História First Impressions - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orgulho e Preconceito, The Walking Dead
Personagens Andrea, Beth Greene, Carl Grimes, Carol Peletier, Charles Bingley, Charlotte Lucas, Dale Horvath, Daryl Dixon, Elizabeth Bennet, Eugene Porter, Fitzwilliam Darcy, Gabriel Stokes, Glenn Rhee, Hershel Greene, Jane Bennet, Lori Grimes, Maggie Greene, Merle Dixon, Michonne, O Governador, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Shane Walsh
Tags Beth, Darcy, Daryl, Elizabeth, Glenn, Maggie, Orgulho, Preconceito, Twd, Walker
Visualizações 151
Palavras 2.100
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente! Mil perdões pelo atraso. É que eu tive um "pequeno" bloqueio.

Nesse meio tempo eu tive uma idéia para outra fic, e as duas ficavam brigando na minha mente para ver qual delas seria escrita primeiro. kkk

Eu escrevi e reescrevi o capítulo várias vezes, pois nunca ficava do jeito que eu queria. Agora aqui está o capítulo. Espero que gostem!
Obrigado ~bellv e ~Gabisaqui por comentarem no último capítulo! ♥

Boa leitura!

Capítulo 9 - Reconhecendo as Perdas


Fanfic / Fanfiction First Impressions - Capítulo 9 - Reconhecendo as Perdas

 

Elizabeth Bennet

Desolação. Essa era a palavra que passava pela minha cabeça vendo todos aqueles corpos na frente do celeiro. O silêncio foi quebrado por Carol que chorava copiosamente pela morte da filha.

— Não olha! - Falou Daryl se aproximando dela e tentando afastá-la daquela cena, mas ela o empurrou e correu em direção ao acampamento.

Eu estava simplesmente sem reação alguma, até que Beth se soltou do meu abraço e eu meio que voltei a realidade.

— Beth! - Eu gritei por ela e fui ignorada.

Ela saiu correndo e foi até os corpos. Rick tentou a impedir de chegar perto, porém foi em vão. Ela correu até o corpo da tia Annete e passou a chamar pela mãe morta. A caminhante ainda não havia sido atingida na cabeça e tentou mordê-la.

Na minha mente tudo passava em câmera lenta, eu sabia que deveria correr e tentar ajudar minha prima, porém eu não conseguia, eu estava simplesmente paralisada. Rick e outros puxavam Beth dali até que Andreia atingiu a cabeça da caminhante com uma foice.

Maggie consolava tio Hershel que estava desolado. Fui até Beth e a amparei. Agradeci com um aceno por terem ajudado Beth e passei a conduzi-la até em casa.

— Arriscamos a nossa vida procurando por uma garota morta esse tempo todo! - Gritou alguém, eu não precisei nem olhar para trás para ver quem era, pois reconheci a voz de Shane.

— Agora não Shane!  - Falou William e então eu olhei para trás e vi que Shane estava nos seguindo enfurecido e Rick, William e Glenn tentavam acalma-lo.

— Vocês sabiam que ela estava lá e nos fizeram procurar mesmo assim! - Falou Shane quando chegamos perto da varanda de casa. Ele acha mesmo que estávamos escondendo a Sophia deles?

— Nós não sabíamos.... Quem cuidava disso era o Otis!  Ele deve ter colocado ela lá! - Explicou tio Hershel e Shane balançava a cabeça em negação, parecendo não acreditar no meu tio. Cretino!

— Viu Shane, ele disse que não sabiam! Chega disso.... - Falou Rick tentando conter a fúria de Shane.

— Quero vocês todos fora das minhas terras! - Falou tio Hershel bravo com aquela situação.

Eu não fiquei para saber o que aconteceria. Segui meu caminho entrando em casa. Levei Beth até o quarto dela e ela se deitou na cama. Beth ainda soluçava de tanto chorar.

— Eu sinto muito querida!  - Falei sincera e beijei sua testa.

— Quero ficar sozinha! - Ela me disse e eu concordei. Beth, assim como Maggie e Hershel, precisariam de um tempo para aceitar o que tinha ocorrido.

O pessoal do acampamento estava recolhendo os corpos. Minha tia, meu primo e Sophia teriam um enterro, enquanto os outros corpos seriam queimados. Naquela mesma tarde fizemos funeral para eles. Depois que nossos entes queridos foram enterrados. Minhas primas e meu tio foram para casa, cada um acompanhado da sua dor.

Eu não os acompanhei até em casa, pois resolvi caminhar um pouco para espairecer. Saí andando pela fazenda sem um rumo específico.

Aquela cena dos mortos saindo do celeiro, era a coisa mais tétrica que eu já tinha visto na minha vida. Ver aqueles corpos, vindo em nossa direção, foi como um choque.

Involuntariamente comecei a pensar na minha família, meus pais e minha irmã. Será que eles morreram também? Será que estão vagando por aí como caminhantes? Será que tiveram um enterro? Tantos "serás" que me atormentavam. Todo o tempo em que eu estive na fazenda, eu vinha fugido dessas perguntas. Eu tentava manter uma esperança, mesmo que mínima, contudo eu sabia que cedo ou tarde as perguntas acabariam me alcançando. O problema não eram nem as perguntas, e sim a falta de respostas.

Quando conversei com tio Hershel sobre os caminhantes no celeiro, falei que ele tinha de aceitar a nova realidade, e isso agora soa irônico, pois apenas agora eu me dei conta que eu tinha que aceitar a realidade também. Todo esse tempo eu tenho agido como se estivesse apenas de férias na fazenda, como eu sempre fazia no verão. Eu estava fugindo da realidade, e não aceitando. Era bem mais fácil agir assim, como se a qualquer momento, meus pais e Jane viriam me encontrar e de alguma forma tudo ficaria bem. Depois que limpamos o celeiro eu me dei conta que não era mais assim. Nunca mais seria assim.

Quando me dei por mim eu já estava perto do córrego que ficava nos limites da fazenda. Eu saí da propriedade e me sentei no leito do rio. Tirei meus calçados e deixei a água molhar os meus pés. Eu sabia que deveria estar em casa consolando minhas primas e meu tio. Me senti muito egoísta por não estar com eles. Porém, eu achava que não poderia ajudá-los, se naquele momento eu me sentia tão quebrada quanto qualquer um.

Ali sozinha naquele rio comecei a chorar. Chorei por meus pais... Por Jane... Por Charlotte. Soltei aquele choro que até pouco tempo eu nem sabia que estava prendendo. Eu precisava chorar. Eu precisava estar de luto. 

Depois de chorar muito, aos poucos eu fui me acalmando. Continuei ali sentada por um longo tempo, até que ouvi passos na minha direção. Em um salto eu me levantei e me virei para ver o que, ou quem era.

— Ah é você! - Falei assustada e surpresa, pois esperava ver um caminhante e não William Darcy.

— Me desculpe se te assustei! Esperava outra pessoa? - Perguntou William um tanto hesitante.

— Na verdade pensei que fosse um caminhante... - Falei dando de ombros, me virei e voltei a me sentar. Aproveitei que estava de costas para ele e limpei algumas lágrimas que ainda estavam em meu rosto. Não queria que ninguém me visse chorando.

— Posso? - Perguntou ele se aproximando e apontando para o meu lado querendo saber se poderia sentar.

— É um país livre! - Falei tentando soar divertida e ele sentou do ao meu lado.

— Eu sinto muito por sua família! - Ele disse e eu o olhei com surpresa. Como ele sabe sobre minha família? Pensei, mas depois me dei conta que ele falava sobre os mortos no celeiro.

— Sinto muito por Sophia! - Falei sincera e ele deu um pequeno sorriso de agradecimento. 

— O que vocês vão fazer agora? - Perguntei e ele me olhou sem entender. - É que meu tio os mandou embora... - Expliquei e ele concordou com a cabeça.

— Estávamos indo para o Fort Bennig. Talvez continuemos com esse plano. - Ele me responde. Ele me olha e parece querer falar algo, porém não diz.

— Elizabeth... - Ele finalmente fala.

— Só Lizzie... - Eu o corrijo.

— Bom, Lizzie... - Diz ele meio desconfortável. - Eu não quero ser intrometido... É que eu estava aqui quando você chegou, eu a vi chorando. - Ele diz e fica um pouco vermelho. - Eu sei que não é da minha conta... Mas não tinha a ver só com o celeiro não é? - Ele pergunta e eu me sinto envergonhada por ter sido descoberta.

— Foi um conjunto de fatores...  - Respondo indecisa se deveria falar sobre isso com ele.

— Se quiser conversar... - Ele fala e eu começo a pensar nessa hipótese. Talvez fosse bom falar com alguém.

— Eu estava lembrando dos meus pais, da minha irmã... - Digo olhando para o rio.

— Eles morreram? - Ele pergunta curioso e eu olho para ele.

— Eu me perdi deles logo que tudo começou.... Até agora eu estava bem, ou, pelo menos, fingia estar bem. Só que hoje, ver todos aqueles mortos do celeiro, fez com que minha ficha caísse e agora eu tenho certeza que eles se foram. - Digo e sinto um aperto no peito de novo e as lágrimas voltam a se acumular nos meus olhos.

— Sinto muito! Eu sei que é difícil... se acostumar com a perda, mas você vai se adaptar - Ele diz convicto e desvia o olhar. 

— Obrigado! - Digo e dou um pequeno sorriso deixo que uma lágrima solitária caia pelo meu rosto.

Ficamos ali um tempo e logo me dou conta de que não sei nada sobre William Darcy. Talvez essa fosse uma boa hora para descobrir.

— E a sua família? - Pergunto curiosa e ele me olha surpreso.

— Meus pais morreram antes de tudo isso. Eu só tinha minha irmã... Mas ela morreu também. - Ele fala e percebo que sua voz embargou ao falar da irmã.

— Se quiser conversar... - Repito a oferta que ele me fez antes.

— Não gosto de falar sobre isso!  - Ele diz um tanto rude e fica sério. Agora estava parecendo o mesmo William Darcy que eu conhecia.

— Desculpa! - Disse me apoiei nos braços para levantar. - Bom eu tenho que voltar! - Digo e me levanto para sair dali.

— Me desculpe, não quis ser grosso com você! - Ele disse parecendo envergonhado.

— Tudo bem, não esquenta. - Falei e dei alguns passos para sair dali até que uma dúvida chega na minha mente. 

— Como você sabia? Que não era só pelo celeiro? - Perguntei ao me virar para ele novamente.

— Eu já passei por isso... acho que foi empatia! - Ele disse e me sorriu com um jeito compassivo.

— Obrigado por me escutar! - Agradeci por fim e sai dali o deixando para trás. Agora precisava dar atenção a minha família.

Trilhei o caminho de volta para casa e sentia como se tivesse tirado um enorme peso dos meus ombros. Não sei se por que chorei, ou por que conversei com alguém, o que importava é que eu estava me sentindo melhor e mais leve. Entrei em casa e não vi ninguém na sala e nem no quarto de Maggie, então fui para o quarto da Beth.

— Elizabeth! Onde você se meteu? – Perguntou Maggie vindo até mim e me segurando pelos ombros me olhando de cima a baixo testificando se estava tudo bem comigo.

— Eu só estava lá fora... Meu Deus Beth! – Falei surpresa ao ver que Beth estava deitada na cama em estado catatônico.

— Ela está em estado de choque! – Falou Lori que estava em um canto do quarto e eu nem tinha notado sua presença.

— E o tio Hershel? – Perguntei para Maggie.

— O papai sumiu! – Ela disse e estava visível seu abatimento e cansaço. – Glenn e Rick foram atrás deles. – Ela falou e eu a abracei para acalmá-la.

O tempo passava e nada de meu tio aparecer com Rick e Glenn. Anoitece e eu continuo ali no quarto com Beth. Maggie estava ali também sentada em uma cadeira perto da janela, abraçando os joelhos e com um semblante pensativo.

— Vai ficar tudo bem Maggie! – Eu disse tentando conforta-la.

— Eu disse a ele que o amo! – Ela disse me pegando de surpresa. Evidentemente ela estava falando do Glenn.

— E você ama? – Perguntei indo até ela e olhando-a nos olhos.

— Muito! – Ela respondeu e abaixa a cabeça. Aquilo me pegou um pouco de surpresa, pois fazia relativamente pouco tempo que os dois se conheciam. Porém como eu não entendo muito desse tipo de amor, não me manifestei a respeito. Os sentimentos eram dela, então ela que sabia. 

— Ele vai voltar... e vocês terão vários bebês coreanos! – Brinquei e ela abriu um sorriso constrangido.

— Maluca. – Ela me disse rindo levemente.

Nós duas ficamos ali e decidimos colocar colchões no quarto para ficarmos perto de Beth, caso ela acorde. A noite parece se arrastar, e mesmo com todas as preocupações e angustias acabamos por adormecer.

(...)

Mal clareou o dia e todos já estavam de pé. Todos estavam preocupados com Hershel, Rick e Glenn que ainda não haviam chegado. De repente vemos o carro deles se aproximando. Eles descem do carro e Maggie corre para abraçar Glenn e o tio Hershel. Lori e Carl abraçam Rick.

— Patricia, prepare os materiais para uma cirurgia! – Diz tio Hershel arregaçando as mangas e então notamos que tem um quarto homem no carro. Um garoto jovem, com uma venda nos olhos.

— Quem é esse? – Perguntou Shane irritado como sempre.

— É o Randall. – Glenn respondeu sem maiores explicações.

Logo eles nos contam que encontraram com um grupo de homens na cidade e tiveram problemas. Tiveram que matar os homens, e Randall era um integrante daquele grupo que foi deixado para trás. Eles salvaram o garoto estava com a perna muito machucada.

Mesmo com os protestos de Shane, tio Hershel passou a cuidar do ferimento do garoto. Pelo que percebi, ele havia mudado de ideia sobre mandar o grupo embora. Isso me deixou contente, pois para falar a verdade, eu já estava mais do que acostumada com a presença deles. De algum jeito, todos nós iriamos sobreviver, juntos.


Notas Finais


O que acharam?

Na nota inicial eu falei sobre a outra fic... ela é Bethyl (Beth+ Daryl)
Não é todo mundo que gosta, mas eu shippava fortemente os dois kkk
Se quiserem conferir aqui está o link https://spiritfanfics.com/historia/broken-heart-6954624


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