História Orgulho Sombrio - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Black Veil Brides (BVB), Mitologia Celta, Motionless In White
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Christopher "Chris Motionless" Cerulli
Tags Girl Power, Guerreiros, Mitologia Celta, Principes, Sobrenatural
Exibições 18
Palavras 1.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey gente.
Obrigadas pelos favoritos e pelas visualizações 💕
Beijo no core de vocês

Capítulo 9 - Privacidade?


Christopher

  

  Dez minutos após Lux subir as escadas da mansão, os mestiços e demônios encontravam-se sentados na varanda externa na parte traseira da casa, sem pronunciar palavra alguma desde Joshua dizer o nome da sargenta. O campo aberto que ia até onde os olhos poderiam acompanhar estava verde e plano como em todas as ilhas do país europeu. Joshua e Celiny que cercavam Kieran de forma defensiva estavam atentos ao que o comandante deles observava, não que eles ou mesmo Christopher pudessem direcionar suas atenções para outro acontecimento. 

  Em referência a isso, três fatos estavam muito claros no momento:

  1°: O dia estava lindo para uma ilha que costumava não conhecer muitos assim. 

  2°: A cigarreira de Andrew ficaria vazia nos próximos dez minutos se ele continuasse no ritmo que estava.

  E 3°: Lux e Andrew odiavam-se. 

  Não por motivos iniciais que Christopher assemelhou com base nas atitudes de seu amigo, como raça ou desconfiança secular. Odiavam-se porque cada um havia ameaçado o superior do outro. Isso os transformavam em inimigos juramentados enquanto o orgulho fosse maior que a razão. E mesmo que Christopher não se importasse nem um pouco com tal ação, assim como Kieran que demonstrava a mesma placidade que ele, seus imediatos levavam as atitudes como declarações de guerra pessoais, e não descansariam tão fácil enquanto suas respectivas honras não fossem limpas. Andrew, mentalmente, já havia ultrapassado a distância da mansão entre ele e a mestiça e começara a tortura de dias com a garota, e somente os mortos saberiam o que Lux pensava no momento. Ela poderia demonstrar ser menos impulsiva e explosiva que Andrew, mas por sua atitude momentos antes, acreditava que ela partilhava das mesmas opiniões que o demônio das águas tinha por ela.

  Enquanto os minutos estendiam-se, os olhos dos mestiços e de Christopher acompanhavam o incansável ato de fumar de Andrew, como se os cigarros fossem a chave para a paz interior perfeita. O fumante compulsivo deveria dar a maior das dedicatórias ao seu DNA já que não poderia ter câncer, ou qualquer interferência significativamente pessimista com sua relação com a nicotina, se não estaria ferrado. O silêncio fora rompido por Kieran que, cansado com a atitude de Andrew, ou com sua própria por ater-se a isso, decidiu ser útil.

  - Devemos esclarecer os próximos passos, Regente. - Sua voz era calma e baixa, em completo desalinho com o sorriso de lado que permanecia em sua face. Christopher que focou os olhos dourados do mestiço, assentiu seriamente. - Não podemos proteger a ilha da detecção dos Nemedianos. Não enquanto vocês dois não estiverem familiarizados na forma de manipulação de visão. Se colocarmos ambos dentro de tal abrangente quebra de padrão, poderão perder o senso de localização e controle, o que pode ser uma grande falha suicida. - Enquanto falava, Kieran observava o chão de madeira, contudo, ao pronunciar a palavra "suicida" seus olhos que reluziam á claridade focaram-se diretamente e sem nenhum impedimento educado em Christopher. Andrew, como forma de defesa clássica, jogou seu último cigarro pela metade em algum lugar qualquer e aproximou-se do Regente, numa exposição clara de "se olhar de novo,vai estar morto antes de piscar". Celiny e Joshua ficaram tensos, enquanto Kieran sorriu novamente. Christopher começou a relacionar o quanto o estresse de Andrew alegrava o mestiço. - Isso nos leva a termos atenção redobrada neste lugar. Não podemos treinar ao ar livre, o que nos leva a única opção viável: o ginásio subterrâneo.

  Christopher começou a rir roucamente. Como conseguiram, em tão pouco tempo, revistar toda a casa? Por mais que não sentisse suas presenças perambulando pelo local, deixaram a casa por míseros dez minutos. Com três pessoas revistando o lado interno e uma o externo próximo, seria possível, mas como comunicaram-se sobre todos os locais da casa sem trocarem uma palavra, um gesto significativo? E pior ainda, como entraram no subterrâneo, sendo que os únicos a terem acesso ao local eram ele mesmo, Andrew e um dos servos mais leais a eles?

  Ainda sorrindo, Christopher completou. - Vocês tem algum senso de privacidade alheia? Invadir a casa de um demônio de classe maior, mesmo sendo por considerar a segurança daqueles que protege é um ato extremamente deselegante.

  Kieran não alterou-se ou se preocupou com a ameaça implícita do demônios de olhos negros. Continuou sorrindo, de forma calma e despreocupada. 

  - Tenho bons métodos de investigação intensiva. - Olhou para Andrew. - Considerando todo o empenho mortífero que vocês direcionaram a todos nós, soubemos nos aperfeiçoar lindamente. A parcela sanguínea de sua raça tirou nossa paz, mas elevou nosso instinto de sobrevivência. - Assim que Kieran terminou a fala, seus companheiros imitaram seu sorriso despreocupado. Gostavam da situação em que se encontravam, e gostavam de ter cartas disponíveis o suficiente para bater de frente com aqueles que um dia os subjugaram. "Ego e orgulho", disse Christopher a si mesmo. Os eternos companheiros de todos os seres racionais.

  O silêncio por parte dos mestiços, envolvidos em segredos e dores internas, realçou a curiosidade de Christopher para certos fatos. Não atropelaria a singela confiança depositada nele com perguntas demais, porém aos poucos tentaria buscar as respostas que procurava.

  - Os Nemedianos conseguem nos rastrear? Digo nós, demônios, já que somos incapazes de nos escondemos tão livremente como vocês. - A cautela de Christopher era imprescindívelmente límpida. Resultado de anos de aprimoramento e de sua natureza fundamental, afinal a escuridão é calma e ardilosa, chega aos poucos e controla seu espaço lertargicamente. 

  - Sim, porém não conseguimos descobrir em que base o reconhecimento acontece. As variáveis vão desde quantidade de poder até de que seguimento os poderes são. A questão é que eles podem sentí-los aqui, e isso nos coloca em perigo. Não podemos esconder o local antes de se aperfeiçoarem, não podemos trazer mais soldados para garantir maior segurança já que não há nenhuma confiança clara ainda, e o mesmo acontece com vocês. Estamos presos em um ciclo, e nossa única saída é a rapidez com que vocês se conectarão com a névoa. - Enquanto Kieran falava, com os olhos distraídos novamente no horizonte e seu semblante sério, Christopher percebeu uma pontada de agonia em sua voz. Ele estava assustado por seu povo, e ainda mais angustiado por ter que colocar seu corpo a prova por demônios, reis demônios, todavia demonstrar tal fraqueza era um ultraje. - Por enquanto, Lyssa ficara responsável por estudar o local e tomar as atitudes certas. - Os olhos de Kieran retomaram o foco, e ele voltou a levantar-se. Os dois acompanhantes seguiram o exemplo. Antes de Christopher poder perguntar, Andrew pronunciou-se.

  - Seria bem mais fácil se vocês nos dissessem quem é Lyssa, não concordam? - Seu tom rouco e arrogante delineava sua irritação.

  Kieran voltou a sorrir, nada amigável ou ironicamente e disse em tom baixo e ameaçador, fixando o olhar em Andrew profundamente. - Lyssa é o nome da garota que você quer matar agora. - Suas pupilas dilataram-se e Andrew acompanhou o sorriso do mestiço. Ódio, raiva, ciúme. As emoções pairavam no ar como fumaça. 

  Kieran desviou de Andrew e foi a caminho das escadas, seguido pelo loira atraente e o garoto ousado. Mesmo possuindo personalidades fortes, perto de Kieran os dois tornavam-se frios e duros. Soldados de mais alto grau. Christopher não poderia deixar de dar os créditos ao comandante.

  Andrew riu sozinho, os olhos azuis brilhando pacificamente, a diversão brincando em seus olhos. Olhando para Christopher que também sorria, o demônio das águas disse.

  - Além de covardes, eles lêem pensamentos? 

  - Na verdade, não é difícil imaginar que você queira matá-la. - Quando a expressão de Andrew não mudou, Christopher completou. - Mas sobre o fato de você querer transar com ela, também não é tão difícil imaginar.

  Andrew concordou com a cabeca, voltando-se para a paisagem a frente.

  - E querendo ou não, você não é o único. - O silêncio confortável recaiu após as ultimas palavras do Regente.


Notas Finais


Tá meio paradinha, mas é porque quero estruturar a historia antes de segui-la sabem?
Então, obrigada novamente, e vejo vocês em breve
😘


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