História Orphan Black - O Fim - Capítulo 3


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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Donnie Hendrix, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Helena, Krystal Goderitch, Rachel Duncan, Sarah Manning
Tags Cophine, Cosima, Delphine, Orphan Black
Exibições 102
Palavras 2.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nossa toda vez falo que vou terminar, mas nunca acontece, é que fica muito grande, mas o próximo realmente será o último.

Capítulo 3 - Felizes Para Sempre?


Fanfic / Fanfiction Orphan Black - O Fim - Capítulo 3 - Felizes Para Sempre?

Sara tinha passado o dia com Kira na casa de Siobhan e de madrugada ao ir na cozinha tomar um copo de água, a matriarca encontrou a filha com uma garrafa de Whisky, soluçando aos prantos.

- Sara o que está fazendo aí jogada nesse chão frio?

- Me deixa! - Ignorou.

- O que está acontecendo minha filha? - Indagou sentando ao lado dela.

- Por favor mãe, não quero falar disso.

- Só quero entender o motivo de estar desse jeito.

- Você não entenderia. Na verdade ninguém.

- Sara hoje é o casamento da sua irmã, deveria estar feliz. Acredito que não vai querer acordar com uma ressaca. - Ao ouvir isso Sara desabou de vez em um choro desesperado, assustando sua mãe.

- Esse é o problema, droga. - disse dando um tapa na cabeça e Siobhan ficou em silêncio esperando que ela prosseguisse. - Amo Cosima. - Confessou encarando a mulher.

- Mas é claro, ela é sua irmã. - Siobhan disse com um sorriso.

- Não... amo Cosima. 

Sara virou o rosto envergonhada, era a primeira vez que dizia aquilo em voz alta e Siobhan suspirou fundo recostando sua cabeça na parede.

- Por que nunca disse isso?

- Como? Ela ama a Delphine, sempre amou. Eu estou perdida mãe. - Sara apoiou no ombro dela e S pôde sentir as lágrimas da moça escorrendo.

- Eu sinto muito filha. Você deveria ter tentado, agora é tarde demais.

- Não. Nunca teria dado certo mesmo. Primeiro porque somos clones, ela me considera como uma irmã e isso seria praticamente um incesto. E... eu, olha pra mim, como eu poderia disputar com a Delphine Cormier? Ela é linda, inteligente, culta e tem todo o coração dela.

- Sara eu jamais poderia imaginar. Eu pensei que gostasse do Paul, e agora do Cal, vocês parecem tão felizes.

- Eu adoro o Cal, mas é diferente.

- Então sua aversão pela Delphine era mais que uma implicância?

- Muito mais que isso...

...

 

Os raios do sol batiam na janela lembrando a Delphine e Cosima que o grande e esperado dia havia chegado. Elas mal dormiram por conta das longas horas que fizeram amor e também por conta da ansiedade que as estavam corroendo. Delphine estava deitada no peito de Cosima, de mãos entrelaçadas elas se olhavam sem dizer nada por praticamente uma hora.

- Eu amo você. E é a última vez que você vai ouvir isso como uma mulher solteira. - disse Cosima quebrando finalmente o silêncio.

- Eu poderia ficar aqui assim com você o dia todo, mas temos um compromisso pra selar.

- Pra mim isso é muito mais que um compromisso, é como se eu estivesse unindo minha alma a sua. Pode parecer antiquado...

- Se ser feliz é antiquado eu quero ser feliz.

- Ok! Eu vou ver se a Marta já preparou nosso café da manhã. Vou precisar me acostumar com a ideia de ter empregados.

Cosima ficou uns instantes parada na porta tentando filmar em sua mente a imagem estonteante de Delphine, com a necessidade de gravá-la para sempre.

Alguns minutos depois ela voltou com uma bandeja na mão que continha um café reforçado, mas o curioso é que na bandeja havia uma espécie de livro e dentro dele uma rosa amarela.

- É um diário, Cosima?  

- Sim é um diário. Eu quero que a partir de hoje você descreva nossas vida juntas, pra que eu possa ler e me tornar a melhor esposa que eu puder ser.

- Vou fazer isso. - E agradeceu com um selinho.

 

 

Eram 14:00 e todos estavam agitados com os preparativos do casamento, Alison se prontificou em ficar encarregada da organização da festa e da igreja, sim elas casariam em uma igreja. Félix e Kristal se dispuseram a ajudar Delphine com maquiagem, penteado e as unhas, já Cosima ficou por conta própria, tendo ajuda apenas de uma visagista.

Após o banho de espumas a morena foi conferir seu delicado terno, fazia algumas horas que não via sua noiva, pois esta foi se arrumar primeiro, não queria se atrasar tanto. Cosima se perfumou com um refinado presente de seu pai e começou a se vestir, não querendo usar uma calça e optando por algo mais despojado ela escolheu um short social que lhe caiu muito bem por conta de suas pernas torneadas. Uma clássica camisa social branca por dentro e o blaser preto, e uma gravata fina de cetim estilo cowboy tie, além de seu scarpin preto.

Quando já estava com o cabelo pronto preso em um coque e de maquiagem já feita, foi se observar sozinha no banheiro de sua suite. Enquanto treinava seus votos em frente ao espelho uma tosse irritante e dolorida se iniciou, quando foi limpar o muco de sua mão se deu conta de que esta estava cheia de sangue.

- Não pode ser. - Disse Cosima espantada vendo o sangue que borrava seu batom em frente ao espelho.

Mais uma, duas, três tossidas e a pia ficou completamente respingada de vermelho, uma lágrima violenta escapou sem que Cosima pudesse segurar e ela mal podia acreditar no que via.

- Isso não pode estar acontecendo. Eu já estava curada. - No mesmo instante ela se lembrou dos motivos de aperto no coração no dia interior.

Logo lhe bateu uma vontade louca de sair correndo dali e fugir, sem ter que dizer sequer uma palavra a Delphine, mas ao sentir que alguém se aproximava ela ligou a torneira rapidamente e em instantes lavou a pia e a boca. Era Sara e ficou paralisada ao ver o quanto sua paixão platônica estava incrivelmente mais linda que o habitual.

- Cosima você está... Muito... meu deus linda demais. - Disse com um sorriso bobo.

- Que isso Sara, não é pra tanto e nem estou de batom. - Ao dizer isso Cosima abriu o batom e passou novamente, seus lábios tremiam porque a vontade de chorar a persuadiam, mas ela se manteve firme e decidiu continuar com a atuação, não havia motivos para entrar em pânico ainda.

Sara a fitava tão intensamente que Cosima desconfiou que ela tivesse percebido algo e chegou a tremer um pouco, isso a incomodava.

- Por que está me olhando assim?

- A culpa é sua, quem mandou ficar assim tão... tão bela. Sem os dreads e os óculos... não que você não fique linda com eles, você fica até mais bonita com eles, é que é a primeira vez que meus olhos te vêem diferente.

- Olá estou incomodando? - Perguntou James adentrando no quarto e anulando o constrangimento que se instalou.

- Que isso pai, pode entrar. - De repente a visão de Cosima ficou turva e ela sabia que não era pela falta dos óculos.

- Oi James! - Sara o cumprimentou com um beijo.

- Confesso que já dei uma espiadinha na minha nora e olhando pra você agora eu não sei dizer quem é a noiva mais bonita desse mundo.

- Tenho certeza que é a Delphine, pai. - Ao ouvir isso Sara sentiu uma pontada de inveja da dra. Cormier, a devoção de Cosima por ela totalmente perceptível e Sara daria qualquer coisa para que fosse ela a noiva de Cosima.

- Bom acho que está na hora de irmos para a igreja.

Cosima caminhou cambaleando um pouco e Sara percebeu o quanto ela estava tonta.

- Tá tudo bem Cos?

- Claro é só o nervosismo por causa da cerimônia.

...

 

Cosima fez uma encantadora entrada com seu pai e subiu até o altar, fez questão de olhar para o rosto de cada convidado, para cada flor, cada detalhe. Estava tudo perfeito, mas a demora de Delphine estava deixando-a inquieta, até que as portas da igreja se abriram, todos se colocaram de pé e os instrumentos começaram a tocar.

Ela precisou fazer um grande esforço para se manter em pé, pois tremia dos pés a cabeça e o ar lhe faltava. Kira entrou na frente com as alianças e Delphine estava devidamente acompanhada de Félix. Foi a visão mais esplendida que Cosima teve na vida, parecia que ela desfilava em câmera lenta e quando seus olhares se cruzaram elas precisaram combater violentamente as emoções que queriam escapar em gotas.

Delphine logo perdeu essa batalha deixando as lágrimas rolarem livremente, para sua sorte a maquiagem era a prova d´água. Cosima foi mais forte, mas ainda sim precisou lutar, seu coração estava disparado, completamente descontrolado e ela desabafou com o pai.

- Olha como ela está linda pai. 

- Eu estou vendo, estou vendo. - Sussurrou James.

Finalmente o que pareciam ser metros de distância se acabaram e Félix uniu as mãos das duas, em seguida indo para o lado de Sara para ocupar seu lugar de padrinho.

- Isso parece um sonho. - Delphine por fim conseguiu dizer.

- Estamos aqui mesmo nesse altar brilhante, parecia um sonho distante, mas estamos aqui. E a proposito você está absurdamente linda. 

Delphine deu seu melhor sorriso e seu momento foi interrompido pelo juiz, logo o padre fez as honras com um bem elaborado sermão. As duas não conseguiam prestar atenção em nada, só podiam se admirar e sorrir sem dizer absolutamente nada. Na hora dos votos Cosima o fez primeiro, com maestria e improviso arrancando aplausos dos convidados. Na vez de Delphine, Cosima ficou mais que emocionada, nunca ouviu nada tão verdadeiro e teve certeza de que pedir a mão da mulher a sua frente foi a melhor escolha que tomou em sua vida.

- Delphine Cormier, aceita Cosima Niehaus como sua legítima esposa?

- Sim. Com certeza.

- E você Cosima Niehaus? Aceita Delphine Cormier como sua mulher.

- Eu seria louca se dissesse não. - disse sorrindo e colocando a aliança na mão da esposa.

As duas assinaram a certidão de casamento e o padre lhes deu permissão para um beijo. Então Cosima a puxou suavemente colando seus corpos e explorando os lábios dela com ternura, o beijo durou bem menos do que elas realmente desejavam. Quando se separaram lentamente, Delphine veio com uma surpresa.

- Cosima eu... eu estou grávida. Vamos ter um bebê. - Disse pegando as mãos dela e depositando em seu ventre.

A felicidade mal coube no peito de Cosima e ela sorriu incrédula, o mundo parecia ter parado e de repente ela viu tudo girar, os sons dos aplausos desapareceram e uma vertigem se espalhou por seu corpo. Uma tosse carregada encheu a palma de sua mão de sangue e foi a vez de Delphine perder as forças com a cena. Mais uma vez a morena tossiu e o sangue espirrou no vestido imaculado de Delphine espantando a todos.

- Eu sinto muito Delphine... - chorou balançando a cabeça. - Eu sinto muito. 

Mal terminou a frase e tombou no chão. Delphine gritou desesperada e ela não pôde ouvir, ela esperava que tivesse mais tempo, mas o tempo já havia sido paciente demais.

- Não Cosima. Isso não pode estar acontecendo.

- Ajudem! - Gritou Sara se jogando ao lado da irmã. Todos estavam chocados e por isso não tinham reação. Quando Cosima começou a ter convulsões James se despertou e também se jogou ao chão.

- Não faz isso comigo Cosima. Por favor não. - Pediu chorando enquanto sua voz falhava.

- Por favor alguém faça alguma coisa. - Delphine implorou tremendo e com muita dor, Cosima estava em seus braços totalmente pálida e com o olhar distante. A quantidade de sangue que saía da boca de sua amada era assustadora, isso nunca havia acontecido antes, não com essa intensidade e o vestido branco quase se tornou vermelho.

Alison que estava completamente trêmula se apoiou em Donnie tombando seu corpo contra o dele enquanto digitava o número da ambulância.

Uma gritaria inundou o local e ninguém sabia o que fazer, Félix acudiu Sara que estava inconsolável e se debatendo no chão, enquanto Cosima olhava Delphine intensamente, sentindo as lágrimas dela batendo em seu rosto até que tudo escureceu.


Notas Finais


...


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