História Originals - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Visualizações 33
Palavras 2.117
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sei que é bem tarde e não deve ter ninguém por aqui, mas eu fiquei o dia inteiro no curso e estava resolvendo até agora as coisas da faculdade (me preparando para o próximo período já que teve um prof que mandou a ementa pessoalmente para cada aluno. É nessa parte que eu começo a gritar)

Aqui está o outro capítulo
Espero que gostem

Capítulo 4 - Página 4: Kris Wu


Foram dias de chuva até eu conseguir olhar para frente nos corredores. Agora eu já não dava atenção a ninguém, ficava calado na minha e andava direto até as salas, indo comer sozinho em um espaço isolado do gramado, tomando cuidado para não esbarrar de forma alguma com o time de futebol. As provas estavam chegando e eu estava nervoso. Iriam fazer 4 meses que eu estava naquele lugar e eu me perguntava por que aqueles professores tinham que passar tantas avaliações.
Na semana que eu tinha chegado alguns deles queriam fazer um “teste amigo” para verem o meu nível no idioma. E desde quando um teste é amigo? Eu sou estrangeiro e não idiota, sei bem que todos os professores são iguais e tem um único objetivo na vida: Acabar com a dos alunos. Eu li em algum lugar que todos os professores foram infelizes em suas vidas, por isso se trancafiavam em uma sala por algumas horas com estudantes, para contar sua vida horrível e descarregar neles a sua frustração. Eu concordava completamente com isso – bem, tirando o professor de religião, Wonshik, que tinha realmente escolhido aquilo tudo. Mas isso é para outro capítulo.

O que importa é que eu tinha feito mais de 6 provas antes das próprias semanas de prova e já estava cansado e acabado, mas tinha que estudar. Meus pais poderiam ser bem durões se eu mostrasse uma nota baixa para ele e eu evitaria aquilo da melhor forma que conseguisse. Não podia decepcioná-los depois de terem tido tanto trabalho para organizar nossa mudança e encontrar um colégio que aceitasse matrículas de última hora. Eu não estava feliz em estar ali, longe disso: eu pensava em como, se meus pais soubessem o que era aquele lugar, reagiriam . Se ainda me obrigariam a ir as aulas e até mesmo a ficar até mais tarde
Acho que daria no mesmo, no final. Eu os amava, mas sabia que o quanto mais eu ficasse longe de casa era melhor, tanto para mim quanto para eles.

 

Enfim, não vamos falar sobre coisas tristes, não é? Isso aqui é um relatório cheio de alegria e animação, felicidade e harmonia.

Desculpe por isso, eu achei que se falasse isso com convicção poderia até se transformar em verdade, mas acho que não consegui enganar nem a mim e nem a você, não é?

 

Eu estava naquela parte da grama em que sempre estava sentado, sozinho. Como todos mantinham uma distancia segura de mim, eu espalhei meus livros e os cadernos – junto com um dicionário de coreano-chinês para caso não entender uma palavra. Dos meus fones berravam as cordas de uma música clássica chinesa que eu gostava muito – eu acabei prestando mais atenção ao som do que as folhas a minha frente e fiquei imerso ali com os olhos no céu acima de mim. O dia estava tão lindo, tão azul. Era tudo tão tranquilo e eu conseguia ver os pássaros passando em um volto negro, rasgando o céu com precisão. O sol queimava minha pele, mas eu não me importava; a grama abaixo de mim me dava conforto e eu me senti totalmente conectado a todo aquele ambiente, a tudo aquilo.

Pelo menos sentia até alguém puxar meus fones. A música parou subitamente e eu, num movimento espontâneo, agarrei meus fones e olhei para a frente, assustado.

 

- Olha como ele ficou nervoso – um garoto falou rindo e eu percebi que tinham três pessoas ao meu redor, ele sendo o que estava mais distante – Achou que fosse o seu namorado, Lay? Ele não retorna suas ligações?

 - Cala a boca, MinHo – o que tinha tirado meus fones falou e ergueu a mão para pegar um dos lados do fone, colocando no ouvido por um tempo tirando em seguida - Qing Guo Qing Cheng – ele disse com um sorriso – Uma das minhas músicas favoritas

- Você conhece isso? – perguntei em chinês e o garoto sorriu mais um pouco

- Minha mãe gostava de tocar e tocar isso para mim quando era criança – ele respondeu no idioma natal e eu não conseguia não ficar mais surpreso – Achou que era o único chinês aqui, cara? Pelos céus – e todos riram junto com ele

 

E foi assim que eu conheci Wu YiFan, ou Kris, como gostavam de chamá-lo. Eu não preciso dizer que grudei nele, não é? Isso é bem óbvio. Eu não conhecia mais nenhum chinês naquele inferno e Kris poderia ser o meu único pedaço seguro num país estranho e completamente diferente. Naquele dia não nos falamos muito, mas depois, sempre na hora do intervalo, ele e seus amigos vinham para o lugar onde eu ficava na grama e eu me sentia tão feliz com isso. Descobri que eles eram do time de basquete, Jonhyun e MinHo estava no 2° ano,  Kris era um aluno relativamente novo também – tinha entrado no ano passado –  e estava no 1° ano também, mas em uma sala diferente da minha, e todos eles eram viciados em falar de bebidas, esportes e festas. Tinham horas que eu pensava se o cérebro deles não conseguia ter diversão com mais nada que não fosse aquilo, mas nesses momentos eles geralmente mudavam o assunto para sexo, então eu engolia aquilo e interagia com eles. Eu não estava na posição de poder escolher muito, na verdade não podia escolher nada já que estava completamente sozinho naquela escola inteira, então eu iria segurar com todas as minhas forças aquela nova chance que eu estava tendo.


Era uma semana para a semana de provas e eu estava em uma crise nervosa, não sabia direito o que ia cair naquela prova de filosofia – o que é que Platão e aquele bando de outros pensadores com “crates” tem haver com a minha vida?. Pelo menos eu já conhecia um pouco deles por causa dos livros de mitologia que eu lia – abençoado seja Rick Riordan – e estava contando com isso para passar já que não conseguia entender a minha própria letra no caderno. Eu tinha passado todo o intervalo na biblioteca e agora, quando o sinal da última aula bateu, eu voltei para a mesma e sentei na mesa nos fundos para não ser incomodado. A escola fechava às 21h, talvez a bibliotecária não ficasse até lá, mas pelo menos seria um bom tempo que eu teria para pesquisar nos livros e decifrar os rabiscos que eu sequer podia chamar de letra – tinha que passar aquilo a limpo antes que os professores ou meus pais vissem aquilo. 

Me afundei em uma pilha de livros, mais uma vez rodeado pelos meus cadernos, lendo até me sentir tonto; só para começar a repassar tudo a limpo, sentindo minha mão arder e ficar cada vez mais dura. Me obriguei a parar quando não conseguia mais mover meus dedos direito e me permiti jogar as costas por completo na cadeira, olhando para a luz amarela da biblioteca. Tinha certa paz quando você vai nas bibliotecas e eu gosto da sensação de estar sozinho aqui. Não é o mesmo tipo de solidão de quando eu ando pelos corredores, estou na sala de aula ou de quando eu passava os intervalos na grama. Parece que todas as histórias que estão ao meu redor, todos aqueles personagens, estão ali comigo, sentados naquela mesa e estudando comigo, me distraindo ou até mesmo só calados, olhando para mim.

 

- Ainda está aqui chinezinho? – ouvi uma voz e me endireitei na mesma hora, olhando para a frente. Kris ria de mim enquanto se encostava na minha mesa – Se você queria ver as tetas velhas daquela bibliotecária eu sinto muito te decepcionar, mas sou só eu aqui – eu ri com ele e dei de ombros – O que está fazendo aqui até agora? Pensei que seus pais fossem meio chatos com horário...

- Eu pedi para ficar mais tarde hoje – o cortei mostrando a bagunça que me rodeava – Estou um pouco bastante preocupado com as provas, sabe

- Não precisa, são mais faceis do que parecem. Sério mesmo – Kris falou se sentando e ficou me encarando por um tempo. Ele as vezes fazia aquilo, me olhava no fundo dos olhos, sem desviar, sem nem parecer que estava respirando, e eu não sabia se ele estava me ameaçando ou se era só um jeito dele – Mas enfim – voltou a falar – Vai ter essa festa sexta à noite...

- Kris...

- Antes de você vir com esse teu papo de bichinha me deixa terminar, caralho – Kris me cortou – Vai ser na minha casa e vai ter o pessoal todo da escola lá, contratamos até aquele puteiro do 4 andar pra ver se você esfrega essa rola em alguém finalmente - tem como alguém te deixar mais envergonhado do que isso? – Ou algum cara, né. Nunca se sabe

- Eu não sou gay! – me defendi

- Com essa tua fama nunca se sabe – ele disse desconfiado

- Vai se foder cara – eu falei e nós dois rimos. Eu odiava xingar, muito mesmo, mas eu acabo deixando escapar algumas vezes de forma não tão inconsciente assim.

- Só estou dizendo: Você está se matando com essa porra. Precisa relaxar um pouco antes que esses seus miolos explodam de vez da sua cabeça – Kris deu um tapa no meu ombro enquanto ria – Mas sério cara, você vem não é?

- Eu não sei, Kris. Você sabe como meus pais são – disse muito incerto que meus pais fossem me deixar ir em uma festa no meu primeiro ano do colégio em um país diferente e ainda mais com o garoto que tinha uma das piores reputações do colégio.

 

É, acho que esqueci de comentar sobre isso. Kris poderia ser até um “irmão”, super gente boa e divertido, mas toda a semana era certo que fosse parar na diretoria – as vezes era pego no Motel do 4 andar outras com algo bem suspeito entre os lábios . Mas todos os inspetores e coordenadores sabiam que tudo o que iria resultar daquela chamada seria uma bronca e depois a liberação de Kris. Esse era um dos benefícios de ter um pai com muitos amigos – fossem eles do lado bom ou ruim. O Sr. Wu era algum empresário importante e que tinha tanto dinheiro que poderia colocar Kris em qualquer um dos melhores colégios do mundo, mas tudo o que ele fez foi deixar o filho naquela escola pública e esquecida. Kris dizia não saber o por que e que seu pai era um bom... Bem, não vou repetir isso aqui, vocês devem ter lido ali em cima que eu não gosto de xingar, então vamos dizer que Kris não gosta tanto assim do seu pai. Mas eu tenho uma profunda desconfiança de que isso seja para algum detalhe no futuro, quando Kris terminar de fazer uma certa prova monstruosa no final do ensino médio e poder selecionar uma determinada opção que irá facilitar bastante sua vida.

Mas nada disso era da minha conta, então eu só deixa isso nos meus pensamentos e morrer ali mesmo.

 

- Você sempre fica de cu doce, Yixing – Kris falou e ele estava um pouco mais irritado – Você nunca leu me nenhum livro que os adolescentes saem escondidos de casa? Que mentem dizendo que vão fazer dever de casa, mas na verdade estão indo para uma festa?

- Nenhum deles teve um final muito bom – respondi baixinho e vi o olhar dele se intensificar em mim

- Puta que pariu – ele bufou enquanto sorria, mas era extremamente forçado – Você é mesmo uma bixinha virgem. Vão ser seus pais que vão te ajudar a perder esse cabaço seu viadinho de merda? – ele perguntou, mas eu continuei em silencio. Kris bateu na mesa, uma bancada rápida e oca, fazendo algumas folhas e livros caírem. Eu pulei com o susto – Vão? – perguntou de novo

- Não

- Então venha pra minha festa, porra – ele disse passando as mãos no cabelo. Passaram-se alguns segundos e ele pegou as folhas que tinham caído junto com os livros – Olha cara, desculpa, é só que... Me mata te ver jogando toda a sua vida fora por causa desses pais cuzões que você tem – ele suspirou e se levantou depois de colocar as minhas coisas no lugar, apertando meu ombro com a mão – Só estou pensando em você, irmão. A decisão é sua se quiser vir.

 

Kris deu as costas e foi para a frente da biblioteca. Não demorou para a própria bibliotecária vir atrás de mim e avisar que estava fechando as portas, então eu arrumei meu material rápido e fui para fora da escola. Eu vi Kris, MinHo e Jonghyun no portão, mas quando eu estava chegando perto eles só acenaram para mim e começaram a andar rápido para  a direção de suas casas. 


Notas Finais


E ai, o que acham? O Lay deveria arriscar e ir na festa ou não?
Parece que ele teve amigos mais duradouros dessa vez

Até semana que vem!


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