História Os dois lados da vida (Emison) - Capítulo 33


Escrita por: ~

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Categorias Pretty Little Liars
Tags Emison, Originais, Pll, Pretty Little Liars, Sashay
Exibições 177
Palavras 5.724
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boas pessoal, cheguei para atualizar!
Quero agradecer a todos vocês que saíram do modo "fantasminha", isso me ajudou bastante e entusiasmou a minha escrita. Sou grata! Nesse capítulo coisas diferentes vão acontecer e espero que vocês gostem disso!
Boa leitura pessoal <333.


P.s. Feliz é quem tem, pessoas incríveis que te faça sorrir.

Capítulo 33 - A nossa lua-de-mel (Parte II)


Fanfic / Fanfiction Os dois lados da vida (Emison) - Capítulo 33 - A nossa lua-de-mel (Parte II)

Pov Emily

Acordei com muita dor de cabeça, mas por sorte, Alison foi buscar uma vitamina na esperança que ela me ajude a recompor meu estômago e o meu cérebro. Enquanto bebo de gole em gole, lembro do nosso dia de ontem, com um breve sorriso nos lábios, pois, nunca nos imaginei dessa forma. Eu a bêbada de ressaca e Alison, àquela que cuida de mim. Terminei a vitamina, pousei o copo no criado-mudo e pedi para ela pegar a minha carteira que está dentro da minha jaqueta, pois dentro dela está o que faremos hoje. Ela levantou, pegou no bolso direito e jogou em minha direção. Antes de mostrá-la, pedi um beijo com bafinho da manhã, sim, acredite se quiser, eu usei essas palavras para pedir o beijo e ela simplesmente gargalhou e beijou.

– Hoje vai ter um jogo de basquete dos Miami Heat e eu comprei dois ingressos para assistirmos. O que acha? – Perguntei, colocando os ingressos sobre a cama.

– Eu acho que será divertido! – Ela responde, deitando a cabeça no meu colo ao pegar os ingressos. – Eu só não entendo as regras, mas, gosto. Quer dizer, vai ter uma bola grande e laranja, jogadores mais altos que um poste, mas, ainda assim aprecio.

Comecei a rir com a declaração da Alison sobre o que ela entende sobre basquete, mas, não contrariei o seu senso de humor, o que a fez estranhar um pouco, eu sei. Comecei a acariciar seus fios de cabelo, vendo-a encolher abraçando a minha cintura, sentindo as minhas carícias em pleno silêncio. Eu acho estranho quando ela se cala e por vezes, tenho medo dos seus pensamentos embora, sempre o seu semblante me mostre coisas boas. Alison sempre foi bem mais transparente que eu, demonstrou muito mais o que sente do que eu mas, quando ela fica assim em silêncio é apenas dois sinais: O primeiro porque ela está tentando encontrar alguma saída. O segundo, porque ela está tão feliz que não consegue expressar isso de melhor forma, do que o silêncio.

Ela anunciou que já tomou banho e me pediu para ir, tirar esse suor de álcool do meu corpo e eu o fiz. Levantei mas antes, beijei a sua testa vendo-a sorrir com meu gesto inusitado, o que me fez rir de volta. Oh santa reciprocidade. Fui para o duche, quando ela entrou no banheiro deixando uma toalha limpa encima do lavatório piscando para mim. Ela saiu e eu comecei a cantarolar “Never be Alone” do Shawn, depois, assobiar e quando dei por mim já cantava em voz alta. Terminei o meu banho pegando a toalha para me secar, vendo um bombom ferreiro Rocher ao lado da toalha, o que me fez sorrir novamente. Olhei para o espelho do banheiro e vi nitidamente uma garota que está descobrindo os prazeres de um amor consumado. Uma garota que está tão feliz por estar amando, como uma adolescente.

Abri o bombom e pus na boca, enquanto seco a sola dos pés e assim que engulo, pego a escova de dentes e ponho pasta para escovar meus dentes. Após me certificar que já não à resíduos de álcool em mim, volto para o quarto e a surpresa tão simples e significativa, já me aguardava encima da minha cama. Depois que saí da casa de minha mãe, nunca mais pensei que encontraria a minha roupa perfeitamente arrumada encima da cama, incluindo até mesmo o par de meias, boxer e um top, tudo que gosto de usar nas minhas cores combinadas favoritas; Jeans escuro, camiseta preta, allstar, boxer preta. Não há nada sobre essa cama que eu não costume usar no dia-a-dia.

– Já estou pronta amor! – Anuncia Alison.

Ela está vestida feito uma adolescente que acabou de descobrir a moda do macacão-jeans. Está linda e adorável, com um coque quase solto e um fio perfeitamente encaracolado. Me permiti hipnotizar nesse momento de pura beleza majestosa, que me encanta e seduz na mesma fração de segundos. Começo a me vestir, ouvindo o perfume ser borrifado em mim, para como diz a Alison: Andar mais rápido. Chega a ser assustador, quando acabo de descobrir que até aonde e a quantidade de borrifões eu gosto. Fui até a porta, abri para ela e assim que ela passou, eu sai em seguida trancando a porta. Passamos pelo rol de entrada e fomos até o restaurante tomar o café-da-manhã.

– Tenho que confessar algo amor. – Digo, segurando a mão dela.

– Diga vida… – Disse olhando para a geleia de cereja mas, ao pegar em sua mão, olhou para mim.

– Você é a garota mais linda do mundo. – Ela riu sem jeito. – Não ria, é a mais pura verdade.

– Só aceito esse elogio, se você aceitar que essa garota “mais linda” – fez aspas com os dedos – será para sempre sua.

– Eu super topo, até porque a senhora agora é Mrs. Fields.

– Eu super gosto disso! – Exclamou, sorridente. – Ei, vamos provar essa geleia.

– Vamos, já não aguento mais ver você namorando ela com os olhos, estou mesmo a me sentir traída em plena lua-de-mel! – Brinco fazendo-a rir alto.

– Você me faz perder os modos, pare! – Disse corada, ao notar que todos olham para nós duas.

– Eu paro, se você olhar para mim como está olhando para a geleia. – Sobreponho, passando a geleia em umas das torradas e pondo em sua boca. – Isso mesmo, coma a geleia. – Riu e passo meu polegar na maçã do seu rosto.

– Eu te amo muito, sua boba! – Ela diz.

– Eu também te amo, bebê.

Em seguida uma das garçonetes nos perguntou o que queríamos e fizemos nossos pedidos, não demorou muito até que fomos servidas. Tomamos nosso café, enquanto Alison optava pelo Miami Seaquarium, o maior aquário que existe na flórida. Aceitei o palpite dela e já comprei nossos ingressos online, para evitar filas ao chegarmos lá. Assim que terminamos de tomar nosso café, seguimos para um ponto de táxi, sim, táxi. Desde que chegamos, resolvemos impor uma regra em nossa lua-de-mel: Não exagerar e chamar atenção, sermos apenas cidadãs estudienses normais, que estão aproveitando a lua-de-mel, por isso táxi e nada de Ferrari vermelha ou prateada. É por isso que eu a amo dessa forma, gosto da simplicidade que ela trás para as nossas vidas, o jeito como ela me ensina todos os dias que eu não preciso de muito para me sentir feliz. Ai vai uma nova lição que aprendi ao lado dela: Dinheiro trás o necessário, mas nunca te cobrirá de alegria como uma atitude simples como andar de mãos dadas ou, atravessar a rua encima da faixa.

Entramos no táxi e nos deparamos com um jovem que aparenta ter pelo menos vinte e cinco anos, nos perguntando aonde queremos ir e ao responder, ele olhou pelo retrovisor e tomou atenção em nós duas, enquanto vira a chave para ligar o seu Citroen C4. Alison pegou a câmera Nikon que comprou para a viagem e pediu ao taxista para abrir a janela, e assim, tirar algumas fotos para o álbum de fotos. Ele deu um frágil sorriso e abriu, perguntando se queremos que ele ligue o rádio, o que rejeitamos. Alison optou por nos desligarmos um pouco do mundo real, das tragédias e tudo mais, para que possamos aproveitar melhor a viagem.

– Seaquarium é muito lindo. Vocês já conhecem? – Perguntou o jovem taxista.

– Não, só por fotos. – Respondeu Alison.

– Minha esposava adorava aquele lugar. – Ele disse, desacelerando o carro. – Quero que o meu filho siga esse caminho, adorar a natureza.

– Entendo-o plenamente. – Digo.

– Vocês são recém-casadas, não são? – Perguntou, voltando a acelerar no sinal verde.

– Sim, somos! – Alison responde, guardando a câmera novamente.

– Vejo felicidade entre vocês, com certeza recém-casadas. Parabéns.

– Muito obrigada! – Respondo.

Chegamos no estacionamento do Seaquarium e a Alison pagou ele, dando o troco de gorjeta, agradecendo. Ele ainda deu um grito querendo nos dar o troco,  mas ela gritou de volta falando que era dele. Eu não sei o valor que ela deu a ele, mas, pelo sorriso estampado no rosto dele, parece que ele realmente precisou disso. Alison tem uma sensibilidade que às vezes me deixa bastante pensativa, como se ela conseguisse sentir o que a outra pessoa está sentindo e por sua natureza humana ser bondosa, eu sei que ela sempre tenta ajudar quando pode e isso é também a razão na qual eu a amo por inteira. Alison até hoje não conseguiu me mostrar uma coisa feia nela, muito pelo contrário, eu sempre vejo beleza em cada gesto ou atitude dessa mulher maravilhosa.

– Vamos conhecer a baleia? – Perguntou, beijando a minha mão animada.

– Vamos conhecer tudo e mais um pouco. – Ela parou e me beijou, antes de entrarmos no meio da confusão.

Fomos até os tubarões, que chamou muito a atenção da Alison e está no caminho da baleia. Eles começaram a jogar algumas sardinhas na água, mostrando como eles podem ser rápidos e fatais, o que me lembra que estamos em Miami, não sei se conseguirei entrar na água tão cedo em minha vida, porque aquela massa acinzentada que existe no meu cérebro, com certeza imaginou as minhas pernas como um pedaço de bacon sendo devorado por um tubarão. Céus. Sem a Alison perceber, fui puxando-a lentamente para os peixes-espada, bem diferentes de todos os desenhos animados, eles não são gladiadores que batalham entre si, bom, parte da minha infância ficou aqui. Risos. Finalmente chegamos a baleia, que eles chamam de Mandy a Orca. Alison ficou admirada quando Mandy chegou bem perto, dando meia volta novamente, inegável que é um belo espetáculo.

Pov Alison                                                                                                                     

É divino apreciar a divindade da natureza marinha. Um mundo por extenso que é desconhecido e ainda muito estudado. Eu estou empolgada nesse lugar, nem preciso detalhar o meu sorriso quando chegamos nos corais, nossa, é lindo como tudo consegue ser tão perfeito e único. Conheci o Nemo e a Dori nos corais principais, claro que não são eles, mas, insisti nisso até a Emily concordar que são eles. Risos. Emily tenta me contradizer quase sempre e quase sempre imponho as idéias realistas dela e adoro quando ela acaba por ceder as minhas loucuras sadias. Paramos no carrinho de pipoca e optei por doce, já que este dia está tão doce quanto essa pipoca e ainda arrisco dizer, que o meu dia ao lado da minha esposa ainda consegui sobressair.

Seguimos para a apresentação dos golfinhos, local por ser aberto, podemos tirar fotos ou filmar. Finalmente peguei a minha câmera e quase tive que implorar para a Emily para a Emily fazer uma daquelas caretas que fazíamos no terceiro ano do ensino médio. “Por favor, que isso não caía em rede pública, ou meu ar de empresária fascinante é absorvido pelas piadas dos jornalistas” Ela pediu entre uma foto e outra, enquanto eu ria estupidamente das nossas caretas divertidas. Sentei ao lado dela, quando o encantador de golfinhos avisou que começará o espetáculo. Enquanto isso, lia sobre os golfinhos através do panfleto do parque, o que me deixou curiosa e ao mesmo tempo, deslumbrada. Sempre ouvi falar que golfinhos são seres muito inteligentes mas, ver isso na prática é mesmo encantador.

Emily pegou a minha câmera e me pediu um minuto, pois gravará o espetáculo para podermos guardar. Sorri e deixei ela ir, sem quase piscar para acompanhar como eles saltam a cada sinal dado, fazendo coisas que se eu fosse fazer, sairia da água direto para o hospital. Risos. Sinceramente, a única coisa que aceito fazer é comida, mas é aquilo que sempre digo: Devemos nos priorizar naquilo que além de fazermos bem, fazemos com amor. O espetáculo chegou ao fim em quase meia-hora. Emily voltou e a luz vermelha da câmera indica que ela ainda está filmando, o que me deixou desajeitada, não consigo ser pega de surpresa e não ficar vermelha feito um pimentão. Coloquei a mão na lente, tentando me esconder, mas ela chegou para trás e voltou a me expor.

– Senhoras e senhores, vos apresento a alegria da minha vida. – Ela disse, tirando um sorriso bobo dos meus lábios. – Quero vos dizer que essa mulher diante dos olhos de você é tudo para mim, e eu quero registrar isso agora, tendo quase um dia de casadas, que daqui vários anos e vários anos, eu ainda amarei a forma como ela fica tímida.

– Você é boba, desliga isso amor. – Peço, tímida.

– Só se você falar as palavras mágicas! – Exclama.

– Por favor?

– Não. Essas não amor!

– Eu te amo.

Um sorriso contente transpareceu em seu rosto, enquanto a câmera é desligada. Levantei, jogando meus braços em seu ombro, dando um beijinho de esquimó e depois, selando nossos lábios, vagarosamente. Coloquei o meu rosto entre o seu pescoço e lhe abracei bem apertado, e juro, como eu queria mostrar para ela como estou feliz diante desse abraço. Sinto-a me apertar ainda mais até que meus pés já não sentiam o chão, ao ser levantada por ela. Coloquei o boné com a aba para trás e abri os meus braços enquanto sinto meu coque desfazer, enquanto meus fios voam contra o vento. Abri os meus braços sentindo essa alegria entrar, até que meu corpo começou a deslizar pelo dela e encerrarmos esse momento, com outro beijo.

– Meu Deus, Alison, como você é linda! – Ela disse ao beijar minha testa.

– Você que é linda, muito lindona, meu viver! – Digo e entrelaço nossas mãos. – Vamos almoçar aqui ou em outro lugar? – Pergunto.

– Vamos almoçar aqui mesmo, bebê. – Digo. – Só não vale comer peixe, vou me sentir mal.

– HAHAHA, tranquila, vamos pedir um belo de bife. – Brinco.

Pov Emily

Após almoçarmos, seguimos até uma parada de táxi e fomos para o museu Villa Vizcaya, pois além de ser um dos pontos turísticos, também obtém um lindo parque botânico no estilo renascentista. Não demorou até que chegamos, local escolhido por ambas. Conhecemos a casa do vice-presidente da International Harvester, James Deering. As estruturas são magníficas, lembro de quando estou na europa, por conta da arquitetura inspirada no norte da Itália, pelo menos é isso que o panfleto nos informa. Depois de conhecer toda casa, seguimos para o jardim, local que Alison sente-se à vontade de verdade. Peguei a câmera e tirei algumas fotos dela, enquanto admira aquelas inúmeras espécies de flores, algumas até desconhecida para elas. Paramos em um banco de madeira escura, rodeada por azáleas e que também fica perto de um pequeno lago que está localizado no centro do jardim. Tem alguns patos e um casal de cisnes. Os pombos também deixam o clima bem aconchegante, ainda mais se você joga algumas migalhas de pão.

– Céus, como estou bem aqui. – Alison diz, ao jogar um pouco de pão no lago.

– Podemos ficar aqui até o fim da viagem, amor. – Digo, vendo-a mostrar a língua.

– Quem me derá! – Exclama. – Mas, me contento bastante com o quarto da pousada. Sabe porquê? – Perguntou, enquanto bate uma mão na outra, para limpas os farelos.

– Não amor. Porquê? – Pergunto, vendo-a sentar ao meu lado novamente.

– Porque você está comigo nele. Digo mais – ela alisa seu indicador em meu queixo – qualquer lugar no mundo com você, ganha esse jardim. – Ela beijou a ponta do meu nariz e me abraçou.

– Posso dizer o mesmo, princesa.

Nos mantivemos sentada ouvindo a água que caí das rochas artificiais, sentindo o vento que carrega o aroma de cada flor que está plantada nesse lugar mágico. Eu, que nunca fui uma fã nata de jardins, na verdade até posso dizer que detestava, consigo ver o tamanho esplendor que é os raios de sol acalçando as cores vivas de cada pétala desse jardim, deixando tudo com um toque natural, obra da própria natureza dita, que com muitos cuidados desses jardineiros, pode ser considera uma das coisas mais lindas que conheci. Se eu me sinto assim, imagina Alison, a verdadeira amante da natureza e tudo que ela nos transmite. Dai vem a grande pergunta: Como eu, já consegui detestar tudo isso? Não sei e não sou capaz de opinar. Mudar tem muitas vantagens e depois que descobri isso, sempre estimulo uma mudança à mais em minha vida. Aprendi durante esses anos que mudar é um bom feito, se isso for a favor de uma vida melhor.

Se dou graças a alguma coisa, dou graças por não ter morrido nas vezes que tentei, pois paro para pensar em tudo que vivi ao sobreviver, tudo que conheci, tudo que aprendi e dou-me conta de como eu não sabia o quanto isso aqui tem um sabor maravilhoso. Uma vez eu li em um site qualquer que não recordo o nome, uma frase e hoje, ela faz tanto sentido: Não existe caminho para a felicidade porque a felicidade, é o caminho. Me levantei do banco de mãos dadas com a Alison e fomos até o posto de táxi, para voltarmos para casa e descansarmos até o jogo de basquete. Meia-hora depois, estávamos de frente para a pousada e perto do mar, olhei um pouco para o lado vendo uma loja desportiva e fui até lá para tentar encontrar a blusa dos Miami Heat. Alison pegou uma touca do time e pôs na cabeça, colocando a língua pra fora e falando que vai levar, e eu apenas assenti. Peguei duas blusas um pouco maiores que a gente, para ficar larguinha e fui até a máquina de cartão de crédito pagar e no tempo de colocar a senha, Alison sumiu do meu campo de visão.

Peguei o saco da loja agradecendo e fui para o exterior, olhando para todos os lados da rua e nada dela, ficando um pouco preocupada. De repente eu a vi agachada com um menininho que aparenta ter uns cinco ou seis anos e para a minha surpresa, àquela senhora das flores estava junto dele. Respirei profundamente, engolindo um choro que se formou em minha garganta, pois o neto daquela senhora não tem cabelo e é tão pálido, aparentando estar doente, o que me cortou completamente o coração ao voltar a olhar nos olhos daquela senhora.

– Olá! – Sorriu e olho para ele. – Você deve ser o Léo, certo?

– Sim, sou eu mesmo! – Ele abriu um sorriso grandioso.

– Léo, essa menina é a garota bondosa que comprou as flores. – A senhora disse e ele me abraçou.

– Obrigada por isso! – Agachei e o abracei bem forte, sentindo um cheirinho de hospital em suas vestes. – Você me ajudou muito.

– As flores da sua vovó eram incríveis, compraria mais uma dúzia delas! – Digo.

– Minha vovó disse que você era muito linda. Sabia que a minha vovó nunca mente? Nem quando ela quer ela mente.

– Você é um rapazinho muito esperto, não dá para mentir.

– O que tem dentro desse saco? – Perguntou.

– Ah, tem coisas do Miami Heat. – Digo rindo para ele e pondo a touca em sua cabeça. – Você gosta de basquete? – Pergunto.

– Eu sou fã do Lebron James. Quando eu crescer quero ser tão rápido e forte como ele.

Tem coisas que nos tocam a alma como uma lança sem sutilidade alguma. Essa criança tão pequena lutando contra a morte, mas mesmo assim sonhando em ser alto e forte. Será que eu já agradeci o suficiente pela minha vida? Porque me deparar com uma situação dessa realmente é tão forte e me faz ver como existe problemas de verdade em pessoas como essa criança indefesa que carrega sonhos inteiros em seus olhos meigos e castanhos.

– Você não quer ir comigo, a vovó e a Alison assistir um jogo dos Miami Heat? – Pergunto animada, mas não tanto quanto ele ficou.

– Gostaria, mas a minha vovó não tem condições para isso. Mas espero que você aproveite.

– É um convite. Espera, deixa eu falar com a vovó, tá?

– Ta bom!

Alison ficou com ele e eu levei a senhora Maria comigo até o outro lado da rua fingir estar comprando sorvete enquanto ela me conta mais sobre o Léo. Ele tem sete anos e a três anos luta contra a leucemia. Ele tem muitas recaídas mas se mostra forte e que o pior de tudo é o tratamento caro que a senhora Maria não consegue suprir. As rosas vendidas são todas para os remédios de Leonardo, e que ela tem feito o possível para mantê-lo vivo e por mais que tenha ajuda no governo, não chega para tantas despesas. Disse que o pai dele é taxista e ganha muito pouco, mal para eles comerem. A mãe do Léo faleceu com a mesma doença e isso foi um choque para toda família, pois foi tudo muito rápido. Fiquei pensativa e gritei a Alison para vim com ele até a sorveteria. Ele não pode comer muitas besteiras, mas seus olhos ficaram tão brilhantes que a avó deixou ele comer um pouco.

Eles aceitaram o convite, mas Maria disse que ela está velha para essas coisas e me perguntou se o pai do Leonardo poderia ir no lugar dela, e eu assenti positivamente, concordando. Levantei e deixei a Alison com a Maria, pegando o Léo que é bem leve no colo, voltando a loja desportiva, pedindo uma blusa que coubesse nele, uma calça moletom e a touca do time e também pedi para o tamanho adulto, para ser possível que o pai dele entre no clima. Após comprarmos, voltei para Maria, acenei para um táxi, pedindo que ela peça ao seu genro que nos busque oito e meia, para o jogo. Ela assentiu e me abraçou, um abraço tão grato quanto é possível, e eu apenas foquei meu olhar na Alison, que tem nos olhos dela a compreensão absoluta desse momento. Maria entrou no táxi e eu abracei de relance a Alison, chorando finalmente, um choro silencioso, preciso e espontâneo.

Fomos para a pousada e ao entrar no quarto Alison se jogou nos meus braços, me envolvendo novamente em seu abraço, dizendo que sente muito orgulho da pessoa que me tornei. Por um absorto minuto, deparei com uma nova autoavaliação minha: Eu não sou quem sou por alguém, mas sim, porque quero ser essa pessoa que sou hoje. Claro que Alison me ajudou a enxergar essa nova forma de ver as coisas, o amor dela, dos meus pais, das meninas, de todos que não me deram como caso perdido e, tenho tanta alegria em saber que sou quem sou porque amo ser assim, uma pessoa que recebe tanto amor ao ponto de poder oferecê-lo as pessoas realmente merecedoras, sejam elas conhecidos de anos ou, aquelas que simplesmente são colocadas em minha vida e só precisam de esperança, e eu, bom, eu posso dar-lhes e sempre que eu puder, darei, de todo meu coração.

Afastei-me da Alison, jogando seu cabelo para trás e ter uma visão límpida dos seus olhos, fazendo movimentos circulares com os meus polegares das mãos. Olhei para o relógio e peguei ela no colo, nos guiando para o chuveiro, cantando com ela a música do Pavarotti, sinceramente está engraçado duas tonhas querendo dar uma de cantoras de ópera. Voltei a pô-la no chão, tirando a sua blusa e soltando o seu sutiã. Ela fez o mesmo e peça por peça, finalmente ficamos nuas. Ela abriu a maçaneta do duche, encostando na parede ao me puxar pelo braço, me permitindo sentir a sua língua suavizando a minha e encerrando ao puxar meu lábio inferior com o dente. Entre um sorriso e outro, ela virou guiando o meu membro até penetrá-lo nela. Entrelacei as nossas mãos e essa sensação não poderia ser mais gostosa.

Sentir a água morna chocando contra os nossos corpos enquanto faço o vai e vem ouvindo-a gemer. Dessa vez eu desliguei a água e a peguei no colo novamente indo até o sofá, deixando-a em meu colo, sentindo ela comandar o momento e a velocidade que fazemos amor. Comecei a apertar a sua bunda, beijando a sua lateral, sentindo suas unhas afundarem em minha pele com força. Alison aumentou a velocidade e foi diminuindo, ficando um pouco mole, e pelo jeito que está mais húmida, acredito que ela gozou. Deitei ela no sofá, abrindo as suas pernas e estocando-a bem rápido, beijando a sua boca, até gozar gostoso dentro dela.

– É tão bom gozar duas vezes. – Ela diz e rir. – Você com certeza sabe como me deixar louca.

– Eu não fiz nada. – Digo, ficando de joelhos.

– Você não imagina o quanto sou apaixonada por você. Mas ainda vamos fazer isso melhor! – Brincou, levantando do sofá. – Tenho uma surpresinha para o final.

– Só para o final? – Faço uma carinha, vendo-a afirmar positivamente.

Levanto do sofá de novo indo até o banheiro me lavar e ela faz o mesmo, me pedindo para ser mais rápida do que mais cedo. Dei um tapinha na sua bundinha branca e nua, indo até a mala para pegar o meu jeans claro e tênis da Nike. Em seguida, liguei para a Hanna enquanto Alison se veste, permitindo que ela escute tudo que estou conversando com ela, agora que somos esposas, Alison merece saber todas as minhas decisões. Por fim terminamos, prontas e bem adeptas do Miami Heat. No horário marcado, ouvimos uma batida na porta e ao abrir, nos deparamos com o taxista de mais cedo, que nos levou ao Seaquarium e não precisei de muito para juntar a tristeza dele a história da Maria.

– Vocês… – Ele disse espantado.

– Aonde está o Léo? – Alison perguntou.

– No carro à nossa espera.

– Então não vamos deixá-lo esperando mais. – Digo, saindo e fechando a porta.

Ao entrar no carro, Léo me abraçou e disse “oi” bem simpático a Alison. Geralmente todos preferem a Alison, mas já percebi o favoritismo dele e isso me alegra muito. Alison foi na frente com o pai dele, fazendo companhia. As ruas estão engarrafadas por causa do jogo, ouve-se daqui o grito da torcida e deve está muito emocionante estar lá dentro. Finalmente conseguimos chegar na nossa vaga, que vem incluída com o pacote que comprei na internet, ou melhor, Hanna comprou para mim. Sim, encima da hora tive que mudar os planos e os dois outros ingressos vou dar a alguém que ficará na rua, para não perder. Saímos do carro e ao ativar o alarme, Richard pegou Léo no colo, colocando a touca em sua cabeça.

– Richard, preciso dar dois ingressos que compre antes à alguém. Senão, vou perdê-los.

– Sério? – Ele pergunta espantado.

– Sério sim. Será que alguém de fora está sem ingresso.

Ele olhou para todos os lados e avistou um senhor que está com um garoto, todo vestido olhando para o visor que tem fora do ginásio. Perguntou se ele tinha ingresso e o senhor tímido sem jeito, respondeu que não. Fui até ele e dei os ingressos, pedindo-os para aproveitá-los, uma vez que não vou usar. Ele completamente contente, agradeceu e chamou o garoto para ir com ele. Fomos para a área vip, que fica bem perto das quatro linhas. Entreguei o papel impresso, que indica nossos lugares entregando ao segurança e fui com eles para os nossos lugares. Os jogadores ainda não estão em quadra, mas já é de arrepiar a sensação de estar aqui dentro, com todos os adeptos fieis.

– Richard, vamos buscar refrigerantes? – Alison perguntou.

– Vamos sim. Emily, pode cuidar do Léo? – Perguntou.

– Nem precisa disso, vamos ficar bem.

Alison beijou o meu rosto e seguiu atrás do Richard, que diz conhecer o ginásio bem. De repente anunciaram a entrada dos jogadores e olhar para o Léo, enquanto ele vê o povo gritando o nome do Lebron, é sim, na sua melhor essência, uma coisa maravilhosa. Léo subiu na cadeira, gritando “Go Heat”, e ao vê-lo fazer isso, também fiz, parecendo uma doida, mas, divertida. Meu telefone vibrou e a mensagem da Hanna, confirmando que está tudo certo entre os nossos combinados. Alison e Richard voltaram com as mãos cheias e quase na hora do jogo começar. O juiz pegou a bola, lançando para cima, dando início ao jogo. Oklahoma tem sim uma equipe difícil, mas gostaria tanto que esse dia fosse marcado por uma vitória na vida do Léo, quero tanto que tenho esperança que seja.

– Ele salta tão alto, nossa! – Léo disse, aproximando seu rosto do vidro de proteção.

Os três primeiros quartos já foram jogados e no último, Miami Heat está do outro lado, o que me deixou triste, tinha fé que eles jogariam o último desse lado. Entre uma jogada e outra, faltando quinze segundos e uma vantagem apenas de um ponto para o Oklahoma, Lebron estava prestes a fazer uma cesta de três pontos quando sofreu uma falta, ganhando três lançamentos livres. Todo o ginásio ficou em silêncio, provavelmente nervosos com essa tensão, Lebron precisa acertar apenas duas cestas para consagrar a vitória aos Heats. Ele lançou a primeira cesta que caiu, comemorando com o Wade com um toque de mãos. Ele voltou a mirar a cesta que bateu no arco e caiu fora. Léo tirou a touca da cabeça e em meio a todo aquele silêncio gritou “Lebron, Lebron, Lebron”, todos voltaram o seu olhar para ele, dando força a sua voz, contagiando toda torcida presente. Eu notei o olhar do Lebron para a nossa direção e em meio a toda torcida aos gritos, ele piscou para em nossa direção e acertou a cesta. A torcida gritava Heat bem alto, pois eles não podem deixar o Oklahoma marcar. Por incrível e quase impossível que seja, o armador e mais baixo do time bloqueou o ataque de Durant, espalmando a bola para Wade que levou até vê o Lebron perto do arco, lançando a bola para cima, terminando com um belo Alley-oop de costa do Lebron, que levou toda torcida ao delírio.

Quando o juiz apitou deu o sinal de fim de jogo, Lebron apontou em nossa direção, retirando a sua camisa e pedindo uma caneta ao assistente do time, autografando a camisa e vindo até o Léo, entregando-o a camisa.

– Como é seu nome rapaz? – Ele perguntou.

– Leonardo. – Respondeu.

– Léo, hoje foste de certeza o sexto homem em quadra. Obrigado por sua força.

– Posso te abraçar? – Léo pediu e em meio ao abraço, vi Richard chorar emocionado. – Você é o meu ídolo.

– Não existe ídolos se não existir fãs como você. Lembre-se de uma coisa rapaz: O jogo pode ser difícil, mas a vitória sempre tem um sabor maravilhoso. Você vai vencer, não vai?

– Eu vou! – Disse sorridente.

– Isso mesmo, boa sorte!

Lebron entregou a blusa para o Léo e voltou para o time, comemorando a vitória do time. Ficamos tão felizes que aproveitamos até o último instante para estarmos dentro do ginásio. Por fim, fomos todos para um restaurante jantar e foi nesse jantar que eu contei a Richard como conheci a senhora Maria. Disse-lhe que a história deles me comoveu e por fim, fiz-lhe a proposta que está engasgada na minha garganta desde que ele chegou na pousada. Mais cedo havia perguntado a Hanna sobre a frota de Táxi em Miami, e ela fez uma pequena pesquisa afirmando ser um bom negócio, e essa foi a proposta para Richard: Ser meu sócio, dando seu conhecimento sobre a área enquanto eu dou o dinheiro necessário para uma frota de carros semi-luxuosos.

Esse homem variou seu olhar entre a Alison e eu, perguntando se somos alguma espécie de anjos enviados para dar um pouco de esperança. Richard desabafou contando que ao perder a esposa ficou sem acreditar que coisas boas poderiam voltar a acontecer e isso se fortaleceu quando Léo também adoeceu. Acima de qualquer bom negócio, existe um homem que deseja lutar pela vida do seu filho, e agora estou tentando manter a fé nele, como um dia mantiveram em mim. Olhar para os olhos dele e do Léo me fez perceber que há vários Léos e Richards por ai e infelizmente eu não posso mudar a vida deles, mas fico feliz por poder mudar a desses dois e dona Maria.

Sei que muitos podem se perguntam por que raios eu ajudaria dois desconhecidos dessa maneira, e talvez a resposta esteja no que a Alison sempre fala: Não precisamos encontrar uma razão para o bem, muito menos se o nosso coração nos pede isso. Foi isso que aconteceu, de um jeito bem inusitado, eu só estava indo buscar o café-da-manhã quando eles foram colocados em minha vida, e sinceramente, ainda bem que foram. Pensar que se fosse antes eu nem os olharia, e por isso eu constato de uma vez por todas que a mudei por mim e digo que aquela indiferença que sentia a cada dia a mais se torna coisa do passado, se já não tornou-se.

Peguei a minha folha de cheque e assinei uma quantia para o tratamento do Léo, até a frota esta pronta e terminei o jantar. Richard nos deixou em casa, um pouco sem jeito mas ainda assim muito feliz. Ele está feliz, o Léo está feliz, Ali está feliz e eu? Realizada. Nos despedimos, até a Alison abrir a porta e quando estava prestes a entrar, ouvi um grito agudo do Léo. Ele veio correndo em minha direção e me abraçou com toda a sua força e prometeu me visitar em Rosewood, o que me fez rir e espero que sim. O soltei, vendo-o entrar no táxi, acenando com a mão um tchau. Olhei para a Alison sorrindo, suspirei e juntas entramos em nosso quarto para descansarmos do longo dia que tivemos.

Pov Alison

Depois de uma semana a nossa viagem chegou ao fim, infelizmente. Mas nada que seja motivo para ficarmos tristes, pois dentro dessa semana conseguimos fotos e vídeos que levaremos por anos como boas lembranças nossas. Essa viagem não poderia ser melhor, longe disso, essa semana foi mágica por vários aspectos. Hoje voltamos para Rosewood mais leves e prontas para assumirmos de uma vez por todas as rédeas como a nova família que há em Rosewood. Assumir nossos compromissos e, mudar nossos documentos para nossos nomes de casadas. Hoje, agora, nesse instante, posso dizer que estou bem convicta que tudo está no seu devido lugar.

Chegamos no aeroporto já abraçando as meninas que foram nos buscar, para daqui irmos almoçar e contar um pouco sobre a viagem. Perguntei sobre o Noel e elas apenas me avisaram que ele estaria no restaurante a nossa espera com a Victória. Falar naquela pequena, oh que saudade que eu estou dela, nem consigo detalhar. Sem esperas, entrei no carro da Spencer após colocar a mala no carro e como a bela tagarela que sou, comecei a contar sobre tudo que passamos em Miami, cenários de momentos incríveis que passei a minha maravilhosa lua-de-mel. 


Notas Finais


Por enquanto é isso que tenho para vocês, perdoam-me não ter tido mais cenas hots, porém já adianto que elas terão. Sobre as especulações de baby Emison, dessa vez esquecer a camisinha foi proposital!

Um beijão nos corações de vocês. Espero vê-los aqui também!
Até o próximo amoras <333.


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