História Os dois lados da vida (Emison) - Capítulo 32


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Categorias Pretty Little Liars
Tags Emison, Originais, Pll, Pretty Little Liars, Sashay
Exibições 244
Palavras 3.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boas pessoal.
Espero que estejam bem. Essa semana resolvi postar novamente, pois dezembro já está ai. Quero dizer que estou sentindo a falta de muitas pessoas e se você estiver lendo isso e optou em ser um fantasminha, saiba que sinto a sua falta. Pode parecer bobagem, mas é tudo menos isso, tudo isso aqui foi construído com vocês e vê-los e não vê-los ao mesmo tempo é algo que entristece parte de mim. Me perdoe se você está em semana de prova, se você está apertada naquela matéria e está precisando triplicar seus estudos, me perdoem esse desabafo.

Agora sem mais, vamos a leitura.

Capítulo 32 - A nossa lua-de-mel (Parte I)


Fanfic / Fanfiction Os dois lados da vida (Emison) - Capítulo 32 - A nossa lua-de-mel (Parte I)

Pov Alison

Miami, tão linda quanto nas fotos. Embora já sejam quase duas da manhã, eu e Emily não perdemos tempo, viajando hoje mesmo para a nossa lua-de-mel. Estamos bem cansadas da viagem, do casamento, das fotos que tiramos depois do casamento e tudo que queremos por agora está bem longe de ser uma noite de núpcias. Saímos do aeroporto, aonde desembarcamos do vôo doméstico e pedimos um táxi, para irmos até a pousada que está incluída no nosso pacote. Assim que chegamos, uma linda garota aonde em seu crachá está “Charlotte”, nos levou até nosso quarto e nos entregou folhetos das coisas que podemos fazer aqui. Ela não demorou muito para ir embora, nos parabenizando pelo casório e nos desejando uma boa noite.

Ela saiu, fechando a porta de marfim com cuidado e eu me sentei na beira da cama, com meu vestido rosa-claro que vesti ao tirar o meu vestido de noiva. Emily entrou com uma última mala, sentando ao meu lado, pegando na mesinha um controle cinzento e pequeno. Ouvi um bip e em seguida, as persianas da janela frontal se abriu, dando uma bela visão para o mar, das estrelas e areia branca. Entrelacei nossas mãos e mantive por algum tempo, um pouco de silêncio para apreciar esse momento, enfadonho. Em um absorto e hipnótico momento, pensei em algumas coisas que proporcionou estranheza e ao mesmo tempo alegria por estar aqui. Eu não sei explicar detalhadamente, mas, sinto como se uma sensação responsável e invasiva tomou conta do meu interior e, olhar para a aliança que tenho no dedo, me fez perceber que essa é a minha nova vida. Sou esposa da Emily, uma Fields, membro de uma família que se formará a cada dia e é aliviador sentir que essa sensação não me amedronta nenhum pouco.

– Que tal tomarmos um banho, para dormirmos? – Perguntou Emily, que me despertou.

– Claro amor. – Respondo. – Vamos lá.

Começamos a nos despir e inusitadamente, Emily me abraçou por trás e pressionou meu corpo contra o vidro do boxer. Fui me derretendo a cada mordida que ganho no ombro, na nuca e na ponta da orelha, sentindo-a me virar aproximando a sua boca da minha. Falamos um “Eu te amo” ao mesmo tempo e nos beijamos entre sorrisos. Com certeza o melhor beijo, é o beijo que contém o sorriso dela incluído. Coloquei as minhas mãos em sua nuca, fazendo carinho enquanto as delas descem até o meu íntimo, o que me fez gemer contra os seus lábios rosados. Toquei o seu membro já muito endurecido e ri por dentro, pensando que não faríamos isso hoje, em plena noite de núpcias e a parte realmente engraçada é ver que a Emily está tomando essa atitude.

Ela iniciou toques precisos em meu clítoris enquanto passa a ponta da sua língua nos meus lábios, me deixando completamente excitada e querendo-a com fervor. De repente, ela me surpreendeu ao me pegar no colo, ameaçando penetrar seu membro em mim, mas nada passando de provocações excitativas. Emily apertou suas mãos em minha bunda, beijando meu pescoço, mordendo o meu queixo e terminando com um beijo demorado. Finalmente, comecei a sentir seu membro entrando e me preenchendo de forma incrível.

– Oh, como isso é bom. – Digo, segurando os cabelos dela mais forte.

– Delicioso. – Ela passa a língua no meu seio esquerdo. – Minha gostosa.

– Você que é!

Emily me colocou contra a parede e começou a fazer um vai e vem bem lento em meio ao nosso beijo. Pedi para irmos para a cama e ela o fez, nos secamos e fomos direto pra cama. Emily me esperou deitar enquanto coloca música para nós duas, uma música em extrema lentidão, estilo Ed Sheeran. Ela voltou a deitar na cama, colocando as suas mãos sobre a minha o que me fez sentir suas mãos um tanto frias e escorregadias, mas o meu sorriso se manteve nos lábios dela, como uma confirmação que ela está bem com nossa nova condição. Ela voltou a penetrar e fazer o vai e vem, beijando a minha bochecha, trilhando esses beijos até meu tórax. Seus lábios me excitam tanto, a ponto de sentir o meu clítoris implorar para que ela vá mais rápido. Puxei o rosto dela para a minha boca e apertando a sua bunda, comecei a controlar nosso ritmo, mais rápido e mais rápido.

– Calma amor… assi… assim eu… eu não aguento! – Pediu Emily.

– Eu não quero que aguente. – Respondo, louca para gozar.

– É que eu nun… nunca fiz sem.

– Pode gozar meu amor. – Sorriu e aumento a velocidade.

Senti suas mãos por debaixo da minha bunda e sua velocidade duplicou, juntamente com um gemido ofegante e delicioso contra os meus lábios. Ela anunciou que está gozando e eu me deixei chegar no ápice também. As pernas dela tremem por cima da minha, enquanto a sua cabeça repousa sobre o meu tórax. Sua mão direita iniciou carícias com as pontas dos dedos sobre a minha lateral, fazendo todo meu corpo arrepiar. Na mesma lentidão, comecei a afagando seu cabelo por entre os seus fios de cabelo, puxando-a para cima pelo queixo, beijando-a e indo para cima dela. Beijei seu queixo, a ponta do seu nariz, vendo-a fechar os olhos. Por fim, sussurrei em seu ouvido coisas de como estou feliz e animada. Sai de cima dela, deitando a minha cabeça em seu braço enquanto ponho minha mão sobre a sua barriga, sentindo o cobertor que ela puxou para cima, cobrir todo o meu corpo.

Pov Emily

O dia amanheceu e eu me encontro com o braço adormecido, pois Alison não se moveu sequer um minuto. Aos poucos consegui tirar o eu braço debaixo dela e me levantei, vestindo uma calça moletom e uma regata preta, indo até a recepção da pousada, pedindo para eles uma bandeja com o café da manhã, pois pessoalmente quero levá-la para a Alison. Esperei um pouco, assim que avistei uma senhora bem simpática vendendo flores em unidade para os turistas. Sendo rejeitada por quase todos, me aproximei e perguntei o valor de cada uma delas, pedindo todas que ela tiver dentro da caixa. Eu acho que vi pelo menos umas vinte rosas e variadas cores, e, no momento que peguei a carteira do bolso, ela me preparou um lindo buquê delas.

– Uma garota que compra rosas às oito da manhã… tendo em conta uma aliança ainda tão nova, posso simplificar que esteja em lua-de-mel.

– A senhora está certa. – Digo, ajudando-a com uma caixa de madeira. – Aonde podemos levar esse peso todo? – Pergunto.

– A van da floricultura está logo a porta querida. – Respondeu, pegando a caixa da minha mão. – Obrigada por sua gentileza, mas, pode deixar que levo isso. Graças a você poderei levar meu netinho a praia.

– Suas flores são lindas, tenho toda a certeza que a minha esposa gostará.

– Eu acredito que no mundo em que vivemos, não será as rosas que ela gostará mas sim, sua atitude. Parabéns querida. Agora devo ir, Léo ficará extremamente contente.

– Tudo bem. Ahh… tenha um ótimo dia.

– Você também.

Essa senhora deu as costas com um perfil feliz e eu me senti nas nuvens. Como podemos mudar o dia de alguém com um pequeno detalhe. Peguei o buquê de cima do sofá do rol de entrada e voltei para a recepção, aonde a bandeja já estava à posto. Pus o buquê encima dela com cuidado e voltei para o quarto, quase derrubando tudo ao abrir a porta, mas, graças ao equilíbrio consegui manter tudo no lugar. Pousei a bandeja sobre a mesinha e deitei por detrás dela, abraçando-a enquanto beijo seu pescoço.

– Vamos acordar bebê? – Pergunto, vendo-a sorrir largamente.

– Tem certeza? – Pergunta.

Abro as persianas, mostrando como o dia está lindo, o que lhe desperta rapidamente. Selo seus lábios, me levanto indo até a bandeja e pondo sobre a cama. Ela retirou uma uva do cacho e tocou com delicadeza as rosas, cheirando-as inspirando profundamente. Ela as colocou ao seu lado, depois, colocou sua mão sobre o meu rosto, selando nossos lábios por alguns segundos até ela encerrar. Cortei o pão em fatias e passei manteiga, colocando um pedaço em sua boca e outra na minha. Bebi um pouco do café-com-leite e parei no tempo para observá-la comer. Observar como ela mastiga o pedaço de pão, de um jeito tão calmo como se estivesse primeiramente aprovando o sabor dele, para finalmente engolir. Observando como ela mistura o açúcar em seu café preto, sem deixar derramar ou escorrer pela chávena morna. Observar como ela sorrir olhando para mim feito uma estátua admirando-a.

Você é capaz de sentir? Teria como explicar? Eu respirar você e sua alegria te faz mal? Perguntas que percorrem meus pensamentos nada negligenciados, aonde não tenho audácia por vezes, pois embora sua força tenha sido provada em várias situações, ela ainda tem um coração de açúcar, exposto a todos que não à conhecem e não sabem como pode derrete-la e ao mesmo tempo, desfazê-la. Eu olho para os seus olhos refletindo o mar e o céu, me perguntando se o meu amor será capaz de não corrompe-la ao mundo. Se o meu amor sempre será o seu intransigente suficiente, pois preciso que ela nunca mude a sua opinião sobre nós, mesmo com todos os tombos da vida. Eu só queria ler por pouco tempo tudo que flui em sua mente sobre mim, sobre o que está por vir. Mas, embora eu não o consiga, é notório como as covinhas do seu sorriso espontâneo já me dizem do seu jeito mais sublime, que são pensamentos bons, ternos e sonhadores quanto aos meus.

Despertei dos meus desvaneios quando ela me perguntou se eu quero as torradas com queijo-fresco ou manteiga. Pedi com queijo e voltei a conversar, roubando risadas alegres dela e por hora, satisfazendo meus ouvidos com o som de sua voz. Som que abrange todo o sentido de felicidade para mim, pois, enxergo bem o que é ser feliz agora. Amor por completo. Amor sincero. Amor verdadeiro. Terminamos o nosso café e fomos colocar nossos fatos de banho para irmos a praia aproveitar um pouco do que está nesses panfletos sobre o que podemos fazer na cidade de Miami.

Alison me pediu para amarrar a parte de cima do seu biquíni e eu o fiz, escorregando as minhas mãos até a sua cintura, dando uma leve mordida em seu pescoço. Ela virou-se de frente para mim, passando o seu nariz no meu e indo até o banheiro escovar os dentes. Peguei o meu celular, ligando para a Hanna. Se você quer que todos saibam como você está é apenas um chamada para ela e bum, não preciso de mais nada. Mesmo assim ainda enviei mensagens aos meus pais e a Jéssica, avisando-os que estamos bem e com saudades. Alison voltou, colocando uma tanguinha amarrada na cintura e pegou seu óculos escuros anunciando já estar pronta. Dou um pequeno e nuble sorriso, terminando de vestir uma regata apertada no corpo e também pegando meu óculos.

– Então vamos amor. – Digo.

– Sim, claro!

Estávamos prestes a sair da pousada, quando Alison me pediu um segundo indo até a recepção. Parei dando atenção no que ela estava pedindo: um vaso com água grande para as rosas. Eles lhe avisaram que as colocaram no vaso, pedindo-a tranquilidade quanto a isso. Finalmente saímos, direcionadas ao calçadão tumultuado de Miami, vendo pessoas passando de bicicleta, skate, patins, a pé… exatamente tudo. Despareço o nervosismo que senti vendo tanta gente e me concentro no que realmente importa; Alison Fields Dilaurentis. Entrelaço nossas mãos enquanto caminhamos, até chegarmos a beira-do-mar. Ela soltou a minha mão e seguiu dando alguns passos até o final das ondas, que ainda conseguem molhar seus pés. Ela virou seu rosto para mim e, me chamou para sentir o que ela está sentindo.

Voltei a entrelaçar as nossas mãos, ouvindo as ondas quebrando, o vento carregando uma parte da areia de um lado para o outro, até que avistamos um casal de velhinhos, com seus cabelos bem branquinhos e roupas brancas, passeando no limite do mar, quase no mesmo rumo que estamos. A senhora está com um dos seus braços jogados no ombro dele e é nítida a felicidade entre eles. Ao passar por nós, observei a Alison segui-los com os olhos até que dois sumiram do nosso campo de visão. Sem dizer uma palavra, ela tirou a tanguinha enrolando seu óculos nela e foi adentrando no mar, sumindo do meu campo de visão. De repente ela surgiu gritando socorro e eu só fiquei descalça e retirei a regata, pulando no mar até ela com voracidade. Me aproximei e ela estava boiando na água com os olhos fechados. Um sentimento de incapacidade tomou conta de mim e eu fui gritando o seu nome até alcança-la.

– Amor, pelo amor, ACORDA! – Peço, quando sinto ela jogar água no meu rosto.

– Te peguei! – Ela começou a dar risadas.

– Não teve graça. Não teve mesmo. – Senti meus olhos lagrimejar.

– Ei, desculpa amor. – Ela põe seus braços em volta do meu ombro. – Por favor não chora… céus eu sou tão infantil às vezes.

– Você não tinha esse direito. Me solta Ali! – Digo empurrando-a e nadando para longe dela.

– Ei amor, vem aqui. – Ela segura meus pés e no empulso de volta, eu joguei uma mãozada de água no rosto dela.

– Te peguei! – Comecei a rir alto. – Você tinha que ver a sua cara amor! – Digo rindo

– HEHE. Que graça viu.

– Graça é você fingindo que morreu afogada. Falando nisso, meu amor sabe nadar é?

– Sei! – Ela levanta a cabeça convencida. – Tinha que fazer alguma coisa enquanto você brincava de está feliz sem mim. – Mostrou a língua.

– Dona Alison Fields Dilaurentis. Desde quando a senhora é tão convencida assim? – Pergunto, puxando para mim.

– Desde ontem. – Ela sela os nossos lábios. – Eu te amo muito, sabia?

– Eu também te amo muito, princesa.

Ficamos ali por algum tempo até nos dar sede. Seguimos para uma barraquinha de água de cocô e pedimos duas. Ela sentou cruzando as pernas, sensualmente com a ponta do canudo na boca, me encarando de um jeito bem provocante, me pedindo para sentar ao seu lado, enquanto bebemos nossa água de cocô, admirando o mar e o som que ele emite. Sentei como pediu e ganhei um beijo demorado por isso e sinceramente acredito que posso me acostumar à isso tudo, quer dizer, uma bela vista pro mar, esses olhos, essa boca… nem preciso falar que o sorriso dela faz tudo nela ficar ainda mais lindo. Ela encostou a sua cabeça em meu ombro, abraçou o meu braço direito, dando espaço para a tranquilidade desse momento, interrompendo o silêncio com alguns poemas sobre o mar, as gaivotas, a areia, tudo em uma rima simplificando o verdadeiro tesouro que é a exuberante paisagem nos dada pela natureza.

Após algum tempo significativo, voltamos para a pousada aonde tomamos um banho e fomos almoçar. A seguir o almoço, resolvemos ir em um bar estilo Havaí beber algumas bebidas tropicais, que Alison diz ter experimentado em meia experiência na Légor. Fomos por opção dela, caminhando até o Aloha Bar, nome bem descompensado mediante a Miami mas, entendemos a referência. Pedimos uma mesa no fundo, bem perto da jukebox. Bebemos uma a três margaritas, viramos um shot de tequila até a Alison inventar de comprar fichas para a jukebox. Sentei de frente para ela, que impossível de contrariar agora, colocou a ficha e escolheu uma música do NSYNC “THIS I PROMISE YOU”. Levantei da cadeira e lhe abracei, olhando em nossa volta vários homens e mulheres, bronzeadas e juro poder sentir o cheiro do protetor solar de cada um deles.

Apoiei meu queixo sobre a cabeça da Alison e os ignorei, começando a dançar com ela, ignorando todas as opiniões que devem estar surgindo na cabeça de cada um deles. Pedi para ela fechar os olhos como eu e, continuamos a nossa dança até o fim. Apenas no fim abri os meus olhos e me deparei com uma coisa que me lembrei para sempre: Todos ou quase todos se juntaram para dançar como nós duas, ignorando à nós também e digo; quem me derá um mundo aonde podemos amar sem sermos vistos com maus-olhos. Um homem quase do dobro do meu tamanho, usando uma jaqueta de couro preta e um brinco de argola apenas em uma orelha, se aproximou perguntando nossos nomes. Eu fiquei extremamente calada, não saiu nada além de gagueiras.

– Olá! – Alison estendeu a mão. – Eu me chamo Alison Fields e essa é Emily Fields, minha esposa. – Respondeu sorridente, sendo correspondida a cerca do aperto de mão.

– Olá Alison. Então, meu nome é Wesley e àquela ali, dos cabelos ruivos é a minha esposa, Rose.

– Ela é muito bonita Wesley! – Diz Alison, tão à vontade.

– Eu sei que posso está amedrontando a sua esposa, mas, eu e a Rose adoramos essa música que escolheram, tocou no nosso casamento. – Ele acena para ela e a chama. – Então, queremos convidá-las para um jogo de bilhar em dupla, o que acha? – Pergunta.

– Eu sou horrível, é mais fácil eu acertar a lâmpada do que a bola branca.

Todos rimos com o comentário da Alison, porque foi completamente espontâneo e engraçado. Deixei aquele receio passar ao oferecer uma cerveja a Wesley. Rose sua esposa, preparou a mesa de bilhar enquanto explica as regras à Alison, pois eu já joguei antes e conheço muito sobre uma bela tacada. Wesley, foi até o balcão e pediu uma dose de amendoins torrados para acompanhar a cervejinha gelada, enquanto jogamos. Cheguei por detrás da Alison com um taco que antes estava pendurado, para explica-la como não quebrar as lâmpadas. Risos. Mas, contudo a minha loirinha é bem esperta e rapidamente pegou o jeito. A vitória é bem incerta, mas pelo menos quase garanto que as lâmpadas do bar continuarão inteiras. Risos. Ela por incrível que pareça, conseguiu de primeira derrubar a bola amarela, e foi bem engraçado o jeito como ela comemorou, tirando sarro com o grandão do Wesley. Corajosa, eu nunca o faria.

Alison extrapolando pediu uma rodada de shots de cachaça pura, e nos fez virar, depois disso não sou a mesma, estou tonta, vendo dois tacos, duas Alison, céus, estou loucona, quem nos levará para casa? Não sei, tomara que pelo menos eu chegue inteira, sem falta algumas roupas. Me divertir é bom, confesso, me divertir ao lado dela é incomparável, mas, aquele lado chato e responsável ficou com ela hoje, por incrível que pareça, a Alison vulnerável a bebida tá aguentando melhor do que eu. Talvez seja devido a tamanha alegria que estou sentindo, tão à vontade em um lugar público, com apenas um conhecido. Tá que, não é um conhecido mas sim, Alison. Jogamos algumas partidas até que o dono da bar anunciou que iria fechar bar, eu praticamente quis brigar ele e obriga-lo a manter o bar aberto, mas, no segundo seguinte olhei para o relógio de pulso e vi que já são quase quatro da manhã.

Alison estava com o Wesley jogando dardos e eu fiquei com a Rose bebendo, ou melhor, terminando a cerveja apelidada de saideira pela Rose. Peguei a conta e fomos todos para a rua que se encontra vazia e fria. Wesley muito simpático, é muito simpático ao ponto de me fazer refletir sobre a primeira impressão que tive dele, logo eu, que odeio quando as pessoas tiram conclusões precipitadas tanto de mim quanto de qualquer um ao meu redor. Wesley nos chamou um táxi de um amigo que ele confia e garantiu que esse amigo nos deixaria se quiséssemos em nosso quarto. Agradeci pela noite oferecida pelo casal, que fez a tarde no barzinho virar, o dia no barzinho. Logo o táxi chegou, como prometido ele nos levou até a porta do nosso quarto, pegando um gorjeta gorda das mãos da Alison e nos desejando uma boa noite.

Entramos risonhas, bêbadas, rindo até da nossa risada. Alison me puxou para o banheiro e começou a encher a banheira de água morna, enquanto tira a roupa dela. Assim que encheu, ela me enfiou lá dentro de roupa e tudo, provando estar mais sóbria que eu, por algum milagre que ainda desconheço e mesmo assim vou tentar entender apenas amanhã, pois agora só quero mergulhar a cabeça nessa banheira. Alison sentou por detrás de mim, pedindo para que eu fique parada, enquanto ensaboa as minhas costas e beija a minha nuca.

– É, parece que o jogo virou. – Ela disse rindo.

– Ai amor, porque está gritando? – Reclamo, sentindo uma vontade de vomitar.

– Mas amor, eu não estou gritando. – Responde.

– Ai! Fala baixo por favor amorzinho, nunca pedi nada. – Ela começou a rir.

Alison saiu da banheira abrindo o armário de toalhas, pegando um robe. Ela me ajudou a levantar e pôs o robe em mim e me levou até a cama, me pedindo para ficar quietinha, pois já voltava. O enjoo foi melhorando assim que deitei, mesmo com o teto girando, na verdade, tudo girando, não estou mais com ansia de vômito. Alison voltou me fazendo vestir uma boxer, uma blusa do Miami Heat e um par de meias, já vestidas nos deitamos finalmente silenciosas. Daqui conseguimos claramente ouvir o som do mar, o que é realmente relaxante, assim como sentir o calor corporal da Alison juntamente com o seu perfume exalando em minhas narinas. Ponto meu rosto próximo dos seus fios dourados e macios, e sentir sua mão entrelaçada a minha, isso é mais que relaxante, isso é perfeito.

Pov Alison

Sei, a vida pode nos dar uma longa caminhada e outras vezes, curta. Mas independente de qual seja devemos viver cada dia como se fosse o último. Devemos amar como se o amanhã não existisse mais. Devemos perdoar como se fosse a última chance. Devemos ser felizes sem pensar muito nas consequências futuras. A única coisa que podemos ter é o agora e no agora, devemos fazer o que o coração pede, exige e suplica. Hoje foi um dia diferente de todos, pra começar é o nosso primeiro dia casadas e acho que nos saímos muito bem. Ela soube se soltar e dar uma chance a um desconhecido, e eu, fui a adulta da noite. Estou descobrindo o sentido de tudo, mas, acredito de verdade que a nossa caminhada será muito extensa.

Pela primeira vez eu aceito que alguma coisa ainda pode dar errado e não vejo essa reação como uma coisa ruim afinal, pra todos efeitos ainda temos uma a outra. Hoje foi um dia feliz, amanhã será um dia feliz, todos os dias farei de tudo para ser no mínimo bom e se não for por alguma questão, contornarei a situação errada ou, dormirei no sofá. Risos. Não importa a grande saída, porque até lá teremos ainda muitos “agora”, muitos momentos para compartilharmos, muitas alegrias e tristezas para dividir. Até lá, sempre teremos o nosso “nós” tão singular. Terminei esses pensamentos ouvindo a respiração pesada da Emily, beijei a sua mão e fechei meus olhos, para dormir e esperar pelo “agora” que virá amanhã. 


Notas Finais


Eu disse há um tempo atrás que nunca tive fãs, volto a repetir. Vocês são de verdade como uma família para mim e família se importa. Isso tudo aqui nunca se tratou de números, nãoo... isso aqui sempre foi a importância em levar algum conteúdo além de romance. Eu sei que o entusiasmo conforme os capítulos vão se sujeitando ao fim diminui, mas ainda assim estou aqui para obter a opinião de vocês. Ninguém é obrigado a falar se gostou ou não, mas sempre pensei no social spirit como uma obra de gratidão aonde damos e recebemos. Eu dou a vocês o que penso merecerem e me perdoem se errei em alguma das minhas escolhas durante o decorrer da fanfic. Nem sempre dá para agradar em tudo, mas eu me esforço em tentar.

Contudo, espero que tenham gostado.
Até o próximo, pessoal.


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