História Os Caminhos do Duat - O Alvorecer do Caos (Livro I) - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 2.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Sobrenatural, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, bem, comecei um fancast da fanfic e lhes apresento nosso Alex na foto abaixo.
Espero que gostem :-3
Beijos de queijo e frango.

Capítulo 2 - Tivemos uma experiência traumática na prisão


Fanfic / Fanfiction Os Caminhos do Duat - O Alvorecer do Caos (Livro I) - Capítulo 2 - Tivemos uma experiência traumática na prisão

VOAR DE BESOURO NÃO ERA RUIM. O zumbido lembrava o de um fusca velho e ele cheirava a perfume de gente velha, mas tirando isso era um inseto lindo e com asas que tremulavam como as luzes furta-cores pela névoa vermelha-sangue acima de nós.

Os irmãos árabes que eu descobrir chamar de Layla e Muhammad tinham falado que estávamos no Duat. Eu não sabia o que era o Duat e não podia responder devido a minha boca estar amordaçada com aquelas fitas rosa shocking da Barbie.

Diego e Jorge estavam na melhor, tirando que estavam amarrados, eles podiam ser livremente soltos, já eu? Não. Eu estava preso naquela joça.

(Jorge latiu aqui e resolveu me lamber, ignorem-no, ele só quer atenção porque falei dele. E cale a boca, Diego, você podia muito bem se livrar da cobra que te prendia, seu cuzão!)

Bem, continuando de onde parei, o Duat era um lugar lindo, porém estranho.

Estávamos navegando (lê-se voando) acima de um longo rio negro repleto de seres que estranhei como um peixe-tigre com asas e pernas de uma garça que voavam perto do barco, mulheres com longos pescoços e cabeça de cobra que lutavam contra hipopótamos com casco de tartaruga.

 

— Por Rá! — exclamou Layla olhando o conflito abaixo. — Os demônios estão cada vez mais violentos! Esses peixes-tigre voadores nunca se aproximaram do barco antes e as mulheres serpente nunca vão por este lado do Rio da Noite.

— Há algo de errado mesmo — concordou Muhammad —Melhor virarmos na próxima nuvem antes que eles nos ataquem para valer, não estou a fim de matá-los e eles ressuscitarem.

Eu olhei para Diego estranho que não disse nada, Jorge apenas deu um chorinho e se aninhou perto de mim.

 

A névoa cor de sangue ficou mais espessa a medida que o besouro voava em direção de uma grande nuvem.

O céu se iluminou (mais ou menos) e estávamos de volta ao mundo mortal, mas só que acima dos bairros pobres do Cairo com sua poluição luminosa e o cheiro tóxico da poluição comum.

Aos poucos sobrevoávamos o aeroporto do Cairo com seus aviões indo e via. Um deles havia passado por nós, mas sequer havia nos percebido.

Aos poucos o barco sobrevoava pelo deserto próximo às Pirâmides e a Esfinge de Gizé onde descia vagarosamente a medida que o grande besouro descia.

Perto das patas da Esfinge uma entrada se abria com hieróglifos verdes como luzes de neon.

W’peh. Um coro de homens e mulheres em túnicas de linho branco segurando cajados abriam entre as patas do grande gato com cabeça de faraó uma rampa que deslizava para o interior escuro da construção entoando a palavra como um mantra.

O besouro baixou as asas furta-cores e o casco e com o andar de um inseto colossal andou para dentro da esfinge arrastando o barco como um grupo de cães que puxava um trenó.

Os irmãos árabes saíram do barco, Layla recitou algo na mesma língua arcaica e me senti puxado como um prego para um imã para perto e infelizmente Jorge veio junto com uma das pontas da fita atadas na coleira dele.

Diego sem questionar me seguiu, a víbora parecia constringir ele como se fazia com um rato, sua pele branca estava empalidecendo como leite que acabara de sair da caixa.

Um grupo de homens e mulheres em túnicas andavam pelos longos corredores abaixo da construção.

Uma mulher tinha um abutre branco no ombro e parecia estar convocando ventos enquanto girava o cajado como pás de ventilador.

Continuamos andando até um local onde chacais egípcios farejavam o chão a procura de algo, talvez a próxima refeição.

 

— Que lugar é esse? — perguntou Diego.

— É a Necrópole da Casa da Vida, muitos magos foram enterrados aqui — respondeu Layla. — E cale a boca, caso não queira ser outro dos magos aqui enterrados e mumificados.

 

Múmias? Sério? Por que eu não estava surpreso, eu estava no Egito, só faltava as múmias se erguerem do chão a procura de cérebro ou algo do tipo.

E andamos mais e mais até uma área de celas, esta era escura e guardada por homens altos e fortes acompanhados por crocodilos presos por coleiras. Jorge ganiu ao ver os répteis de cinco metros presos em coleiras como pit bulls.

Nas celas havia prisioneiros dos mais diversos. Homens, mulheres e crianças usando linho sujo e em condições desumanas, não sei quem mantinha aquela prisão, mas eu queria dar umas poucas e boas na cara do sujeito que comandava aquele lugar.

Layla nos empurrou em uma cela no canto e disse um encantamento que nos liberou de nossas amarras, mas antes que pudéssemos reagir, as grades se fecharam e hieróglifos brilharam em dourado.

Seu irmão Muhammad entoou mais palavras e hieróglifos brilharam e começaram a flutuar como vagalumes pela cela.

A cela era simples, havia um vaso sanitário no canto, um espelho e uma pia, duas camas uma do lado da outra com estranhos travesseiros esculpidos em pedra. Na parede havia uma prateleira com rolos de pergaminho e uma caixa de madeira.

Olhei as celas vizinhas e vi apenas homens e mulheres que se distraíam da maneira que podiam para manterem-se sãos.

Vi um homem peculiar na cela vizinha transformando o bumerangue de marfim em animais como um pequeno chacal, escorpião ou num milhafre preto.

O homem parecia estar em seus cinquenta anos devido aos cabelos brancos, sua pele era como a areia de um deserto, em tons de vermelho, amarelo e laranja. Sua roupa de linho preto com detalhes dourados estava com buracos e rasgos e os olhos do homem eram vermelhos como os de uma cobra e com pupilas fendidas.

Ele virou-se para nós e deu um sorriso, sua arcada dentada parecia ter sofrido uma mutação, metade de seus dentes eram presas como as de um tubarão ou crocodilo e o resto eram dentes humanos.

 

— Olá, crianças — ele acenou, seus dedos tinham garras negras afiadas. Ele falava em inglês, que claro, eu entendia, meu pai havia insistido para que eu fizesse o curso de línguas estrangeiras quando pequeno mesmo eu querendo fazer música ou balé.

Eu dei um gritinho, mas Diego tampou minha boca com a mão e eu cuspi nela. Ele limpou na calça.

(Ai! Pare de me bater! Eu não tive culpa!)

— Oi, senhor — acenou Diego. — Linda noite, não é?

— Quando se está preso a tanto tempo quanto eu, não se sabe o que é noite linda ou feia — ele deu uma risada. — O que fizeram para serem presos, crianças?

— Hã, pelo que sei, não fizemos nada — respondi para ele. — E você, o que fez?

— Haha — riu o velho. — Longa história. Digamos que causei uma tempestade de areia que destruiu uma vila inteira no sul do Egito.

— Entendi — disse coçando meu queixo. — E como você mesmo provocou uma tempestade de areia?

— Bem, acreditem ou não minhas crianças, eu sou um elementalista de terra — respondeu ele. — eu estava lidando com uma invasão de demônios em 2009, no dia 29 de dezembro se bem me lembro.

— 29 de dezembro de 2009, que específico — disse Diego.

— Sim, no dia do aniversário de Set — explicou ele. — Sabem, o deus do deserto, do mal e tudo mais.

— Hã, não, não sei quem é esse — disse para ele. — Eu sou novo nisso, fui sequestrado hoje por aqueles irmãos árabes que me trouxeram amarrados nas fitas cor-de-rosa da Barbie.

— E não se esqueça de mim que estava preso por uma víbora — completou Diego.

— Okay, deixe-me explicar direitinho a minha situação, okay? — acenamos com a cabeça que sim. — Bem, um idiota chamado Julius Kane havia liberado os deuses após acidentalmente destruir a Pedra de Roseta, grande imbecil, ele sabia que os deuses eram proibidos e fez isso mesmo assim! Ele liberou os cinco grandes deuses próximos dos Dias Epagômenos — ele parou para tomar fôlego. — E bem, Set acabou o matando e...

 

E ele continuou explicando sobre como o deus maligno, Set, de como ele tentou destruir a América do Norte transformando-a num grande deserto como o árido Saara. Explicou como os irmãos Kane, filhos de Julius Kane, nomearam e derrotaram Set e o jogaram nas profundezas do Duat. E mais coisas sobre Rá, a serpente do mal Apófis e como foi derrotada e tudo mais, depois finalmente veio e disse o que aconteceu com ele. Finalmente!

 

— Agora vou explicar o que aconteceu comigo — disse ele. — Eu estava fazendo o que um mago faz, como lutar com monstros e impedir que deuses saiam por aí para destruir o mundo. Eu estava enfrentando cabeças de lâmina perto de um vilarejo, eu tentei usar magia de terra para derrotá-los e bem, ela foi mais forte que o normal e destruiu todo o vilarejo e matou muitas pessoas.

— Nossa — dissemos em uníssono.

— A voz de Set — disse ele com ambas as mãos na cabeça puxando os cabelos. — Ela ecoou pela minha cabeça, me deixou louco, eu estava em sua casa e seus demônios tentaram se hospedar em mim.

Ele deu um grito gutural e se curvou, a lembrança de Set pareça doer em seu interior.

— Senti eles me contaminando com o Isfet, o caos e a injustiça — sua voz saiu rouca. — O Ma’at em meu interior cedia aos poucos. E depois vieram os sussurros da Serpente que cessaram em setembro do ano passado e agora volto a ouvir as vozes do Caos em minha cabeça.

Eu fiquei com dó do velhinho. Ele tinha sido possuído por um demônio a força e tinha ouvido vozes do Caos (creio que o Caos literal).

— Creio que sei quem é o culpado por meu ba estar corrompendo — disse ele. — Ele, sempre ele. Ele tentou a magia dos deuses quando era proibido na época e deu as dicas para Julius Kane tentar reaver a esposa...

— Agora o papo ficou estranho — sussurrou Diego em português.

— Cara, já estou ficando com medo — sussurrei de volta.

— Só pode ser ele — continuou ele. — só pode ser Pedro Almeida, aquele incompetente.

— Por que está falando do meu pai? — perguntei para ele em inglês.

— Por que a culpa é dele — respondeu o homem. — Ele está usando magia proibida, despertando o Caos em sua essência mais pura! Apófis foi o primeiro passo e agora isto!

Ele gritou enquanto sua pele se avermelhava ficando com um aspecto parecido com a superfície de Marte. Um vermelho puro e ferroso.

O corpo dele mutou mais e mais. As garras se alongaram e o linho se rasgou mais e mais revelando asas coriáceas. O rosto se deformou e tornou-se numa cabeça reptiliana de olhos fundos. Os pés se tornaram patas de galo e uma longa cauda que terminava numa bifurcação alongou-se do fim da espinha.

Sua voz agora era um rugido rouco de um animal demoníaco estranho que assustou os outros detentos e alertou os seguranças com seus crocodilos de 5 metros na coleira.

Eu me agarrei a Diego e lágrimas vieram ao meu rosto escorrendo como uma pia quebrada pingando sempre e sempre.

Jorge uivava em medo e se escondia em baixo da cama.

Diego chorava também e tampava os ouvidos. Os uivos roucos do ex senhor que agora era uma criatura bizarra o deixava atordoado.

Diego gritava junto dos uivos e rugidos. O som estava insuportável.

Os homens com os crocodilos começaram a entoar feitiços na língua egípcia e obrigaram o homem-demônio a falar algo em voz alta.

— Eu, Isaiah Miller não existo mais, agora sou conhecido como Vento Cortante — disse ele numa voz rouca. — Sou o Lavado por Nun, Beijado pela Escuridão e Abraçado pelo Infinito, o Destruidor das Terras Áridas.

— Então, Isaiah Miller, agora Vento Cortante! — disse o homem com um bumerangue de marfim e um cajado de madeira branca. — Te nomeio como O Destruidor das Terras Áridas e te banirei para as profundezas do Duat de onde renascerá como a criatura do Caos que você é!

E Isaiah/Vento Cortante se contorceu e hieróglifos vermelhos o cercaram e ele implodiu em purpurina vermelha.

Os gritos de Diego pararam, assim como os uivos de Jorge.

Tudo silenciou na prisão egípcia, os guardas saíram da cela de Isaiah/Vento Cortante estava antes.


Notas Finais


Um capitulozinho bem tenso, não acham?
Bem o que acharam? Comentem abaixo e até o próximo capítulo, beijos.

Leiam também!
Deuses Mecânicos — A Roda da Fortuna: https://spiritfanfics.com/historia/deuses-mecanicos--a-roda-da-fortuna-livro-i-8744727


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