História Orações Suicidas - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Crime, Depressão, Filosofia, Morte, Solidão, Suícidio, Tristeza
Exibições 22
Palavras 812
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá outra vez <3

Capítulo 2 - Depressed


Fanfic / Fanfiction Orações Suicidas - Capítulo 2 - Depressed

 

Jordan´s POV

 

Cheguei á instituição e não estava á espera que me fossem instalar num convento de rapazes. Todas as paredes têm cruzes e quadros assustadores. Os corredores são frios tal como eu sou, e os quartos são pequenos e com apenas duas camas estreitas e duas cómodas. Quando me levaram ao meu quarto apercebi me que tinha de o partilhar com um rapaz provavelmente da minha idade.

 

- Arruma as tuas coisas nesta aqui. Ás 8 em ponto servimos o jantar na cantina. Henry te conduzirá até lá. Certo Henry? – O frade pergunta secamente

 

- Hum hum.

 

- Como?

 

- Sim irmão Robert.

 

Aí percebi que tanto o meu companheiro de quarto como os frades da instituição não me iriam facilitar a vida. Mas também, já não tenho nada para dar ao mundo, e se realmente eles me foderem a vida mais do que já está, suicido me de vez. Maneiras de fazer isso não faltam: Posso me atirar do telhado, enforcar me num lençol, asfixiar me debaixo da almofada, ou simplesmente deixar de comer e morrer aos poucos. Já viram? A morte está em todo o lugar, á nossa volta pronta para nos receber.

Espero o frade sair do quarto e atiro me para cima da cama desconfortável. Acendo um cigarro e fumo ali ao lado de Henry sem dizer uma palavra ou me preocupar com as consequências.

 

- Tens mais? – O meu companheiro de quarto pergunta, com um aspeto tão deprimido como o meu.

 

Não digo nada, apenas lhe atiro desinteressadamente um cigarro e um isqueiro. Ficamos em silêncio por uns minutos, até que ele diz:

 

- É uma merda não é? Viver.

 

- Deixa me em paz! – grito arrogante

 

- Calma. Até que podíamos ser assim aqueles “amigos suicidas”. – Ele dá uma pequena gargalhada de gozo

 

Levanto me da cama estreita e desconfortável, e atiro me para cima do rapaz dando lhe dois murros na cara descarregando um pouco de toda a minha raiva e depressão.

 

- Entende uma coisa... Henry não é? Eu não preciso nem quero amigos, muito menos “amigos suicidas”! Queres morrer? Mata te! Mas mata te sozinho, que eu farei o mesmo!

 

Saio porta fora e vou para o jardim que aos meus olhos é só um deserto escuro e solitário. Faço o maior esforço que consigo para chorar, mas nem uma lágrima cai. Merda! Quem sou eu? O que é que eu estou aqui a fazer? Eu não sei de nada! Estou deprimido desde que nasci? Nunca conseguirei ser feliz? Estas e mais dezenas de perguntas fazem eco na minha cabeça a cada segundo que passa... †††††††††

 

 

[...seis meses depois...]

 

 

- Jordan? Consegue me ouvir?

 

Abro os olhos lentamente e uma luz branca e dolorosa me enche a vista. Finalmente vejo alguns rostos a aparecerem á minha volta, com um olhar preocupado. Frades e médicos, todos á minha volta como se eu estivesse prestes a morrer. Mas infelizmente não, não estou morto.

Tento me levantar mas reparo que tenho os braços presos á cama onde já durmo á seis meses. Tenho duas ligaduras grossas, uma em cada pulso, por conta da minha terceira tentativa de suicídio. Mas mesmo enfiando facas pelas veias a dentro, continuo vivo, despejado aqui neste manicómio para crianças e adolescentes.

- Como se sente? – um frade pergunta como se já estivesse habituado a que eu me tentasse matar

- Ahhhhhhhh!!! – começo a gritar e a espernear por todos os lados.

Continuo sem conseguir chorar, e isso ainda me deixa mais frustrado. Portanto em vez de chorar, os meus pulmões enchem se de aflição, e entro em pânico.

- Por favor. Deixem me morrer. Por favor! – imploro aos médicos, que apenas fazem sinal aos frades para terem uma palavra com eles.

- Coitadinho deste menino. Está perdido...

- Não há nada que possamos fazer. Quando fizer dezoito anos é obrigado a sair daqui e já não é problema nosso. – um frade diz impaciente

- Quanta arrogância! Deus me perdoe, mas quem diz que este menino já não tem esperança não merece a bênção de Deus. Ele precisa duma família estável que o ame e lhe dê conforto e proteção!

- Ninguém vai querer levar o rapaz para casa!

- Nunca saberemos, tenha fé. Eu rezo todos os dias para que alguma família adote Jordan.

 

Quando as palavras “Ele precisa duma família estável que o ame e lhe dê conforto e proteção” entraram nos meus ouvidos, pela primeira vez senti que isso nunca esteve presente na minha vida. Nunca fui amado, e ninguém ainda se deu ao trabalho de me fazer sentir confortável e protegido. Será que é isso que é ter uma família?

 

Continuo a gemer de dor no peito e tristeza. Não há nada que me tire esta tortura do corpo. Não consigo encontrar a cura para esta doença... 

 

 

" WE DON´T NEED TO BE ALONE TO FEEL LONELY."


Notas Finais


Acham que Jordan tem esperança de ser um rapaz normal? <3

https://spiritfanfics.com/historia/a-perfect-imperfection-6875475 "a perfect imperfection" <3


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