História Os contos do Príncipe Mestiço, o "covarde" - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Severo Snape
Tags Drama, Harry Potter, Principe Mestiço, Severo Snape
Visualizações 46
Palavras 454
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - A serpente ferida pela leoa


Os cabelos dela delicadamente caíam sobre suas costas e quase batiam na madeira velha de sua carteira. Seus olhos claros vagavam a sala a procura de Tiago, a voz suave chamava por seu nome e as mãos macias o acariciava quando este estava sentado ao seu lado.

Era doloroso ainda continuar a observá-la apesar de já fazer quase um mês que não trocavam sequer uma palavra, mas Severo achava que assim conseguiria lidar mais facilmente com a ausência dela, que lhe feria o peito e quase o fazia imaginar que seu coração se partiria em dois pela tamanha angústia.

Quando a aula havia acabado ele viu a forma que ela saiu apressada, quase correndo, na intenção de fugir dos pedidos de perdão dele, de sua persistência de não ver que nada do que fizesse ou dissesse fosse mudar o que havia feito.

Ela não quer me ouvir, disse ele a si mesmo parado no corredor olhando para onde Lílian havia fugido, eu não sei mais o que posso fazer.

Mas coisa alguma adiantava. Ainda que tivesse apanhado de Tiago para conversar com ela, mesmo depois de passar a noite na frente da Sala Comunal da Grifinória e menos ainda no dia em que se ajoelhou diante dela.

— Você não me deve coisa alguma, muito menos ter de pedir perdão — dizia ela com sua indiferença visível.

— Mas eu preciso te mostrar que estou falando a verdade! — exclamava ele tentando não encostar nela, por saber que surtaria se o fizesse.

— Não estou interessada, Severo — repetia revirando os olhos impaciente. — Por que não pensou nisso antes de me dizer aquelas coisas?

Não preciso da ajuda de uma sangue ruim imunda como ela!, a própria voz ecoava dentro de sua cabeça quando a encarava sumindo no corredor, se tornando apenas um pontinho impossível de se pegar. Seria mais fácil se ela tivesse dito que a culpa era dele que não fossem mais amigos e não dar desculpas como que não gostava de ele ser atraído pela Arte das Trevas ou pelos colegas sonserinos que às vezes dava sorte de conseguir ter uma conversa, mas Lílian preferia simplesmente sumir de sua vida achando que, dessa forma, Severo fosse entender as coisas sozinho.

Com o tempo se tornou mais doloroso ter de vê-la e ouvir sua voz todos dias, sem ter o direito de nem mesmo se aproximar. Mas ao invés de demonstrar isso aos outros, ele apenas colocava sua melhor careta de mal humor e descontava nos outros, enquanto sua arrogância os fazia desistir dele em poucos segundos.

Dói, Lílian, você não vê?, questionava ele todas as vezes que sentia sua presença por perto. Se fosse você a fazer isso, eu teria te perdoado. Então... por que você não fez o mesmo?



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