História Os Escolhidos - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Família, Romance, Universo Alternativo
Exibições 3
Palavras 895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Capítulo Um


Dois grandes homens se aproximavam, correndo, de uma garota, com longos cabelos castanhos e encaracolados, que corria na direção dos atacantes, ela levantou seu punho na direção do rosto do homem da esquerda e acertou um soco em seu nariz, que automaticamente começou a sangrar. Rapidamente, com o cotovelo do mesmo braço, acertou o estômago do homem à sua direita e os dois caem no chão. A garota puxou, de seu cinto, um revólver e o apontou para a cabeça daquele à sua direita...

 

— Bernardo? BERNARDO?

Acordei subitamente com a professora de história, Miriam , ao lado de minha mesa, me encarando.

— Hmm. — Resmunguei.

— Pode me dizer um dos motivos do início da Revolução Francesa? —  Perguntou levantando uma de suas sobrancelhas.

— Amm. — Limpei a baba seca de meu queixo. Olhei, então, pra minha mesa, onde há um pequena poça sobre meu resumo de matemática. Direcionei os olhos para a garota sentada ao meu lado com olhar de súplica.

— A crise financeira que o país sofria. — Disse a menina sentada ao meu lado, com ar de desinteresse.

— Exemplifique Luiza. — Ela tirou os olhos de mim, e voltou-os para a garota.

Luiza tirou os olhos de suas unhas, as quais estava lixando, e olhou Miriam:

— O rei da França, Luís XVI preocupado com a situação econômica de seu país, criou um novo imposto que iria ser cobrado daqueles que não pertenciam ao clero nem à nobreza, esses então começaram a revolução francesa.

— Certo. — Ela se afastou de minha mesa, em direção ao quadro. Virei a cabeça e mexi os lábios em um "obrigado" para Luiza, ela apenas bateu os ombros.

 

Sentei na mesa à baixo da pitangueira do pátio, na frente de Luiza. Apoiei minha bandeja, com meu almoço, na mesa e observei a garota morder sua maçã e mexia em seu celular.

— Sonhei com você, na aula de história.

Ela tirou a os olhos da tela de seu aparelho e direcionou-os à mim.

— Mais um pesadelo? 

— Não exatamente...

Ela levantou uma de suas sobrancelhas.

— ... Amm, dois caras tentaram te atacar mas você nocauteou eles, e depois os matou...

— Você dá muita importância à esses sonhos. — Ela balançou a cabeça e voltou os olhos ao celular.

— Sei lá. — Respondi desanimado.

Ela sorriu de canto.

— Ok, precisamos resolver isso logo. — Vanessa, uma garota alta e loira, sentou-se ao meu lado.

— Cara, não tem o que resolver. — Júlio, um garoto ruivo e forte, sentou-se ao lado de Luiza, passou o braço sobre o ombro da garota e beijou sua testa. — Não te vi hoje.

Luiza sorriu e aconchegou-se em seu abraço.

— O que houve? — Perguntei à Vanessa.

— Os convites não chegaram. — Ela disse arregalando os olhos. — Como convidamos pessoas para uma festa sem convites? — Ela roubou uma batata-frita minha e deitou pra trás sobre o banco.

— Por mensagem? — Perguntei.

— Foi o que eu disse, mas aparentemente não é bom o bastante. — Júlio disse, também roubando uma de minhas batatas.— Tá, — A garota loira senta novamente. — Já cansei também de pensar nessa merda.

Puxei-a para o meu lado e a abracei por sua cintura.

— Calma, falta bastante ainda.

Ela resmungou e roubou outra de minhas batatas.

 

— Eu achei que o seu tempo fosse o menor.

— E é, mas o treinador quer botar ele sobre pressão, pra ver se ele se esforça mais. — Luiza e eu  caminhávamos lado a lado a caminho de nossas casas. 

— Não acho muito justo, você deveria ir ao campeonato.

— É. — Concordei desanimado. — Como foi seu treino? — Perguntei olhando seus cabelos molhados.

— Eu oficialmente já posso nadar medley! — Ela respondeu animadamente levantando as mãos.

— Parabéns! — Disse imitando-a.

Continuamos andando, até que ela parou ao lado de um banco, na frente de sua casa.

— Ei, você quer sentar? — Ela me perguntou inclinando a cabeça de lado.

— Claro.

Sentei ao seu lado e a garota apoiou sua cabeça em meu ombro.

— Então sobre meu sonho... — Comecei.

—  Já disse, não é nada de mais. — Ela me interrompeu.

Virei pra me sentar de frente para ela, e Luiza fez o mesmo.

— Você não acha estranho? Eu ter tantos sonhos assim? — Ela me olhou com cara de entediada. — Com a mesmas pessoas.

—  É só uma coincidência. Sério, não se preocupe com isso. — Ela olhou para suas unhas. — Am, eu queria falar com você. — Ela disse nervosamente.

— Fala...

Ela me olhou, um pouco preocupada.

— Você sabe o quanto eu gosto de você, né?

Sorrio.

— É claro. Porquê da pergunta?

— Sei lá.

Ela levantou e me puxou pelo braço em um abraço.

— Sabe que eu não faria nada contra você, né? Nada que o ferisse.  — Ela perguntou contra meu ombro.

Me afastei um pouco apenas pra ver seu rosto. E vi lágrimas surgindo em seus olhos.

— Ei, não chora. — Disse enxugando seu rosto. Ela me olhou com dúvida. — Eu sei.

Ficamos um bom tempo apenas nos encarando. Senti seu coração acelerar contra meu peito, o meu fazia o mesmo. Antes que eu percebesse algo estávamos nos beijando, suas mãos perseguiam um caminho entre meu pescoço e cabelo, minha mãos puxavam sua cintura na direção da minha. Em algum momento nos separamos, por falta de ar. Ela mordeu seu lábio inferior e me olhou.

— Preciso ir. — Luiza disse, me deu um beijo na bochecha e entrou para sua casa.

Fiquei alguns bons minutos tentando entender o que havia acontecido. Depois de um tempo caminhei até o final do quarteirão e entrei para minha casa. 


Notas Finais


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