História Orgulho, Preconceito e Walkers - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orgulho e Preconceito, The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Charles Bingley, Charlotte Lucas, Dale Horvath, Daryl Dixon, Elizabeth Bennet, Eugene Porter, Fitzwilliam Darcy, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jane Bennet, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, O Governador, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Shane Walsh
Tags Beth, Darcy, Daryl, Elizabeth, Glenn, Maggie, Orgulho, Preconceito, Twd, Walker
Exibições 78
Palavras 2.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoal! Já vou começar me desculpando pelo atraso!
Não pude postar antes devido a falta de luz (falta de luz inspiração, e falta de luz literal também kkk).
Mas agora que as luzes voltaram, aqui estou com um capítulo quentinho!
Mais uma vez obrigado ~bellv por comentar <3
Espero que gostem! Boa leitura! :)

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Orgulho, Preconceito e Walkers - Capítulo 7 - Capítulo 7

Elizabeth Bennet

Eu nunca tive muita sorte com homens antes, e eu deveria saber que no apocalipse as coisas não iriam melhorar. Por mim tudo bem, e eu até aceitava numa boa ter sido chamada de tolerável, até que não é tão ofensivo, mas de vadia não. Se o intuito do Daryl era me ofender, ele conseguiu. Fiquei com muita raiva. Até parece que eu agarrei ele a força. Eu saí da barraca dele bufando, e só não bati nele, porque a égua Nelly, já tinha derrubado ele por mim.

Fui para casa apressada, e fiz o mínimo de barulho possível, pois a última coisa que eu queria era ter de me explicar para alguém. Tudo o que eu precisava era da minha cama. Ainda não sei como, mas consegui dormir depois dessa noite fatídica.

(...)

Diferentemente do dia anterior, dessa vez eu acordei cedo. Fui a primeira a acordar na verdade. Fui para a cozinha e comecei a preparar um café, bem forte, para espantar a preguiça.

Pouco depois do galo cantar, todos já estavam de pé e cada um foi cuidando das suas respectivas atividades. Eu fui para o pomar colher algumas frutas e estava distraída fazendo meu trabalho quando Beth veio até mim.

— Oi Lizzie! – Falou ela sorrindo e com um olhar maroto. - Eu tenho novidades!

— A é!? O que houve? – Perguntei curiosa largando no chão o cesto de frutas.

— Eu pedi ao papai para participar das aulas de tiro, e ele deixou! – Falou ela com empolgação.

— Uau! Quem diria hein!? – Falei colocando as mãos na cintura.

— Eu disse a ele, que seria bom eu aprender, já que não temos mais o Otis. – Falou ela olhando para baixo. – Ele hesitou um pouco mas acabou concordando.

— E quando começam as aulas? – Perguntei interessada.

— Hoje mesmo! O Rick foi falar com o papai, só por precaução! – Falou ela dando de ombros. – Você quer fazer a aula comigo? - Perguntou ela quase que suplicando.

Nem precisava perguntar. Eu já havia aprendido algumas coisas com Charlotte, pois ela praticava tiro ao alvo, mas era um conhecimento bem superficial, então seria bom melhorar minhas habilidades. Acabei indo com ela para a aula de tiro.

Os nossos professores eram o Shane e o Rick. Os alunos eram, Beth, Jimmy, Andreia, T-Dog e eu. Eles nos deram algumas dicas, e logo começamos com a aula prática. Atirávamos em garrafas, e eu até me surpreendi, quando acertei os alvos com facilidade. Eu estava usando a arma da Charlotte, que ainda tinha munições, até que percebi que Shane carregava alguns rifles numa bolsa preta.

— Será que eu posso tentar com uma dessas? – Falei apontando para um dos rifles.

— Tem certeza? Essa é uma arma pesada. – Perguntou ele achando que eu iria desistir.

— Tenho. – Falei convicta e ele levantou a sobrancelha e fez uma expressão como se dissesse “ Você que sabe! ” e então me alcançou a arma. 

Realmente o Rifle era bem pesado. Então eu me concentrei bastante e mirei. Acertei o primeiro alvo! Ouvi Beth ao meu lado dizer algo como “Muito bom”. Eu me concentrei de novo, e um pouco antes de atirar percebi que tínhamos uma pequena plateia. Glenn, William, Lori e Carl nos olhavam sentados em um tronco caído. William me olhava atentamente, com aquele ar de superior. Quando notei a presença dele eu acabei me distraindo, e quando atirei, o Rifle ricocheteou. Devido ao susto eu me desequilibrei e cai sentada. Logo senti meu rosto esquentar como brasa. Existe jeito mais vergonhoso de cair? Que vergonha. Ouvi algumas risadas abafadas ao fundo e quando olhei para cima, ali estava William na minha frente com a mão estendida para me ajudar a levantar. Eu aceitei e ele me puxou como se eu pesasse apenas algumas gramas. Com o impulso eu parei de pé a poucos centímetros dele.

— Obrigado! – Falei olhando ele nos olhos, e só então notei que ele tem os olhos azuis. Um azul bem cristalino. Bonito.

— Se machucou? – Perguntou ele com um pouco de preocupação.

— Não, estou bem obrigado. – Falei sorrindo e limpando a sujeira da minha calça.

— Ótimo! – Falou ele sorrindo e logo se afastou de mim. Ele sorriu? Sim ele sorriu! E que sorriso!

— Acho que é uma boa hora para uma pausa. – Falou Glenn que trazia uma cesta com pêssegos dentro e ofereceu para todos.

Bom eu sou uma mulher adulta, independente, estudada, portanto, sei que não tem nada demais em achar alguém bonito, mesmo não gostando da pessoa. É que beleza não é algo que dá para esconder, ela está ali na cara. Então eu admito: Eu acho William Darcy bonito. E não tem nada demais nisso.

Continuamos as aulas depois do pequeno lanche e depois alguns saíram para as buscas por Sophia. Eu resolvi não os acompanhar dessa vez. Tinham algumas coisas que eu precisava fazer na fazenda.

Durante almoço, notei que Maggie estava estranha, devia ter algo a ver com Glenn, porém não tive oportunidade de perguntar a ela, pois ela precisou ir à cidade com ele de novo.  Passei a tarde organizando o meu quarto, pois Carl já estava relativamente bem e a família Grimes saiu do meu quarto e foi para o acampamento. Eu fui estender as roupas de cama no varal, e então vi Daryl vindo em minha direção. Ele estava caminhando bem melhor que no dia anterior.

— Oi. – Falou ele parando em minha frente.

— Oi. – Respondi de modo seco. Eu já não estava mais tão brava com ele, mas tenho que preservar minha dignidade.

— Olha só eu quero te pedir desculpas. – Falou ele. Eu percebi que ele não estava se sentindo à vontade fazendo aquilo então resolvi me vingar um pouquinho.

— Desculpas? Pelo que? – Falei me fazendo de desentendida.

— Não se faz de tonta! – Falou ele irritado. Deu para ver que ele tem o pavio bem curto. Acabou que eu achei graça do jeitão dele e acabei rindo.

— Está achando isso engraçado é? Não tem graça nenhuma. Olha só garota... eu vim te pedir desculpas e já pedi. Se não vai aceitar problema é seu! – Falou ele irritado e virando as costas para mim.

— Calma. Eu te perdoo! – Falei indo até ele. – Também quero te pedir desculpas. Eu sei que aquele beijo não deveria ter acontecido! – Falei.

— Não devia mesmo. – Falou ele mais calmo. – Mas a culpa não foi só sua. Eu não deveria ter te chamado de vadia. Eu falei da boca pra fora!

— Não esquenta. – Falei sincera. – Olha só... vamos colocar uma pedra sobre esse assunto. Faz de conta que nunca aconteceu.

— Parece bom para mim.

— Amigos? - Perguntei estendendo a mão para ele apertar.

— Amigos! – Falou ele apertando a minha mão.

— E como está isso aí? – Perguntei apontando para o machucado na cintura dele.

— Já está quase bom! – Falou com um sorriso de canto.

— Ótimo!

— Bom eu vou voltar para minha barraca. Quero estar inteiro para poder retomar as buscas logo. – Falou e se voltou em direção a barraca dele.

— Quer ajuda? - Perguntei ao ver que ele colocou a mão no curativo, provavelmente com dor.

— Nah... eu me viro sozinho. – Respondeu ele abanando uma das mãos.

— Não precisa ter medo de mim! Eu prometo que não vou te molestar de novo! – Falei com ironia.

— Sei bem! – Falou ele rindo pelo nariz. – Sério eu consigo ir sozinho!

— Ok então! Bom descanso. – Falei antes que ele saísse.

 Foi muito bom ter aquela conversa com Daryl. No fundo meu medo era acabar me envolvendo emocionalmente com alguém. Para minha felicidade, Daryl também não é do tipo sentimental, então foi bem fácil resolver as coisas com ele.

(...)

No fim da tarde Maggie voltou da cidade, e entrou em casa num rompante, e passou por mim e por Beth, sem dizer nada. Com certeza tinha algo errado.

— Eu vou lá falar com ela. – Falei e Beth concordou.

Quando entrei no quarto Maggie estava sentada na cama com um olhar perdido.

— Aconteceu alguma coisa? – Perguntei sentando ao lado dela.

— Aconteceu... – Falou ela me olhando e passando a mão nervosamente pelos cabelos.

— Maggie, o que houve? – Falei já preocupada com o nervosismo dela.

— Se eu te contar um segredo, você me promete que não conta pra ninguém do acampamento?  - Falou ela me olhando nos olhos.

— Claro... pode confiar! – Falei segurando a mão dela.

— Eu não sei nem por onde começar! – Falou ela pondo-se de pé e começou a andar pelo quarto.

— Que tal pelo começo? – Falei tentando encorajá-la. Ela foi até a porta do quarto e a fechou.

— Lembra quando eu te falei que a Annete e o Shawn foram infectados? – Perguntou ela sentando ao meu lado novamente.

— Sim... e você me falou que o tio Hershel deu um jeito. – Respondi e acenei com a cabeça indicando para que ela continuasse.

— Acontece que ele não deu um jeito. – Falou ela olhando para baixo, como se precisasse reunir coragem para continuar a falar. – Ele... colocou os dois no celeiro. – Falou ela me olhando.

— O que? – Perguntei aumentando o tom de voz, tentando assimilar o que ela havia dito.

— Que loucura é essa Maggie? – Perguntei incrédula.

— É que o papai pensa que eles são pessoas doentes, e que ainda terá uma cura. – Falou ela e me fazendo sinal para falar mais baixo.

— Mas Maggie, isso é loucura, eles não são mais pessoas, são mortos! – Falei me levantando e andando de um lado para o outro.

— E acha que eu não sei? – Falou ela se levantando também.

— Agora eu entendi a regra sobre nunca entrar no celeiro. – Falei passando a mão na cabeça. – Mas porque está me contando isso só agora? – Perguntei.

— Ontem, eu e o Glenn íamos marcar um encontro. – Falou ela séria. – Ele me deu um bilhete, e disse para nos encontrarmos no celeiro. Eu corri para impedi-lo de ir até lá, mas já era tarde. Ele viu os caminhantes lá dentro. Ele já contou para o Dale... se o resto do acampamento souber eles...

— Os caminhantes? Espera um pouco... quantos tem lá dentro? – Perguntei a interrompendo.

— Além da Annete e o Shawn, tem alguns vizinhos e amigos lá também. Agora devem ter uns doze. – Respondeu ela sentando novamente.

— Doze? Maggie, você tem noção do perigo que estamos correndo? – Perguntei aflita apontando para a direção onde o celeiro ficava.

— É claro que eu tenho! Eu sei que eles estão mortos! Hoje na cidade um deles quase me mordeu. Se não fosse o Glenn... eu teria... – Ela não conseguiu terminar e começou a chorar.

— Calma Maggie! Vamos dar um jeito. – Falei tentando consola-la.

— O papai está irredutível. Ele tem certeza de que os mortos, são doentes. Se o grupo fizer algo eles, vão ser expulsos na mesma hora. – Falou ela com voz embargada.

A preocupação de Maggie, não era totalmente imparcial. Ela estava mais preocupada com Glenn. Já era nítido que ela nutria sentimentos fortes por ele.

— Maggie, amanhã eu vou falar o titio! Ele não pode continuar com essa loucura. – Falei e ela me olhou agradecida.

— Obrigado Lizzie! – Falou ela me abraçando. – E tem outra coisa que eu quero te contar. – Falou ela com calma.

— O que? – Perguntei.

— A Lori está gravida. – Falou ela.

— Como sabe? – Perguntei curiosa.

— Glenn pegou remédios abortivos para ela na farmácia. – Respondeu ela.

— Deus do céu! – Foi a única coisa que consegui dizer depois disso. Era muita informação para minha cabeça.

Primeiro, zumbis no celeiro e agora uma mulher gravida. Parecia que os problemas só cresciam. Pelo visto temos algumas pessoas aqui na fazenda não entendem o conceito de não complicar as coisas.


Notas Finais


O que acharam?


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