História Orgulho e Preconceito - Capítulo 2


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Félix, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain
Tags Miraculous
Exibições 51
Palavras 1.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Lírica, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - "Castigue-me" - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Orgulho e Preconceito - Capítulo 2 - "Castigue-me" - Parte 1

E no inferno permanecerei, pois o mínimo de felicidade me parece uma doença em meio a crise de sofrimento que jamais passará. O vazio me consome, por favor, salve-me de tudo isto.


A felicidade em seu peito ao pisar novamente em solo francês após tanto tempo era quase palpável, pela primeira vez sentiu algo além do medo ou da culpa. E, apesar do céu extremamente cinza e nublado, a pequena menina sentiu o Sol tímido esquentar aos poucos sua epiderme pálida e gélida. Marinette tentou, e estava tentando, recomeçar sua vida. Escondeu todos os seus sentimentos e a sua vergonha no canto mais escuro de sua alma impura e castigou seu próprio corpo antes mesmo de cruzar as portas convento na Inglaterra. 

"Não esqueças, sua pecadora infame. Deus é o único capaz de salvar sua alma pobre e condenada."

As duras palavras da Madre ainda ecoavam em sua mente perturbada. Parecia não ter fim todo aquele tormento, era literalmente como estar no próprio inferno. 

[...]

Já era noite, Marinette havia chegado à fazenda Dupain pela manhã e nem se quer deixou o conforto de seus aposentos. Alegou extrema exaustão, e não comeu ou se importou com as investidas carinhosas de aproximação de sua Bá, que deixou de bater à porta depois de algum tempo, não estava com vontade de ver ou ouvir ninguém. Ninguém que pudesse tocá-la.

Castigou-se por todo o dia, com chibatas e chicotes. Ela mesma se proibíu de gritar ou chorar, queria proporcionar dor física para esquecer a psicológica. Estava totalmente nua, com as costas em carne viva e o sangue que descia e manchava o chão. Rezava fervorosamente e pedia à Deus para que a livrasse daquela culpa, que devolvesse sua sublime inocência. Queria ter a capacidade de se perdoar, por algo que não havia feito. E que não poderia ser desfeito.

O véu negro que passou a usar escondia as marcas roxas e amareladas de seu rosto angelical, graças às mãos nada delicadas da Freira Teresa. E os cortes em seus pulsos cicatrizados revelavam que talvez estivesse tarde demais para implorar por uma salvação. Mesmo cansada e ofegante, ela rastejou até a janela, afastou com os dedos trêmulos a cortina pesada que encobria a pouco luz da lua e observou o jardim esquecido do lado de fora. 

O túmulo de sua pobre mãe parecia totalmente abandonado, com teias de aranha e poeira. Os espinhos da antiga roseira escondiam sua lápide e se não estivesse com tanta dor, correria até lá somente para deixar algumas flores, mesmo que fossem murchar. 

Seu corpo cedeu, o som ecoou por todo o cômodo e sua visão pouco a pouco foi escurecendo, finalmente havia cessado sua tortura. Pois já estava a beira da morte. A morte que tanto desejava.

Tom Dupain parecia inabalável, insaciável. Deixava sua imaginação percorrer solta em torno das posições que desejava praticar com sua doce menina, agora crescida e com curvas e seios. Seus lábios chamavam e clamavam por si, até deixava-o duro só de pensar. Perdeu a conta de quantas vezes havia se tocado pensando nela, em como estaria suas feições ou se estaria com a mesma fome por sexo mesmo após o convento. Estava certo, mesmo se passando por boa moça, aqueles lábios demoníacos e atrevimento sensual não a deixavam mentir.

Ela o queria tanto quanto ele. Era óbvio 

Talvez até demais...

[...]


- Olá,querida mamãe. És atrevimento de minha parte de se eu me sentar? - Ela sorriu tímida e aguardou por um tempo pela resposta que não viria - Espero que vosmecê não se importe. 

Ela retirou a poeira com as mãos, e alguns galhos secos. Sentou-se incerta no túmulo e esperou por um instante, respirou fundo diversas vezes e observou o jardim mal cuidado. 

- Eu não aguento mais. Mamãe, eu não aguento mais tudo isso.

Marinette sussurrou, como um segredo desesperado. Só queria a mãe consigo, queria um abraço apertado, um colo para chorar até soluçar. Tinha certeza de que estava perdida no meio de todo aquele caos e sofrimento, havia sucumbido ao medo estúpido. Já  não suportava mais a idéia de ser abusada ou magoada outra vez. Não sobreviveria a isto, com certeza.

A azulada quase gritou de susto, sentiu um aperto possessivo em seu ombro direito e uma respiração além da sua, estava próxima ao seu pescoço sensível. O cheiro de álcool e tabaco eram quase insuportáveis, e o medo de virar-se falou mais alto. A menina engoliu em seco, procurou regular sua respiração porém falhou, miseravelmente. 

-Seja bem-vinda, minha querida filha. 

- Afaste-se de mim!!

Ela gritou possuída pelo medo, correu para longe o mais rápido possível e não olhou para trás. Adentrou na casa grande e subiu as escadas ignorando a presença de Rosa ou das outras, entrou em seu quarto e fechou a porta com fúria. Retirou o vestido depressa e adentrou na banheira após encher com a água fria ainda restante, esfregou seu corpo com força e tentou limpar sua alma. Passou horas limpando e esfregando, chorando e soluçando até entender que isto não bastaria.

Então saiu, deixou seu rastro de água pelo piso e segurou com força entre os dedos finos a chibata. Desferiu o primeiro golpe em si, até gritar histérica por socorro. A dor abrangeu da ponta de seus dedos até tomar conta de todo o seu corpo. Era infernal. 

-Por favor, alguém me ajuda. Eu não aguento mais isso, e-eu só quero morrer de uma vez. Perdoe-me Deus, sempre serei uma pecadora. 

Desferiu outro golpe, e mais outro e mais outro, até cair no chão com as pernas bambas. Esperou por outro dia com o rosto colado ao piso, não havia forças para continuar ou para respirar. Seu corpo inteiro doía e a vontade de machucar-se apenas aumentava dentro de si. 

- Por favor, não quero mais estar tão só. Não aguento mais estar presa em meus pesadelos, a pequena menina está morta por dentro.  


Castigue-me pelo pecado. Aquele que não cometi, nada do que disser vai me convencer se minha mente perturbada se considerar culpada. Pois a juíza das minhas loucuras é severa demais, não cobra depoimentos nem sopra os ferimentos da tortura. 

Pobre menininha. 




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