História Ordinary World - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Green Day
Personagens Billie Joe Armstrong
Tags Billie Joe Armstrong, Green Day
Exibições 11
Palavras 2.711
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ja estamos com quase meia hora de filme, essa fic não será muito grande. O que estão achando? Nesse capitulo teremos uma participação especial, espero que gostem

Capítulo 3 - Em busca do violão


Fanfic / Fanfiction Ordinary World - Capítulo 3 - Em busca do violão

Assim que abri a porta, abri naturalmente um sorriso de satisfação ao ver Gary e Johnny. Abri caminho para que os mesmos adentrassem na suíte. Vi que havia uma morena com um casaco de pele na companhia dos dois, ela se chamava Gipsy.
Fechei a porta em seguida e guiei Gary segurando em suas costas rapidamente pela suíte. Aproveitei e o questionei sobre o Pete e Gary me respondeu que ele estava de ressaca, provavelmente não viria enquanto admirava a garrafa de whisky e levava a mesma para a sala. Alertei sobre o preço que Rupert havia me dito antes de sair e então peguei a garrafa das mãos de Gary antes que ele fizesse alguma besteira.
- Qual é cara, eu estou com sede e você está dando uma festa
- Nós não vamos beber! - Coloquei um limite
- Certo, vamos começar a festa. Gipsy, pode se arrumar para dar os parabéns? - A garota pediu alguns minutos e seguiu em direção ao quarto da suíte, fechando a porta. Pude perceber pela falta de ânimo da garota que ela estava sendo, talvez... paga para ter vindo à festa.
- Quem é ela? - Perguntei ao Gary, que me fez sentar no sofá enquanto me dizia que ela seria meu presente de aniversário.
- Ela vai ficar nua? - Perguntei para Gary confuso.
- Não, ela vai ler a Bíblia! É claro que ela vai ficar. Ela é uma stripper! Alugou uma suíte para jogarmos palavras cruzadas?
- Cara, você não quer beber o whisky, certo? Então peguei uma cerveja! - Johnny se levantou da poltrona e me passou uma cerveja que estava sobre a mesa de centro. Peguei a latinha e assenti, me sentei no sofá ao lado de Johnny e Gary ficou atrás do sofá e de pé. Após alguns minutos, Gary bateu na porta do quarto, vendo se Gipsy já estaria pronta, e ela estava. A morena abriu uma das portas duplas do quarto da suíte e parou ao lado da mesma, ficando em uma posição digamos que sensual. Eu apenas observava a garota se aproximando de mim enquanto os dois caras babavam por ela.
Gipsy parou na minha frente, apoiou o pé direto do sofá e ao meu lado, chamando a atenção para sua perna descoberta, meus olhos pairavam sobre sua coxa. Gipsy me perguntou se eu queria toca-lá. Fiz uma expressão de quem diz: "Por quê não?" Então levantei minha mão e quando estava prestes à tocar, Gary e Johnny me impediram, e Gipsy voltou a ficar com os dois pés no chão, aproveitando para arrumar seu roupão. Em seguida, a garota pegou uma latinha de cerveja e tomou um gole, enquanto Gary sugeriu fazer um beatbox barato e improvisado junto com Johnny.
A morena colocou a latinha novamente sobre à mesa, isso me incomodou de certa forma. Tentei prestar atenção em Gipsy enquanto ela tirava seu roupão lentamente e de uma forma bem sensual, mas eu não consegui. Aquela latinha sobre à mesa estava me tirando do sério, uma maldita latinha colocada de um jeito totalmente errado. Olhei algumas vezes para a stripper e não  me contive: tive que pedir para que a garota colocasse a latinha sobre o descanso de copo. Gipsy riu, e então pedi mais uma vez para que ela a colocasse. Johnny me olhou e o repreendi também, mesmo que as outras latinhas não estavam abertas. Me inclinei para frente para ajudá-lo. Gary atrás de mim estava nervoso, por ver a situação e achando que eu estava louco e então eu expliquei para ele que a mesa da minha casa estava toda cheia de manchas porque minha filha nunca usa descanso de copo. Enquanto eu tentava dar mais detalhes à ele, Gary segurou minha cabeça e me fez olhar diretamente para a stripper, tentando que eu me esquecesse disso.
Então Johnny mais uma vez continuou com o beatbox barato e Gary o ajudava. Gipsy já estava com o roupão abaixo dos ombros, dando destaque à sua parte de cima da lingerie vermelha que contrastava perfeitamente com a cor da sua pele morena. Respirei fundo, eu tentei fazer o possível para me encaixar nessa situação maluca e pouco inusitada que Gary criou para mim, mas não consegui. Pisquei algumas vezes e respirei fundo. Pedi um minuto e me levantei rapidamente do sofá, entrando no quarto. Pude ouvir Gary pedindo desculpas para Gipsy antes de fechar a porta.
- Meu Deus... - Disse à mim mesmo enquanto passei as mãos na cabeça e seguia para frente espelho retangular preso na parede e continuei ao ver meu reflexo no quarto um pouco escuro:

- O que há de errado com você? Você sempre fala sobre sair com seus amigos, e agora está agindo como um idiota. Eu... Senhor, que droga! - Falei em meio de um suspiro decepcionado enquanto esfreguei meu cabelo com a mão direita e abaixei a cabeça. Levantei minha cabeça na mesma hora, quando ouvi e vi Gary entrando pelo espelho.
- Qual é o seu problema? - Gary estava indignado com a minha atitude
- Nada, eu estou bem - Tentei dizer com naturalidade.
- "Use o descanso de copo"? Parece até minha mãe. - Gary estava visivelmente nervoso. Eu expliquei para ele que quando você é pai, você começa a pensar nesse tipo de coisa, é automático. Ele então me disse que isso não era sobre ser pai, e sim a comemoração dos meus quarenta anos. Pensei rapidamente nas suas palavras e sim, ele estava coberto de razão. Tenho que me distrair, me divertir um pouco, minha vida é tão parada que ando assistindo "House Hunters" dez vezes por semana. Falta bem pouco para que eu perca a cabeça.
Gary insistiu para que nós dois perdêssemos a cabeça hoje. Ficaríamos loucos hoje, na verdade agora. Aproveitei para assumir para Gary que eu sentia falta da nossa banda e que eu queria voltar com ela, então ele me disse para nos divertissemos hoje como se não houvesse amanhã, concordei.
Assim que voltamos para sala, Johnny me disse que Gipsy estaria novamente pronta. Continuei de pé, em frente à mesa da sala e onde Gipsy estava dançando anteriormente.
- Querem saber? Tenho algo a dizer. - a garota olhava com tédio e continuava sentada, meus amigos sentaram no sofá e me olhavam esperançosos pelo meu "discurso". Eu peguei uma latinha de cerveja e comecei a falar.
- Faz tempo que não saímos, isso é  especial. Posso ter uma dor nas costas pela manhã, antes de sair da cama. Tenho uma esposa, dois filhos e uma hipoteca. Mas querem saber? Existe  uma boa chance que essa TV sairá voando pela janela hoje! - Segurei a cerveja na altura do meu queixo enquanto apontava para a TV atrás de mim e grudada na parede. Johnny se levantou e apoiou a idéia, Gary fez o mesmo. Tomei um gole grande da cerveja, Gipsy assistia tudo aquilo de longe e um pouco nervosa.
- Como nos velhos tempos!
- E eu não preciso de um descanso de copo! - Coloquei a latinha gloriosamente sobre a mesa, sem ter o descanso de copo por baixo. Estávamos nos divertindo até que senti meu celular vibrar no bolso da calça, coloquei as mãos no mesmo e olhei no visor.
- É a minha esposa - Gary deu uma breve risada e disse para não atender. Eu disse que certamente não seria nada, então me afastei um pouco deles e atendi.
- Por quê não está em casa? Meus pais estão te esperando no lado de fora. -Gelei ao lembrar dos pais de Karen. Coloquei as mãos na cabeça enquanto ela continua falando. - Não se lembra? Era para você estar em casa no horário do almoço!
- Oh, droga. Meu Deus! Eu estou indo para lá, me desculpe. Tchau.
Me virei para Gary, já que o mesmo estava suspeitando ao me ouvir no telefone
- Meus sogros estão me esperando do lado de fora.
- Eu não ligo.
- Tenho que abrir a porta para eles. - Calçei os sapatos enquanto me sentei na poltrona e continuava falando com Gary. Peguei minha jaqueta e a vesti no caminho, mas antes de sair deixei a festa na responsabilidade do Gary. Alertei que eles não deveriam tocar na geladeira (por que eu já deveria ter comido dez dólares em doces). Saí o mais rápido do hotel e cheguei em casa o mais rápido que puder. Ofegante, cumprimentei Joan com um abraço e Walt com um aperto de mão, que certamente estava falando mal de minhas roupas e algum detalhe da casa. Destranquei a porta e deixei que Joan entrasse primeiro, ajudei Walt com as malas. Informei-os que não eu não podia ficar por muito tempo, por que eu devia voltar ao "trabalho".
- Se usasse descansos de copos, não ficariam essas marcas na mesa. - Walt falava enquanto observava cada pequeno detalhe na casa.
- Eu sei, digo o mesmo para Salome, mas ela não me escuta - Walt rapidamente mudou de assunto e disse que poderia arrumar a casinha que eu fiz para minha filha que estava lá fora. Eu perguntei o que ele queria fazer e ele me disse que gostaria de dar uma ajustada, para parecer uma casinha de verdade. Joan se juntou à nós e perguntou do que estávamos falando.
- Nada! - Walt resmungou e Joan o puxou para um canto para repreendê-lo. Em seguida, Walt me explicou que meu esforço para construir uma casinha era a mesma coisa que nada. Eu me defendi, dizendo que Salome gostava de sua casinha. Joan tentou contornar a situação dizendo que Walt quis dizer que a casinha não ficou muito boa, por quê não é todo mundo que consegue ser bom em tudo que faz.
Desculpem, não sou bom com madeiras.
- Podemos trabalhar juntos? Quer me ajudar? - Walt dizia empolgado
- É uma ótima idéia,  mas eu tenho que... - Joan me conduzia para fora de casa, sem ao menos me deixar terminar de falar. Eu observava Walt medir as madeiras sem nenhuma pressa ou preocupação enquanto eu me mantia frustrado em ter que deixar minha festa nas mãos de Gary
- Pessoal eu sinto muito mesmo mas eu tenho que voltar ao trabalho - Joan apareceu na porta da entrada para ver como estava indo o serviço e aproveitou para que eu mostrasse o novo violão da sua neta. Eu a olhei um pouco confuso, demorou uns minutos para cair a ficha. Eu enrolei um pouco para dizer e Walt disse que eu perdi enquanto continuava trabalhando sem olhar para trás. A mulher continuava insistindo para que eu mostrasse o vilão, até que meu celular tocou. Pedi um minuto e me afastei um pouco deles para atendê-lo.
- Vai voltar ou não? - Gary me cobrava
- Eu já estou voltando - Aproveitei para perguntar se o violão de Salome estava na suíte. Gary respondeu que não havia nenhum violão com adesivo de dinossauro e aproveitou para perguntar se ele podia fazer um pedido, pois os convidados estavam com fome. Respondi que essa merda era cara, e ele disse que estava com fome, por ser uma festa de aniversário, ele não teria comido nada antes, até que ele assumiu que já havia pedido algumas coisas. Hesitei ao ouvi-lo e mandei que cancelasse imediatamente e o homem me disse que não seria possível, pois estavam entregando nesse momento. Antes de desligar, eu o avisei que estava voltando.
- Achou o violão? - Assim que virei, vi meus sogros atrás de mim
- Sim... Ele está... - Sai correndo entre o beco que dividia minha casa com a do vizinho, parei para levantar o carrinho de lixo e me expliquei rapidamente: - O caminhão de lixo não passou hoje. Eu não tirei os... Bom, até mais! - acenei para os dois enquanto eu joguei o lixo de qualquer jeito dentro do carrinho antes de voltar correndo para a loja de ferramentas

- Denise, você viu um violão por aqui?
- Coloquei no escritório
- Graças à Deus! Achei que eu o tinha perdido - Falei aliviado. Denise me disse que Jake estava com visita. Desci as escadas que davam acesso ao escritório e tive uma surpresa e tanto: Jake estava com Drew, o advogado da família (?!). Os dois pararam de conversar assim que perceberam minha presença.
- Perry? O que faz aqui? - Jake estava mais surpreso do que eu
- Procurando o violão da Salome, você viu? - Respondi. Então meu irmão apontou onde estaria. Caminhei lentamente até o mesmo e observei os dois ao lado da mesa do escritório.
- Estou interrompendo algo? - Perguntei para Jake
- Não cara, só estamos conversando. Se lembra do Drew?
- Como vai Perry? - Drew me perguntou. Mudei de assunto e questionei do que eles estavam falando. Drew me disse para eu me sentar, e foi o que fiz, em silêncio.
- No testamento do seu pai, no qual ele deixou o negócio para vocês, ele incluiu também um detalhe referente à sua participação na posse
- Que detalhe? Perguntei confuso
- Se eu sentir que você não está ajudando, tenho a opção de comprar sua parte - Jake me explicou
- Comprar minha parte? O que isso quer dizer? - Continuei
- Significa que você não trabalha mais aqui - Jake continuou e Drew acrescentou que eu não receberia mais os lucros. Segundo eles, eu teria que arrumar outro emprego, mesmo que eu já tenha bastante dinheiro guardado

- E se eu achar que você não está ajudando?

- Eu? Isso não pode ser uma opção, eu faço minha parte
- Se eu puder, senhores.. Seu pai não deixou nenhuma observação sobre o Jake - Drew cortava nossa pequena discussão. Me lembrei de como nosso pai gostava de sair mais com o Jake do que comigo. Drew tentou explicar por que Jake seria o mais velho. Eu o corrigi, sim, eu sou o mais velho.
Drew ficou surpreso com a resposta e Jake afirmou o mesmo.
- Drew, pode nos dar um segundo? - Assim que Jake o acompanhou até a escada, mantive os olhos em meu irmão. Observei-o incrédulo, eu não sabia que ele era seria capaz de fazer isso comigo.
- Ele não sabe do que está falando - Jake mentia
- Está realmente pensado em me tirar do negócio da família? - Jake continuou com aquele papinho de merda, dizendo que não seria nada pessoal. Após uma discussão rápida, meu irmão me disse que Karen havia apoiado a idéia.
Os dois conversam sobre mim?
Após mais uma nova discussão, peguei o maldito violão e saí de lá, pude ouvir Jake vindo atrás de mim para conversar, ignorei.
Novamente peguei o metrô e voltei o mais rápido possível para o hotel. Assim que subi as escadas, encontrei com Christy no caminho. Tivemos um rápido diálogo e assim que coloquei o indicador sobre meus óculos para arrumá-lo, percebi que ninguém menos que Joan Jett estava ali na minha frente! Não escondi a minha surpresa e felicidade ao vê-la, cutuquei Christy que sorria e ria da minha reação. A mulher então me explicou que ela estava no hotel por ser a acessora de Joan e que ela teria um show hoje. Assim que Joan parou na minha frente sorrindo, eu travei literalmente. Só consegui apertar as mãos dela e dizer que... "Minha sogra se chamava Joan". Jesus Cristo, como sou idiota!
Joan me olhou sem entender. E com razão. A cantora estava esperando um carro e por isso não pôde ficar por muito tempo, mas antes de ir, disse para eu mandar lembrança para minha sogra.
Assim que apertei o botão do elevador, Rupert veio ao meu encontro
- Sr. Miller! Gostando da sua estadia?
- Sim, está ... ótima
- Vejo que está com um violão. Só queria informar que não permitimos festas
- Não vou dar nenhuma festa - Falei o mais calmo possível e então Rupert me alertou que se eu causasse algum dano ao hotel, eles me processariam. Assim que a porta do elevador se abriu, pude ouvir um certo tumulto vindo da suíte, que por sinal estava aberto. Segui para a mesma não podia acreditar no que estava vendo! 

 


Notas Finais


Desculpem pelo capítulo gigantesco. Me digam o que estão achando da fic? Obrigada por lerem até aqui ♡


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