História Orgulho e Preconceito - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Temari
Tags Jane Austen, Naruto, Orgulho, Preconceito, Sakura, Sasuke, Sasusaku
Exibições 357
Palavras 2.763
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Festa, Josei, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!
Gostaria de agradecer a todos que comentaram e/ou favoritaram. Fico muito feliz, de verdade!
Espero que gostem.
Boa leitura :)

Capítulo 4 - First Day


Fanfic / Fanfiction Orgulho e Preconceito - Capítulo 4 - First Day

 

Após ter ido até Lee, tomado um chá delicioso – que me deixou o resto do dia rindo à toa e faminta -, e dado um puxão no cabelo longo, liso e loiro de Ino, pela falta de educação, o resto da semana passou sem nada de interessante. A única coisa que vale a pena contar aqui é que comecei a me preparar psicologicamente para o início das aulas; nós tínhamos um mês de “recesso”, que nada mais era do que um tempo para os alunos novos conhecerem o campus, ajeitar os materiais necessários para a primeira aula, dentre outras coisinhas.

Quando, por fim, o recesso acabou, eu estava mais que preparada, louca para começar as aulas de uma vez por todas. É uma sensação indescritível a de começar a estudar em uma universidade; todo o nervosismo, a agitação de começar uma etapa nova na vida, valiam a pena assim que você pisa no gramado lindo e cheiroso do campus. Eu fui realmente abençoada por ter conseguido uma bolsa em Leicester.

Enfim, como toda boa caloura, acordei no cu da manhã, sem nem precisar de despertador, pois estava muito ansiosa. Todas as moradoras do meu ilustre apartamento ainda dormiam, Ino porque só tinha aula a tarde e Temari porque odiava acordar cedo demais (e ela nos fazia odiar também, porque o mau humor dela era terrível). Então, feliz da vida, comecei a me arrumar.

Não preciso falar o que eu fiz né, todo mundo já sabe. Pulando para a parte que interessa, depois de tudo pronto, fiquei sentada vendo o jornal matinal, já que estava uma hora adiantada (tire uma foto desse momento, pois ele será único). Enquanto via o âncora do jornal reclamar sobre os palhaços que começaram a aparecer de uma hora para outra nas ruas de Leicester – eu não tinha medo de palhaços, se um aparecesse na minha frente, ia levar uma sapatada na fuça – Temari acordava.

A loira passou pela sala com os cabelos no alto, a maquiagem da noite passada borrada e cara de poucos amigos; eu a observei pelo reflexo da tv, já que não queria cutucar a onça com vara curta (ela era só o veneno de manhã). Era engraçado, mas eu e a loira número 1, oficialmente, tínhamos virado boas amigas. Acontece que eu e ela temos muitos gostos em comum na literatura, em filmes e até mesmo em música, então não foi muito difícil criar um vínculo. Além disso, ela sempre trazia garrafas de bebida catadas de alguma festa para mim. Era uma fofa.

A não ser que fosse de manhã.

— Você viu meu secador? – ela usava uma toalha amarrada nos cabelos e estava com a cara limpa após um banho.

— A Ino usou ontem à noite, acho. – dei de ombros, voltando a tv, sem ligar para a terceira guerra que aconteceria dali a um minuto.

— Aquela filha d’égua. – Temari saiu a passos firmes em direção ao quarto da Ino, e eu estava satisfeita por fazer a loira 2 sofrer (sou deboista, mas a Ino merecia).

Ao contrário de Temari, Ino e eu não tínhamos nada em comum. Aliás, Ino parecia vir diretamente de uma escola americana em Bervely Hills, com seu cabelo loiro, olhos azuis e corpo de modelo, magra e com peitões. Eu não tenho nada contra pessoas com esse tipo de corpo, nenhum mesmo; Ino era linda de morrer, não tinha quem negasse, mas sua personalidade esnobe a deixava feia. Ela era insuportável, para ser honesta. Após um mês apenas, eu e Temari já planejávamos uma forma de manda-la embora dali o mais rápido possível.

Infelizmente, Ino é como uma mosca; só vai embora quando tem vontade ou quando você a mata. E nós não iriamos virar assassinas por causa dela, claro (mas vontade dava).

Depois de uns minutos, ouvi um grito da loira 2, e só imaginei o que Temari poderia ter feito. Não demorou muito para descobrir, já que enquanto a loira 1 saia do quarto cor-de-rosa segurando seu secador, Ino vinha atrás, totalmente molhada, deixando seu pijama de coraçõezinhos ensopado. Tentei não rir, mas foda-se, soltei uma gargalhada.

— Sua idiota, ‘tá rindo do que? – a loira vociferou, os olhos azuis brilhando de raiva, o que me fez fechar a cara na hora.

— Dá sua cara, ué.

Ela soltou uma espécie de grunhido, coisa de animal, e voou para cima de quem? Sim, de mim, que não tinha nada a ver com a situação toda.

— Ei, ei, o que está fazendo sua descontrolada? – ela puxou meu cabelo, que estava perfeitamente desarrumado e ondulado, molhando-me com as gotinhas que saiam de seu corpo.

— Você gosta de ver briga, não é? Pois então, o que acha de apanhar?

Ela continuou me puxando de um lado para o outro, e eu perdi a paciência de deboista que eu tinha, dando-lhe um empurrão com todas as forças que eu tinha nos meus braços de caneta. Ela saiu de cima de mim, e eu sai correndo de perto dela; no caminho, vi Temari rindo, e quis dar um soco na cara dela.

— Me ajuda, Temari!

— Eu não, te vira. – depois dessa ajuda de amiga, foi em direção ao banheiro, para secar o cabelo, e me deixou ali com Ino, que tinha preparado as unhas em posição de ataque.

Droga! Maldita mania de roer as unhas que eu tinha!

Fui correndo até o meu quarto, mas antes que chegasse lá, ela puxou minha camisa, me fazendo cair no chão com força, machucando minhas costas no processo; dei um choramingo, que não a impediu de subir em cima de mim e segurar meus braços. Aquela loira era forte.

— Vou te ensinar a não mexer no ninho de maribondos, sua hipster de uma figa.

Ao invés de me bater como eu esperava, ela fez algo muito pior. Foi até meu ponto fraco, as costelas, e eu quase chorei quando ela começou a fazer cócegas, com um sorriso maníaco no rosto.

— Pa-para Ino! – eu pedia, rindo de nervoso, enquanto as unhas dela perfuravam minha pele por baixo da camisa.

Foram os piores três minutos e vinte e cinco segundos da minha vida, pois antes que eu mijasse nas calças, Temari arrancou Ino de cima de mim. Ino tinha passado a temer Temari e seus punhos de ferro, portanto não mexia mais com ela, o que, obviamente, sobrava para mim, que não batia nem em uma pulga. Eu fiquei ofegante no chão, tentando me recompor.

— Isso é para você aprender a não mexer com uma loira na tpm. – ela ainda teve a ousadia de dizer, antes de fechar a porta do quarto.

Fiquei recobrando a respiração, sentindo tudo doer, as costas, as costelas, meus pulmões. Depois de cinco minutos – não foi tanto assim – me levantei e fui até o sofá, me jogando lá para esperar Temari. Ainda estavam falando sobre os malditos palhaços, e um adolescente estava falando de como se sentiu em um filme de terror quando viu um no meio da madrugada. Bando de medroso.

— Estou pronta, Jujuba, vamos?

— Uhum.

E então, não muito mais feliz e dolorida, eu e Temari fomos em direção ao nosso futuro, ao alto e avante!

O campus estava bem movimentado, devido ao início das aulas, e todos os alunos que passavam por mim eu imaginava serem da minha sala; a animação anterior tinha voltado conforme ia me aproximando do prédio destinado as matérias de humanas. O sol brilhava lindamente, os pássaros cantavam enquanto voavam de um lado para o outro, o vento soprava geladinho. Tudo estava em perfeita harmonia.

— Por que sua amiga está sorrindo para o nada? – e sempre tem um idiota para estragar sua brisa, né? No meu caso, foi o cara mais brisado do mundo, o peguete da Temari, Shikamaru.

— Eu estou feliz, ok? E eu tenho nome também, é Sakura.

— Credo, que mau humor. – ele resmungou, sem dar bola para o fato de eu ter ouvido ele falando do meu humor.

— Por que mesmo você chamou ele para vir conosco? – perguntei, nada disfarçadamente, para Temari, que revirou os olhos.

— Ele também estuda no nosso prédio, cabeçuda.

Bufei, cruzando os braços. O tal do Shikamaru, ao contrário da aparência desleixada e da cara de seguidor de Bob Marley, tinha passado com bolsa de 100% em Direito Inglês e Francês, e, de acordo com Temari, ainda fazia parte daquela sociedade de pessoas com QI super alto. Sim, o desgraçado era um nerd nato, além de ser fluente em cinco línguas (ele fala alemão, e há boatos de que foi falando putaria na língua que ele conquistou a Temari). Enfim, a vida não era justa.

— E aquela outra amiga de vocês, a loira peituda?

— Ela não é nossa amiga. – eu e Temari falamos ao mesmo tempo, e ele arqueou uma sobrancelha.

— Mas eu pensei que-

— Ela mora conosco, mas nós não gostamos dela. – Temari resolveu responder, com toda paciência que ela tinha, ou seja, nenhuma.   

— Entendi...

— E você, tem amigos? – perguntei, imaginando que um nerd como ele não teria amigo nenhum, além da narguilé.

— Tenho. O Lee, com quem você trepou – QUE? – E o Chouji, um gordinho que faz Física, acho que você ainda não conheceu.

— O Chouji é a maior comédia, Sakura. Você ia gostar dele. E o Lee...bem, você já conhece melhor do que qualquer um.

Os dois deram uma risada de hiena com tosse, enquanto eu praticava a meditação em pensamento; eu esqueci de mencionar que não contei aos dois que eu e Lee não tínhamos transado, né? Pois é, no dia eu estava alegrinha demais, e eles ocupados demais, então nem falei nada. Nos outros dias, esqueci completamente de falar – efeito as drogas, amigas.

— Eu e Lee não transamos. – resolvi dropar a bomba logo, para acabar com as piadinhas.

— Ah, tá. Acredito. – lógico que não adiantaria. 

O restante do caminho foi assim, os dois falando nada com nada, ou me zoando, enquanto eu praticava deboismo, controlando minha raiva e respirando bem fundo.

Por fim, nos separamos ao chegar no prédio enorme de humanas. Como os cursos eram diferentes, cada um foi para um canto daquele mausoléu, e, finalmente, fiquei sozinha. A minha sala era no segundo andar, mas antes fui deixar algumas das minhas coisas nos armários destinados para os alunos (‘cê jura?) e, a caminho de lá, adivinha quem eu encontro? Sim, Mr. Darcy. Esses encontros já estavam ficando estranhos, e eu comecei a pensar que nossos destinos estavam entrelaçados.

Como quem não quer nada, fui chegando perto do meu armário. Tirei o papel onde o número estava anotado, e fiquei fingindo ler para não ser obrigada a falar com ele. Disfarçadamente, procurei meu armário; adivinha só? Era ao lado do dele! Sem brincadeiras. Número 1813.  

Pois é, queridas, lembra quando eu disse que ele era minha perdição? Então, ele também me perseguia por todos os cantos. Era quase como se tivesse um imã nos puxando de encontro ao outro. Enfim, ainda fazendo a egípcia, fui até meu armário. Abri, coloquei os materiais, peguei os que iria usar naquele dia, e me virei para partir, feliz por não ter sido notada. Mas, ér, o destino é um grande filho da puta. Eu estava tão absorta em não ser percebida, que não percebi quando ele me percebeu e veio parar atrás de mim. Então, quando me virei, lá estava, com aquele sorrisinho sacana no rosto.

— Bom dia. – a voz dele, já disse, era grossa e profunda, e sei lá, dava uns negócios no corpo.

Limpei a garganta, tentando soar tão “nem aí” quanto ele.

— Oi, bom dia. Tudo bem? – ao invés disso, soei exatamente como estava, nervosa.

Não se enganem, eu não estava apaixonada por aquele cara, nem nada parecido. Mas ele era muito bonito, tipo, muito mesmo. Parecia um modelo, um ator, sei lá; e, naquele dia, ele estava especialmente bonito, com uma blusa xadrez vermelha e preta, estilo lenhador, com as mangas enroladas até os cotovelos, calça jeans escura e, caramba, apertada na medida certa; para completar, usava coturnos negros.

Um minuto de silêncio para apreciação geral.

.

.

.

Continuando, o homem era bonito que só ele, mas eu já estava ligada na sua pinta de canalha, portanto disfarcei a baba.

— Melhor agora. – ele falou baixo, mas eu ouvi muito bem. Qual era a dele? Resisti a tentação de, novamente, me jogar naqueles braços veiúdos, e revirei os olhos.

— Fala isso para toda garota que vê?

— Só para as de cabelo cor-de-rosa.

Eu tentei muito não sorrir, mas o filho da puta do sorriso saiu, sem querer. Me recompus, mas não a tempo; ele percebeu.

— Então, tenho que ir para a aula. Tchau. – me virei para sair correndo para as colinas, e nem percebi que estava indo na direção errada. Só fui ver depois um tempo.

Para minha desgraça, Mr. Darcy ainda estava parado no mesmo lugar, com aquele mesmo sorrisinho de canto. Ele também percebeu que eu estava indo para o lugar errado. Disfarçando, fui em direção ao bebedouro que tinha ali, e depois de um gole de água, voltei para onde ele estava.

— Estava com sede, hehe. – falei, com a maior cara de pau do mundo. Ele não disse nada, só ficou me olhando e sorrindo. Ok, isso foi muito creepy.

Dando um tchauzinho, fui na direção certa e entrei em minha sala, a de número 7. Assim que coloquei meus pés lá, suspirei aliviada por ter me livrado do encosto do Mr. Darcy; mas, ao perceber que a sala estava lotada de gente e que todos olhavam para a louca que entrou correndo, fiquei vermelha da cabeça aos pés. Ótima primeira impressão, não? Agora todo mundo ia sair de perto de mim como se eu tivesse sarna.

— Bom dia. – cumprimentei a todos, recebendo alguns “bom dia” de volta e fui em direção a uma das várias filas de cadeiras.

Aquela sala era enorme, parecia mais um auditório a uma simples sala de aula. Tinha certeza de que se gritasse “eco” minha voz ecoaria, para vocês terem noção. Enfim, sentei-me no meio, não tão perto, nem tão longe dos professores, e já fui ajeitando meus materiais sobre a mesa de madeira, como a perfeita aluna organizada que eu era – só que não. Ao meu lado esquerdo estava uma menina negra, da minha idade, com cabelos incrivelmente vermelhos e olhos cor-de-mel, linda de morrer. Ela mascava um chiclete e parecia alheia ao que acontecia ao redor dela; mas eu, como queria fazer amigas (os) naquele lugar, resolvi atrapalhar o que quer que fosse que ela pensava no momento.

— Oi. Meu nome é Sakura. – sorri, fazendo a simpática, estendendo minha mão para ela. Os olhos cor-de-mel me encararam por alguns segundos, tomando consciência da minha ilustre presença e ela sorriu.

— Ah, oi. Sou Karui, prazer. – ela tinha unhas compridas e pontudas, e usava vários anéis prateados nos dedos. — Você tem o cabelo legal.

— Obrigada, hehe. O seu é lindo, amei a cor. – e realmente era, todo cacheado, com alguns cachinhos caindo sobre sua testa.

Ela sorriu, e nós ficamos em silêncio; mas tudo o que eu queria era enche-la de perguntas, como qual era o seu autor preferido, ou o que ela gostava de fazer nas horas vagas, coisas assim. No entanto, antes que eu pudesse falar, ela tirou um fone de ouvido de dentro da blusa e colocou na orelha, um claro sinal de que não queria ser incomodada. Sem ter mais o que fazer, passei a observar as demais pessoas que seriam meus colegas de classe.

As pessoas eram bem heterogêneas, o que não foi muito uma surpresa, mas o que achei interessante foi a quantidade de mulheres presentes em sala, que era muito superior à dos homens. Tinha um homem para cada cinco mulheres? Mais ou menos isso. Enfim, fora isso, nada mais de interessante a declarar. Fiquei mexendo no celular para matar o tempo então, já que não tinha mais nada para fazer.

Bem, lembram-se quando disse que Mr. Darcy era um tormento para mim, não? Lá no início dessa história. Pois então, o tormento começou exatamente ali, naquela sala de aula; não foi antes, quando o vi vestido de Mr. Darcy no baile anual para calouros; não foi quando esbarrei nele na escada do dormitório, nem quando bati em sua porta a procura de Lee; tampouco quando descobri que seu armário era ao lado do meu. Não, meu tormento verdadeiro começou quando descobri que o destino, de fato, estava brincando com minha cara, pois quem sentou ao meu lado direito, com o sorriso mais sacana da face da terra? Sim, ele. Que também fazia Literatura Inglesa.

— Olá novamente, Elizabeth cor-de-rosa. – ele falou, quase fazendo meu queixo ir ao chão.  

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...