História Os 26 mártires do Japão - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hidan, Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Konan, Matsuri, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Pain, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Itahina, Painkonan, Sasodei
Visualizações 102
Palavras 917
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Capítulo quatro: neblina


— É com muito pesar que anuncio uma notícia terrível. Uma de nossas alunas, Matsuri Suna, foi assassinada nas dependências do colégio no dia de ontem. Não posso expressar, como diretora e como pessoa, o quanto sinto por toda essa situação. Eu rezo, do fundo do meu coração, para que sua família e amigos encontrem conforto em Deus, e que a justiça seja feita.

A voz da diretora Tsunade ecoava pelo gigantesco auditório, e exibia uma melancolia muito particular. Tsunade não era mulher de mentiras e falsidades cordiais, então sabiam bem que suas palavras tinham significado. Talvez isso fosse a parte mais difícil de enfrentar naquele discurso.

— A polícia está investigando, e peço que neste dia de hoje, todos tirem-no para refletir. É uma data muito triste e, para alguns, o primeiro contato direto com a mortalidade humana. As aulas de hoje estão canceladas. Estão todos dispensados.

Assim que suas últimas palavras foram ditas, os alunos foram pouco a pouco se levantando e saindo do auditório, seguindo para os dormitórios, ou para a biblioteca em alguns casos. Pouco a pouco, a multidão de dispersava, dando lugar aos habituais vazios corredores de tijolos aparentes.

(...)

O quarto estava em silêncio. Enquanto Hinata se distraía com a internet (era melhor do que angustiar-se ao pensar demais no fatídico assunto), Konan tentava fazer sentido da situação: há horas tinha a sensação de crescente urgência de que estava deixando algo, algum detalhe muito importante, passar despercebido sobre o assassinato de Matsuri. Ela havia recriado, inúmeras vezes, a noite do dia anterior em sua cabeça, e tentava de maneira inútil perceber algum detalhe que havia deixado passar por descuido: uma pessoa que não dera atenção, uma porta que estivesse aberta, qualquer coisa. A ansiedade que tinha crescia pouco a pouco, e a fazia crer cada vez mais que devia ser importante para o caso.

— Sabe, não vai ajudar muito tentar se culpar por tudo. — Hinata disse, suavemente — Você não tinha como saber que iriam assassinar alguém justo quando planejávamos investigar uma lenda urbana. Foi uma coincidência, e só. A polícia está trabalhando nisso, e tenho certeza de que vão descobrir o culpado logo.

— Não é isso, é que... Eu estou com essa terrível impressão de que estou deixando alguma coisa para trás e é muito importante, mas eu não sei o que é. E isso me deixa cada vez mais angustiada, argh! — a outra respondeu, escondendo o rosto entre as mãos. Konan então se levantou da cadeira, decidida. — Eu preciso sair, não sei.

— Tem certeza de que quer ir sozinha? Eu não estou fazendo nada...

— Não precisa se preocupar. Vou comprar um café e andar um pouco. Eu seria uma péssima companhia para você nesse estado... — ela disse, levantando-se da cadeira. Ao abrir a porta, deparou-se com a névoa do lado de fora: ela ainda não havia passado, como de costume. Por estar em uma região montanhosa e de difícil acesso, sendo acessado apenas por uma única estrada ligada à cidade, o colégio muitas vezes estava envolto por neblina, especialmente no outono e inverno. Esse era apenas mais um dia comum, aparentemente, exceto pelo fato de que uma estudante havia sido assassinada, e esse era o fato que mudava tudo. Aquele único acontecimento, a mera decisão de alguém de cortar a garganta de Matsuri Suna, havia criado uma linha do tempo alternativa, alterando para sempre o curso das vidas de todas as pessoas ali envolvidas. Nos dias seguintes, esse pensamento seria recorrente em sua cabeça, embora sempre de maneira inconsciente.

A hipótese mais sensata era de que se tratava de trabalho interno. Justamente por estar cercado por colinas e floresta, além de ser rodeado por um muro alto com cerca elétrica, além das câmeras de segurança, seria impossível que alguém entrasse ou saísse se não fosse pela portaria, o que seria ainda mais complicado. Visitantes eram raros, e sempre tinham que deixar um registro com algum dos porteiros. Tratando-se de seres humanos comuns, nenhum deles se teletransporta, o que levava à conclusão bem óbvia de que o assassino era alguém do colégio, sem dúvida. Pensar nisso dava-lhe um gosto amargo na boca. Era diferente encarar a situação com um assassino tão próximo porque ele poderia ser qualquer um: um colega, um professor, até mesmo um amigo, um lobo em pele de cordeiro esperando apenas a hora certa para atacar.

Andando distraída, Konan tropeçou em alguém, cujo rosto não viu inicialmente na neblina. — Desculpe, eu...

— Konanzinha? Ah, deve ter sido o destino. Estava indo te procurar. — a voz era bastante familiar. Havia algo na voz de Pain que a lembrava do lar, como se estivesse voltando depois de uma longa viagem — O Itachi estava brigando com o Sasuke por causa dessa história toda, bem, aparentemente, a menina que morreu também era do segundo ano, de outra sala, mas uma amiga dele, a Sakura, conhecia essa menina e... Sei lá. Eu deixei de entender tudo em menos de três minutos.

— Falando em não entender, eu também não consigo entender nada. Estou com a impressão de que deixamos uma pista passar.

— Uma pista?

— É. Não sei, mas algo me incomoda nisso tudo. Já revirei todas as memórias de ontem e não acho nada de particularmente interessante. — ela explicou, calando-se por um segundo — O que acha de irmos até o terraço?

Ele sorriu, passando os braços ao redor dos ombros da garota em um abraço. — Eu acharia uma ótima ideia. Minha cabeça está me matando, na verdade, e ouvir aquela confusão entre Uchihas só me fez piorar.



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