História Os 26 mártires do Japão - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Konan, Matsuri, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Pain, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Itahina, Painkonan, Sasodei
Visualizações 84
Palavras 910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Capítulo um: o plano


— Um colégio interno católico, construído no século XIX e cercado por colinas e floresta, com uma igreja saída diretamente da arquitetura gótica europeia do século XIV. E você me diz que acha que nada de estranho aconteceria aqui? — a garota de cabelos azuis disse, em um tom profundamente sarcástico, mas também um tanto surpreso — Sabe, sua inocência me inspira, Hinata, sem brincadeiras.

— Mas se tivesse acontecido, nós saberíamos. Quer dizer, não que a escola fosse sair panfletando por aí, afinal seria má propaganda, mas... — a Hyuuga sorriu, timidamente — Nós somos curiosos e descobriríamos de um jeito ou de outro.

— Nisso eu concordo. Além do mais, todos os boatos que rondam o colégio por aí são falsos e nós já sabemos disso. As ossadas no subsolo da igreja? Falsas; na época em que fundaram o colégio já não se usava enterrar padres e figuras importantes abaixo da igreja, até por higiene. Aquele estudante que se suicidou pulando do prédio dos dormitórios masculinos na década de 1950? Falso; nem mesmo conseguimos achar alguém com o mesmo nome, ou mesmo familiares. O quadro do padre fundador que mexe os olhos, na sala da diretora? Ilusão de ótica, puramente isso. — Itachi enumerou.

— Esses boatos são realmente falsos, e nós sabemos disso. São coisas que inventam para deixar o cotidiano menos monótono... — Pain respondeu, então subitamente abaixando o tom de voz e olhando ao redor na biblioteca, tentando ver se alguém prestava atenção naquela conversa. No entanto, naquele fim de tarde de outono, a gigantesca biblioteca estaria vazia, se não fosse pelos quatro e a bibliotecária Shizune Kato — Mas existe um último boato que nunca conseguiram provar ou não.

Hinata não estava surpresa: essa lenda era talvez a mais conhecida do colégio, e a única para a qual não havia uma explicação provando-a falsa, justamente por ser vaga o suficiente para que não houvesse como pesquisar o que aconteceu. — Ah, o assassinato na igreja. Uma mulher desconhecida que foi morta como sacrifício, degolada no altar da igreja... Supostamente, aconteceu há quatro anos... Nós ainda não estávamos no ensino médio para estudarmos aqui. Somos a primeira geração de formandos que não presenciou esse acontecimento.

— E isso nos traz ao que eu estava falando inicialmente. Vocês sabem que sangue, mesmo lavado, não pode ser removido completamente: sempre restam moléculas, mesmo imperceptíveis... Que podem ser tornadas visíveis através do luminol. E talvez vocês não saibam, mas dá para comprar isso na internet. — Konan disse, tirando um pequeno envelope do bolso do blazer — Eu tenho água oxigenada, para retocar minhas raízes. Misturando os dois, temos o líquido mágico que nos indicaria a verdade.

— E nós vamos invadir a igreja e espirrar luminol no altar? Sério? — o Uchiha falou, como se estivessem prestes a cometer um crime. O que, tecnicamente, não deixava de ser verdade, na sua visão.

— Na verdade não estamos invadindo nada. A igreja é sempre aberta a todos. Só iríamos lá em... Um horário incomum. Preferivelmente de madrugada.

— Eu acho isso uma péssima ideia. Não vamos achar nada, de qualquer maneira. Mesmo que fosse verdade, sangue reagiria depois de tanto tempo? Não faço ideia. — Hinata reclamou, suspirando — E eu sei bem que para vocês terem comprado essa coisa, vocês não vão desistir mesmo. Onde nos encontramos e quando?

— Dez e meia, quando as luzes se apagarem, na fonte entre os dormitórios. — Pain explicou, enquanto folheava as páginas de um livro, de forma a abafar sua voz.

(...)

Durante o dia, nunca ocorrera a Hinata o quão assustador era o campus do Colégio Sukeyiro, mas agora que percorria os corredores de tijolos aparentes, sentia calafrios percorrerem sua espinha. A luz da lua era sua companheira agora que as luzes dos dormitórios haviam sido apagadas, e por causa disso, tinha que ter extremo cuidado ao andar pelo chão de pedra, para evitar tropeçar. Podia ver, pelas largas janelas do corredor de quartos, a grandiosa construção da igreja.

As duas garotas andavam em silêncio pelo corredor. Com o frasco de água oxigenada e o pó de luminol no bolso do blazer do uniforme, Konan tentava mantê-los seguros enquanto se deslocavam. Cinco minutos para dez e quarenta. Mesmo ela não pôde evitar um incomum sentimento de gélido terror, como um mau presságio, cada vez que olhava para a igreja. As igrejas góticas eram o oposto das românicas na dialética medieval: enquanto as igrejas românicas eram simplórias, ainda que fortes, para resistir ataques e invasões bárbaras, as igrejas góticas eram do tempo de paz, feitas de vidro e colunas, de maneira a serem sublimes, erguendo-se aos céus. Aquela ali, no entanto, passava longe disso. Não podia tirar da mente a imagem opressora e maligna daquela construção, que impunha-se de maneira assustadora. Uma neblina forte tomava conta dos arredores: era ideal para camuflagem, mas parte de si dizia que talvez essa camuflagem fosse útil para outras pessoas além dos quatro... Seja lá quem fossem.

Encontraram os dois rapazes no lugar marcado. Podiam sentir a umidade do ar próximo à fonte, quase sufocante no meio de toda a neblina. Era agora ou nunca: caminharam na direção do templo católico, como se estivessem caminhando rumo a guilhotina. Subitamente, o plano parecia muito ruim agora, mas por teimosia e curiosidade, seguiram adiante. As portas estavam abertas, e o local absolutamente silencioso, ao ponto de que podiam ouvir as batidas dos próprios corações. A fraca luz da lua trespassava os vitrais dos 26 mártires do Japão, projetando imagens coloridas que não pareciam pertencer ao mundo dos vivos.

 


Notas Finais


Oi, gente, como disse, estaria de volta! E dessa vez, com vinte e três capítulos. Vou dizer que Vatican Kiseki Chousakan (um dos animes dessa temporada, recomendo demais) me inspirou ligeiramente no quesito de ser uma história num colégio interno católico que tem mortes, açs~lskhs. Fora isso, nenhuma outra semelhança, imagino.

O título da história se refere aos 26 mártires do Japão, referidos aqui nos vitrais da igreja também. Eles foram um grupo de pessoas crucificadas em Nagasaki em 1597, durante o final do Sengoku Jidai (1467-1603) na perseguição ao cristianismo pelo reunificador do Japão, Toyotomi Hideyoshi. Mais informações: https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_26_M%C3%A1rtires_do_Jap%C3%A3o


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