História Orgulho e Preconceito - Newtmas Version - Capítulo 19


Escrita por: ~ e ~evilhoney

Exibições 108
Palavras 3.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O&P DAY MOREEEEEEEEEEEEEEEEEES

PRIMEIRO DIA DO HORÁRIO DE VERÃO... SUMMERTIME SADNESS, É SÓ ISSO QUE TENHO PRA DIZER... MAS AINDA BEM QUE TEMOS O&P HJ, NÉ NON.

BOA LEITURA

Hnoney and LadyNewt

Capítulo 19 - Todos querem o que querem.


Fanfic / Fanfiction Orgulho e Preconceito - Newtmas Version - Capítulo 19 - Todos querem o que querem.


Ponit of View of Teresa Darcy 

Finalmente chegou o dia de ir até Nottingham com os Bennet e vasculhar a cidade atrás de roupas para o baile. Confesso que não precisava ir, afinal, ainda tenho diversos vestidos novos, sem uso algum, encostados no meu armário. Ofereci para a Sra. Bennet alguns deles para Sonya e Lizzy, mas ela negou, empolgada em gastar muito mais do que a família de Benji podia. 
Por falar na família Bennet, após o surto do Sr. Vince quando Galileu deu aquele belo flagra na colina, Newton conseguiu controlar a situação e domar o pai, convencendo ele de que eu deveria mesmo era unir-me ao caçula deles, então parece que as coisas entre eu e Benji estão caminhando. 
Thomas não parece muito empolgado, mas conversamos uma noite sobre minhas intenções com o loiro e abri meu coração ao meu irmão mais velho. Ele disse que aceita meu amor por ele, mas impôs uma série de empecilhos para nossa união. A principal condição é que Ben deve estudar, procurar alguma formação. Eu planejo leva-lo para Londres, bancar seus estudos e riscar de vez este item da lista. O que mais me deixa completa e realizada é o fato do meu amado aceitar a regra imposta, realmente interessado em cursar uma faculdade em breve. Essa é a maior prova de amor que recebi de alguém até hoje. 
Porém depois do flagra, Vince andava fazendo marcação serrada em nós dois, sempre enfiando Lizzy nos nossos encontros, ou até mesmo Gally, o insuportável e ranzinza. Parece que Arden desencantou dele e vice versa, o que é uma pena. Uma namorada acalmaria os ânimos e hormônios do primogênito dos Bennet. 
- Chega pra lá, você está me apertando! – Lizzy chiou para a irmã, tentando ganhar mais espaço dentro da carruagem. 
- Francamente isso é uma estupidez. – eu murmurei encarando as meninas. 
O Sr. Bennet nos obrigou a seguir até Nottingham em duas carruagens. Uma só de damas e outra só de cavalheiros. Acontece que conseguiram enfiar Arden, Lady Brenda, Lizzy, Sonya, Ava Bennet, a governanta Hill, Harriet Lucas e eu dentro de um espaço propriamente digno de apenas 5 pessoas. Obviamente a Baronesa ficou com o melhor lugar, ao lado de Harriet, que coitada, estava quase caindo do assento para me dar um espaço. 
- Tudo bem, Srta. Darcy. Estamos bem acomodadas aqui. – Ava Bennet sorriu animada, dividindo um banco com suas filhas, a governanta e Arden. 
- Podíamos muito bem ter nos misturado com os cavalheiros. – insisti no assunto. Eu queria era mesmo sentar ao lado de Benji e aproveitar a viagem ao seu lado. Mas não. Enquanto seguíamos apertadas como sardinha em lata ali, Minho, Gally e Benji curtiam todo espaço do mundo na carruagem atrás da nossa. 
Tom optou por permanecer em Netherfield, atestando uma dor de cabeça qualquer. Na verdade ele nunca ia nos acompanhar neste programa feminino. Newt não podia largar seu serviço na fazenda, então ficou para trás cuidando de tudo por lá enquanto seguíamos para a cidade. 
Lady Brenda estava estranhamente calada e emburrada. Tenho reparado no quanto ela anda rondando e sondando Thomas. Acredito que ela tenha segundas intenções com meu irmão e por incrível que pareça, Thomas Darcy não está nenhum pouco interessado nela. Acho tudo muito suspeito, pois até onde eu sei, antes de papai falecer eles estavam negociando o casamento dos dois. Parece que após a morte dele, Tom decidiu tomar as rédeas da sua vida e vagabundear por ai, desapontando Brenda. 
Meu bumbum já estava quadrado de tanto ficar sentada, quando finalmente chegamos na cidade. Senti todos os olhares das pessoas voltados a nós quando descemos da carruagem e seguimos para a loja de roupas. E novamente homens para um lado e mulheres para o outro. 
Mas que chatice isso! Como querem que eu case com Benjamin se não posso passar um dia inteiro na companhia dele? 
Ava Bennet e Lizzy eram as mais empolgadas na loja. Fizeram a vendedora desarrumar praticamente todos os vestidos do lugar. Assim como eu, Sonya queria finalizar logo tudo aquilo e passar algum tempo na companhia do Dr. Minho Bingley, então ela foi a primeira a escolher sua roupa para o baile. Brenda só fez cara de nojo para tudo, negando-se a experimentar algo. Ela contratou uma estilista francesa para fazer seu vestido exclusivo. Arden entrosou-se com Harriet e pareciam duas princesas a procura do sapatinho de Cirstal. 
- Acho que você ficou linda de azul claro. – disse para a Srta. Lucas após ela provar um modelo divino. 
- Tem deste modelo em rosa? – ela questionou para a vendedora, que negou a pergunta. 
- Por que rosa, Harriet? Azul combinou muito bem com seu tom de pele. – disse. 
- O Sr. Bennet gosta de rosa. – ela falou preocupada, checando sua imagem no espelho. 
- Sr. Bennet? – questionei um pouco confusa, afinal, são quatro homens naquela casa com o mesmo sobrenome. 
- Newtie. – ela sussurrou somente para mim. 
- Ah. – suspirei e franzi a testa. – Gosta de Newt, Harriet? – indaguei muito curiosa, não tinha tanta intimidade com ela, mas a morena não respondeu. Ficou apática, fitando seu corpo, um pouco chateada. 
- Esquece o rosa. – eu sorri, levantando o rosto dela – Newt deve gostar de lilás, talvez? Sonya, seu irmão Newt tem uma cor preferida? – virei para a loirinha, já entediada nos olhando. 
- Newt é estranho. Além de rosa, gosta de cinza. Quem em sã consciência gosta de cinza? – ela questionou rindo, como se gostar de cinza fosse um crime. 
Vasculhei as araras de roupas atrás de algo para a morena. Por sorte encontrai um vestido de fundo cinza, com pequenas estampas de flores rosa claro, era simplesmente perfeito, com babados e um generoso decote nas costas. Provocativo, mas sem revelar muito do corpo. Newton Bennet ia gostar, Harriet me deu um sorriso, e eu resolvi a equação. 
Enquanto o restante estava focado em escolher sua vestimenta, fugi com Sonya até a loja ao lado, a procura dos meninos. Da vitrine consegui ver Benji exuberante em um fraque maravilhoso, rindo e se divertindo com Minho. Galileu estava quase dormindo na poltrona, entediado com o programa. Bati algumas vezes no vidro, tentando ganhar a atenção dos dois. Não era comum mulheres frequentar aquele ambiente masculino, por isso esperamos do lado de fora, impacientes. 
- Você está começando a gostar do Sr. Bingley? – questionei Sonya ao notar ela encarando o asiático por tempo demais. 
- Argh... – ela gemeu – O Dr. Bingley é uma ótima companhia, mas acho que ele não tem o menor interesse em mim. 
- Por que diz isso, Sonya? Você é uma garota linda, meiga e responsável. É o oposto de Lizzy. Acho improvável Minho Bingley não estar interessado em você. – apesar de ser íntima dele, nunca conversamos sobre esse assunto, ele é reservado nas questões do coração. Nunca o vi com alguma dama. 
- Você acha mesmo que ele pode gostar de mim? – seus olhos brilharam. 
- Acho. Mas olha só, que tal ser um pouco mais incisiva ao lado dele? Demonstre que tem interesse. Diga alguma coisa, um elogio. Faça ele perceber. Tenho a leve impressão de que Minho é lerdo nesse assunto. – rimos juntas até que os dois cavalheiros apareceram para agraciar nosso dia. 
Eu tinha certeza que a Sra. Bennet gostaria de almoçar e passar a tarde toda na cidade, então tratei de aproveitar os poucos minutos de sossego sozinha com Benji, arrastando meu amado para a carruagem. 
Calma. Eu só ia beijá-lo distante dos olhares curiosos dos povo de Nottingham. Depois que Vince Bennet quase arrancou a orelha de Benjamin fora, decidi pegar leve com o pobre coitado. 


Point of View of Thomas Darcy 

O dia estava simplesmente perfeito. Digo isso pois todos debandaram de Netherfield bem cedinho, dando um sossego para mim. Acordei mais tarde que o usual, pude andar de qualquer jeito pela casa(praticamente nu) e tomei um delicioso café da manhã sozinho, sem o papo furado da Baronesa Brenda a toda hora dando indiretas pra mim. 
Eu mastigava um pedaço generosa de pão com sementes e manteiga, viajando na paisagem da grande janela da sala de jantar, quando vi o vulto de Newton Bennet do lado de fora, perto das parreiras, instruindo alguns funcionários a cuidar de uma videira. O dia estava estranhamente quente. O sol queimava forte e fui incapaz de desviar meu olhar sobre ele, que vestia nada menos que uma regata marrom escura, uma calça engraçada e uma espécie de bolsa de couro, cheia de ferramentas para ajudar os criados. 
Newt era realmente esforçado. Eu nunca vi ninguém colocar tanto a mão na massa como ele fazia. O administrador de Pemberley nunca ia se submeter as coisas que este jovem fazia. Com isso percebi que Newt desenvolveu a confiança dos funcionários, tratando todos de igual para igual. Ele é um líder humanitário e todos vão segui-lo sem o menor problema.
Desisti do café e quando dei por mim estava indo atrás dele. Lady Brenda andava dificultando meus momentos a sós com Newt. Aproveitei que a desequilibrada estava fora e tratei de aproveitar o dia na companhia de Bennet. 
- Bom dia, loirinho! – sorri demasiadamente para ele, observando seu trabalho. Ele prendia alguns pequenos grampos de ferro nas folhas, fixando elas em uma estrutura de bambu. 
-Bom dia, Sr. Darcy. – manteve-se formal na frente dos funcionários. 
- Calor né? – joguei qualquer pergunta, sentindo-me ridículo de não ter assunto para puxar papo. 
Eu estava nervoso? Sério? 
- Calor... – ele afirmou sem dar a mínima para minha presença, totalmente focado na sua função. 
Ajeitei o colarinho da minha camisa, incomodado com a quentura daquele lugar. Não tinha sombra, eu estava literalmente derretendo. Newt parecia bem confortável, exceto pelas gotas de suor que escorriam pela sua nuca, descendo lentamente até seus braços. 
E não é que ele tem músculos?! 
Nada muito sobressalente, como os meus ou do seu irmão Benjamin, mas ele era fortinho, sem pelos no corpo e algumas veias saltadas no antebraço. Soltei um riso baixinho. Bennet escorou o corpo no bambu, me encarando. 
- Tá rindo do que? 
- Ao contrário de você, eu não rio a toa. – provoquei – Estou rindo disso. – apontei para algumas pulseiras de couro no pulso dele. Eram novas e realmente bonitas – Não é comum homens usando este tipo de adorno. 
- Eu gosto. – ele franziu a testa. 
- Não sabia que gostava. – retruquei. 
- Ganhei de presente. Não faço desfeita. 
- Hm. Newton Bennet ganhando presentes por aí. – sibilei. – Quem te deu? 
- Hm. Thomas Darcy curioso. Não te interessa. – proferiu ele, voltando sua atenção a videira. 
Engoli a seco. Fiquei mudo. Meu estômago ardeu. Senti uma pontada ruim no peito. 
Nossa! Quantos sentimentos ruins vindo de uma de uma só vez. 
- Desculpe. Não quis ser rude. – Newt murmurou. Acho que minha cara desapontada o fez mudar de ideia. – Foi a Srta. Lucas. Ela quem fez. 
Srta. Lucas? Harriet Lucas? Argh! Por que estou bravo como um cão com isto? 
- Como foi o jantar noutro dia na casa deles? – me intrometi. Eu estava ansioso para saber detalhes daquilo. 
- Normal. – obviamente Newt não deu detalhes da sua intimidade. Isso é frustrante. 
- Falta muito para terminar isso? – pareci impaciente. 
- Está com pressa para algo? – ele lançou. 
- Estou. E vou precisar de você. – já adiantei. 
- Infelizmente não poderei acompanha-lo, Darcy. A Baronesa anda de olho em mim. Não posso arriscar perder meu emprego. – deu a resposta que eu já esperava, por isso menti na minha justificativa. 
- Mas Lady Brenda me instruiu a discutir com você algumas ideias para o lago leste. Algo relacionado a piscicultura. 
Desde quando Thomas Darcy entende de peixes? Meu Deus, esse homem está mexendo comigo. 
- Ah, ok! – pareceu-me surpreso - Já estou acabando aqui. Me dê dez minutos. 
Saí, deixando ele em paz e fui direto para o estábulo, pedir que alguém preparasse os cavalos para nós. Pontualmente dez minutos depois ele surgiu, montando numa égua enquanto eu seguia em Puzzle. No caminho assuntos aleatórios surgiram, claro, sempre com ele evitando dar alguma informação pessoal. 
- Pronto. Chegamos. – ele disse descendo do animal – O que quer discutir? – falou analisando o logo. 
- Nada. – murmurei ao prender o arreio do meu cavalo na árvore, retirando as minhas roupas. 
- Nada? – ele engasgou, um pouco bravo. 
- É Newton Chato Bennet. Nada. Eu menti pra você. Caso contrário não ia me dar a honra da sua companhia nesse delicioso banho de lago. – retirei minha camisa e minha calça, ficando apenas de roupa íntima. 
- Inacreditável. – ele resmungou alto, dando-me as costas, pronto para sair rapidamente dali. 
- Newt, espera! – pedi segurando seu pulso. Sentir o couro das suas pulseiras resvalando na minha mão surtiu o mesmo efeito que vampiros encostando em água benta. Ardeu. Machucou. – Fique aqui comigo, está um calor infernal, vamos nos refrescar um pouco. 
- Tommy, eu não posso, tenho que trabalhar. E além do mais não pega nada bem dois homens... – perdeu a fala, soltando minha mão. 
Dois homens o que, Newt? 
Fingi que não ouvi aquilo. 
- Por que só me chama de Tommy quando estamos sozinhos? – questionei. 
Newt parece ter ficado desconcertado com a pergunta, piscando diversas vezes. Ele mordeu com força os lábios, incapaz de me responder. 
- Ótimo! – sorri falsamente e corri até o lago, mergulhando. – Você não sabe o que está perdendo! – cantei zombeteiro, espirrando um pouco de água nele para quebrar o gelo. – Vamos lá, loirinho. Entra logo nessa delícia e venha se refrescar. A Baronesa só vai voltar a noite, tenho certeza disso e se ela brigar com você eu prometo afoga-la! 
- Seremos cumplices de um assassinato? – ele questionou arqueando a sobrancelha de forma engraçada e cruzando os braços. 
- Seremos parceiros de crime. Vem logo! – grunhi. 
Como de costume, Bennet revirou os olhos, sua marca registrada, mas passou a despir-se sem graça, retirando primeiro sua regata suja e suada. Largou ela de qualquer jeito na grama e passou a abrir a calça. Tentei disfarçar, mas meus olhos não foram capazes de desconectar daquela cena. Newt tem um corpo lindo, delicado e sublime. Seu peitoral é definido, mas nada muito grotesco, já o abdômen é liso e ostenta pequenos gomos, revelando que ele não é só pele e osso, como eu julgava. 
Meio sem graça, ele caminhou tímido até água, curvando o corpo para proteger suas partes íntimas do meu olhar devasso e finalmente mergulhou, desaparecendo repentinamente. Esperei curioso por sua aparição, mas parece que Newt tinha sido tragado para o fundo do lago. 
- Newt? – chamei uma vez, estreitando meus olhos pela margem do lago. – Newt? – insisti mais forte. Um minuto inteiro havia se passado sem ele voltar a superfície. – Loirinho? – temi que ele tivesse morrido e passei a revirar a água como se estivesse tentando me achar no meio das roupas bagunçadas do meu quarto. 
- ARRRRGGGHHHH! – ele gritou ao pular nas minhas costas, afundando meu corpo com força. 
Tomei um caldo, um belo de um caldo do franguinho, que ria descontrolado da minha cara branca, cuspindo agua por todos os orifícios da face. 
- HA! HA! HA! – sibilei prepotente. – Achei que tinha morrido afogado. Isso não se faz. – esfreguei meu rosto, confuso. 
- Thomas Darcy preocupado com alguém além do próprio umbigo? Que novidade! – destilou nadando. 
- Eu me preocupo com você, oras! – admiti num gesto estranho. 
- Obrigado pela consideração, mas eu sei me virar! 
Eu realmente me preocupava com ele. A ideia de algo acontecer com Newt me apavorava. E a cada dia mais ele tornava-se especial pra mim. Não estou sabendo lidar com isto. Estou confuso. Muitas ideias conflitantes na minha cabeça. Me peguei absorto em seu corpo e seu sorriso por tempo demais numa tarde da semana passada, sozinho em meu quarto. Eu fiz coisas... Coisas em meu corpo pensando nele, desejando tocá-lo, desejando que ele me tratasse como tratou Eleanor naquela noite no bordel. Queria ele sendo perfeito pra mim. Só pra mim. Cada vez mais sentia-me sufocado longe dele e essa dor só passava quando estávamos juntos. 
- Vai ao baile da Baronesa? – parei com a minha ilusão em torno dele, fazendo realmente uma pergunta real e plausível. 
- Afirmativo! – ele brincou com a água em sua boca, formando um pequeno bico com ela e esguichando um jato engraçado entre os dentes, como se fosse uma fonte. Descoordenado, cuspiu sem querer na minha cara. – OH MEU MEUS! – ele gritou estupefato. – Perdão, Tommy. – aproximou-se de mim, limpando meu rosto na maior inocência, tentando secá-lo. 
Acho que fechei os olhos quando ele me tocou. Mãos macias e cortês, aconchegando a minha pele. Mas com a mesma rapidez que chegou, contraiu a mão, repelindo meu gesto. 
Eu precisava cortar o mal-estar. 
- Tem roupa para a festa? – questionei qualquer estupidez que veio na cabeça. 
- Hm, não. – ele gemeu. 
- Vamos até a fazenda. Tenho várias lá. Você pode experimentá-las e pegar uma se quiser. – sugeri. 
- Agradeço a preocupação, mas não. – ele recusou o convite. Será que Newton Bennet estava com medo de mim? 
- Posso saber o motivo? – questionei encarando ele olho no olho. 
- Eu posso me virar com isso. Assim que der vou até a cidade providenciar uma roupa decente. 
- Deixa de ser orgulhoso. Aceite minha proposta. – repeti. 
- Melhor não. Já conversamos sobre isso. Não acho correto ficar pagando coisas pra mim ou me dando presentes. - deu sua palavra final. 
- A Srta. Lucas te deu um presente e não recusou. Por que está fazendo desfeita comigo? – sua indiferença estava me machucando. 
– Preciso voltar ao trabalho, Thomas. – disse ignorando a minha pergunta e saiu rapidamente do meu lado, escondendo-se atrás de alguns arbustos para se vestir. 
- Eu estou falando com você! – insurgi bravo, nadando atrás dele. Ninguém me deixa falando sozinho, só Newton Bennet! – Volte aqui. – ordenei. 
- Me deixe em paz, Tommy! – pediu murmurando, todo atrapalhado, tentando se vestir. – Será que pode me dar licença? Preciso me trocar. 
- Fique a vontade. – rosnei cruzando os braços bem na frente dele. 
Newt parou e me encarou espantado, fazendo um sinal com a cabeça. 
- Quero privacidade, Darcy! 
- É impressão minha ou está me evitando desde o dia em que caiu em cima de mim no estábulo? – era isso! Só podia ser isso. Newt estava com vergonha, medo, receio ou seja lá o que for. Estava distante e esquisito desde o dia em que ficou uma atmosfera inexplicável entre nós dois por conta de um quase beijo. – Se este seu comportamento tem algo a ver com aquele dia, esqueça, por favor. – falei esperançoso. 
- Não tem nada a ver com aquele dia, Tommy. – ele negou esquentadinho, terminando de se arrumar. 
- MAS POR QUE RAIOS AINDA ME CHAMA DE TOMMY, CARAMBA? – explodi nervoso. 
Bennet estancou qualquer ação e cravou seus olhos negros em mim, rude. 
- Eu te chamo de Tommy porque quero! Porque você me deu intimidade para isso. 
- Intimidade? Eu sou o único aqui que tenta ter uma intimidade com você, mas você sempre foge. Parece que tem medo de mim. – tive vontade de vomitar com o simples fato de estarmos um levantando a voz para o outro. – DROGA! – gritei afoito, lançando minhas mãos na face. 
Eu estava surtando. Entrando em parafuso por causa dele. Newt me confunde inteiro ou eu que confundo as coisas. Só eu que estava enxergando o fio de alta voltagem que conduzia nós dois? A linha tênue que nos ligava? 
- Olha... – ele começou num tom mais brando, baixando a guarda - Eu agradeço tudo que tem feito por mim. Você é um ótimo amigo e eu aprecio a sua companhia, mas eu realmente tenho que ir. Quanto a roupa, não se preocupe. Eu vou dar um jeito nisso. – afirmou me largando com cara de tacho. SO-ZI-NHO. 
SOZINHO MAIS UMA VEZ! ARRRGGHHHH! 
Continuei parado no mesmo ponto, observando ele se afastar, como se meus pés tivessem criado raízes. Minha estrutura estava pesada, eram toneladas afundando no chão, Um peso absurdo, tomando conta das minhas costas, pernas e braços. O óbvio estava estampado na minha cara, só não sei o motivo de me negar a aceitar aquilo. 
Eu estou diferente. 
Agitado. 
Impulsivo. 
- Será que... Será que eu estou louco desejando outro homem? – disse em voz falha e alta, num monólogo xarope. 
Seus olhos. Sua boca. Seu sorriso. Sua risada. Sua voz. Seu corpo. Seu cheiro. Sua prosa. Seus mistérios. Tudo nele é convidativo e me seduz. 
Eu desejo outro homem. 
Fato. 
Desejo outro homem como nunca desejei uma mulher na minha vida. 
Eu quero Newton Bennet pra mim. 
E eu o quero agora.


Notas Finais


Todos querem o que querem
e a gente quer Newtmas acontecendo
Daqui a sete dias, eu acho que algo assim pode acontecer
Esperem para ler, e não vao se arrepender

Beijos amores


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