História Os Cavaleiros da Energia Divina - Capítulo 50


Escrita por: ~

Postado
Categorias Saint Seiya
Personagens Afrodite de Peixes, Aiolia de Leão, Aioros de Sagitário, Aldebaran de Touro, Camus de Aquário, Dohko de Libra, Kanon de Dragão Marinho, Kiki de Appendix, Mascára da Morte de Câncer, Miro de Escorpião, Mu de Áries, Personagens Originais, Saga de Gêmeos, Shaina de Cobra, Shaka de Virgem, Shion de Áries, Shura de Capricórnio
Tags Amor, Atena, Batalha, Camus De Aquário, Cavaleiros, Cavaleiros Do Zodiaco, Cdz, Dohko De Libra, Gravidez, Hentai, Mitologia, Mu De Áries, Revelaçoes, Romance, Saga De Gêmeos, Saint Seiya, Santuário, Shaka De Virgem
Visualizações 24
Palavras 4.258
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oiii gente :)
Olhem, é o penúltimo capítulo, gostava de ter a vossa opinião sobre uma segunda temporada, já tenho as ideias todas no sítio e talvez até fosse ficar interessante!
Digam-me o que acharam destas revelações todas e o que esperam do próximo capítulo^^
Obrigadaaaa :*

Capítulo 50 - Antimatter


Fanfic / Fanfiction Os Cavaleiros da Energia Divina - Capítulo 50 - Antimatter

Não havia surtido qualquer efeito. Lorene estava morta. Aparentemente Lorene havia perdido a vida definitivamente. 

Nara bateu com o seu punho no chão. Com tanta força que o fez sangrar.

Aika gritou a plenos pulmões e teve vontade de desistir de tudo. 

Mu, em lágrimas, aproximou-se dela e deu-lhe a mão. Aika abraçou-o. Que sensação horrível era aquela? O que pretendia Érebos afinal? E porquê tudo aquilo?

- Lorene... 

Raijin caía de joelhos no chão.

- A alma de Lorene... Desapareceu para toda a eternidade. Eu cresci na Terra com Lorene, nós éramos mais do que tio e sobrinha, éramos amigos. Melhores amigos! ÉREBOS! EU VOU DESTRUIR VOCÊ!! - gritou Raijin, visivelmente emocionado.

Nara contorcia-se em prantos de dor e desespero atrás de um rochedo, escondida do deus da escuridão e dos restantes deuses e guerreiros. 

- Você está bem? - perguntou-lhe uma voz à sua frente.

Uma voz que saía por entre os mortos e o mar de sangue à sua frente. Uma voz assustada mas forte. Levantou os olhos. Era a moça que Camus tinha poupado a vida tempos atrás. Aquele olhar azul penetrante parecia preocupar-se com ela. Repleta de sangue, apesar da forte chuva. Nara conseguia vê-la na perfeição, mesmo as trevas tendo triunfado em todo aquele lugar.

- Hey, você me ouviu? Está se sentindo bem? - insistiu a jovem, tocando em Nara.

A prima de Takara estremeceu.

- S-Sim, me desculpe. E você, como está?

- Não sei como ainda vivo. Mas um cavaleiro poupou-me a vida quando eu estava destinada à morte, e creio que isso seja razão para o honrar, tentando lutar até ao fim. 

- Um cavaleiro...?

- Morreu pouco tempo depois. Eu vi... Vi o seu olhar apagar-se a poucos metros de mim. 

- Camus... - balbuciou Nara, enquanto uma terrível explosão atrás das rochas se fazia sentir. - Milo!!

Nara já não suportava o medo de ver Milo ser aniquilado. Ela sabia que ele estava a sentir todos os ataques ao seu corpo, e, para piorar tudo, à sua alma também.

- Você está preocupada com o cavaleiro que foi possuído por aquela coisa?

Nara não respondeu.

- Foi o guerreiro que tentou salvar o cavaleiro de Aquário quando ele estava a morrer. Foi incansável até ao último segundo, lutou tanto... em vão. 

A jovem tentava disfarçar as lágrimas. 

- Camus achou que matando você lhe daria entrada para um caminho mais doloroso do que aquilo que estava a enfrentar no momento. Nenhuma alma estava a dar entrada no limite para o mundo dos mortos. Os deuses julgam que Érebos os está a encaminhar para outro local. Camus julgou poupar-lhe grande sofrimento. 

Zeus tentava mais uma vez golpear o peito de Milo, Nara não conseguia disfarçar mais o medo que sentia de que o escorpião morresse.

- Você é amazona? Ou alguma guerreira dos restantes deuses? Pois se é, não acho correto você estar-se escondendo atrás de umas pedras, em vez de ir ajudar na batalha!

- Eu não sou nenhuma guerreira! Eu-Eu... sou uma covarde. Poderia já ter acabado há muito com esta guerra ridícula, e ainda não o fiz... por medo, por insegurança.

- COMO?

- Não importa... eu preciso que a cavaleira de Milky Way que controla o dom da vida entenda o meu cosmo e faça algo... antes que seja tarde demais. 

- Que poderia ela fazer?

Nara voltou a bater com o punho no chão.

- Eu-Eu... não posso... Eu não posso aparecer ainda em batalha! E Aika ainda não percebeu o que significa o cosmo que estou a emanar.

- Ela tem de saber?

- É o mais emergente agora...

A jovem coloca-se em frente a Nara e prossegue:

- Eu irei até ela, no escuro mas irei. Diga-me a mensagem que quer que lhe transmita. 

- Não! Você não se pode arriscar ainda mais! Camus não a poupou em vão!

- Tenho a certeza que a sua mensagem é importante para que esta guerra acabe com uma vitória do lado de Atena. Se sacrificar a minha vida será em prol de um bem maior.

Nara olhou nos olhos daquela moça. Eram realmente de um azul penetrante, Camus havia olhado para eles antes de partir, de certeza que havia partido em tranquilidade. 

- Eu consigo compreender o seu desejo. Talvez eu fizesse o mesmo no seu lugar. Mas a morte é certa, garota!

- Me diga a mensagem!

A prima de Takara levantou-se e disse-lhe de forma firme:

- "Termine o que está suspenso pela antimatéria."

A jovem fechou os olhos. Havia entendido o que havia de dizer. Virou costas a Nara e começou a afastar-se da rocha.

- Quer que comunique a alguém da sua família que partiu lutando da forma mais digna e justa possível?

A jovem suspirou.

- Não. Não há ninguém. - respondeu, de forma triste, perante o arrependimento de Nara por a ter questionado.

Prosseguiu. Sabia que ia morrer, mas prosseguiu igual.

Aika brilhava de forma diferente, ela conseguia localizá-la na perfeição, então avançou. Tentou correr de forma discreta por entre as montanhas de mortos. Milky Way estava na frente do combate. A jovem estava cheia de medo, mas respirou fundo e avançou cada vez para mais perto. 

Érebos lança uma onda de energia explosiva para a frente, tentando destruir todos de uma vez só. 

- NÃO! - gritou Nara, vendo o que poderia acontecer. 

O que era mais importante agora? 

A prima de Takara coloca a mão no chão e em segundos a corrente de energia passa pela jovem sem lhe criar mal algum. Aika viu aquilo, Érebos também. 

- Quem é você?! - perguntou a filha de Dohko, vendo que Érebos se estava a aproximar das duas agora. - Diga-me quem é você!

- Milky Way! "Termine o que está suspenso pela antimatéria." POR FAVOR!

Aika, com todo o conhecimento milenar que tinha consigo das lembranças de Kami e Ren de Milky Way, ficou severamente chocada e séria. Não podia ser. Podia? Sentia o corpo de Kami vibrar emocionado e igualmente assustado. 

- Não pode ser...

- Acredite em mim!

Aika olhou à sua volta e percebeu que seria incrivelmente difícil cumprir o que haviam pedido. Precisava da ajuda de todos os guerreiros divinos e...

- Vá. Faça o que tem de fazer, eu atrasarei aquele demónio! Vá! Salve o mundo, Milky Way! 

- Você quer morrer?! Sabe que se Érebos a matar nem sua alma poderá ser salva?!

- Sei. Eu já deveria ter morrido há algum tempo, mas foi a compaixão de um cavaleiro de Atena que me salvou. E tenho certeza que era seu desejo que você cumprisse o que lhe pedi. Vá! Eu farei o pouco que conseguir.

Aika surpreendeu-se com a ousadia da jovem e virou-se para todos os guerreiros divinos. 

- ARCO MÍTICO, JÁ! - gritou, fazendo com que todos se juntassem em milésimos de segundos. - Caros cavaleiros da energia divina, eu não tenho certeza das informações que me deram, mas não posso prosseguir a luta sem a confirmação, e queria pedir-vos que me ajudassem!

Érebos estava a assistir aquilo e iria atacá-los a todos novamente, não fosse a coragem da garota salva por Camus. Havia-lhe batido com um ferro na cabeça, de tal modo que o fez perder a visão por instantes.

- Mas o que...? - balbuciou sem entender.

A jovem volta a bater-lhe, desta vez na boca. 

- Você matou muita gente, seu idiota! 

- Ahh, garota, você vai pagar caro por essa sua...Ahh! 

A jovem tremia com todos os seus músculos, não acreditava na sua coragem. Mas naquele momento a única coisa que tinha a perder era a própria vida. E ela julgava que mesmo essa nunca iria durar muito mais tempo. Por isso, era indiferente o que fizesse agora.

Érebos havia caído no chão pela primeira vez com o corpo de Milo. Levantou-se de seguida e preparou-se para lançar sobre ela mais um ataque.

- NÃO ME METE MEDO!! - gritou ela, espetando o ferro na mão de Érebos o fazendo gritar de dor, de seguida pontapeou-lhe o peito, fazendo nascer nele uma raiva sem limites. 

- CHEGA DE BRINCADEIRA! Isto é inadmissível, humana imunda!!

Colocou-se em posição de ataque e preparava-se para atacar a jovem, que agora a única certeza que tinha era que iria morrer assim. Fechou os olhos com força. 

- Me perdoe, Milky Way...

- ESCURIDÃO TOTAL!!! 

O ataque de Érebos ia acertar em cheio na garota, não tivesse sido interrompido por algo estranho. A mão de Milo estava completamente congelada, por poucos segundos, mas tempo suficiente para despertar a atenção do deus para trás de si. A distração havia resultado, Aika tinha conseguido cumprir a missão que Nara lhe havia pedido.

Num instante, Érebos viu-se preso no Tesouro do Céus, cortando-o de seguida com um ataque simples. 

- COMO?!?! - gritou, vendo o que estava a acontecer bem atrás de si. 

Todos os cavaleiros que haviam sucumbido à guerra estavam ali a postos para lutar. Vivos. Incluindo Diana e Lorene. Haviam sido trazido à vida novamente por Aika, a guerreira da vida.

Camus parecia irritado por ver que a jovem a quem havia poupado a vida tempos atrás se havia colocado bem junto ao perigo. A garota olhava agora para ele e percebeu que o aquariano estava bem irritado.

- Burra, idiota... - balbuciou Camus, sendo bastante nítido para a jovem.

- NÃO PODE SER! É IMPOSSÍVEL! - exaltou-se Érebos, vendo Lorene aparecer viva atrás dos guerreiros. - COMO?! Milky Way, o que você fez?!

Aika avançou até ele e disse-lhe:

- Quando você achou que estava a destruir todas as almas do universo, na verdade, elas estavam protegidas por uma força superior a você, Érebos, que se compadeceu do mundo e as guardou num sítio onde ninguém poderia chegar. 

- ISSO NÃO É POSSÍVEL!! Ninguém teria tal poder, nem mesmo um deus! 

- A antimatéria poderia ter esse poder e muito mais! 

Érebos espetou sua lança no chão e viu-se a chorar fortemente.

- MENTIROSA! Você está mentindo! Zeus destruiu a antimatéria há milénios! Quando estava reencarnado num humano desprezível da raça muviana!!

Raijin apertou os punhos ao ouvir aquilo. 

- Isso não é verdade! Foi um acidente! Eu jamais iria fazer uma coisa daquelas sem justificação.

 

A garota que Camus havia salvado acabava de chegar às rochas onde estava Nara, assustada e em lágrimas.

 - Ele odeia-me, ele odeia-me, ele odeia-me.

- Calma, garota, ele apenas estava preocupado. Estas pedras apenas têm saída por entre as casas do Santuário, muitas já ardidas, mas você tem de sair daqui imediatamente! Quanto mais próxima do casa do Grande Mestre, mais dolorosos serão os ataques! 

- Eu não vou sair daqui! Não agora! Não depois de ter enfrentado diretamente Érebos e de ter escapado com vida ao seu ataque!

Nara suspirou. 

- Você é teimosa.

- Eu não tenho nada a perder. Já agora... O que é a antimatéria? 

Nara olhou para ela e o seu olhar transmitiu-lhe tudo o que ela precisava de saber naquele momento. A garota viu naquele momento todo o Universo, tudo o que nenhuma ciência já havia visto ou imaginado.

- Você...

 

Aika observava a raiva a crescer dentro do coração de Érebos a cada momento. 

- Você está mentindo, Milky Way! Se a antimatéria estivesse viva, eu já a teria sentido! Seu cosmo é inconfundível!

A filha de Dohko sabia que ele tinha razão, realmente era impossível não notar o cosmo da antimatéria. Mas, se tivesse sido mentira, como poderia ela ter revivido todos os guerreiros? Apenas o poder dos cinco divinos não seria suficiente para ultrapassar a morte... era preciso algo mais.

Kiki acabava de chegar agora também ao local de batalha.

- Vocês abusaram agora. Não quero saber mais nada, destruir-vos-ei a todos em segundos e com bastante dor!! 

O grito de Érebos colocou todos a postos para lutar. Seria o ataque final? Aquele com capacidade para destruir tudo à sua volta? Seria o fim do universo como o conhecemos? Não, Aika não poderia deixar.

Quatro exclamações de Atena estavam a postos para serem lançadas, os guerreiros dos restantes deuses prepararam-se também para defender e atacar. Os deuses começavam a elevar os seus cosmos também. Lorene agarrou o mesmo báculo que a Atena do tempo atual. Os guerreiros divinos olhavam em frente, sem medo. 

Shaka dirigiu o seu olhar para Ute e ela correspondeu, no entanto, aquilo ao virginiano pareceu soar a despedida. De seguida, observou Diana. Incrível como conseguira educar tão bem a futura herdeira de Virgem. Agora era hora de focar na batalha. 

Raijin olhou para Diana. Era a razão mais forte para continuar a lutar ali. E Dohko estava bem ao seu lado, em pose de exclamação de Atena juntamente com Mu e Shaka. Aquele pai que ele tanto odiou estava agora ali a lutar ao seu lado. Sorriu por instantes. De nada adiantava ser um deus se não tinha amor. Agora sim, tudo tinha uma razão para batalhar.

 

Takara acabava de chegar junto das rochas. Nara correu a abraçá-la.

- Nara! Eu tenho de lutar! Sou aprendiz de Mu, eu tenho de avançar na batalha!

- Não o faça! Você não tem armadura, nem força para aguentar tão forte ataque!

- Eu tenho de o fazer! 

A loira não pensou duas vezes e avançou. 

Nara não resistiu e deixou-se chorar mais um pouco. 

- Você é muito chata... - disse a outra garota de olhos azuis penetrantes que ainda ali estava. - Só consegue chorar, não consegue partir para a batalha ajudar os seus amigos.

- Ainda não está na hora, garota. Já agora, qual é o seu nome?

- Mai. Eu... Eu talvez devesse ir também para a batalha.

- Você nunca teve treinamento sequer, onde está com a cabeça?

- Eu vi muita gente morrer sem eu nada poder fazer...

- E você quer morrer também? 

Mai focou o seu olhar em Nara. 

- Se tiver de ser...

Ao dizer isto, avançou para a batalha, deixando a garota dos cabelos azuis arroxeados para trás.

Nara cruzou as mãos e rezou. Rezou a alguém que nem ela sabia quem. Todos os deuses em que ela acreditava estavam ali a lutar pelo universo e pela humanidade.

- VAMOS! - gritou Aika, liderando o batalhão. 

A defesa estava pronta e o ataque também. Soltaram-se os poderes e quer Érebos, quer os guerreiros, estavam em dificuldades.

- FORÇA, CAVALEIROS! - gritou Altair, sustendo o ataque de Érebos e preparando-se para contra atacar com mais força ainda. - NÃO DESISTAM!

Foi o que fez, ele, os restantes guerreiros divinos e os deuses. O ataque estava a ficar cada vez mais forte, os cavaleiros de ouro não conseguiam aguentar muito mais. Takara e Mai não tinham força suficiente. 

- Saia daqui! - gritou Camus, irritado com a jovem ruiva. - Pare de tentar morrer!

- Já vi morrer gente a mais à minha frente! Não quero ver mais! 

O ataque de Érebos estava a contornar os deuses e os guerreiros divinos e a chegar junto a eles. 

- DROGA! - gritou o aquariano, agarrando a jovem e dando as costas para o ataque. 

O ataque tinha vindo com bem menos força do que Camus esperava, talvez o poder dos guerreiros e deuses mais à frente tivesse diminuído a força do impacto. Para ele, que possuía uma armadura de ouro, foi fácil resistir àquela rajada de cosmo. Já Mai teria morrido se fosse atingida por ela. 

Camus olhou novamente para os olhos da garota. Droga, que olhos diferentes! Assustados e em desespero. 

- Vá, saia daqui e não apareça mais à minha frente, garota.

- O meu nome é Mai, e eu não vou sair daqui enquanto aquele demónio chamado Érebos não morrer!

Camus levantou a sobrancelha e surpreendeu-se com aquela atitude. 

- Você é muito burra, garota. 

- O meu nome é Mai! 

- Como quiser. 

Camus virou-lhe costas e percebeu que um novo ataque estava a dirigir-se para eles.

Novamente, o poder de Érebos veio com menos intensidade e Camus protegeu Mai tranquilamente, embora cada vez mais irritado.

Já Takara não teve a mesma sorte, foi atingida bem nas costas pela rajada de Érebos. 

O seu grito de dor alertou Mu.

- Takara! Droga! 

- Quem é, mestre? - questionou Kiki, vendo a loira estendida no chão, contorcendo-se em dores.

- Minha aprendiz há pouquíssimo tempo, Shion me encarregou de a ensinar. 

- Continue a batalha, eu a protegerei e tentarei tratar as feridas.

Mu aceitou a proposta de Kiki. 

O aprendiz dirigiu-se até Takara.

- Você está bem?

- Meu peito... de certeza que parti alguma coisa!

- Me deixe ver.

Kiki virou a prima de Nara para cima, mas quando o fez, todo o seu corpo parou. Seu coração falhou batidas. 

- V-Você...

Também Takara olhou para ele naquele momento. Abriu os olhos assustada e levou a sua mão ao rosto do ariano.

- Não pode ser verdade...

Lágrimas caíram dos seus olhos.

- E-Eu ia dizer-lhe que tinha um arranhão bem debaixo do olho... Aqui... - disse ele, tocando-lhe também no rosto. 

- Eu sonho com você todas as noites desde que me lembro...

- Tem uma boa imaginação, garota. 

- Você não? 

- Não sei do que fala... 

Kiki sabia perfeitamente o que se estava a passar, mas não podia deixar que o seu coração interferisse na batalha. Também Takara aparecia na sua cabeça cada vez que se deitava para dormir. Nunca a havia conhecido e sempre havia achado que não passava da sua fértil imaginação. Agora via-a ali, à sua frente, mas ele não estava mais naquele tempo, e nem ficaria muito mais tempo ali. 

Os momentos seguintes foram incrivelmente rápidos e difíceis de explicar. Érebos atraiu para si todo o cosmo da escuridão, levando a que ganhasse uma força mítica, nunca antes vista. 

- O que se passa, Mu??- gritou o aprendiz, vendo os olhos de Milo ficarem cada vez mais negros e sombrios.

- Ele vai lançar o último ataque, Kiki!! Eleve o seu cosmo ao máximo! Este será o último momento da batalha. Ou vencemos... ou morremos.

Nara levou as mãos à cabeça. O desespero estava a ocupar-lhe todos nervos do corpo.

- Não... este mundo... este universo... Não, Érebos não pode! Não! Se ele usar a...

- ANTIMATÉRIA DO APOCALIPSE!!!

Nara ficou em êxtase, era agora. Era agora mesmo. Tudo dependia dela, o destino do universo e da humanidade estava nas suas mãos. Levantou-se e tocou com a palma da mão na rocha que lhe tinha servido de encosto durante tanto tempo. Soprou-lhe e disse:

- Se algo me acontecer, transforma-te e revive todos os que guardei no meu coração. Dou-te a minha permissão. 

Nara fechou os olhos e contornou a rocha. 

A armadura de Lira sobrevoava agora os céus da Casa do Grande Mestre, tocando uma música esperançosa e épica. 

- Incrível como Lira nunca se engana... - sorriu a jovem.

Érebos já tinha lançado o seu ataque contra os deuses e humanos ali presentes. Todos tentavam conter o ataque. Até Zeus tinha receio do que fazer a tal ataque, visto que se atacasse com toda a sua força destruiria todo o planeta. Aika não tinha tempo de copiar aquele ataque e defender ao mesmo tempo. Já quase todos os divinos estavam de joelhos no chão, para desespero dos restantes cavaleiros, mais atrás. 

- Ohm. 

Uma voz suave e melodiosa sobressaltou todos. Ninguém reconhecia aquela voz e aquela energia que era libertada agora. 

Os olhares procuraram a direção da voz. Não pertencia a Shaka. Quem poderia usar uma energia semelhante assim? 

Aika olhou para a detentora daquela voz e sorriu, finalmente a guerreira de Supernova tinha ganho a sua verdadeira liberdade. Da mesma forma que Shaka se mantinha tantas vezes de olhos fechados, também Ute se manteve muda toda a vida de forma a canalizar o máximo de energia que conseguia. 

Shaka sorriu levemente, Ute tinha-lhe voltado a mentir, mas ele sabia que a razão era compreensível. 

A explosão de cosmo de Supernova permitiu que os divinos ganhassem força para se levantar e fez com que Aika conseguisse ter tempo de imitar o ataque de Érebos e estava pronta para o lançar contra ele novamente.

- Chega. 

Nara intrometia-se assim na batalha. Érebos não cessou o ataque.

A jovem elevou o seu cosmo e explodiu em luz.

- EU DISSE CHEGA!

Este cosmo fez os ataques dos guerreiros, deuses e Érebos pararem instantaneamente.

- NÃO PODE SER! Não pode... - exclama Érebos levando as mãos à cabeça. 

Com os ataques pausados, o silêncio impôs-se e Nara avançou lentamente até Érebos, apenas ao som de Lira.

- Há quanto tempo, meu pai. Quantos milénios mesmo? 

- Não pode ser! Não é possível! 

- Não é, Érebos. Você tentou destruir várias vidas, sem misericórdia e com muita dor. Érebos, isso é errado.

- Você foi morta por Zeus! Eu vi! Nunca mais senti o seu cosmo em nenhuma altura da minha existência.

Nara suspirou e avançou mais um pouco. 

- Zeus não me matou. Zeus evitou que eu morresse, transformando-me em armadura.

- O quê? - exclamou Aika, chocada. 

- Sim, eu vou apresentar-me de forma diferente daquela a que vós estais habituados. 

- Você é uma guerreira divina, Nara?! Não pode, não existem mais guerreiros! - lembrou Nerissa.

- A todos vós que me ouvem, que protegem esta humanidade, eu aqui me apresento, sou Nara, armadura divina de Antimatter, a antimatéria do universo, que detém o dom da morte. Armadura que zela pela proteção de Zeus e que pelo seu poder pode lutar sozinha! 

Nara envolve-se então numa luz poderosa, transformando-se numa guerreira divina de enorme esplendor e temor. Suas vestes eram negras, e guardava na sua mão direita igual ao de Aika mas negro, e ainda uma espada de cristal na mão esquerda. 

Zeus avançou alguns metros até próximo da jovem. 

- Nara... eu julguei estar sozinho.

- Desculpe a demora, Zeus, prometo acabar com a guerra em minutos. 

Érebos levanta a mão com intenção de atacar a jovem, mas ela evita que o seu ataque sequer comece.

- Liberte Milo. 

- O quê?

- Liberte o seu hospedeiro imediatamente!

- Não o farei! Não sem antes falarmos! 

Nara avança até Érebos. Pára a centímetros, levanta as mãos ao céu e, numa dança de cosmo impressionante, as nuvens dissipam-se, o sol volta a renascer e todos os mortos e vegetação voltam à vida. Um cenário de uma extrema beleza e bondade.

- Nara, você tem de voltar ao reino. Você tem de assumir o trono que é seu há muito tempo! 

- Isso vai obrigar-me a ficar longe do Santuário para sempre? 

- Para sempre não, mas talvez quando você voltar será apenas daqui a muito tempo se outra guerra se vier a criar.

Nara suspirou e olhou o chão.

- Ou seja, para sempre...

Érebos colocou-lhe a mão no ombro. 

- Eu sempre amei você, minha filha, a sua falta me enlouqueceu. 

- Eu acredito. Mas a forma como você lutou com os deuses foi completamente dantesca, ninguém merece tal coisa. Eu preservei as almas, Érebos, eu impedi que elas se perdessem para sempre, incluindo deuses! Só para que a desgraça não fosse maior. Aika iria destruí-lo se eu não tivesse intervido.

- Se você se tivesse revelado mais cedo isto não aconteceria!

- Eu não soube desde o início que era você estava por trás de tudo. Mantive sempre o meu cosmo camuflado, de forma a não ser expulsa deste planeta pelos deuses! 

- A culpa foi sua, Nara! Redima-se e volte comigo para o reino, prometo acabar com a guerra no exato momento.

- Você liberta Milo se eu concordar voltar para lá com você?

- Prometo.

Nara respira fundo e encaminha-se para os restantes guerreiros e deuses.

- Quero pedir-vos desculpa por tudo o que aconteceu. Eu tentei guardar as almas no meu coração até Aika lhes dar vida novamente. Tentei dar o meu melhor para evitar uma desgraça maior. Foi há pouco que percebi que a razão para Érebos estar a atacar era o amor, normalmente o dom do guerreiro de Black Hole é o motivo pelo qual o inimigo está a atacar. Érebos me havia perdido e não conseguia aceitar isso. Lamento as dores e os sofrimentos que vos causei, espero que saibam que não voltarão a acontecer. Assumirei agora o controlo do meu reino e o lugar de Érebos. Lamento, novamente, tudo o que vos obriguei a passar. Estarão sempre no meu coração.

Érebos começava a criar uma bolha de escuridão à volta de Nara. 

- Você não vai voltar?

- Lamento, Aika, é pelo bem de todos.

Duas correntes apertaram os pulsos de Nara dentro da bolha. 

- Você cumpriu a sua palavra, Nara, cumprirei também a minha. A guerra está suspensa, Zeus e Atena. Até nova ordem terão paz. 

Érebos fez a bolha de escuridão com Nara começar a elevar-se no céu e expulsa a sua própria alma do corpo de Milo, deixando-o cair por terra, ofegante.

Nara subia cada vez mais alto. 

- NARA!!! - gritou Milo, quase sem forças. - NARA!! ME DEIXE FALAR COM VOCÊ! 

A jovem arrepiou-se com a voz desesperada do cavaleiro. 

- NARA!! NÃO VÁ! Eu não tive sequer oportunidade de dizer que...

A bolha desapareceu no horizonte. Definitivamente Nara havia ido embora.

As lágrimas de Milo tornavam-se insuportáveis mesmo na alegria de uma guerra terminada sem vítimas mortais. 

Camus tentou aproximar-se do amigo, mas este apenas fugiu para a Casa de Escorpião.

 Os próximos tempos seriam difíceis, nada mais voltaria a ser como antes.


Notas Finais


Beijinhos*


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