História Os contos do Príncipe Mestiço, o "covarde" - Capítulo 6


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Categorias Harry Potter
Personagens Severo Snape
Tags Drama, Harry Potter, Principe Mestiço, Severo Snape
Visualizações 38
Palavras 536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - A mudança de escola


Enquanto a porta se abria lentamente revelando o velho amigo em pé, Severo deixou um soluço escapar de sua garganta sem poder evitar. Dumbledore, por sua vez, apenas deixou que o jovem pudesse desabar sem fazer questionamentos.

Segurando em seus ombros obrigou que Severo se sentasse, reparando em seu uniforme com algumas partes rasgadas, o nariz sangrando e as mãos trêmulas segurando a varinha da melhor forma que ainda podia.

— Quero... ir... embora... — murmurava ele entre o choro, implorando com os olhos. — Por favor... quero ir... embora...

— Me conte o que houve com você dessa vez — pediu Dumbledore com a voz serena, apesar do estado preocupante dele.

Severo tentou explicar, mesmo com a voz embargada, como os Marotos exageraram nas brincadeiras; contou como eles o arrastaram até a Torre de Astronomia e o penduraram de cabeça para baixo, dando uma visão do que aconteceria se soltassem seu corpo, conforme Tiago o explicava que era o que aconteceria caso não deixasse Lílian em paz. Acrescentou que Sirius havia lhe dado um soco no rosto para lhe relembrar do aviso do amigo, além de os outros pegarem sua varinha para que ele tentasse lutar como um homem de verdade.

Limpou a garganta erguendo o queixo, com sua tão famosa expressão durona exposta.

— Quero mudar de escola... — anunciou ele com a voz mais firme. — Quero sair desse lugar...

— E deixar o seu amigo para trás? — perguntou Dumbledore, lhe olhando triste.

— O senhor não é meu amigo! — exclamou mesmo com a voz baixa. — Quando não está aqui, vive viajando. Mas quando está, nunca vem ao menos ver como estou.

O mais velho não soube dar uma resposta melhor, então apenas o abraçou e depois o ajudou a curar dos machucados e do pequeno trauma de lugares altos, andando todos os dias com ele até a torre e mostrando que nada mais aconteceria. Além disso, ordenou que os Marotos ficassem de detenção por um mês — o que os fez ameaçar Severo quando saíssem —, sem direito de jogar ou assistir Quadribol, tendo de ajudar a limpar as escadas todos dias durante as semanas.

Aos poucos Severo se viu desistindo da vontade de ir embora de Hogwarts, satisfeito com a companhia do diretor que sempre tentava estar ao seu lado evitando que algo acontecesse ou que pudessem maltratá-lo.

Nunca fora capaz de perder o medo de altura, mesmo depois de muitos anos de sua vida. Se recusava a brincar de subir nas árvores, o que o fazia ser uma criança considerada como estranha por não querer aproveitar a força nas pernas para escalar o mais alto que pudesse nos galhos.

Ainda que os machucados tivessem desaparecido e ele ficasse longe da Torre de Astronomia, continuava a lhe doer relembrar o que haviam feito, como se não fosse algo importante se tivesse mesmo caído lá de cima. Como se o lembrassem que ninguém daria a mínima se morresse. Como se Lílian fosse um tesouro impossível de viver sem, o que os fazia batalhar entre si por ela. Como se sua presença fosse muito indesejada. Como se não devesse estar ali. Como se devesse sumir de vez.

Doía. Ainda doía muito. Continuava doendo a cada dia. Acabou doendo pelo resto de sua vida.



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