História Os 4 Atos de um Mistério - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Sequestro
Exibições 5
Palavras 1.132
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Primeiro capítulo da história (que por sinal é a minha primeira). Pretendo trazer mais 9 (dessa história) dependendo do meu humor. Já tenho outros dois prontos, e posso garantir que fica melhor :P.

Capítulo 1 - O Primeiro Encontro


Fanfic / Fanfiction Os 4 Atos de um Mistério - Capítulo 1 - O Primeiro Encontro

Eu , Ruben,  estou passando minhas férias na casa da minha tia Carla, que mora em Ansul, uma cidadezinha no interior do estado de Nova Genóvia. Aqui eu conheci Bianca, uma garota loira de olhos verdes, que brincava em uma pracinha ao lado da casa de minha tia. Rapidamente nos tornamos amigos e ela me convida para dormir em sua casa. Com a permissão da minha tia vou dormir com ela.

Já era tarde quando fomos para a sua casa, um pequeno casebre de madeira, abandonado e com aparência antiga. Com toda certeza não era um bom lugar para se passar a noite, mas eu estava otimista. Após uma breve apresentação a sua família, um pai meio rude, uma mãe desligada do mundo a sua volta e uma irmã mais velha, que se chama Alice, tivemos um jantar pouco receptivo, com uma aparência ruim e um gosto pior ainda. Após este jantar nos preparávamos para dormir.

Ao chegarmos em seu quarto, um pequeno cubo de madeira com poucos móveis e um tapete circular no centro, com um colchão de casal no canto com dois travesseiros jogados por cima. O quarto tinha pouca iluminação, o que dificultava a visibilidade dentro dele. Ao sentar com Bianca no tapete ela disse que precisava me mostrar algo, que ela puxou do bolso do vestido que vestia.

Bianca segurava um frasco com um estranho líquido transparente dentro, ela me mostrou e disse:

- Vamos, beba comigo.

Pego o frasco de sua mão e o analiso, desconfiando do que seria o líquido transparente em seu interior. Guardo-o no bolso e falo que vou ao banheiro. Ela, relutante, diz para eu ser rápido.

No banheiro, esvazio o frasco na pia e, após lava-lo,  encho-o novamente com água. Volto ao quarto de Bianca e tomo um gole do líquido, ela feliz pela minha decisão toma o resto e fala:

- Agora finalmente podemos descansar.

Nós dois nos deitamos no colchão de casal que estava atirado no chão, Bianca pega dois travesseiros  finos e sem capa para nós. Relutante, pergunto a Bianca o que estava dentro do frasco, e, ela me responde: 

- Um remédio que meu pai usa para matar os ratos que ficam presos no assoalho.

Me surpreendo com a frieza que ela diz isso e antes que pudesse dizer algo ela continua:

- Desculpe-me ter te envolvido nisso, eu acho que estou apenas cansada do que esta acontecendo e...

Eu a interrompo e digo que mudei o conteúdo do frasco. Ela furiosa me pergunta o porquê e antes que eu possa responder ela da um longo suspiro e diz:

- Tudo bem, no fundo acho que não queria fazer aquilo.

Ela com um rosto triste se vira para o lado, e com uma voz sonolenta me dá boa noite.

Eu, ainda pensativo sobre a conversa que acabamos de ter, custo a pegar no sono, me surpreendendo ao perceber que Bianca já havia dormido. Então me viro para o lado e fecho os olhos, não percebendo quando finalmente peguei no sono.

No dia seguinte, Bianca, que havia acordado mais cedo do que eu, me chama para conversarmos. Ela então me conta o motivo do que aconteceu na noite passada:

- Bom Ru, eu lhe devo uma explicação sobre o que aconteceu na noite passada.

Eu faço um gesto com a cabeça concordando, pedindo para que ela prossiga.

- Eu fiz aquilo porque estava cansada das inúmeras brigas e discussões que tenho frequentemente com meus pais. Eles não dão a mínima para mim e querem que eu aja como a minha irmã mais velha. Eles não percebem que eu tenho apenas 12 anos e não 15.

Concordo com outro gesto com a cabeça.

- É por isso que eu arranjei outra solução para os meus problemas, mas... eu preciso da sua ajuda.

Eu olho para ela com uma expressão de duvida, sem ter entendido e ela conclui:

- Eu preciso fugir de casa.

Surpreso com o seu plano eu a questiono se ela tem certeza se que fazer isso. Ela faz que sim com a cabeça.

Antes de dar a minha resposta seu pai, claramente alterado entra no quarto, mandando Bianca lhe buscar mais uma cerveja. O sr. Santos é uma pessoa pouco educada e bastante rude, e mesmo com a sua baixa estatura é possível sentir medo do que ele possa fazer se não o obedecê-lo. Com a demora de Bianca para se levantar ele arremessa a garrafa vazia que estava em sua mão contra a parede e aos berros manda novamente ela buscar outra cerveja, ignorando a minha presença. Bianca se levanta às pressas e corre para a cozinha. Neste momento eu tomo minha decisão: Bianca vem comigo para casa.

Após esta cena com seu pai, Bianca me pergunta se eu já havia me decidido. Digo que sim e conto que quero levá-la para minha casa, em Orlanburgo. Ela concorda com minha decisão e me pergunta como iriamos fazer isso. Eu respondo:

- Nós podemos mentir para minha tia e convencê-la a te levar para minha casa.

Bianca, se sentindo esperançosa, diz:

- O que estamos esperando então?

Logo depois de mentirmos para os pais de Bianca que iriamos brincar no parque, nos dirigimos até a casa de minha tia, que por sorte ficava perto. Chegando lá peço para minha tia que nos leve para minha casa. 

Olhando para minha amiga, minha tia pergunta:

- E sua amiga vai junto?

Respondo que sim e tia Carla, soltando uma leve risada, responde:

- Não posso levar uma criança de uma cidade para outra sem a autorização dos pais dela.

Antes que eu possa responder, Bianca diz:

- Mas meus pais deixaram, eles são bastante livres no que diz respeito às minhas amizades.

Minha tia ainda desconfiada acaba cedendo, pegando seu telefone celular e ligando para o meu pai, avisando sobre a chegada de uma amiga minha. Com a resposta positiva do meu pai, minha tia manda eu arrumar minhas coisas para ir para casa.

Entrando no quarto de hospedes, um pequeno e aconchegante quarto, com paredes azuis e pinturas de carrinhos espalhadas pelas paredes. Pego minha mochila no canto do armário e verifico se esta tudo no lugar. Com a confirmação chamo Bi, que estava admirada com a beleza do quarto, coisa que ela nunca tinha visto. Ela então me segue até a garagem de minha tia, onde ela guarda o carro e entramos, com minha tia no banco da frente e eu e Bi no banco de trás. Tia Carla nos manda por o cinto e abre a garagem.

A viagem de Ansul até Orlanburgo não é longa, são de duas a três horas de viagem, com apenas uma parada para abastecer. Finalmente minha tia arranca e dirige rumo ao fim da cidade. Nosso plano tinha dado certo.
 


Notas Finais


Bom... ta ai um primeiro capítulo, acho que ficou bom. Acho que ainda hoje posto os outro dois capítulos e continuo escrevendo os outros (se eu tiver com vontade :P)


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