História Os 4 Elementos - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Colegial, Drama, Magia
Exibições 28
Palavras 1.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Fantasia, Luta, Magia, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiee gente linda do meu coração ❤ sem enrolar mais do que já enrolei, vamos ao capitulo, que, como sempre, espero que gostem

Capítulo 17 - Mentiras


Ele tinha razão. Não muito convencida, levantei-me do chão e segui-o em direção ao castelo da Flávia.
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- Estás muito calada…- disse o Will, depois de cerca de 10 minutos de silêncio.
- Talvez seja porque não quero falar contigo!
- Ok. Não queres falar, não fales- disse ele. Ao contrário do que eu estava à espera, ele não insistiu. Melhor assim!
5 minutos depois, estavamos mesmo em frente à casa da Flávia. Senti um arrepio repentino e comecei a sentir-me tonta. Vi umas espécie de sombra a aproximar-se devagar. Queria gritar, avisar o Will, mas o meu corpo não me obedecia. Estava como que paralisada. A sombra aproximou-se ainda mais e quando chegou mesmo à beira do meu ouvido sussurrou:
- O fim está a chegar…
E desapareceu.
- Mónica? MÓNICA!!- ouvi o Will a gritar e olhei para ele.
- Hum?
- O que raio é que se passa? Vais contar-me ou vou ter de adivinhar?- perguntou com uma expressão um tanto quanto preocupada.
- Eu não sei… e-eu…- eu queria contar-lhe tudo mas não conseguia! A voz falhou-me e senti lágrimas a formarem-se. Quando dei por mim, já estava no chão a soluçar. O Will baixou-se e abraçou-me.
- Ei… calma… eu estou aqui contigo. E vou estar sempre…- disse o Will com uma voz ao mesmo tempo suave e firme.
- Obrig…- eu comecei mas de repente a minha marca começou a doer muito e eu reparei que o meu braço estava ainda mais vermelho e estava a ganhar um brilho estranho.
- Eu não preciso de ti! Aliás, eu não preciso de ninguém!- Não sei de onde é que isto me saiu. As palavras sairam sozinhas. Tentei pedir desculpa, mas o meu corpo recusava-se a obedecer-me. Reparei que o brilho desapareceu quando disse isto. Percebi tudo. Levantei-me e entrei no castelo da Flávia com determinação. O Will estava a tentar alcançar-me.
- FLÁVIA!!- entrei a gritar- ANDA CÁ IMEDIATAMENTE! DESDE QUANDO É QUE ISTO FAZIA PARTE DO ACORDO?
- Queres por as paredes abaixo?- a Flávia surgiu do topo das escadas com um vestido negro pelo joelho- qual é a emergência?
- A emergência? DESDE QUANDO É QUE CONTROLARES O QUE EU FAÇO FAZ PARTE DO ACORDO?
Ela olhou para mim. A principio, surpreendida. Depois ficou com uma cara de gozo e deu uma gargalhada.
- Eu? Eu não fiz absolutamente nada. Mas pergunta ao teu amigo- apontou para o Will- pode ser que ele se explique.
Depois saiu a rir.
- Will?- disse eu sem me virar- o que é que é suposto eu saber?
- N-nada! E-eu n-não fiz n-nada!- gaguejou.
- Chega de mentiras, Will!- virei-me para ele. Ele suspirou e sentou-se em cima de uma mesa que estava no centro daquela sala gigante.
- Eu não queria que descobrisses assim mas… a Flávia já… ela já me transformou à muito tempo.
- O quê?…- dei um passo para trás- andaste a mentir-me durante este tempo todo? Tu disseste que não a conhecias quando te aproximaste dela!
- E não conhecia! Ela é uma bruxa à muito tempo, de vez em quando tem de mudar a aparência para as pessoas não desconfiarem! Eu não sabia disso quando ela se aproximou de mim como Flávia! Só soube quando ela me beijou naquele dia na escola!
- E quando me disseste que tinhas o poder da água? Também era mentira?- perguntei com uma voz carregada de ódio e raiva.
- Era… eu não tenho o poder da água… os meus principais poderes são o dos 4 elementos, embora não seja tão poderoso como aqueles que os têm mesmo, e…- ele interrompeu-se a si próprio.
- E?- cruzei os braços.
- E controlar o que as pessoas fazem e pensam- disse no meio de suspiro. Fitei-o.
- Então és tu que me tens feito sonhar com a mesma porcaria todos os dias? És tu que me fazes responder de uma maneira que eu não quero? Como aconteceu mesmo agora?
Ele suspirou e olhou para o chão.
- Responde!- gritei. Ele olhou para mim e disse:
- Sim… mas tinha de ser! Se tu fores boazinha, o teu braço começa a ficar vermelho e o próximo passo é o resto do corpo. Esse vermelho dissolve a bondade, e se se espalhar demasiado, tornas-te um monstro. A maldade em pessoa. Uma espécie de bruxa muito pior do que a Flávia. E não existe maneira de voltar atrás. Nunca.- explicou.
- Então e os sonhos? Para quê?
- Um aviso- respondeu.
- Um aviso? Para quê? O único aviso que eu queria era um que me avisa-se de quem tu realmente és! Eu confiei em ti! Eu comecei a gostar de ti! E tudo o que tu és é uma mentira!- gritei furiosa. Só depois percebi que tinha dito que gostava dele… ele olhou para mim meio surpreendido e baixou o olhar para o chão.
- Desculpa…- disse ele numa voz que indicava que ele estava a segurar o choro.
- Quem me dera que um pedido de desculpas resolve-se tudo…- disse eu dirigindo-me para a porta- mas não resolve.
Eu saí e vi que o meu braço estava normal. Continuei o meu caminho e cheguei ao portão do castelo. Abri-o sem exitar e senti uma mão no meu braço.
- Por favor! Eu nunca faria nada para te prejudicar! Tudo o que eu fiz, fiz por ti! Tens de acreditar em mim…- disse o Will. Virei-me e olhei-o nos olhos. Estavam vermelhos por causa das lágrimas que se formavam.
- Eu não tenho de acreditar em nada. Muito menos em ti.
Recomecei a andar quando me lembrei da sombra que tinha visto. Seria também por causa do Will?
- Will?- chamei e ele olhou para mim- foste tu que fizeste aquela sombra vir ter comigo?
Ele empalideceu. Parecia que tinha visto um fantasma.
- Quando é que essa sombra se aproximou? Disse-te alguma coisa?- disse ele numa voz cheia de pânico.
- Não foste tu?…- perguntei recuando um passo.
- Não. Diz-me: essa sombra disse-te alguma coisa?
- Ela disse que o fim estava a chegar… isso significa o quê?- perguntei.
Ele começou a andar de um lado para o outro, a despentear o cabelo e de repente parou e disse:
- Isto não é nada bom… essa sombra é um vassalo do único bruxo que já se tornou um… um monstro. Custumam prever o futuro e eu nem quero imaginar o que essa frase pode querer dizer!
Ele sentou-se numa pedra e pôs as mãos na cabeça.
- Isso quer dizer que… que eu posso… morrer?…- perguntei. Sinceramente, estava com medo da resposta. Ele não disse nada. Simplesmente disse que sim com a cabeça.


Notas Finais


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