História Os DesEncontros da minha vida. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Família, Romance
Visualizações 2
Palavras 1.731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá pessoal, espero que gostem. Essa é uma história de autoria minha, algumas partes são fatos reais.

Essa é minha primeira história que eu posto, espero de verdade que gostem.

Capítulo 1 - Casamento e revelações.


Antes de começar eu queria alertar a quem vai ler que essa história não é uma história qualquer, cheia de finais felizes e unicórnios mágicos.

Essa é uma história de aprendizados, de erros e acertos, de perdas e de ganhos, de se descobrir quem é, e que a vida não é um mar de rosas.

E quando achar que ela não vale mais a pena ser vivida, que você já sofreu mais do que deveria, ela vai te recompensar e você vai ficar imensamente feliz por alguns minutos, porque até te recompensando ela vai te dar dificuldades e vai de você tentar encontrar a solução para tudo.

Quando eu era pequena, nas visitas de finais de semana meu pai costumava me contar algumas histórias sobre amores, finais felizes e tudo mais.

Eu era criança então acreditava, não estou dizendo que não é para acreditar mas é apenas uma história e a vida real ela é bem diferente disso.

Quando eu tinha seis anos meu pai passou a me visitar menos e menos vezes, então eu fui aprendendo com aquela dor de ser rejeitada e ser deixada sozinha por alguem que eu julgava ser meu "herói".

Estou dizendo que a vida ela tem diversos momentos dos quais você vai ter que aprender a lidar da pior maneira possível.

E são esses momentos que te tornam quem você é, são eles que ditam o quão forte você é e o quão longe você vai chegar.

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Termino de ajeitar meu vestido rosa pastel e me olho no espelho, até que essa cor combina um pouco comigo.

Não que eu esteja reclamando ou esteja infeliz mas eu nunca pensei que minha irmã mais nova iria se casar primeiro, eu estou feliz por ela de verdade.

Estou no meu antigo quarto da fazendo de meus pais em Boston, alguns pôsteres de bandas aleatórias ainda cobrem uma das paredes, minha cama de casal antiga ainda continua ali.

Meu quarto, onde eu tive muitas experiências boas e claro algumas ruins continua do mesmo jeito que deixei ele à 10 anos.

-Filha. Minha mãe entra no quarto me tirando dos meus devaneios.

-Oi mãe.

-Podemos conversar? Ela pergunta se sentando ao meu lado na cama.

-Claro, o que foi?

-Não quero que você se sinta mal ou chateada, mas você sabe que sua irmã é muito amiga da Melissa, ela convidou a família da Melissa e provavelmente a Vitória virá.

-Tudo bem. Murmuro e coloco meus brincos de pérolas.

-Você tem certeza?

-Mãe, já passou sério, fazem dois anos e Victor está aqui para me ajudar.

-Não vejo a hora de ver você subir ao altar, é o meu maior sonho ver minhas duas filhas felizes. Minha mãe me abraça e beija minha cabeça.

-Você ainda vai realizar esse sonha mamãe, mas pela minha parte não tão cedo. Falo e rio discretamente.

-Eu sei querida, vou ver se sua irmã e seu pai estão prontos. Ela fala e antes de se retirar do quarto ela beija minha testa.

-Claro, diga para o Vi vir até aqui. Me levanto e vou até o espelho grande que há no meu quarto.

Meu vestido vai até os joelhos, no busto ele é rendado e na cintura tem um leve rodado, os sapatos são brancos dando um charme de princesa.

Vou até meu antigo armário e retiro uma caixa de madeira antiga, ela foi um presente dos meus avós.

-Hey princesa, posso entrar? — Victor aparece no quarto — O que é isso? Ele pergunta apontando para a caixinha de madeira no meu colo.

Ele está com um terno branco para combinar com os vestidos das madrinhas.

-Era da minha avó, ela me deu antes de eu completar 15 anos e tem duas cartas aqui. Falo e sorrio.

-Porque não você não as lê?

-Elas são para ler apenas quando eu ou Sam estivermos casadas. Murmuro.

-Sua família sabe da existência delas? Ele pergunta arqueando a sombrancelha

-Não, mas vou entregar a da Sam hoje.

-Soube que a Vitória estará aqui. Ele levanta e vai até o espelho ajeitar a gravata.

-Já é passado Vi — Falo com um meio sorriso — Eu estou feliz agora.

-Eu sei disso querida, mas ela foi parte importante da sua vida e sei que você sofreu muito com a partida dela.

-Mas eu superei. Respondo firme.

Quando eu tinha 25 anos eu conheci a mulher que na época eu julgava ser o amor da minha vida.

Vitória era romântica, carinhosa e eu achava que ela me amava, foram os dois anos mais apaixonantes da minha vida, até que ela foi morar em outro país.

Foi uma decisão dela, mas sabe quando as decisões afetam várias pessoas de várias formas diferentes? As dela me afetaram de uma forma tão cruel que eu as senti por um longo tempo.

-Alexandra você ainda está aqui? Victor pergunta estalando os dedos na frente do meu rosto.

-Estava pensando.

-Eu percebi — Ele fala e revira os olhos — Está na hora de arrasar mocinha, vamos?

-Vamos. Pego o envolepe rosa e sigo Victor até o jardim.

O jardim estava todo decorado claro que em tons de rosa e branco. Sam sempre foi muito delicada, e quando a gente era menor ela sempre falava que o casamento seria um conto de fadas e realmente ela não estava brincando.

A entrada do jardim era um arco enorme com flores rosas, no chão o caminho que levava os noivos até o juiz da paz era feito por pétalas de várias flores rosas.

Okay, talvez minha irmã tenha exagerado um pouco nessa história de rosa!

As cadeiras dos convidados eram um tom rústico que contrastava com as mesas à esquerda que seriam usadas após a união.

O bolo escolhido por Sam era de três andares com detalhes adivinhe: de flores e um laço branco.

Pensando assim parece festa de criança de três anos, mas eu entendia o significado daquilo, era o pequeno grande sonho da Sam, e eu estava adorando aquele clima rosa — por mais que eu odeie rosa — é realmente lindo esse conto de fadas dela.

Lucas o noivo se posicionou no lugar a espera da minha irmãzinha, eu ainda não acredito que ela está dando esse passo na vida dela, é realmente mágico.

Victor é o meu acompanhante já que o Daniel quebrou o pé fazendo escalada, e como eu não queria nenhum puxa saco eu pedi para o Vi me acompanhar e aqui está ele.

Engraçado que quando nos conhecemos eu mal o suportava, ele meio que se achava na época e agora ele é uma das únicas pessoas que eu confio minha vida.

A música começa a tocar e ao fundo minha pequena irmãzinha entra.

Ela está com um vestido branco rendado que vai até os pés, ele tem pequenas flores enfeitando, ela não usa véu apenas uma coroa de flores em volta do cabelo loiro cacheado.

Olho para Lucas, ele está com um sorriso brilhante nos lábios e os olhos narejados, os da mamãe também estão assim.

Assim que Sam chega até Lucas nosso pai da um beijo na testa dela e murmura algo no ouvido dela.

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A cerimônia ocorreu de forma normal, bonita e bem sentimental, agora estou sentanda em uma das mesas sozinha porque Victor me deixou para ir pegar um crush dele. Mereço!

-Oi, posso sentar? Uma voz conhecida por mim soou, me fazendo pular um pouco pelo susto causado.

-Claro — Sorrio e aponto a cadeira ao meu lado — Tudo bem?

-Sim, olha eu preciso te pedir desculpas por tudo, eu não deveria ter feito aquilo, mas aconteceu. Ela fala rápido.

-Tudo bem já passou. Sorrio gentil para a mulher na minha frente.

-Eu sinto que eu te magoei de alguma forma e eu queria te encontrar para falar isso pessoalmente à algum tempo mas não tive coragem.

-Olha Vitória, não vou mentir dizendo que não doeu, porque doeu e muito. Eu te dei meu coração e você destroçou ele, mas estou bem agora.

-Sinto muito. Ela murmura com os olhos baixos.

-As escolhas elas nos definem, e agora eu entendo que não era pra ser, de verdade Vitória eu não estou magoada com você não mais.

Ela solta um suspiro e um sorriso enfeita seus lábios coberto pelo batom rosa quase roxo.

-Eu achei que você me odiava.

-Nunca, eu não sou assim você me conhece. E como estão as coisas em Buenos Aires? Pergunto mudando o foco do assunto.

-Estão divertidas, estou aprendendo cada coisa legal lá.

-Espero um dia conhecer, você vai ficar aqui muito tempo?

-Na verdade não, vim apenas porque Melissa insistiu e eu achei que seria uma ótima idéia para falar com você.

-Entendo. Bom eu preciso ir falar com a Sam, a gente se vê.

Me despeço e caminho até a roda onde está minha família, converso e rio um pouco com eles antes de chamar Sam para conversar a sós.

Estamos no antigo balanço perto da piscina, Sam está com um brilho nos olhos e um sorriso gigantesco nos lábios.

-Você já vai para Miami? Ela pergunta quebrando o silêncio.

-Uh...vou amanhã, mas queria te entregar uma coisa.

-O que? Ela pergunta curiosa.

Entrego para ela o envelope rosa, ela me olha confusa, uma lágrima escapa ao perceber do que se trata.

-É da vovó Mar? Como?

-Alguns dias antes de partir ela me entregou, e me fez prometer que eu manteria segredo e não leria até o seu casamento.

-Eu vou ler, para nós. Ela rasga o lacre e puxa o papel que estava escondido lá dentro.

-Olá querida Sam, você está grande, e logo logo fará 10 anos, eu sinto que não vou estar aqui para ver suas maiores realizações, assim como as da sua irmã Lex, mas estou confiando em você para não ficar triste.

Se está lendo isso é porque hoje é o grande dia, o dia em que você escolheu para o seu sonho se tornar realidade, o dia que você escolheu para dividir a vida com quem você ama.

Não importa quantas batalhas a vida te dê querida, apenas faça o seu melhor para continuar seguindo em frente.

Sam eu quero que você saiba que você se tornou uma grande mulher, eu sei disso porque eu sinto isso. Mesmo eu não estando ai Sam, sinta-se abraçada.

A vovó está cuidando de você aqui de cima, quero que você seja muito feliz, e eu sei que você vai, porque você encontrou o amor em tudo o que você faz.

Tenha orgulho de você Sam e da família que você está formando. A vovó ama você e se orgulha muito.

Assim que a Sam terminou a carta e eu abracei apertado, ela estava chorando não muito diferente de mim, mas agora não era mais choro de tristeza por ela não estar aqui e sim de felicidade por ela se manter aqui.


Notas Finais


Vocês gostaram? Enfim espero que sim, nos vemos daqui alguns dias.


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