História Os 4 Atos de um Mistério - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Mistério, Romance, Sequestro
Exibições 2
Palavras 1.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Falei que postava outro capítulo hoje :P

Capítulo 2 - Reencontro e mais Fugas


Fanfic / Fanfiction Os 4 Atos de um Mistério - Capítulo 2 - Reencontro e mais Fugas

Era final da tarde. Nem eu nem Bianca percebemos quando chegamos em minha casa, já que ambos dormimos na viagem.  Me despedi de minha tia e fui apresentar Bianca ao meu pai.

Meu pai estava bastante feliz ao ver que eu tinha feito uma nova amiga, já que eu sempre fui uma criança meio sozinha, nossa cidade é mais isolada que Ansul, que já é de interior. Meu pai é um homem em sua meia-idade, sofrendo o início dos cabelos brancos. Como a vida tinha sido dura com ele, levando minha mãe, ele era um pouco rude, mas nada comparado ao pai de Bianca. 

Logo após as primeiras apresentações meu pai já veio com as perguntas:

- Meu filho, onde essa jovem vai ficar? Seu quarto já é pequeno, não sei se cabe mais alguém.

Bianca então responde:

- Não se preocupe, não ocupo muito espaço senhor Torres.

Meu pai relutante acaba aceitando, mas antes de dar a sua confirmação acaba se lembrando de uma última pergunta:

- Até quando essa Bianca vai ficar aqui? não temos como a levar de volta, ou esqueceu que não temos mais carro?

Eu e Bianca nos olhamos quase que simultaneamente e, sem resposta, tentamos enrolar meu pai:

- Bem pai... Acho que ela pode ficar até os pais dela a buscarem...

Meu pai então retruca:

- Você acha?

- Bom... Eu tenho certeza, foi só um erro de entendimento...

Bianca me olha com uma cara de decepção ao ver que eu não sabia mentir e diz:

- Sr. Torres eu vou embora quando meus pais vierem me buscar, daqui uma semana, o Ru disse que não tinha problema.

Antes que eu pudesse dizer algo Bianca me interrompe com um pisão no pé e meu pai fala meio baixo:

- Minha irmã apronta cada uma...

Finalmente eu vejo uma brecha para falar e digo:

- Pai eu e Bi vamos para meu quarto, nos chama para jantar.

Antes que meu pai pudesse responder eu puxo Bianca pelo braço e corro para meu quarto, o penúltimo do corredor que saía da sala de entrada.

Chegando em meu quarto Bianca coloca sua mochila de roupas no canto, que por algum motivo eu não havia visto ela trazer. Bianca então se sentou na minha cama, suspirando por finalmente ter se afastado de sua família:

- Ru, você foi a melhor coisa que já me aconteceu.

Bianca solta uma risadinha ao perceber que eu fiquei corado e continua:

- Bom... Não fique se achando só por que eu disse isso...

Bianca então começa a analisar o meu quarto. Ela fica impressionada com as mobilhas, os porta-retratos na parede, a pintura na parede e com as pelúcias de animais sobre o armário.

Ela me pergunta:

- Como você tem coisas no seu quarto né? Queria que o meu fosse assim, me sinto até envergonhada...

Eu a respondo:

- Bom meu pai me deu todas essas coisas ao longo do tempo... Não precisa ficar envergonhada só por que seu pai não tinha condições para isso.

Bianca suspira e diz:

- Ok, eu já sei onde eu vou dormir... Aqui na sua cama!

Ela percebe meu olhar um pouco reprovador e me interrompe:

- Eu sei que ela é pequena mas cabe nos dois.

Então eu suspirei e concordei com ela. Logo em seguida meu pai bate na porta avisando que a janta estava pronta. Eu então chamo Bianca para ir comer, ela vem logo atrás de mim.

Após um banquete feito por meu pai: Frango assado com batatas, eu e Bianca nos preparávamos para dormir, e, após tomarmos banho, fomos para meu quarto, onde arrumei a minha cama enquanto Bi arrumava suas coisas.

Finalmente apaguei as luzes e me deitei ao lado de Bi. Minha cama fica ao lado da parede, no canto do quarto, eu me deitei ao lado da parede enquanto Bianca se deitou no meu lado. A única forma de dormirmos de forma confortável era abraçados. Ela percebendo que eu estava vermelho disse:

- Não se preocupe eu não vou te atacar enquanto você estiver dormindo.

Não sei como mas essa fala conseguiu me acalmar. Diferente da outra noite, consegui dormir rápido desta vez, não sei se foi por causa de eu estar cansado da viagem ou porque eu estava mais perto de Bianca, só sei que consegui dormir bem.

Os outros quatro dias se passaram de forma igual, me acordava pela manhã junto com Bianca, tomávamos café, brincávamos, almoçávamos, brincávamos de novo, arrumávamos o quarto, jantávamos e finalmente íamos dormir. Até que tudo mudou.

Após o almoço do quinto dia, a campainha tocou, não sei como eles nos acharam, mas lá estavam, os pais de Bianca, com uma cara de reprovação. Meu pai não estava entendendo o que acontecia naquele momento. O pai de Bianca começou a gritar e a xingar meu pai, nesse momento Bianca desesperada pulou a janela do meu quarto, e antes de sair correndo me chamou. 

Nesse momento eu não sabia o que fazer: Ficava e explicava a situação para meu pai e os pais de Bianca e aguentava a bronca ou fugia junto com ela. Meu coração ficou acelerado e então eu sabia o que fazer: Peguei minha mochila, junto com a de Bianca e pulei a janela, sem olhar para trás. Senti uma pontada no peito, aquele não era eu. Antes de conhecer Bianca eu jamais teria feito algo assim, mas a situação era diferente, eu estava fugindo de casa por causa de uma garota.

Quando finalmente alcancei Bianca já estávamos longe da minha casa. Tínhamos corrido por um ou dois quilômetros em direção as colinas que ficavam em volta da cidade. Junto dessas colinas ficava uma densa floresta, que permitia que nós nos escondêssemos sem sermos achados tão facilmente.

Após mais alguns minutos de caminhada, Bianca grita dizendo que achou uma casa. Essa era toda feita de madeira, sendo até mesmo pior que a casa de Bianca, mas isso não importava, o que importava era que eu estava junto dela.
 


Notas Finais


Bom eu acho que vou postar daqui a pouco o terceiro capítulo (que é meu favorito) e o resto posto amanhã ou depois.
E não, eu não sou louco por botar avisos sobre a história sem ninguém ler ela (ainda).
E não reparem nos erros de acentuação, sou péssimo nisso.


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