História Os 7 dragões - Capítulo 4


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Festa, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Hehe voltei

Capítulo 4 - Diário de expedição dia 4


Acordei com os primeiros raios de sol. Realizei minhas orações diárias e saí direto para a torre de Lance, mas encontrei-o no meio da escada. Trazia à mão um pedaço pequeno de papel. Era a resposta de Marcos, dizia que o livro seria entregue hoje na terceira hora. Tentei enxergar o relógio de sol pela seteira, mas não consegui. Agradeci a Lance pela presteza e desci à sala comunal. Encontrei meus companheiros tomando seu desejum. Esperei que terminassem a refeição e contei-lhes minhas preocupações. Narrei brevemente a história de Bahan e Tian. Disse-lhes também que receberia um ítem que eu achava que confirmaria minhas suspeitas a cerca das intenções do Culto. Yuri olhou-me pensativo, e disse que se realmente o Culto buscava isso, precisávamos impedi-los antes que trouxessem Tian de volta, pois com Bahan no plano celestial, não haveria nenhum ser no mundo com capacidade para enfrentá-la e vencer. Findada a refeição, saímos em direção à praça central, mesmo a contra gosto do bárbaro que dizia ainda ter fome. A cidade parecia estar voltando a normalidade. Normal até demais pro meu gosto. Olhei em volta e não vi os guardas extras que deveriam estar patrulhando a cidade em situações como esta. Parece que Jonas não deu ouvidos ao meu conselho. Chegamos à praça central e para minha surpresa, encontramos Marcos de pé com um livro na mão. - Justiça e Fé Irmão - ele cumprimentou-me, respondi a saudação e trocamos longo abraço, apesar de ser meu superior, eu o considerava um pai, pois tinha me adotado quando eu ainda contava com oito anos de idade, e perambulava pelas ruas da capital após a morte de meus pais por bandidos. Disse-me que estava apenas de passagem, seu destino era Sogard, a cidade portuária, onde deveria receber alguns ítens de alto valor que havia encomendado. Entregou-me o livro, montou em seu belo castanho e partiu recomendando cuidado. Meus companheiros fizeram um semi-circulo a minha volta. Abri o antigo escrito com cuidado. Em cada página um desenho muito bem detalhado, seguido de uma descrição pormenorizada das características, hábitos, história, fraquezas e forças, de uma infinidade de criaturas. Desde pequenos insetos de veneno mortal, até seres considerados únicos e lendários. May observava com admiração e tentava absorver cada palavra que lia. Clint balbuciava palavras buscando encaixar os nomes das criaturas desenhadas em alguma espécie de canção, que nos obrigaria a ouvir mais tarde. Rocshack, totalmente oposto a Yuri nesse quesito, olhava maravilhado tudo aquilo, não se cansando de apontar quais já tinha enfrentado e desejando encontrar os que lhe pareciam maiores e mais desafiadores, pelo menos é o que os desenhos lhe diziam.  Encontrei a página que procurava. Yuri olhou-me compreendendo o que eu estava pensando. A página tinha a figura de um dragão metálico azul, exatamente igual ao que atacou a cidade. Mas algo não fazia sentido. Os dragões metálicos são conhecidos por terem índole bondosa e evitam o combate sempre que podem, preferindo a diplomacia. Eles estiveram ao lado de Bahan na guerra contra Tian. Porquê estariam agora a atuar junto com um grupo que planeja trazer Tian de volta? De repente Clint afastou-se do grupo. Caminhou vagarosamente sem direção como  um sabujo a farejar o ar. E disse - escutem! - mas não ouvíamos nada diferente. - essa música- continuou- eu já ouvi essas notas e o instrumento que as está tocando- Yuri aborrecido pediu que ele focasse no nosso problema e deixa-se a música para as horas de festa. - não estou brincando- insistiu Clint, e foi até May - me ajude a lembrar, sei que você pode. May olhou-me, dei de ombros, ela pronunciou algumas palavras em celestial enquanto tocava a cabeça do bardo, que repentinamente deu um grito de alegria - é isso mesmo, lembrei. Quando eu era ainda criança, já fazem uns 115 anos, meu pai tocava essa música em sua flauta mágica, ele a chamava de canção dos dragões- o semblante de Clint mudou completamente - ele dizia que quem tocasse essa canção com aquela flauta poderia controlar os dragões metálicos azuis, mas um dia...- antes que o bardo terminasse de falar uma imensa bola de fogo atingiu a fonte do centro da praça, bem atrás de nós, jogando--nos todos ao chão. O imenso dragão azulado, passou voando a poucos centímetros de nossas cabeças, em direção ao palácio do governador. Levava em seu dorso, três feiticeiros do Culto. Exortei os companheiros para tentarmos parar os inimigos, mas quando tentamos nos por a caminho, fomos cercados por uma horda de dez pequenos guerreiros draconianos, talvez os seres mais asquerosos depois dos goblins. Um tipo de criatura que parecia mesclar um humano raquítico com um filhote de dragão. Com seus fucinhos compridos e babados, só sabiam buscar coisas brilhantes para seus pequenos tesouros particulares. Antes que pudéssemos tomar uma posição de combate , as criaturas pularam sobre nós. May e Clint caíram com o impacto dos ataques. Consegui bloquear um dos meus atacantes com o escudo, mas fui atingido pelo outro. O mesmo se deu com Yuri. A mesma sorte não tiveram os que atacaram Rocshack. Foi como se tivessem jogado contra uma parede de tijolos. Um dos atacantes caiu aos seus pés após o impacto e teve a cabeça esmagada por um pisão do bárbaro. Outro deixou a espada curta cair e sofreu o impacto de um soco que o atirou a quase 5 metros de distância. May, mesmo no chão, invocou uma chuva de raios de fogo que atingiram os inimigos que estavam atacando-a e ao Clint. Aproveitando que os draconianos tentavam se proteger dos raios, o bardo esgueirou-se para trás de uma pedra grande que outrora havia sido parte do corpo da estátua do centro da fonte. Yuri atingiu um dos seus atacantes com sua bela espada larga, arrancando-lhe um dos braços. O outro atacante porém atingiu-o na altura da barriga, mas o ataque parou na cota de malha.  Mesmo tendo sido atirado para longe, o adversário remanescente de Rocshack, correu em sua direção e atingiu o bárbaro com precisão na artéria femural, causando-lhe um abundante sangramento e obrigando-o a ajoelhar-se. Esquivei-me dos meus dois atacantes e consegui chegar até o bárbaro ferido, iniciei uma oração de cura, para parar o sangramento, mas pouco antes de finalizar fui golpeado pelas costas, no rim direito e no pescoço. A imensa dor me fez cair ao chão. No exato momento em que iria ser novamente golpeado, vi o bárbaro levantar-se com um rugido amedrontador. Como se ignorasse seu ferimento partiu para cima dos adversários com a velocidade equina. Os inimigos assustados com o rugido pararam de atacar por um instante, percebi então uma canção dominando o ar. Lembrei da história de Clint, e preparei--me para o golpe de fogo. Mas ele não veio. Ao invés disso os adversários que ainda não tinham sido destruídos pela fúria de Rocshack, gritavam uns aos outros em desespero. Meu dracônico estava enferrujado, mas pude entender que eles não conseguiam se mover, estavam paralizados, e a monstruosa figura do bárbaro correndo em sua direção, os deixava em desespero total. Mas o desespero encerrou-se em poucos segundos quando suas vidas de maldades foram encerradas. Rocshack continuou correndo na direção onde o dragão havia ido. Mas o sangramento ainda não tinha sido de todo encerrado e se nada fosse feito ele logo morreria. Mandei Yuri tentar atrasá-lo, embora soubesse que isso seria quase impossível. Ao mesmo tempo pedi a May para executar uma magia de aprisionamento, é um ritual um pouco demorado e que exige que o conjurador esteja próximo ao seu alvo, por isso a ação de distração do paladino era necessária. Gritei por Clint, que saiu por detrás da pedra, com seu alaúde nas mãos. Mandei-lhe conjurar acalmar pessoa. A música anterior sessou, e uma outra canção, claramente tocada pelo mesmo instrumento encheu-nos os ouvidos. Yuri lutava com o bárbaro e estava prestes a ser derrotado quando May finalizou o feitiço e o imobilizou. Caminhando com cuidado para não errar nenhuma nota, o bardo aproximou-se de Rocshack. Aos poucos a fúria foi lhe abandonando e ele voltou a normalidade. Pude então aproximar-me, e conjurei uma cura em massa sobre todos eles. Curando assim todos os ferimentos. Bebi uma poção de cura para restaurar os meus. Não era tão efetiva quanto a magia, mas serviria por enquanto. Nem bem terminei o procedimento, ouvi um grito do outro lado da praça a nos chamar. Era o governador da cidade, estranhamente sem os guardas que lhe acompanhavam de praxe. Corremos até ele, que nos disse que o palácio estava sendo atacado, e que Jonas estava sozinho enfrentando o dragão. Chegamos o mais rápido que podíamos à morada do governante. O dragão metálico, montado pelo feiticeiro com a flauta, atacava a torre do lugar. Mas todos os seus ataques eram dissipados em uma semi-circulo de energia, com certeza era Jonas com um circulo de proteção. O governador disse-nos que muitos inimigos estavam dentro do palácio. Entramos e começamos a subir as escadas que levavam ao alto da torre. Eu sabia de uma arma mágica que havia sido instalada no topo para destruição de "qualquer inimigo", talvez fosse esse o objetivo do ataque. Chegamos ao último andar. Jonas estava perto da janela, executando os componentes gestuais que o círculo de proteção exigiam. O círculos de proteção são magias que exigem total concentração de seu conjurador, se a concentração for quebrada, todo o ritual deve ser reiniciado. Ao seu lado na outra janela, uma imensa balestra, com palavras escritas ao longo de seu corpo, mas a distância me impediam de ler. Seis draconianos e dois feiticeiros bloquearam nosso caminho. Ao lado deles uma gaiola de metal com os dizeres - O SACRIFÍCIO DA VIDA.- , e no interior dela um homem caído ao chão. Gritei aos meus companheiros para derrubarem os feiticeiros primeiro. May atirou uma bola de fogo em um dos conjuradores inimigos, o ataque retornou em sua direção e a atingiu em cheio. O adversário tinha conjurado um escudo espelho. Os draconianos nos atacaram todos ao mesmo tempo. Os olhos faiscando e saliva escorrendo de suas bocas medonhas. Já estavam mortos. Percebi o outro feiticeiro ao fundo executando gestos mágicos, porém não consegui definir que magia era aquela. Yuri e Rocshack iam atacando os pequenos guerreiros que já não se importavam com dores nem tinham medo algum. De repente um buraco abriu-se entre nós e os feiticeiros do Culto. De dentro dele saltou um ogro com quase três metros de altura. Um tronco de carvalho era sua arma, a pele acinzentada mostrava centenas de cicatrizes, e algumas pontas de flecha ainda podiam ser vistas presas ao seu corpanzil. O monstro correu na direção do paladino e do bárbaro que estavam às voltas com os "imortais" draconianos. Interceptei seu caminho no exato momento que o golpe com o tronco foi desferido. O ataque acertou em cheio meu escudo, partindo-o em dois. Acertei o adversário com minha maça estrela, na altura do joelho, manobra que fez perder o equilíbrio por um instante, era hora de por em prática meus conhecimentos de combate corpo-a-corpo. Num segundo ataque acertei o queixo da criatura de baixo para cima, ao mesmo tempo que ordenava a Clint para escalar suas costas. O corpo magro e pequeno do elfo era perfeito para essa manobra, pois os braços musculosos do ogro o impediam de conseguir alcançá-lo. Atacado pela frente e por trás, o monstro não conseguia se concentrar. O bardo enterrou sua adaga na nuca da criatura que urrou de dor, golpeei o outro joelho com toda força, fazendo-o ajoelhar. Em uma manobra acrobática, que só mesmo os elfos conseguem fazer, Clint circundou o pescoço do adversário com a adaga, usando o movimento de seu corpo no ar para conseguir romper a pele. Com um último golpe da maça arranquei sua cabeça do que ainda a prendia ao pescoço. Yuri e Rocshack já haviam acabado com os draconianos.  Fomos de encontro aos feiticeiros do Culto, mas antes que pudéssemos alcançá-los, fomos interceptados por uma criatura infernal que saltou do buraco aberto pelos cultistas. Um ser com a altura de um cavalo de combate,  corpo semelhante a um lagarto, cabeça e patas leoninas. Seus olhos faiscavam em vermelho vivo e sua saliva abria pequenos buracos no chão pedra quando pingava. De suas costa saiam dois tentáculos enormes. Partimos com tudo para cima do monstro. Mas os ataques de nossas armas não surtiram efeito contra a couraça reptiliana de seu corpo. Ele saltou sobre nós sem demonstrar nenhum receio, derrubando a mim e Rocshack e nos prendendo sob suas pesadas patas.  Um dos tentáculos lutava com Yuri, que mesmo no chão conseguia repeli-lo com o escudo. O outro tentava atingir Clint, que esquivava como podia dos ataques. May conjurou uma explosão de luz que desorientou a criatura por um breve instante, o suficiente para que o bárbaro se livra-se da pata que o prendia. O bardo atingiu o tentáculo que o atacava com a adaga, cortando-lhe quase na metade. A criatura gritou e quase que simultaneamente o tentáculo que atacava o guerreiro divino, abandonou-o e enroscou-se no homem que jazia no chão da cela. Um grito de agonia saiu de sua boca ensanguentada e pude ver o tentáculo ferido por Clint, começar a se regenerar. Mandei Clint libertar o homem de sua cela e May derrubar os feiticeiros. Rocshack pulou sobre o rosto da criatura infernal e arrancou seu olho esquerdo com a mão, mas o ácido da saliva abriu caminho em sua pele como que o leito de um rio. A dor imensa porém alimentava ainda mais a fúria do homenzarrão, que se recusava largar a cabeça do animal, mesmo com os solavancos. Yuri veio correndo em seu apoio, espada em punho para um golpe poderoso, conjurei sobre ele o poder de combate de Bahan, e vi sua espada atravessar o peito couraçado do inimigo como se fosse de algodão. O sangue jorrou sobre mim, e a criatura finalmente libertou-me. Bolas de fogo e raio congelantes passavam a nossa volta devido ao combate mágico direto de May contra um dos feiticeiros do Culto. O outro feiticeiro permanecia afastado, mas não parado, ele estava realizando outro ritual de invocação e eu precisava impedir. Vi Jonas ajoelhar-se demonstrando exaustão na tentativa de manter o dragão longe da torre. Na verdade eu estava surpreso por ele estar resistindo tanto, de fato parecia que seu desenvolvimento arcano havia alcançado níveis consideráveis em pouco tempo. Minha energia divina estava no fim. Gritei para Clint esquecer o homem da gaiola e ir dar apoio a Jonas. Saquei três pergaminhos e invoquei nove aranhas gigantes ordenando-as que atacassem o feiticeiro que preparava o ritual de invocação. Elas não eram muito fortes, mas sua imunidade à magia permitiria que imobilizassem o inimigo e o devorassem em seguida. Yuri e  Rocshack  finalizaram o combate contra o infernal, no exato momento em que Clint chegou a Jonas, os dois trocaram algumas palavras em seguida Clint correu em direção à balestra, gritou algumas palavras em élfico e a ponta da seta brilhou com um amarelo intenso como o sol. O bardo disparou, mas o dragão esquivou do ataque, porém quando tentou revidar, a seta explodiu às suas costas, abrindo um buraco negro enorme que sugou o dragão para seu interior, fechando-se logo em seguida. O feiticeiro que lutava contra May, percebendo-se sozinho, cravou uma faca no próprio peito e caiu morto ao chão. Rocshack agora mais calmo e Yuri libertaram o prisioneiro de sua cela. Fui até Jonas que já estava de pé parabenizando Clint pela coragem, como sempre sua voz não transmitia sinceridade. Dei uma olhada na balestra, sem dúvida uma arma poderosa, construída há centenas de anos. Na sua lateral, em letras garrafais os dizeres em élfico: eu invoco o fim para trazer o começo. Mas algo na frase não parecia certo, talvez fosse o resultado de tantas batalhas, eu precisava descansar. O governador chegou ao topo da torre, mesmo para um anão gordo como ele isso era uma vergonha. Com certeza estava se escondendo, algo que não combina em nada com a brava raça guerreira anã. Disse-nos que todos os inimigos estavam mortos e a batalha estava encerrada. Em seguida nos convidou a ir ao palácio para que tratássemos de nossos ferimentos e recebêssemos os agradecimentos por nossa bravura. A velha conversa política. Mas não tínhamos muita escolha. Aceitamos o convite. Mas algo não cheirava bem.




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