História Os Delírios de Choa Hwangpo - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, TWICE
Personagens BamBam, Chaeyoung, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, Jinyoung, Jungkook, Jungyeon, Mark, Mina, Momo, Personagens Originais, Rap Monster, Sana, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags Época, Fantasia, Magia
Exibições 72
Palavras 3.219
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Baile


Eu dei um passo para trás assim que desci do cavalo.

Levar Jin Young para o palácio, apesar de não ser essa minha intenção, serviu como um modo de atrasar o inevitável. Eu sabia que teria que, cedo ou tarde, encarar a rainha Hwangpo, mas não me sentia pronta para isso. Não estava pronta. Eu realmente não estava preparada para encarar a mulher que de repente era minha mãe e também mãe da pessoa que queria me matar.

Antes que pudesse dar outro passo para trás, eu senti a mão de Jaebum apertar o meu braço. Ele me empurrou bruscamente para frente e me forçou a dar meus primeiros passos em direção àquela nova realidade.

― Não tente fugir, princesa ― ele afirmou secamente. ― Eu irei atrás de você se tentar.

De modo agressivo, eu puxei meu braço e soltei-me de Jaebum. Não havíamos trocado uma única palavra desde que deixamos a casa de Junior e eu adoraria continuar assim.

Tentei dar passos confiantes no meu caminho até o palácio, porém eu não consegui convencer nem a mim mesma. Quando chegamos ao enorme portão do castelo, os homens que faziam a guarda rapidamente se curvaram perante a mim. Apesar de me sentir estranha fazendo isso, eu inclinei a cabeça, recebendo o cumprimento.

Eu segui o mesmo caminho por que passei quando estive no castelo pela primeira vez. Entretanto, andei bem devagar, quase parando. Queria adiar o meu encontro com a rainha tanto quanto podia.

Em um longo corredor, repleto de quadros gigantescos com pinturas de toda a linhagem de reis e rainhas daquele território, encontrei uma tela que chamou minha atenção, mas não somente a minha.

Junior e Jaebum interromperam seus passos a fim de admirarem a pintura. No centro desta, a rainha Song estampava um enorme sorriso. Ao seu redor estavam algumas crianças. Cinco meninos e três meninas. Uma das garotas, definitivamente, era a atual rainha Mina. JinYoung possuía os olhos fixos em seu rosto. A outra garota não me era familiar. E a que restava tinha mais semelhanças comigo do que eu gostaria de admitir.

Pude perceber que Jae Bum observava a pintura com um quase sorriso se formando. Ao notar que eu o havia flagrado, ele franziu as sobrancelhas e desviou o olhar. Quando seus olhos pararam em algum ponto à minha direita, ele imediatamente se curvou.

Segui seus olhos e me deparei com a rainha Song em pessoa. Tão rápido quanto meus batimentos cardíacos, eu também me curvei. Fiquei olhando para o chão por segundos que pareciam intermináveis.

― Você não vai fugir de mim outra vez, vai? ― A rainha perguntou.

Não pude deixar de sentir um aperto no peito. Aquela mulher que todos diziam ser minha mãe parecia ser uma boa pessoa. Eu adoraria acreditar, adoraria me lembrar do meu passado, mas eu simplesmente não conseguia.

Se tudo o que Jaebum havia me dito era verdade, então minhas memórias haviam sido roubadas. Não era minha culpa não lembrar, eu realmente não conseguiria mesmo se tentasse.

Ergui meu rosto e encarei a rainha por um tempo. Ela estava a ponto de chorar. Parecia estar esperançosa, mas eu conseguia ver em seu olhar que, por causa da filha perdida, ela havia passado por muita preocupação e sofrimento.

Eu me ajoelhei e inclinei o corpo para frente, chegando quase a encostar a testa no tapete persa que forrava o corredor.

― Eu peço perdão, Majestade, por todo o sofrimento que lhe causei.

― Oh, querida ― ela disse com uma voz doce. ― Pode se levantar.

Relutantemente, eu me reergui, mas continuei com a cabeça baixa.

― O que importa é que você está aqui agora ― completou.

Eu balancei a cabeça positivamente. Aquela vida que supostamente era minha me parecia estranha, ilógica. Entretanto, apesar de nunca ter me sentido totalmente confortável no castelo de Jungyeon, eu havia feito algumas amizades e já estava sentindo saudades. Mas, naquele momento, permanecer ali me parecia o certo a se fazer.

A rainha colocou as duas mãos no meu rosto de uma forma carinhosa e sorriu para mim.

― Você se lembra de mim? ― Perguntou, visivelmente temerosa.

― Eu não me lembro de muita coisa ― disse a verdade, mas, ao ver o sorriso da rainha desaparecendo, eu tentei reformular minha resposta. ― Mas eu me lembro de você, mãe.

E minha pequena mentira foi o bastante para fazer seu sorriso reaparecer. Ela me envolveu com seus braços em um abraço caloroso e receptivo. E, de alguma forma, eu me senti em casa.

― Eu tenho alguns pedidos a fazer ― falei, tentando soar da maneira mais respeitosa possível. ― Se Sua Majestade concordar, é claro, eu gostaria de oferecer quartos para os dois cavalheiros que me acompanham.

Antes surpresa por minha fala, a rainha, ao ouvir meu pedido, direcionou os olhos para Jaebum e para Junior. Os dois se curvaram novamente diante de seu olhar.

― Por terem trazido minha filha de volta para mim, eu serei eternamente grata a vocês ― ela inclinou a cabeça rapidamente, em sinal de agradecimento. Logo depois, chamou uma das criadas que a acompanhavam. ― Por favor, providencie alguns quartos para os dois rapazes.

― Claro, Majestade ― a jovem assentiu.

Em questão de segundos, a criada, Jaebum e JinYoung sumiram da minha frente. Segui-os com os olhos até que desaparecessem do meu campo de visão. A rainha, pelo contrário, não tirou os olhos de mim em momento algum.

― Você quer descansar um pouco, Choa? ― Perguntou gentilmente. ― Acredito que deva estar exausta.

― Estou mais faminta que cansada ― respondi sinceramente, o que a fez rir.

Sua Majestade mais uma vez chamou uma de suas criadas, mas, dessa vez, pediu para que ela me guiasse para o Salão das Mulheres e me servisse qualquer coisa que eu solicitasse.

― Agora que você está aqui, Choa, eu tenho tanto trabalho a fazer ― afirmou a rainha, com uma expressão indescritível de felicidade. ― Não coma muito, porque haverá um grande banquete no baile de hoje à noite.

― Baile?

― Há tanto para ser feito, tantos detalhes para organizar, eu tenho que me apressar.

Apenas disse isso e começou a se afastar. Fiquei fitando-a bastante confusa. A criada que ela havia designado para me acompanhar se curvou para mim quando eu a olhei.

― De que baile a rainha está falando? ― Questionei.

― Desde que soube de sua chegada a Nestor, Sua Majestade vem organizando um baile para celebrar sua volta.

Fiquei calada. Durante toda a minha vida ― ou apenas a parte da qual eu conseguia me lembrar ― eu odiei bailes. Certamente não saberia como agir em um baile oferecido inteiramente para mim e repleto de pessoas estranhas. Tentei ser positiva pensando que, talvez, se as pessoas soubessem da minha memória falha, teriam paciência comigo. Essa seria a minha estratégia; enquanto eu não recuperasse minhas memórias, eu simplesmente fingiria ser a princesa Choa.

― Alteza, por favor, acompanhe-me ― a garota ao meu lado pediu. Ela só começou a caminhar quando eu meneei a cabeça positivamente, concordando em segui-la.

― Como você se chama? ― Inquiri ao surgir a dúvida de que, quiçá nós nos conhecêssemos.

― Hirai Momo, Alteza.

― Esse nome me soa familiar ― menti, tentando fazer parecer que eu realmente era a princesa e conseguia lembrar algumas coisas.

― Deve estar me confundindo com outra pessoa, princesa. Eu cheguei ao palácio no ano seguinte à sua partida.

― Oh ― arrependi-me de ter tentado engana-la. ― Desculpe-me.

― Por que está se desculpando, Alteza? ― Ela deu um sorriso gentil.

― Não precisa ficar me chamando de alteza ― mudei de assunto. ― Pode se referir a mim apenas como Choa.

― Não acredito que seja apropriado.

― Por favor ― insisti. ― Eu não tenho muitas certezas no momento, mas acredito que esse seja realmente o meu nome, então prefiro ser chamada por ele.

― Como quiser, Alteza... Choa ― corrigiu-se.

― Obrigada, Momo.

Pouco tempo depois, chegamos ao Salão das Mulheres anteriormente mencionado pela rainha. O local era definitivamente majestoso. Era espaçoso, o que indicava que, provavelmente, havia muitas mulheres no palácio. A decoração parecia ter sido pensada por uma pessoa de muito bom gosto. As cores não eram tão chamativas, apenas alguns tons pastéis, o que parecia-me agradar as vistas.

 ― Diga-me o que quer comer e eu irei providenciar, princesa ― ela perguntou sem olhar diretamente para mim.

― Qualquer coisa que seja de rápido preparo, por favor.

― Eu voltarei em breve. Pode descansar um pouco enquanto isso, Choa.

Ela inclinou o corpo rapidamente antes de dar meia volta e sair do salão. Eu permaneci sentada, sem ter muito que fazer além de pensar. Não pude, porém, ficar sozinha com meus pensamentos por muito tempo. Poucos minutos após Momo se retirar, a porta por onde ela havia passado se abriu novamente.

― Momo? ― Uma voz masculina chamou.

Eu olhei em direção ao rapaz com uma expressão de confusa. Aquele era o Salão das Mulheres, certo? De início, ele não deu muita importância para a minha presença, mas quando estacionou os olhos sobre mim por um tempo, seus lábios se alargaram com um grande sorriso.

― Choa? É você? ― Ele não parecia acreditar.

Continuei quieta. Não sabia de quem se tratava e, pensando no erro que cometi ao tentar dizer que conhecia Momo, decidi não dizer nada. O rapaz se aproximou rapidamente de mim e sentou ao meu lado no sofá.

― Não está me reconhecendo? Sou eu, o seu quinto irmão.

Nesse momento, Momo voltou para o salão. Porém, assim que viu o meu suposto familiar, ela saiu novamente, sem chamar muita atenção.

― Sou o Yugyeom ― ele afirmou.

― Yugyeom? ― Repeti.

― Sim, você não lembra?

Tentei vasculhar toda a minha mente em poucos segundos para encontrar qualquer memória que me fizesse acreditar que aquele rosto, aquela voz ou aquele nome eram conhecidos, mas não consegui encontrar nada.

― Eu sinto muito.

― Não precisa se desculpar ― Yugyeom garantiu. ― Estou tão feliz por ter você aqui novamente. Sentimos tanto a sua falta.

Não pude dizer nada. Fui surpreendida por um abraço. Yugyeom me puxou para perto e colocou seus braços ao meu redor. Porque ele parecia tão alegre, eu não tentei me esquivar.

― Você já encontrou os outros irmãos? ― Ele retomou. Assim que percebeu a confusão em meu rosto, ele acrescentou sua fala. ― Jackson? Namjoon? Não? Eles não acreditarão quando eu contar que você está de volta. Tantas coisas mudaram e eu tenho tanto para te contar, mas eu tenho realmente que ir agora. Se a rainha me encontrar no Salão das Mulheres de novo, terei que ouvir mais um de seus sermões.

Apenas balancei a cabeça, concordando.

Antes de se retirar, Yugyeom me abraçou mais uma vez. Quando abriu a porta, ele quase esbarrou com Momo, que certamente estava esperando que ele saísse para só então entrar. Os dois trocaram um rápido olhar antes que a garota se curvasse. Algum tempo depois ela entrou, segurando uma bandeja de prata.

― Trouxe algumas frutas e pães, princesa. Espero que seja o suficiente. Como não sabia do que Sua Alteza iria gostar, trouxe uma grande variedade.

― Você trouxe comida em abundância ― observei. ― Gostaria de se juntar a mim? Tenho certeza de que há o bastante para nós duas.

― Isso não seria correto, princesa.

― Eu insisto. Eu apreciaria muito se me fizesse companhia.

Após ponderar por alguns segundos, ela assentiu. Timidamente, Momo depositou a bandeja sobre a mesinha à minha frente e se sentou ao meu lado. Ela pegou uma pequena uva e comeu calada.

― A rainha Mina... ― Comecei a dizer. ― Ela estará no baile?

Momo não respondeu. Ela mordeu os lábios, como se soubesse exatamente o que dizer, porém não queria fazê-lo. Talvez não quisesse me preocupar com a verdade. Posicionei uma das mãos sobre seu braço, como se estivesse pedindo em silêncio para que ela continuasse.

― O que estão dizendo pelos corredores do castelo é que a rainha de Petroyia tem procurado por você nos dois reinos. Eu acredito que, se a notícia de que você, Alteza, está aqui chegou até a Mina, então ela definitivamente virá para o baile.

Eu permaneci imóvel. Ligeiros indícios de pânico surgiram em minha face e o modo como Momo olhou para mim corroborou isso. Abri a boca para dizer alguma qualquer coisa, mas não houve nenhum som. Virei a cabeça para cima e fiquei encarando o enorme lustre que enfeitava o salão como se o móvel fosse me dar alguma resposta.

― Você está se sentindo bem, Choa? ― Momo perguntou. ― Estou certa de que Sua Majestade, a rainha Song, reforçou a segurança no palácio para o caso de ela aparecer.

― Eu... ― Calei-me por dois segundos. ― Você pode descobrir para mim onde fica o quarto de um dos cavalheiros que chegaram comigo?

― Claro, qual dos dois?

― Jaebum.

 

***

 

Olhei-me para o espelho por um minuto inteiro. A pessoa refletida na superfície se parecia comigo, mas não era eu.

A rainha Song havia designado Momo como minha criada e, por vários motivos, eu me sentia agradecida. Por não ter conhecido a verdadeira princesa Choa, seria mais fácil tê-la por perto.

Eu estava trajando um vestido vermelho escarlate. Era muito mais adornado e sofisticado que todos os vestidos que eu já vira Jungyeon usado. Era também muito mais pesado do que os que eu usava, a ponto de me deixar com dificuldades para caminhar.

― A senhorita está muito graciosa, Choa ― Momo elogiou-me. Eu sorri para ela, apesar de estar com a cabeça cheia de outros pensamentos. ― Quando estiver usando a sua tiara, certamente ficará deslumbrante.

― Tiara?

― Sim, ela será oferecida a você durante o baile.

― Oh... ― Suspirei. ― Claro.

Olhei para o espelho novamente. Eu não estava feia. Muito pelo contrário. Eu estava, provavelmente, mais bonita do que já estive. Entretanto, eu não parecia eu.

Escutei batidas na porta.

Eu apenas olhei para Momo e ela foi atender a porta. Não fiquei surpresa ao ver Jae Bum parado do lado de fora do quarto. Porém sua aparência conseguiu me surpreender. Ele trajava uma roupa social extremamente elegante e nem de longe parecia o sujeito que eu sabia que ele era.

― Você pode nos deixar a sós por um momento, Momo? ― Pedi sem tirar os olhos dele.

― Claro, Alteza.

Ela inclinou-se em assentimento e rapidamente deixou o meu quarto. Eu e JB ficamos em silêncio por algum tempo após sua saída.

― O que deseja, princesa? ― Ele deixou evidente que usou o termo “princesa” como forma de deboche. ― Certamente não me chamou aqui para ficar me admirando.

― Eu preciso da sua ajuda.

― Sobre isso, eu não posso fazer nada.

Jaebum girou o corpo e fez menção de que iria sair do quarto, mas eu o impedi.

― Você pode e vai me ajudar ― afirmei com convicção. ― A rainha Mina virá ao baile esta noite. Ela estará procurando por mim e você sabe disso, entretanto, corrija-me se eu estiver errada, você fez um trato com ela e o descumpriu. Posso não saber muito sobre a Mina, mas sei que ela guarda rancor. Então se você me ajudar, eu te ajudarei.

Ele não disse nada de imediato.

― O que você tem em mente?

― Nós deixaremos o palácio antes que ela chegue. ― Ao ouvir meu plano, JB se preparou para rebatê-lo, mas eu continuei. ― Essa é a vantagem que eu estava esperando. Quando a rainha Mina estiver no baile, seu castelo em Petroyia estará mais vulnerável. Poderemos invadi-lo a fim de resgatar Jungkook, a pessoa que você disse que roubou minhas memórias. É a oportunidade perfeita.

Mais uma vez, Jaebum se calou. Ele não queria admitir que meu plano era bom, mas seu silêncio indicava que era isso que ele pensava.

― Teremos que ser rápidos. Quando Mina notar sua ausência no baile, ela não precisará de muito tempo para descobrir seu paradeiro.

Balancei a cabeça, concordando. JB se preparou para sair do quarto, mas eu novamente o impedi. Segurei-o pelo braço.

― Eu tenho que te pedir desculpas ― admiti com a voz baixa. ― Você não tinha más intenções e fui muito rápida em te julgar. Sinto muito por isso.

Inicialmente, Jaebum não se moveu. Ele apenas virou os olhos para mim, sem alterar sua expressão. E, de repente e me pegando se surpresa, ele tirou a minha mão de seu braço, mas não a soltou. Segurando-me pelo pulso, ele torceu meu braço e me empurrou, chocando-me contra a parede.

― Não pense que, porque eu estou te ajudando, nós somos amigos. Apenas fique claro que eu não estou fazendo nada disso por você. Minha missão outrora pode ter sido te proteger, mas, assim como você, isso mudou. Então não pense que eu sou o mocinho dessa história, princesa.

Eu não consegui dizer nada. Fiquei olhando-o surpresa. Nunca pensei que ele fosse um amor de pessoa, mas fiquei espantada com sua atitude.

― E não diga que eu sou a última pessoa com quem você se envolveria ― acrescentou ― como se, alguma vez, eu houvesse dado a entender que queria ter alguma coisa você.

Eu não tinha força o suficiente para me livrar dele, então tudo o que pude fazer foi escutar o que ele tinha a dizer. Eu teria, no entanto, revidado ou o amaldiçoado se não fosse por Momo, que entrou no quarto. Jaebum se afastou de mim imediatamente e assumiu um sorriso falso.

― Estão esperando por vocês no baile ― minha criada anunciou.

― Nós não terminamos a nossa conversa ― disse para JB. Ele ergueu uma sobrancelha, indiferente. Eu segurei-o pelo braço como se nada houvesse acontecido, para irmos juntos ao baile e, assim que chegasse hora, seguirmos com o meu plano. Voltei meu olhar para Momo. ― Já estamos indo.

Os corredores do castelo estavam praticamente vazios. Exceto por alguns guardas e criadas que circulavam, todos os outros estavam no baile. Momo nos guiou apenas até o enorme corredor que se estendia até os portões do salão de festas.

Conforme nos aproximávamos do salão, a área deste que eu conseguia enxergar pelo portão crescia. O lugar estava realmente cheio e eu não precisava estar muito perto para saber que nenhum daqueles rostos me era familiar.

― Vamos agora ― falei para Jaebum, interrompendo meus passos.

― Você não vai nem entrar no baile?

― Eu não consigo encarar todas essas pessoas sem saber a verdade. Preciso encontrar Jungkook e recuperar minhas memórias. A esta hora, a rainha Mina já deve ter deixado o palácio em Petroyia. Então, sim, nós vamos agora.

Não esperei por sua resposta. Respirei bem fundo e dei meia volta, pronta para desfazer meus passos e sair do castelo. Entretanto, quase esbarrei com uma pessoa que se encontrava atrás de mim.

Fiquei parada quando reconheci seu rosto. Meus braços ficaram completamente arrepiados e meu coração se acelerou depressa. Aquela pessoa não precisou dizer nada, apenas sua presença me fez ficar completamente imóvel.

― Choa... ― sussurrou.

Minha voz quase não saiu quando eu pronunciei seu nome.

Jimin.


Notas Finais


Sobre o capítulo... He He He
O que acharam?
O que acham que vai acontecer?
Obrigada por estarem acompanhando! Vocês são demais! <3
Beijinhos :3


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