História Os Demônios em Minha mente - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~saeyoonjinx

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bruxas, Creepypasta, Demonios, Espíritos, Fantasia, Feitiços, Horror, Mistério, Slender, Sobrenatural
Exibições 36
Palavras 3.020
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Dois capítulos no mesmo dia é uma evolução. :3

Capítulo 6 - Hotel sinister and the Response


Fanfic / Fanfiction Os Demônios em Minha mente - Capítulo 6 - Hotel sinister and the Response

Chegamos a Clyde Hill mais rápido do que eu pensava, normalmente levaria em torno de quase uma hora, mas chegamos em 20 minutos, com a velocidade em que Amy dirigia.
A cidade era magnífica, e o hotel em que decidimos ficar era mais ainda, muito elegante, mas com um toque de simplicidade, algo local.
Descemos no hotel, e enquanto eu contemplava as belezas que ali existiam, Amy foi direto a recepção abrir uma conta para nós.
Enquanto ela dava falsos dados nossos para conseguirmos um quarto, eu explorava o hotel, completamente fascinada. Um sentimento estranho apareceu, um medo no meu peito começou a dominar, eu não sabia o que era. De repente uma voz ecoou na minha mente, e por um impulso descobri meu olho direito e notei uma pequena sombra atrás de uma das  várias plantas que haviam ali. Me afastei do lugar e fui até a recepção.
-Amy, tem alguma coisa ruim aqui.-Sussurrei perto o suficiente pare que só ela conseguisse ouvir.
-Ignore.-Respondeu, como sempre. E continuo a falar com a recepcionista, me ignorando.
Fiz cara feia para ela, que nem foi notada por sinal, então resolvi fazer o que Amy disse, ignorar essas coisas, mantendo meu olho coberto sempre que possível. Decidi andar mais pelo hotel, para conhecer melhor, tentando ignorar o medo, então fui até o restaurante do local, onde todos os hóspedes almoçavam e jantavam, era um lugar realmente grande e bonito, passei por quadros abstratos que me lembraram o sangue no teto de meu quarto, estava presa em pensamentos profundos sobre isso, quando de repente ouvi alguém me chamar.
Olhei para trás e vi uma pequena menina, por volta dos 9 anos, parada em frente à uma porta de metal.
A criança usava um vestido de um branco desbotado, meio amarelado, e tinha cabelos curtos e negros. O que mais me chamava atenção nela eram os olhos, de um amarelo brilhante.
Eu a encarei por longos segundos, paralisada, quando finalmente a reconheci; Andy!
Seus olhos amarelos eram hipnotizadores, eu sentia que estava sendo puxada para ela. O pânico começou a me tomar, eu tentava de tudo mas não conseguia parar de caminhar na direção dela, mas antes de chegar a ela, a menina correu e entrou na porta de metal, e em seguida eu entrei atrás dela.
Quando passei pela porta, consegui me mover novamente, rapidamente arranquei o tapa olho, caso algo ameaçador estivesse ali eu conseguiria ver, porém, a cena que vi foi mais perturbadora do que esperava.
Havia um corpo humano despedaçado no chão, sangue para todos os lados do local e a pequena menina estava sentada em cima de uma das mesas, com a boca e o comprimento do vestido encharcados de sangue, em suas mãos estava o que identifiquei como um braço humano, com várias mordidas.
Senti meu estômago se revirar, apertei a mão sobre a boca tentando me acalmar, mas a criança soltou um grito, que me fez estremecer.
Eu a encarei pelo canto dos olhos, com a cabeça abaixada, e sussurrei.-Quem é você?
A menina sorriu, e jogou com força o braço em cima do corpo estraçalhado.
-Eu sou...-Ela parou, e ficou séria novamente.-Eu sou sua irmã, Kauane.
Eu congelei, e mais uma vez não conseguia me mover.
-E-Eu não tenho irmã.
A criança se aproximou de mim, se pôs a minha frente, e ficou na ponta dos pés para se aproximar até ficarmos cara a cara, e então sussurrou:-Você não sabe.
Um estrondo repentino veio da porta atrás de mim, e Amy apareceu como um raio, me agarrou pelo pulso e me puxou para ela.-Anne, o que aconteceu!?-Ela quase gritou, parecia realmente preocupada.
Eu estava apavorada, a encarei com os olhos cheios de lágrimas e rapidamente me lembrei da menina e virei-me para trás com um impulso, mas ela não estava ali, o corpo havia sumido, o sangue, tudo....
Encarei de volta Amy, e sai chorando pela porta, deixando-a para trás.
Corri até a entrada do hotel e me sentei na escadaria, apoiei a cabeça sobre as mãos e continuei a chorar, entre soluços meu olhos ardiam, apertei a mão sobre o olho direito, desejando não ver mais nada, estava tão cansada de tudo isso, não imaginava que seria tão horrível...
Tentei me acalmar um pouco, mas não conseguia esquecer aquela cena, e de repente todos os outros monstros que eu havia visto vieram a minha mente.
Passos altos quebraram esses pensamentos horríveis, e Amy se sentou ao meu lado, apoiando uma das mãos em minhas costas, ela me entregou o tapa olho de couro avermelhado.
-O que você viu lá?-Perguntou, afagando-me as costas.
-Uma criança, aparentemente era Andy...-Sussurrei. Era estranho essa atitude dela, parecia alguém diferente de antes.
-Uma criança com a aparência dela?
-Era ela... Eu sinto que é.-Olhei para ela, com os olhos vermelhos e inchados.-É a Andy quando morreu, na idade em que morreu.
Amy me olhou confusa, mas ela não parecia temer essas coisas, talvez porque não tivesse visto, ou porque ela realmente não teria tal sentimento.
-Vamos pra outro lugar.-Falou enquanto se levantava e então estendeu a mão para mim.
-Não.-Respondi, pegando sua mão. -Vamos ficar aqui, e procurar Kátia logo.
-Certo!-Ela abriu um pequeno sorriso, por motivo que eu não consegui decifrar.
Pegamos as malas no carro e então subimos até o 4° andar, nosso quarto era o 32. Esperamos o elevador, e quando ele se abriu, vi a criança novamente lá dentro, ela estava com a cabeça abaixada, encarava o chão, apenas se mexeu para me lançar um olhar sombrio. Segurei a ponta do casaco de Amy, e virei um pouco o rosto, para não olhá-la. Amy não consegui vê-la, mas sabia que se tratava dela, então segurou-me pelo pulso e entramos no elevador, mas quando olhei lá dentro, não havia mais ninguém. O trajeto todo até o 4° andar foi silencioso, Amy me encarava de forma estranha, me dava calafrios as vezes.
Quando finalmente achamos o quarto, Amy entrou em minha frente, já colocando as malas em cima da cama, mas eu não consegui entrar, travei na porta, com uma das mãos apertando meu peito. Ela virou-se pra mim e revirou os olhos, caminhou até mim e me puxou, para dentro com brutalidade.
-Não!-Eu gritei.-Não quero entrar aí!
-O que foi dessa vez?!-Amy falou, ela parecia zangada, estava se irritando com os acontecimentos, e  meu medo só aumentava.
Encarei o quarto atrás dela, tentando falar o que estava vendo; Havia sangue para todos os lados, os lençóis antes brancos agora eram pintados pelo líquido escarlate. Em um forte impulso para a frente, me agarrei a Amy, abraçando-a e escondendo meu rosto sobre seu colo, apertando os olhos o máximo que podia. Ela não me abraçou de volta, estupidez da minha parte fazer isso.
"Que droga, porque eu fiz isso, ela vai me espancar."
Mas depois de alguns segundos, ela pós as mãos sobre a minha cabeça, e me deixou abraça-lá por um tempo.
Eu a larguei, e me desculpei pelo ocorrido.
-Nao se preocupe.-Ela falou calmamente.-Tente manter a mente limpa, vai ajudar com essas coisas que você vê.
Eu concordei com a cabeça, e fui em direção a cama, que agora era branca e limpa.
Arrumei as roupas em gavetas e vários cabides cor de madeira, enquanto Amy caminhava pelo quarto, ele era grande, tinha duas camas de solteiro, uma mesa com três cadeiras, banheiro com banheira e chuveiro, e uma janela enorme com vista para um florido parque não muito longe daqui.
Deitei-me na cama ao lado da janela, e rapidamente adormeci.
[...]
  Acordei com um barulho forte contra a parede, e rápido me sentei na cama, avaliei o quarto procurando por algo, então olhei para a janela, um pássaro se chocará contra ela, o sangue escorria devagar. Me levantei as pressas chamando por Amy, mas ela não estava no quarto, então desci ate a recepção, e perguntei a recepcionista se ela havia visto Amy sair, e gentilmente ela me explicou que a estripadora havia saido do hotel por volta da 1 da tarde, e já eram quase 6 horas.
Fui até a entrada do hotel, e fiquei sentada nas escadarias até que o céu se tornasse de um azulado escuro.
Já estava ficando preocupada quando avistei Amy caminhando em minha direção, com suas calças pretas rasgadas e o enorme sobretudo cobrindo basicamente todo o seu corpo, ela carregava em uma das mãos uma maleta de couro. Onde havia arrumado aquilo?
Corri até ela, com um sorriso estampado no rosto.
-Amy, onde estava?
-Eu não ia passar o dia dormindo também.-Ela respondeu rudemente.-Achei isto.-Ela abriu a maleta e dentro havia vários documentos e um livro enorme.
-Onde conseguiu isso?
-Achei sua tia.-Amy sorriu, e enquanto voltavamos ao quarto ela me explicou o que tinha feito toda a tarde. Disse que foi até o centro e conseguiu informação sobre o paradeiro de Kátia com pessoas cujo nomes ela não revelou, e com essa informação ela descobriu onde a mulher estaria morando. Ela detalhou o local, era uma casa grande, de dois andares, de madeira escura e fica atrás de uma biblioteca. Amy disse que há mais de uma entrada, e que conseguiu entrar lá e pegar esta maleta.
-Por que fez isso? Ela poderia te ver.-Falei, e tive como resposta apenas uma cara feia.
-Eu li o que está aí, é melhor você ler também.-Ela jogou a maleta com força sobre a cama, e entrou no banheiro, batendo a porta.
Não sei o porquê ela ficou brava, mas deixei pra lá, já que ela sempre está assim, e comecei a retirar os papéis da maleta. Havia muitas folhas grifadas, com fotos grampeadas, e um livro que de cara julguei ter por volta de 150 páginas, então sentei-me na cama e comecei a ler os papéis soltos, o livro seria por último. Depois de quase 30 minutos de leitura, gritei por Amy, que ainda estava no banheiro em completo silêncio.
Ela abriu a porta e uma nuvem gigante de fumaça saiu de lá junto dela.
-Você fuma!?-Perguntei, levantando-me entre fracas tosses para abrir a janela.
-Não.-Ela respondeu, largando um maço de cigarros em cima do criado mudo.-Achei nas coisas da sua tia.
Abri a janela e me virei para ela, encarei-a como uma criança, tentei imaginar naquele momento tudo o que se passava na cabeça dela desde sempre para ser como ela é. Os cortes pelo corpo, a bebida, o cigarro, a impulsividade e toda a raiva que ela tinha constantemente, todas as mortes que ela causou, tudo por simples capricho.
Pensar nisso me assustava, porquê eu lembrava que ela não era só uma menina, e que poderia me matar a qualquer segundo.
-O quer foi?-Ela perguntou.
-N-Nada.-Respondi voltando para os papeis.
-Achou o que queria?
-Ainda nada que fale sobre Andy, ou minha mãe.
Amy revirou os olhos, abriu o livro mais ou menos na metade, e pôs o dedo sobre um dos parágrafos.-Aqui, adoção de Andy, orfanato para meninas em Clyde Hill.
Eu rapidamente peguei o livro e li onde ela apontou.-Não é longe daqui! Não acredito!
Amy sorriu e pegou as chaves do carro de dentro do criado mudo.-Vamos.
[...]
  Levamos menos de 10 minutos para achar o orfanato, já que era o único da região. Parecia saído de um filme, era grande e pintado de cores pastéis, o pátio era repleto de árvores aleatórias e flores em hibernação, com balanços e gangorras para as crianças brincarem quando chegasse a primavera. Estacionamos na frente do local, e logo uma mulher, em roupa de freira veio até nós.
-Olá, sou a irmã Iris, como posso ajudá-las?-Ela sorrio gentilmente ao terminar a frase.
-Gostaríamos de falar com a diretora do orfanato.-Respondi.-Seria possível?
-Claro, entrem.
Entramos atrás da Irmã Íris, seguindo-a pelos corredores, passando por salas de aula, salas de jantares e quartos repletos de brinquedos, até que chegamos a sala da diretora. Sentamos a sua frente e então íris saiu.
-Em que posso ajudá-las,moças?
Amy a encarou de cima a baixo, e me olhou a espera de alguma resposta vinda de mim.
-Eu gostaria de perguntar sobre uma de suas crianças, sou parente.
A mulher pareceu não gostar da minha pergunta, mas pediu que eu continuasse.
-Bem.-Comecei.-Minha prima se chama Andy Cassie, ela foi adotada aos 5 anos de idade por uma mulher chamada Kátia Listhem, gostaria de saber sobre ela, aqui...-Eu estava nervosa, não sabia exatamente o que perguntar, nem o que poderia descobrir. Talvez estar aqui seja completamente inútil.
-Ah sim, lembro-me bem da pequena Andy, ela foi deixada em nossa porta com poucos meses de idade pobrezinha.-A mulher de repente ficou séria, e nos fitou por algum momento.-Porém, algumas coisas estranhas começaram a acontecer conforme ela foi crescendo, acidentes e coisas do tipo... Mas tudo o que podíamos fazer era rezar por ela e esperar que alguém a adotasse, e então essa moça, Kátia, a escolheu.
Amy e eu nos encaramos e então fitamos a mulher. Ela se encolheu assim que seu olhar se encontrou com o de Amy, ela pareceu se sentir ameaçada, se levantou e andou até a janela do local, em uma postura exemplar demais.
-Que tipo de coisas aconteceram por causa dela?-Perguntei o mais inocente possível.
A mulher fitou-me nos olhos.-O incidente mais grave que ocorreu foi quando ela mordeu uma menina mais velha, e na parede do banheiro foi escrito a palavra 'Aurora'.-Ela suspirou.
Amy largou uma risadinha baixa, mas a mulher a encarou. E pediu educadamente que saíssemos.
Amy notou o porquê e se levantou, pegou-me pelo pulso como se estivesse puxando seu filho, e saímos.
-As pessoas notam você.-Falei.
-Me notam?-Ela riu.
-Elas devem ter te reconhecido, isso é perigoso.
Ela deu de ombros e entrou no carro, então entrei também, mas ela não ligou o carro, nem falou nada, ficou sentada em silêncio encarando o volante.
-O que acha que Aurora quer dizer?-Perguntei, pegando o livro que Amy tirará da casa de Kátia.
-Eu não sei, talvez seja algum parente dela.-Amy sacudiu a cabeça, como se estivesse se livrando de algo.-Então, o que vem agora?
-Vamos pegar Kátia.
Amy sorriu, seu sorriso malicioso, e deu partida em direção a velha biblioteca da cidade, onde Kátia se encontraria. Era perto, já que a cidade não era lá tão grande, deixamos o carro na rua ao lado da biblioteca, era atrás de um beco, caso precisassemos fugir, entraríamos pelo beco e sairíamos direto onde o carro estava.
  Ja era por volta as oito horas da  noite, já estava escuro, mas as luzes da cidade eram intensas.
Havia luzes acessas na grande casa de Kátia, mas não havia pessoas em sua volta, Amy me conduziu até uma das três árvores que haviam em volta do pátio, uma grande cordilheira na parte de fora do muro, seus galhos grandes e firmes permitiam que escalássemos a árvore e pulássemos para dentro do terreno, foi fácil demais, eu sentia que algo ruim iria acontecer.
Entramos na casa pela garagem, Amy desarmou o alarme e conseguiu abrir silenciosamente a porta, ela era realmente como uma ladra profissional. Não sei como teria conseguido chegar até aqui sem ela.
Meu nervosismo aumentou ao limite quando entramos na casa, uma tontura começou e eu não sabia o que fazer, Amy como sempre mandou q eu ignorasse, e me acalmasse, que ela resolveria rápido.
Então retirou sua grande faca de dentro do bolso escondido do casaco, e me entregou a arma que retirará da cintura, mesmo eu não sabendo usa-lá.
-Destrava aqui, mira e atira.-Ela apontou a arma e sussurrou para mim.-Mais fácil impossível.
Avistamos do corredor da sala, Kátia indo para o banheiro e então, cuidadosamente e silenciosamente, como um gato,  Amy foi atrás, enquando eu observava de longue, com as mãos tremendos segurando a arma.
A porta do banheiro estava aberta, Amy correu em direção a ela e em um pulo agarrou o braço direito de Kátia, e pós a faca sobre sua garganta.
-Não se mexa ou eu te mato!-Gritou Amy.
A mulher permaneceu em silêncio e sem mover um músculo, Amy a puxou até a sala e a jogou no chão, deixando-a de joelhos, então me aproximei, reunindo toda a coragem possível.
Amy veio até mim e tomou a arma de minhas mãos, ela estava com uma expressão séria, mas um sorriso assustador parecia querer sair de seus lábios. Ela destravou a arma e colocou sobre a cabeça de Kátia.-Vamos lá, titia, comece a falar!
-Desde a primeira vez que te vi soube que era um monstro.-Ela falou encarando Amy, com a cabeça baixa, apenas avaliando-a com os olhos.
Eu me aproximei dela, e então ela me olhou nos olhos, e um sorriso se mostrou.
-Você é corajosa, criança.
-Chega, Kátia!-Exclamei enquando tentava me acalmar por dentro, tentando parecer ameaçadora e firme como Amy era.-Eu quero saber sobre Jessie, e sobre Andy. Quem e o que ela é?
Os olhos de Kátia se abriram ao máximo, mostrando total surpresa, a expressão era verdadeira, e isso me fez ficar com medo do que ela poderia saber.
-Como a conhece?-Kátia perguntou- me, tentando se levantar mas Amy pressionou a arma contra sua cabeça, fazendo-a ficar imóvel.-Ela morreu já faz muitos anos.
-Eu sei, é exatamente isso que quero saber, como e porquê você a ressuscitou e porque ela tem me perseguido.
-Talvez ela esteja atrás de você porquê descobriu que você é a irmã dela, Aurora.-Kátia sorriu.
-Aurora...-Eu fiquei espantada, olhei para Amy que também parecia surpresa, porém mantia os olhos em Kátia.-Como podemos ser irmãs, ela foi largada no orfanato antes anos de eu nascer, e Jessie não teve nenhuma outra filha...
-Você não sabe.-Interrompeu Kátia, e essas palavras ecoaram na minha cabeça, exatamente como as da criança no hotel.-Talvez seja por causa do seu pai... Ou talvez não.-Ela riu, fazendo com que Amy rangesse os dentes.
Meu pai?... Ninguém nunca falará a respeito dele, era como se eu tivesse nascido apenas da minha mãe, nem o nome dele eu sabia.
-Quem é o meu pai?-Perguntei, me agachando para ficar cara a cara com ela.
-Um demônio.-Ela abriu um largo sorriso, que me assustou mais do que o que ela acabará de dizer.-Satã!



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