História Os 26 mártires do Japão - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Konan, Matsuri, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Pain, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Itahina, Painkonan, Sasodei
Visualizações 62
Palavras 900
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo dois: luz


— Já está tudo preparado... É a hora da verdade. — Konan sussurrou, chacoalhando de leve o vidro em que os dois componentes estavam. Estava tão escuro que era difícil enxergar até mesmo o caminho até o altar. No fundo, nenhum deles tinha grandes expectativas de que a lenda fosse verdade: de todas as histórias que se podia imaginar, essa teria de ser a mais esdrúxula possível. Assassinatos não passam em branco, especialmente se tratando de um ambiente fechado como um colégio interno. A polícia seria envolvida, e os olhos e ouvidos das paredes vazariam informações cedo ou tarde. Segredos não são escondidos facilmente, e se existe algo que cedo ou tarde vem à tona, é a verdade. Nos primeiros segundos, nada aconteceu. A típica fosforescência do luminol não se mostrou. Aquilo era esperado, mas um certo alívio os tomou: era melhor que essa lenda fosse mentira de fato.

Até que uma luz azulada começou a iluminar o altar, formando a silhueta de uma mão delicada, com respingos brilhantes ao redor, formando uma mórbida constelação.

Os quatro demoraram alguns segundos até terem uma reação: aquilo contrariava todas as expectativas e probabilidades. Como um contrasenso na verdade, aquela mão não deveria existir... Mas estava ali, e podiam vê-la. Não era um sonho ou alucinação, e sabiam disso: a câmera do celular do Uchiha capturara a imagem. — Isso... Isso não está certo. — Itachi disse com convicção.

— Luminol reage com outras substâncias, só pode ser isso, ele usa o ferro como catalisador... Isso não pode ser sangue! — Konan disse, negando tudo aquilo, mesmo que soubesse, no fundo de sua mente, que não se tratava de um engano. Uma marca tão perfeita não poderia ter sido feita por um candelabro de ferro deixado no altar, ou irregularidades na distribuição mineral da rocha de mármore que o formava.

Nesse momento, Pain caminhou para a lateral do altar, parando antes mesmo de cruzá-lo. Um terrível calafrio o fez parar naquele ponto, incapaz de prosseguir. — Pessoal, detesto falar isso, mas... Olhem atrás do altar.

Subitamente, toda e qualquer explicação científica que pudessem imaginar para aquele fenômeno se esvaiu, porque a verdade estava bem clara diante dos olhos de todos eles. Havia um cadáver bem ali, diante de todos eles. Uma garota, cuidadosamente deitada no chão com os braços cruzados sobre o peito: ela ainda vestia o uniforme do colégio, sem o blazer preto, e o rosto era vagamente familiar, o que indicava que ela era aluna dali, mesmo que fosse difícil reconhecê-la dentre centenas de outros rostos. Era possível ver que sua garganta havia sido cortada, pelo sangue que escorria e manchava de carmesim a camisa branca do uniforme. Os vitrais dos mártires iluminavam seu rosto estranhamente pacífico em cores bruxelantes, e permitiam que vissem que, abaixo dela, estava desenhado em vermelho o que parecia ser um pentagrama. Algo lhes dizia que o símbolo havia sido riscado com sangue, e não era preciso usar o luminol para perceber isso. Um medo inimaginável os tomou de maneira desesperadora.

— Ah meu Deus, meu Deus, ah, eu... — Hinata falava, tentando controlar as lágrimas sem sucesso. Suas palavras foram o que trouxe o quarteto para a realidade novamente: eles saíram correndo, em disparada pela noite enevoada, enquanto gritavam por ajuda. As luzes dos dormitórios foram sendo acesas pouco a pouco, enquanto o campus permanecia silencioso.

(...)

A polícia não demorou muito a chegar. Os quatro já haviam combinado uma história previamente, caso fossem pegos de surpresa: Hinata, que era a única cristã do grupo, havia parado para fazer uma oração antes de dormir, e eles resolveram acompanhá-la para que ela não ficasse sozinha, e acabaram se atrasando. O luminol, no entanto, era mais difícil de explicar, mas felizmente, a luz durava apenas meio minuto, o suficiente para ser vista e nada mais. Ainda sim... Seria melhor mencionar o luminol para a polícia, em todo caso.

O delegado Shikaku Nara começou fazendo a pergunta mais óbvia de todas: — O que vocês estavam fazendo ali, na igreja, a essa hora?

— Na verdade, nós não planejávamos ficar ali. É que a nossa amiga, a Hinata, ela é a única cristã do grupo, ela realmente liga para religião e tal. — Pain explicou, gesticulando para apresentar a Hyuuga — E ela disse que ia passar na igreja para rezar antes de dormir, e nós resolvemos acompanhá-la, porque mesmo o campus sendo cercado, ainda é perigoso andar sozinho à noite, o senhor entende... Nós acabamos perdendo a noção do tempo, e já tinham apagado as luzes...

— Nós nos aproximamos do altar, o s-senhor entende, porque eu sempre gosto de me ajoelhar diante da cruz antes de ir embora. — Hinata disse, sentindo-se culpada por estar mentindo e ainda envolvendo elementos sagrados nisso — E foi aí que nós... V-vimos.

— Nós vimos uma mancha escura no altar, e eu brinquei dizendo que devia ser sangue... Não sei se o senhor sabe, mas existe uma lenda de que uma mulher foi assassinada naquele altar há quatro anos... E hoje eu recebi um pacote do correio, uma encomenda com luminol, para meu projeto da feira de ciências. E decidi espirrar só de brincadeira... Mas reagiu. — Konan disse.

Nesse momento, Itachi mostrou a foto que havia tirado. — É uma mão bem perfeita... Nós levamos um susto terrível, e foi aí que percebemos... O corpo. Estava atrás do altar. Não tocamos em nada, e saímos correndo, gritando por ajuda. Ainda nem sabemos quem ela é, na verdade.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...