão com uma faca na costas. Não consigo ter nenhuma reação e antes que os paramédicos recolham o seu corpo, digo sussurrando:

 

- Até um dia.

 

Minutos depois fui forçado a fazer as malas com alguma roupa, e fui levado por duas pessoas da segurança social de menores para uma instituição. E agora sabe se lá por mais quantos anos lá ficarei á espera que alguém escolha um rapaz deprimido sem futuro. Pois é, tudo estava estranhamente normal durante os últimos 5 anos, até eu chegar a casa depois da escola. E agora está tudo estranhamente igual ao que estava quando eu tinha 4 anos. 

 

 

" DEPRESSION ISN´T A SECONDARY EFFECT OF SICKNESS, IT IS THE SYMPTOM OF DYING."


Notas Finais


Espero que tenham gostado do primeiro capitulo <3

https://spiritfanfics.com/historia/a-perfect-imperfection-6875475 1 fic, "A Perfect Imperfection"


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