História Os 10 Boatos - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Dakota, Iris, Jade, Kentin, Kim, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Rosalya, Violette
Tags Amor Doce, Armin, Castiel, Drama, Hentai, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Revelaçoes, Romance
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Palavras 5.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eis que estou de volta! Primeiramente, me desculpem a demora. Foi como eu disse no capítulo inicial: chegaria um momento em que as atualizações não seriam tão frequentes porque eu vou fazer vestibular e por isso preciso estudar. Além do mais, não é todo o dia que o meu computador liga, então tá sendo bem difícil escrever e estudar também kkkkkk.. Contudo, hoje me bateu uma super inspiração e, Graças ao PC que finalmente ligou, consegui tornar esse meu final de tarde algo bem produtivo!
Esse é um capítulo que deu um pouquinho de trabalho, então eu espero que vocês gostem.
Por favor, não deixem de ler as notas finais, eu tenho umas perguntas pra vocês lá.
Boa leitura!

Capítulo 6 - O Plano Perfeito


Desde que eu me entendo por gente, moda nunca foi o meu forte. Contudo, mesmo que eu gostasse de me vestir bem, isso não era algo realmente presente e exigente na minha infância, ou mesmo na minha adolescência, porque, por Fredericksburg ser uma cidade pequena, as tendências sempre demoravam a chegar, as lojas de grife eram caras demais e tudo que sobrava aos humildes habitantes da cidade eram as lojinhas independentes, os brechós e as costureiras, todos em seus gostos ultrapassados. O que isso significa?

Significa que se você fosse numa festa, seria natural encontrar todos usando roupas não tão estilosas, parecidas e até mesmo pessoas usando a mesma roupa. Como se tivessem combinado.

Nem preciso dizer que aqui tudo é diferente e que as pessoas — tanto mulheres quanto alguns homens — fazem, no mínimo, um escarcéu por usar sapatos, blusas ou vestidos iguais ao de outra pessoa num mesmo ambiente.

Ainda bem que eu não estou indo para nenhuma festa, mas sim para um dos poucos lugares onde a vestimenta pouco importa.

Com as mãos descansando na cintura, eu analiso novamente os dois looks que eu montei: uma calça legging preta com um camisetão azul bebê e uma bermuda legging cinza, um top amarelo e uma blusa branca transparente por cima. As roupas esticadas no colchão para que eu fizesse ideia de como ficariam combinadas acabaram por me fazer suspirar.

— Já está pronta? — Kim adentrou o quarto sem cerimônias, me olhando curiosa — Você está de calcinha e sutiã porque ainda não escolheu o que vestir ou está esperando alguém que não seja eu? — ela brincou e eu revirei os olhos.

— Já vou me vestir... — respondi, me apressando e colocando a legging preta, o camisetão azul e um tênis cinza que eu considerava confortável.

Assim que terminei, dei uma boa olhada em Kim. Ela trajava um shorts de boxe preto que dava a visão perfeita de suas pernas bem torneadas, uma blusa roxa justa de alças finas, o tênis esportivo cinza escuro, luvas de musculação e uma pequena mochila, onde eu podia ver o squeeze prateado no bolso lateral. Além disso, a franja estava de lado, ajeitada com algumas presilhas para que não a atrapalhasse durante o treino.

Olhei-me no espelho. Olhei para ela.

A garota sedentária suburbana e a personal trainer gostosa com quem provavelmente meu namorado inexistente gostaria de ter um caso. Ela pareceu notar o meu olhar e sorriu, mesmo que um pouco envergonhada.

— Pare com isso, vai… Melhor a gente ir — deu as costas e saiu do quarto, e então eu a segui.

Nós passamos rapidamente pela sala, onde estavam Armin e Alexy, ambos me encarando. O primeiro com certa desconfiança, o segundo com estranheza.

— Lucy, está se rendendo à vida fitness? — Alexy perguntou.

— Ainda não sei, estou indo fazer um teste… — Kim já estava do lado de fora da casa e eu me apressei, ouvindo um grito de Boa sorte do Alexy, antes que eu fechasse a porta.

Estranhei não ter ouvido comentário algum do Armin. Provavelmente ele já havia desvendado meus planos e motivos de ir até a academia, ao menos parcialmente, mas eu não poderia fazer nada quanto a isso.

Nós duas começamos a caminhar lado a lado pela calçada, ambas em silêncio. Eu olhei em volta e percebi que nunca tinha parado para reparar na vizinhança pacata e nas casas, todas muito parecidas com a república, lado a lado. A diferença era que essas estavam bem cuidadas, enquanto a pobre Brad Pitt quase caindo aos pedaços… Entretanto, mesmo em meus dois meses de moradia, tenho poucas recordações de ver esse lugar agitado, de ouvir o alto som de uma boa música, carros ou a risada de crianças.

— Esse lugar sempre foi assim? — Kim me olhou um pouco confusa com a pergunta.

— Assim como?

— Calmo, as casas todas parecidas. Dá pra se perder facilmente aqui nessas ruas — ela sorriu ao meu lado e maneou a cabeça em afirmativa.

— Eu moro aqui há dois anos, então posso dizer que sim, pelo menos desde que eu cheguei. Nem mesmo festas acontecem aqui nesse bairro, e olha que aqui tem umas 4 repúblicas, contando com a nossa…

— Hmm… A vida universitária está drenando a energia do jovem adulto — ela riu um pouco.

— É, mas eu até que gosto dessa calma, mesmo que eu vá à uma ou duas festas por mês…

O silêncio tomou o espaço entre nós duas, caminhando lentamente conosco. Depois dessa conversa, Kim parecia um tanto pensativa e mais observadora, o olhar esverdeado percorrendo as ruas como se houvesse ali algo muito interessante. Talvez houvesse e eu não estava conseguindo ver. Ela suspirou e, nesse momento, algo dentro de mim sentiu que era a hora de eu começar a investir no meu plano.

— Se você gosta de calma, por quê você e a Melody brigam tanto? — ela me olhou surpresa.

— Eu não brigo com ninguém, ela que me provoca.

— E você responde a altura.

— Lógico, eu não sou obrigada a ficar calada ouvindo ofensas disfarçadas em indiretas — contra-argumentou e eu suspirei.

— Olha só, eu já conheço a história do triângulo amoroso entre ela, você e Nathaniel, mas…

— Isso não é um triângulo amoroso — sua voz estava alterada — Dois anos atrás quando eu cheguei na república, Melody já morria de amores pelo Nath, assim como ela já não era correspondida.

— E quando ele passou a gostar de você?

— Ele se declarou no final daquele ano — ela parecia um pouco envergonhada — E foi aí que as brigas começaram. Mas nunca partiram de mim, e sim dela que insistia em me ofender.

— Eu sei disso — Kim me encarou, curiosa — Alexy me contou… Mas, você gosta dele?

No momento que perguntei, ela desviou o olhar para um ponto em sua frente, talvez pensando no que me falar. Mesmo que andássemos lado a lado, eu não tirava os olhos dela, checando todas as suas reações. Ela me parecia confusa, não soube dizer se sobre os próprios sentimentos ou se era sobre me falar sobre eles. Ou os dois. Suspirou, encarando o chão.

— Acho que sim, bem, não tenho certeza — dei um sorriso malicioso. Eu estava presenciando Kim, uma das pessoas mais fortes que conheço, num momento um tanto quanto frágil. Ela me olhou e sorriu, achando graça da minha expressão — Qual é, nem começa…

— Me fala mais sobre ele — joguei a isca, Kim parecendo levemente surpresa — Vamos, eu quero a ficha completa! Quero saber se estou aguentando suas discussões com a Melody por um bom motivo… Me diga, ele é aquele tipo de cara gentil e bom de papo que faz a gente querer que ele voe no nosso pescoço, ou daqueles mais misteriosos de olhar sexy e penetrante, que faz a gente estremecer e praguejar: “porque raios ainda não está com a língua na minha goela?”

— Você está me parecendo interessada demais no assunto, Lucinda! — ela riu alto, evitando me responder, porém sorrindo aliviada quando avistou a academia no final da rua — Ah, finalmente chegamos, vêm!

— Sabe que não vai escapar dessa conversa, né? — ela fingiu que não me escutou, puxando-me em direção a academia de forma afobada.

— Antes de entrar vamos começar com alongamentos e depois uma corrida pra aquecimento…

Ela estava mesmo me ignorando. Maldita.

O jeito vai ser fazer esse treino e ir arrancando a informação dela aos poucos.

(...)

Passou-se exatamente 1h que Kim e eu estávamos na academia. Enquanto eu fiquei cansada já no aquecimento, ela ainda parecia em perfeita forma, cheia de energia, mal tinha suado.

Apesar de eu estar aqui com um objetivo traçado, não é como se fazer exercício fosse me prejudicar de alguma forma, então acabei aguentando. O problema é que Kim parecia um tanto quanto irritada, já que ela não queria liberar a informação e existem poucas formas de você a conseguir, quando este é o caso:

1 - Você troca. Eu não tenho nenhuma informação que ela realmente vá querer, então não iria funcionar.

2 - Você chantageia. Não tenho nada pra chantageá-la, mas mesmo que eu tivesse, eu não o faria. Prezo muito pela amizade de Kim.

3 - Você enche o saco e vence pelo cansaço.

Optei pela última, bancando a criança de cinco anos de idade entupindo-a de perguntas, e já estou vendo que vou sofrer as consequências. Na verdade, se eu estivesse no lugar dela, também estaria irritada. Ninguém gosta de ser questionado a cada minuto, mas pelo menos estava funcionando.

Enquanto fazíamos as séries de exercícios para perna e glúteo, ela me auxiliando, consegui informações valiosas sobre Nathaniel. Ele é educado e muito gentil, o que significa que não vou ser ignorada caso eu tente puxar algum assunto; ele é muito inteligente, então não seria fácil enganá-lo, assim como ele é muito transparente, já que é péssimo ator; ele realmente trabalha no bar Red Velvet, só que ela não sabe em que função e nunca se interessou em ir até lá conferir. Contudo, a mais importante veio no final.

— Nath não tem aparecido mais com tanta frequência, então você não vai conhecê-lo hoje — Kim disse, flexionando as pernas em agachamentos repetitivos.

— É uma pena, gostaria de analisar o famosíssimo — ela sorriu, parecendo um pouco mais solta, mesmo que ainda receosa. Tentei copiar o movimento, mas o fiz com muita dificuldade, eu já estava no meu limite.

— Não force tanto — me aconselhou e eu assenti, vendo-a continuar a se exercitar enquanto eu descansava — Ele tem estado muito cansado, disse que 3 pessoas foram demitidas lá no Red Velvet. Entopem ele de trabalho e já disseram que vai continuar assim por um tempo, ou pelo menos até encontrarem alguém pra ocupar o lugar dos que foram demitidos.

— Nossa, será que têm alguma vaga interessante pra mim lá? — Kim me encarou, surpresa — Dinheiro extra…

— Sei como é, mas infelizmente não… Eu também fiz essa pergunta e ele disse que estão contratando apenas homens.

— Entendo...

Depois desse diálogo, nós permanecemos em silêncio. Ela ligeiramente preocupada e concentrada nos exercícios; eu, pensando no meu plano de ataque enquanto a esperava terminar aquela sessão, decidindo usar meu cansaço como desculpa para irmos embora. Kim preferiu ficar, disse que ainda tinha coisas para fazer, mas que se eu quisesse, poderia ir. Foi o que fiz.

Peguei minha humilde mochilinha de pano e fui em direção a saída, caminhando como uma condenada, quase me rendendo ao cansaço. Meus músculos queriam explodir a cada passo e eu sentia minhas pernas tremerem às vezes, então me apoiei na parede perto da porta de entrada, encostando-me contra ela, respirando fundo e fechando os olhos, procurando relaxar.

Foi quando senti uma mão quente tocar-me o ombro, meus olhos abrindo-se no mesmo instante e se deparando com grandes olhos esmeraldinos, próximos e aparentemente preocupados.

— Você está bem? — ele perguntou e eu assenti com a cabeça — Tem certeza? Me parece que exagerou no treino…
— Um pouco, sim, mas estou bem...
— Eu posso te ajudar com alongamentos, se quiser. Isso vai aliviar a dor — eu ouvi atentamente o que ele dizia e decidi reparar melhor nele.

Meus olhos seguiram da mão em meu ombro, percorrendo o braço forte, os ombros largos e o pescoço aparente pela blusa larga, uma toalhinha branca rodeando-o, até parar em seu rosto. De pele branca e rosada, cabelos castanhos e repicados que emolduravam perfeitamente o rosto, um sorriso sincero, mesmo que a preocupação ainda permanecesse em seu olhar, e olhos tão verdes quanto jóias, minha mente trouxe à tona duas palavras que definiam o que ele representava para mim, nesse momento:

Inocente e Perigoso.

Inocente porque tudo até agora, desde a aparência angelical, o gesto de tocar meu ombro, de se preocupar com uma desconhecida e ter me oferecido ajuda sem aparentes segundas intenções - enquanto algumas pessoas nem olharam na minha cara - só fazia ele parecer aquele tipo de pessoa que faz o mundo continuar girando.

Perigoso porque, tudo que eu conseguia fazer enquanto o olhava era me perguntar o motivo dele ainda não ter enfiado a língua na minha goela. Tal pensamento que há muito eu não tinha, inclusive.

Deve ser o que chamam de estar na seca.

— Eu agradeço de verdade, mas é que eu já estou indo embora… — Eu falava, mas só conseguia pensar em línguas num beijo casto. Ele suspirou, parecendo vencido, e afastou-se de mim.

Droga.

— Tudo bem então, até mais — despediu-se com um sorriso encantador, e eu só fiz sorrir de volta abobalhadamente.

Pela primeira vez na minha vida, eu gostaria de ter me importado com a forma que me vesti. Ele poderia pensar em enfiar a língua na minha boca se eu não estivesse fantasiada de mãe suburbana. Sorri, vendo as costas largas e bem trabalhadas do cara que eu nem sabia o nome afastando-se de mim, dando um suspiro longo e tirando forças de onde eu não tinha para me virar e finalmente sair da academia.

Preciso de foco, e não é olhando costas, traseiros, homens levantando peso, barrigas e braços definidos que eu vou conseguir isso.

Mesmo que fosse muito tentador jogar tudo pro alto e só ficar ali olhando. Mas eu não podia.

Andrew Fawkes, né, Lucinda? Andrew Fawkes. Certo!

Na minha mochila, peguei meu celular, desbloqueando-o e abrindo o aplicativo para chamar um táxi. Ele demoraria cerca de 15 minutos para chegar até ali, o que me dava tempo o suficiente para matutar sobre o que eu deveria fazer a partir de agora. Algo em mim dizia que essa era finalmente a hora de agir, mas ainda não tinha certeza de como.  

Família rica, ex namorado de Melody, atualmente apaixonado por Kim, saiu de casa aos 16, torrou o dinheiro da poupança com moradia, pai e irmã recentemente na cidade para propor uma oferta que, teoricamente, foi recusada e empregado no Red Velvet sendo, teoricamente, stripper.

Mesmo com tantas informações, eu ainda sentia como se estivesse andando em círculos, já que mesmo que eu descobrisse sobre o cargo dele, ainda ficaria faltando toda a intriga envolvendo a família e a suposta oferta.

Eu poderia ir até o bar candidatar-me à uma vaga, mas eles só precisavam de homens como empregados. E mesmo que precisassem de mulheres, o que eu faria quando já estivesse lá? Me aproximar de Nathaniel e ganhar a confiança dele até que ele fale? Mesmo com a irmã dele, se eu quisesse conseguir a informação diretamente dela, eu teria que ganhar a tal confiança.

Esse tipo de coisa leva tempo, e eu não podia arriscar. O tempo para mim é incerto, já que não sei até quando o Andrew vai chamar os estudantes e nem mesmo sei qual é a gravidade dos próximos boatos. Tive medo. Se esse era o primeiro, o que eu deveria esperar dos próximos?

Balancei a cabeça, tentando espantar a ansiedade, mesmo que fosse difícil. Não seria legal passar por outra crise. Fechei os olhos e respirei fundo, segurando o ar por alguns segundos e soltando-o gradativamente, o que me acalmou um pouco.

— Senhorita! — tomei um susto quando ouvi a voz do taxista, alta e aparentemente preocupado — Eu já te chamei três vezes, está tudo bem?! — Ele aparentava ter cerca de uns 50 anos, gorducho, cabelos grisalhos, bigode e uma simpatia aparente.

— Está sim, desculpe — eu adentrei o carro, sentando-me no banco do passageiro e explicando para ele o endereço. Ele assentiu e ligou o carro, iniciando o trajeto de volta para casa.

Quando eu pensei que teria silêncio, ele disse:

— Você parecia cansada lá fora, menina. Tem certeza de que está tudo bem?

— Tenho sim — respondi, num sorriso mínimo. Era o segundo estranho preocupando-se comigo no dia — Só estava pensando que tenho muitos problemas pra pouco eu, muitas coisas para estudar, muitos lugares para visitar...

O taxista deu uma risada escandalosa que me deixou curiosa.

— Minha esposa sempre diz que tudo seria mais fácil se pudéssemos estar em vários lugares ao mesmo tempo.

Meus olhos se arregalaram. Era isso!

Peguei meu celular entusiasmada e abri o whatsapp na conversa do Armin.

“Está em casa?” Logo os dois pauzinhos ficaram azuis.

“Estou sim, por que?” Ele respondeu.

“Você pode ser os meus olhos e os meus ouvidos?”

(...)

Era oito horas na noite, em ponto. Dois dias se passaram após a minha visita à academia.

Eu estava em frente ao nomeado Empire Maunsell, um prédio curvo e espelhado em azul de aparência imponente e luxuosa, situado no centro de Los Angeles. Boatos dizem que muitas das grandes transações bancárias passam por aqui, mesmo esta sendo apenas uma filial.

Imagino como deve ser a aparência da Matriz, se a arquitetura teria um formato não convencional como a desta e, principalmente, se possuía tantos policiais guardando o local como aqui. Suspiro, eu nem deveria estar preocupada com isso.

Não é como se eu fosse roubar algo além de informação.

No entanto, não deixo de achar estranho este meu talento de pensar em aleatoriedades quando eu deveria estar focada em outra coisa. Dou uma olhada na avenida, movimentada, iluminada, barulhenta, pessoas andando por todos os lados nessa noite abafada, e aproveito os espelhos do Empire Maunsell para checar o meu figurino e maquiagem mais uma vez.

Eu estava fantasiada, disfarçada. Usando uma blusa branca justa de alças finas, uma saia midi preta, nos pés scarpin vermelho, assim como o batom e a pequena bolsa em minha mão, os ombros cobertos por uma jaqueta de couro preto. Troquei os óculos pelas lentes de contato, os cabelos loiros presos num coque alto e firme, o rosto bem modelado pela maquiagem que me fazia parecer uns 5 anos mais velha. Além disso, carregava bijuterias pesadas no pescoço, brincos grandes e extravagantes.  

Mesmo eu achando aquela aparência pesada para a habitual Lucinda, também sentia-me estilosa, como uma empresária no ramo da moda.  

Irônico para uma pessoa que nunca foi muito fã de moda.

Dando meu melhor sorriso, eu adentro finalmente a empresa fresca pelo ar condicionado, e tento manter a postura orgulhosa. O som dos meus saltos ao chão eram altos, eu andava até a recepção tentando transparecer o quão poderosa eu era, dando uma de Top Model.

— Posso ajudar, senhorita? — a recepcionista perguntou, sorrindo simpática.

— Sim, eu tenho uma visita marcada diretamente com a senhorita Maunsell — falei, tentando não parecer tão simpática.  

— Ah, você é a representante da empresa Stornheigh? — assenti — Você pode se posicionar para a câmera, por favor? — pediu educadamente, apontando para uma web cam, e eu o fiz — Tudo certo. A senhorita Maunsell está terminando uma reunião que atrasou, então você vai precisar esperar alguns minutos, mas ela logo vai conseguir te receber. Você pode usar o elevador e ir até o andar 23, que vai dar numa grande sala de recepção, aí é só aguardar lá.

— Certo — eu disse, indo até o elevador e fazendo o trajeto que ela havia me indicado.

Aquela subida solitária até o andar 23 fez com que minha ansiedade diminuísse. Ele era totalmente de vidro e dava uma visão magnífica da paisagem luminosa do centro de Los Angeles, dando algo para eu me apegar.

Contudo, como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco.

O elevador abriu-se e eu adentrei a recepção, tendo que passar pelo mesmo procedimento de tirar a foto com a recepcionista desse andar. Ela me indicou as cadeiras onde eu poderia esperar que a reunião de Ambre terminasse antes de eu mesma ser atendida.

Aproveito aquele meio tempo para pegar o meu celular e me comunicar com Armin, recapitulando todo o nosso plano de ação.

Eu comecei contando-o sobre eu precisar investigar os boatos...

— Definitivamente não — ele disse, fazendo com que eu quase choramingasse.

— Por favor, Armin! Você disse que me ajudaria no caso do Andrew, se eu precisasse.

— É, eu disse, mas na área de computação, não me candidatando à um emprego num bar de stripp, droga! — sua voz saiu nervosa, e então eu mordi o lábio inferior.

— Mas eu tenho um plano… — ele revirou os olhos e deu as costas — Tudo que você vai precisar fazer é ficar de olho no Nathaniel e gravar o que ele disser quando estiver no telefone com a Ambre — eu o contornei para que pudesse olhá-lo nos olhos — Vai ser como se fôssemos espiões!

Os olhos azuis vacilaram por um momento. Ele respirou fundo e cruzou os braços, ponderando que decisão deveria tomar.

— Olha, Lucy, eu não...

— Por favor...— eu pedi uma última vez, tentando fazer a famosa cara do gato de botas em Shrek, e eu soube que tinha obtido sucesso quando ele suspirou, vencido.

— Tudo bem, mas… — ele interrompeu meu sorriso de alívio — Você vai ficar me devendo um favor.

— Te pago até dois, se quiser — o abracei rapidamente em felicidade, e o moreno acabou por sorrir, também.

— Me conte tudo, então — ele pediu e eu assenti.

— O plano é o seguinte: eu vou me disfarçar e ir até a empresa da família Maunsell com uma proposta de trabalho para ambos os irmãos.

— Se disfarçar de que?

— De representante da empresa Stornheigh, que trabalha com moda e publicidade. Eu vou oferecer um trabalho onde eles atuam juntos na propaganda que vai simbolizar uma parceria entre as empresas — Armin me ouvia atentamente, acenando com a cabeça para que eu prosseguisse — Entretanto, para fechar o negócio, eu precisaria que os dois irmãos estivessem juntos e de acordo. Isso vai ocasionar uma ligação da Ambre para o Nathaniel, que vai negar a proposta e…

— Como você sabe que ele vai negar a proposta?

— Bem, você sabe que eu estive com Kim na academia — ele assentiu — eu consegui algumas informações sobre o Nathaniel, e uma delas é que ele é um péssimo ator e de que tem noção disso, o que o torna extremamente sincero. A proposta é de que eles atuem, e como ele não gosta de mentir, vai negar para a irmã. Ambre, por sua vez, vai insistir na proposta.

— E como você sabe disso? — Armin parecia realmente intrigado, agora.

— Dei uma pesquisada a fundo no perfil dela, na sala do clube de jornalismo. Você sabia que ela tinha o sonho de se tornar modelo? — Armin arregalou os olhos — Pois é, mas como Nathaniel foi embora de casa, ela acabou ocupando o cargo dele e não teve mais tempo para se dedicar ao que ela queria realmente fazer. Para ela, uma chance com a Stornheigh é algo que ela nunca mais vai receber na vida…

— E isso vai torná-la extremamente pidona quanto a sua proposta. Genial! — ele disse e sorriu de canto — Você fez sua lição de casa direitinho, Lucinda.

— Besta — brinquei.

— Então tudo que eu preciso fazer é gravar o que ele disser na ligação?

— Sim, e eu vou gravar o que a Ambre disser. Nós dois juntamos as gravações quando estivermos em casa e finalmente o primeiro boato estará terminado.

A mensagem perguntando se Armin já estava com Nathaniel havia acabado de ser visualizada quando a porta da sala de Ambre foi aberta. A mulher de cabelos dourados despediu-se de um homem alto, careca e barbudo, com um aperto de mãos, e então dirigiu seu olhar à mim, dando um sorriso brilhante que fora retribuído por mim, cujo corpo decidiu querer voltar a sentir aquele maldito frio na barriga.

— Venha, por favor — sua voz melodiosa adentrou meus ouvidos, fazendo todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.

É agora, pensei, levantando-me da cadeira e arrumando a saia antes de andar até a sala e adentrá-la, Ambre ficando atrás de mim e fechando a porta.

Um local sofisticado, eu concluí. A sala toda pintada num tom de gelo decorada com móveis de madeira escura, contrastando com a clareza das paredes; de lado com a mesa, uma vidraça quase tão grande quanto a parede estava posicionada, dando uma visão estupenda de toda a cidade e também do céu. Além disso, vasos com flores estavam estrategicamente posicionados, dando certo charme e feminilidade ao local.

Parecia com ela.

— Sente-se — ela disse, e eu o fiz, sentando-me na cadeira de estofado azul marinho em frente a mesa, enquanto ela a contornava, sentando-se de frente para mim — Boa noite, senhorita…

— Boa noite, Senhorita Maunsell. Meu nome é Lia — menti, e ela sorriu mais abertamente.

— Por favor, me chame só de Ambre — sorriu, simpática — Eu confesso que passei o dia ansiosa e curiosa, esperando pela sua visita. Sou uma grande admiradora de moda, então a Stornheigh é uma empresa que me interessa, o trabalho de vocês muito me agrada.

— Fico feliz em ouvir isso — eu disse, tentando parecer segura, esboçando um sorriso nem muito grande, nem muito pequeno — Mesmo eu sendo uma mera representante, posso afirmar com certeza que nossa empresa também se interessa pelos seus negócios.

— Isso facilita as coisas — ela disse, respirando fundo e adotando uma postura mais séria — Então, a que veio?

— Como você já sabe, somos uma empresa focada em publicidade e moda — ela confirmou com a cabeça — Sempre divulgando o nosso trabalho em eventos culturais, de forma que nossos feitos causem impactos também sociais.

— Sim, eu sei disso.

— Então, vim lhe fazer uma proposta — suas sobrancelhas se arquearam, mas ela não pareceu surpresa — Nosso próximo evento é promover um desfile em Los Angeles de baixo custo, para que mesmo as pessoas de classe baixa consigam vir. Vamos usar 50% dos lucros em ingressos e compras para a caridade, e reinvestir o lucro restante num próximo projeto.

— É interessante, mesmo que Los Angeles já seja repleto de eventos culturais, os desfiles são sempre de alto custo. Vocês estariam proporcionando um novo tipo de cultura para a população, algo antes inalcançável... Você veio nos perguntar se queremos ser investidores deste evento?

— Não apenas isso. A proposta não é apenas para a empresa, mas também diretamente para você, Ambre, e seu irmão Nathaniel — eu disse, meu corpo querendo ceder a vontade de tremer de excitação quando os olhos verdes dela se arregalaram, surpresos.

— Não entendo…

— Antes do evento acontecer, vamos investir na campanha de doações à caridade. Teremos cartazes, comerciais, vídeos na internet… Bem, nós queremos que seu irmão e você sejam a cara deste evento! Que atuem, estejam nos cartazes e...— fui interrompida pela risada baixa da loira, que colocou as mãos no rosto.

Quis sorrir nesse momento, mas, com muito esforço, mantive-me quieta.

Ela havia mordido a isca.

— Está tudo bem, senhorita? — perguntei, e ela apenas continuou sorrindo por alguns segundos, estendendo a mão para dizer que tudo estava bem. Ela respirou fundo, como se tomasse a consciência, e voltou a seriedade habitual.

— Por que o interesse em mim e meu irmão, juntos? — juntou as mãos sobre a mesa.

— Queremos mostrar que mesmo os organizadores do evento içam as mangas e se esforçam para trabalhar nele. Além disso, nossa empresa sempre viu em você, senhorita, uma certa tendência a moda. Achamos que você e seu irmão representam a campanha perfeitamente.

— Não, eu posso entender clara o motivo de terem me escolhido, mas ainda me custa acreditar vocês pedirem pelo meu irmão, a tantos anos afastado — senti um filete de medo descer pelas minhas costas. Meu plano tinha falhas, no fim.

Eu aperto meus joelhos com as mãos, tentando dispersar o medo através da dor.

— É que, bem… — eu pensei por alguns segundos, aqueles grandes olhos verdes me analisando profundamente enquanto o agarre nos meus joelhos só aumentava — Nós achamos que trazer o seu irmão de volta ao negócio seria também uma novidade a mais, que atrairia não só pessoas de renda normal, como também investidores com a conta bancária mais cheia, se é que me entende.

Ouvi Ambre suspirar.

— Entendo.

— Mas, eu preciso que a resposta seja rápida — Ambre novamente pareceu surpresa — A verdade é que nós demos preferência para vocês exatamente pelo motivo do retorno do teu irmão, mas outras empresas já conhecem a proposta do evento e também encontram-se interessados.

— Eu entendo, mas o meu irmão não está aqui agora…

— E a senhorita não poderia fazer uma ligação? É realmente urgente — a loira pareceu receosa, mas confirmou com a cabeça. Ela pegou o telefone em cima da mesa e discou o número.

Enquanto isso, tirei meu celular de dentro da bolsa, abrindo a conversa com o Armin.

“Estou com ele já tem um tempo. Na verdade ele é um cara muito bacana de se conversar”

“Ei, Lucinda, vai demorar muito aí?”

“Cara, sério, se demorar mais eu realmente vou ter que trabalhar aqui, eles precisam de gente pra hoje já”

“Lucinda, eu vou te cobrar três favores porque estou tendo que servir mesas”

“Caralhoooooooooo, responde, merda!!!!!!!!!!!!”

Quis rir lendo aquilo, mas preferi manter a postura. Ambre discou novamente, e eu digitei no meu celular:

“Ela está fazendo a ligação. Fique perto dele, certo? Grave tudo que ele disser”

A mensagem foi visualizada na hora e respondida com um “Finalmente!!!!!”

Nem tive tempo de responder. Coloquei o celular para gravar áudio e fiquei esperando.

… E se ele não atendesse o telefone?

Mordi o lábio internamente, sentindo o gosto do sangue invadir minha boca. Se Nathaniel não colaborasse, todo o meu tempo e produção seriam perdidos.

— Alô? Nath? — arregalei os olhos e adotei uma postura mais séria para prestar atenção na conversa — Eu estou bem, e você? Não… Está tudo bem, é que, bem, eu tenho um pedido para te fazer…

Era engraçado como o modo com que ela falava com o irmão parecia mais doce que o normal. Ela ficou um tempo muda, provavelmente Nathaniel falava do outro lado da linha e eu presumi que não era algo positivo quando as sobrancelhas loiras uniram-se ao centro da testa.

— Mas você nem vai ao menos me ouvir? — ela choramingou — Não é sobre voltar para a empresa, mas sobre uma proposta que recebi para que trabalhemos juntos — o silêncio dessa vez foi curto, e o olhar esverdeado pareceu esperançoso — Uma representante da Stornheigh está aqui e propôs a nós dois que fôssemos a cara do novo evento deles, é um desfile — novamente um curto silêncio — Sim… Sim… Eu sei, mas…

Ambre suspirou.

— Nath, você sabe o quanto isso significa pra mim! — ela ficou mais um pouco em silêncio, quando as sobrancelhas se arquearam e voltaram ao centro da sobrancelha, carregando o rosto da loira com pura fúria — Eu estou cansada de você sempre dar prioridade a si mesmo! Sempre as suas vontades em primeiro lugar, suas fugas, seu orgulho! E os meus desejos? Por você ter saído de casa, eu assumi tudo que era pra ter sido seu!

De alguma forma, eu comecei a me sentir mal pelo que eu estava presenciando. Foi como se eu não pudesse estar ali… Eu estava invadindo totalmente a privacidade de Ambre e Nathaniel.

Porém, com uma futura jornalista, eu deveria me acostumar.

— Como pode dizer isso?! — ela pareceu ofendida — Eu não tenho medo do nosso pai, eu só sei que ele precisa de auxílio! E você também sabe disso! Nath, nós viemos até Los Angeles só pra te trazer de volta, e você recusou todas as nossas ofertas...— ela fechou os olhos e suspirou, provavelmente recobrando a calma e parecendo a ponto de desmoronar — Já entendi, Nathaniel, você não vai ceder. Me desculpe pelo incômodo, irmão.

E desligou o telefone com força.

Quando ela me olhou, eu senti como se ela passasse sua tristeza através de mim. Seus olhos encheram-se de lágrimas, mas ela as segurou dolorosamente.

— Sinto muito, mas eu preciso que você saia da sala agora — ela disse.

Tudo que eu pude fazer foi assentir e sair da sala, sair do prédio. Eu apenas voltei para casa.

(...)

Quando eu adentrei a república era quase meia noite. A primeira coisa que fiz foi tirar os saltos, aquele alívio percorrendo todo o meu corpo junto ao arrepio de encostar os pés descalços no chão frio.

Acendi a luz e espreguicei-me, sentindo-me pesada e jogando-me no sofá de três lugares, soltando todo o meu peso ali. Eu precisava de um tempo para respirar, mesmo que minha mente só conseguisse pensar na outra parte da conversa.

A parte do Nathaniel.

Sem aguentar esperar mais, tiro meu celular da bolsa e novamente abro a conversa com o Armin.

“Está acordado?”, ele visualizou e respondeu na mesma hora.

“Estou. Já chegou em casa?”

“Sim. Estou deitada no sofá, não queria ficar sozinha, vem me fazer companhia. Aproveita e trás o seu celular e os fones de ouvido”

Ele apenas visualizou, e foi questão de segundos até eu ouvir seus passos apressados descendo as escadas. Ele já estava de pijama: uma calça preta de tecido leve e uma camiseta cinza, um pouco justa.

— Passa pra cá — ele disse, sentando-se no sofá de dois lugares.

— O que? — perguntei, confusa.

— Seu celular, eu quero ouvir sua gravação primeiro.

— Não, eu vou ouvir primeiro — retruquei — o plano foi meu.

— Os fones são meus — ele contra argumentou e eu apenas suspirei, desbloqueando meu celular e entregando.

Ele plugou o fone e deu play na gravação, permanecendo impassível durante os minutos que se passaram. Vez ou outra seus olhos aparentavam surpresa e ele retorcia os lábios, outrora me encarava, mas eu não sabia o que passava em sua mente.

— Pesado — ele disse, assim que o áudio acabou, tirando os fones de ouvido — eu não sei como você se manteve calma nessa situação.

— Eu também não, mas me dá logo o celular, vai — ele sorriu perante minha curiosidade, desbloqueando o próprio celular e me passando, já com os fones de ouvido plugados.

Eu os encaixei em meus ouvidos e, com os dedos trêmulos, apertei o play.

A primeira coisa que reparei foi o som, ao fundo, de uma música eletrônica, além das vozes de algumas pessoas. Ainda assim, quando a voz de Nathaniel começou, ela era nítida e abafava os sons do fundo.

"Alô, Ambre, sou eu sim. Tudo bem por aí? Eu estou bem, mas aconteceu algo? Você não é de ligar... Pedido? Ambre, eu sei que é difícil, mas eu estou decidido a não voltar mais às empresas da família... Que proposta? Participar de comerciais e ensaios fotográficos? Ambre, você sabe que eu sou um péssimo ator... Sinto muito, eu não posso aceitar... Além de não coincidir com as minhas habilidades, é uma área que eu não tenho mais interesse em trabalhar... Eu sei, de verdade, e eu fico triste em recusar, mas eu não posso abrir mão da minha liberdade... O que?! Desde quando você não correr atrás dos seus sonhos é uma responsabilidade minha?! Mesmo eu trabalhando como ajudante de cozinheiro numa porra de boate de stripp tease, eu ainda me sinto feliz assim!... Eu não tenho nada a ver com seu medo de enfrentar o nosso pai!... Ambre, por favor, não vamos continuar com isso, brigar com você me dói o coração. De tudo que eu fiz, o que mais me causa dor é estar longe de você, irmã, mas... Sinto muito, eu não posso…

No fim, eu pude apenas ouvir os sons do fundo tornarem-se novamente o foco do áudio, até que ele acabou. Eu retirei os fones sem saber o que dizer, Armin me encarando, cansado.

— E então? Encontrou o que procurava? — eu assenti com a cabeça, mesmo que quisesse negar.

Eu havia, sim, encontrado a informação. Porém, junto a ela, eu também havia encontrado sofrimento. Fecho os olhos e suspiro, tentando espantar esses pensamentos… Eu estava feliz por saber que eu era capaz de fazer certas coisas, feliz por dar mais um passo em direção ao Andrew, mesmo que eu me perguntasse a que preço.

A única coisa que eu podia torcer, a partir de agora, era que os próximos boatos não me causassem essa estranha sensação na boca do estômago e essa ardência no olhar, enquanto anotava mentalmente:

Primeiro boato:

Falso.

 


Notas Finais


E aí, gostaram?! Eu espero que sim. Só que eu tive certo receio em postar esse capítulo por causa do tamanho dele, fiquei me perguntando se eu deveria dividi-lo em duas partes...
Me digam, ficou cansativo? O que vocês acham de capítulos mais extensos?
Essa fanfic possui uma série de coisas pra desenvolver (Os 10 boatos + acontecimentos por fora), e eu gosto de seguir uma linha de raciocínio, separando o que eu quero passar por capítulo. Então, quando eu vou escrever, eu tenho na minha mente o que vai ter no cap e começo sem ter muita noção do tamanho que vai ficar... Inicialmente meus capítulos não são exatamente gigantes, mas a medida que eu vou me empolgando com a história, o número de palavras sempre aumenta.
Eu só gostaria de saber o que vocês acham sobre capítulos grandes: se não gostam, se preferem os médios (e quantas palavras seriam um capítulo médio) ou se vocês são como eu, adeptos do "quanto maior, melhor".
É isso. Se você chegou até aqui, muuuuito obrigada ♥ eu espero que tenha apreciado.
Se possível, deixe aquele comentário dizendo o que você achou, se gostou, se não gostou e se eu poderia melhorar em alguma coisa. Toda crítica construtiva é bem vinda ♥
Obrigada novamente e logo voltaremos, finalmente, com o segundo boato! :3
Beijinhos!


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