História Os Fantasmas de Paris - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, pessoas! Bom, eu realmente espero que gostem do primeiro capítulo! Boa leitura e desculpem qualquer erro ~.~

Capítulo 2 - Apenas uma noite


Fanfic / Fanfiction Os Fantasmas de Paris - Capítulo 2 - Apenas uma noite

                                                           Capítulo um: Apenas uma noite

Aquela música a incomodava, a dança estranha a incomodava, tudo naquele lugar a incomodava! Tentou se lembrar por que havia aceitado o convite de sua melhor amiga Alya para acompanhá-la na casa noturna — que ficava num galpão abandonado na região da fronteira 3. 

Observava as pessoas dançando ao som da música alta que estorava seus tímpanos. Eles estavam grudados demais, será que não se importavam com o calor? Todo aquele cheiro de suor e álcool era insuportável, mas as outras pessoas não pareciam sentir.  

Marinette Dupain-Cheng era uma garota — ou uma jovem mulher, se preferirem — de dezenove anos que não se enquadrava em um lugar como aquele. Estava entediada e mexendo no celular num canto qualquer perto do bar. Falava apenas quando ia recusar um pedido para dançar de alguém. 

Correu os olhos oceânicos pelo local mais uma vez, procurando por Alya. Viu a morena se aproximar de mãos dadas com outro moreno desconhecido. A Dupain-Cheng não estava nada impressionada por ver sua melhor amiga com um cara, era apenas de sua natureza gostar do sexo oposto. 

— Oooi, Mari! — gritou, já bêbada. — Esse é o Nino! Ele é um amor! 

— Estou feliz por você, apenas não engravide. — gritou a azulada no ouvido da amiga. — Eu vou embora! 

— Espera, o Nino disse que ele tem um amigo que seria perfeito para você! Ele odeia ficar aqui. — retrucou Alya. Com um suspiro, Mari decidiu aceitar, pois o que perderia? Estava entediada e sozinha, podia pelo menos aproveitar um pouco. 

— E onde ele está? — interpelou, hesitante sobre sua decisão de encontrá-lo. Alya fitou-a com surpresa por ela se convencer tão rápido, já que na maioria das vezes negaria até a morte se encontrar com um garoto que não conhecia. Bom, era melhor nem questionar o porquê daquilo, então a morena pediu para Nino levá-la até o amigo. 

Assim que o garoto a deixou na frente de um loiro, encostado na parede e entediado, assim como ela estava minutos atrás, sumiu novamente no meio daquelas pessoas inquietas que dançavam ao som de uma nova música que começara. Levemente hesitante, Marinette se aproximou e o cumprimentou, assustando-o. 

— Ah, desculpe! Seu amigo Nino me trouxe aqui não sei para quê. — bem, ela sabia, mas mentir um pouquinho não mataria ninguém. 

— Tu-Tudo bem. — respondeu tímido, despertando interesse na azulada que o analisava com os olhos, prestando atenção em suas ações. — Sou... Luca. Prazer em conhecê-la, senhorita. — a Dupain-Cheng olhou-o encabulada. Ele havia a chamado de "senhorita"? Que raridade! Reparou em suas roupas para saber se era algum rico, mas ele usava um jeans — que lhe caía muito bem —, uma blusa e um par de tênis velhos. 

— Prazer, Luca. Chamo-me Marinette. — sorriu de canto com um ar doce. Primeira vez que sorria naquela noite e não havia sido Alya que a fizera ficar assim, realmente o loiro possuía talento. Uma música decente, na opinião de Mari, começou a tocar. Decidindo aproveitar um pouco da oportunidade de "possuir" aquele garoto aquela noite, segurou sua mão e o puxou para a pista de dança. 

A música realmente tinha algo de especial, pois animou Marinette e o surpreso Luca que fora pego desprevenido quando teve sua mão segurada. Não tomaram nada com álcool e nem fumaram algo mais... Animador. Seus corpos se moviam ao ritmo daquela única música descente no meio de outras que os dois desgostavam. 

Seus corpos chocavam-se com os de outras pessoas mais suadas que eles, mas ninguém parecia se importar com o que a agitação trazia. Músicas mais animadas e revigorantes para o casal começaram a vir e dançar tornou-se essencial, mas algo era mais importante que aquilo: manterem seus olhares um no outro. Seus olhos atraíam-se e não queriam desviar, apenas para às vezes encararem a boca um do outro, mas apenas para isso.

Quando se cansaram, saíram da pista e Mari respirou ofegante, tentando recuperar o fôlego. Refez o rabo de cavalo que prendia suas madeixas e olhou para Luca, com um sorriso de canto. 

— Eu acho que vou para casa tomar um banho. — disse inocentemente. Claro, seus planos eram outros, pois afinal seus pais haviam viajado para visitar sua tia e não voltariam até a semana que vem. Pensando se o loiro havia entendido ou não o recado, recebeu sua resposta assim que ele entrelaçou os braços ao redor de sua cintura e seu rosto afundou em sua nuca. 

— Aceitaria um acompanhante até sua casa e, talvez, no banho, senhorita? — sussurrou suavemente no ouvido da moça, causando-lhe arrepios. 

— Seria um prazer, senhor. — sorriu meio maliciosa e segurou a mão de Luca como fez mais cedo e o puxou para fora da boate barulhenta. Foram andando até a moto da azulada, que logo colocou o capacete e entregou ume extra ao loiro. 

— Vejo que é precavida. — disse o rapaz com um tom um pouco... Provocante? Talvez essa fosse a palavra certa.

— Mas é claro, senhor. — sorriu, tentando não rir. Luca subiu na garupa da moto e segurou-se em sua parceira — pelo menos daquele momento. 

"Apenas aproveite uma noite, Marinette", pensou, inquieta. "Apenas uma noite aproveite sua vida antes que ela volte à normalidade chata e cheia de regras implantadas pelo prefeito. Apenas viva um pouco!", convenceu-se. 

Chegaram na casa de Mari e esperar não era uma das virtudes do loiro, pois assim que entraram ele a prensou contra a parede e a beijou. Céus! Que beijo era aquele? Devia ter achado aquele garoto antes, poderia estar aproveitando muito mais a vida com ele ao seu lado.

Com o beijo, um estranho arrepio percorreu a coluna da Dupain-Cheng enquanto sua língua se entrelaçava com a de Luca. Sua mão não se conteve e foi para a nuca do rapaz, puxando seus cabelos gentilmente. O quarto não estava tão longe, por isso Marinette o guiou até lá sem quebrar o beijo. 

— E o banho? — interpelou o loiro entre os beijos. 

— Não se preocupe com isso, tomamos banho depois de acabar com isso aqui. — retrucou a azualda, sorrindo travessa. 

                                                                                   * * *

Cinco homens. Luca fora o quinto homem com quem Marinette dormira. Ela com certeza perdia para Alya que devia ter tiso seu vigésimo segundo ou algo assim na noite anterior. A azulada levantou-se da cama meio grogue e procurou pelo rapaz e escutou o som de chuveiro, então sorriu. 

Ele não a deixou sozinha, no final das contas. 

Viu que em cima da cadeira de sua escrivaninha no quarto estava a jaqueta dele, e algo parecia ter caído do bolso da mesma. Suspirando de preguiça, a Dupain-Cheng pegou o desconhecido pedaço de papel. Uma identidade? Bom, na foto era Luca, mas por que no nome estava "Adrien Agreste"? 

— O filho do prefeito?! — gritou assustada e ouviu o chuveiro desligar. Seu sangue gelou e pegar a faca na cozinha não seria nada mal. Olhou ao redor procurando algo para ameaçá-lo, mas apenas viu a estreita cama de solteiro de seu quarto — onde eles dormiram abraçados após um banho, como prometido —, seu guarda-roupa, a escrivaninha e nada mais. 

— Bom dia, Mari. — disse com naturalidade, como se tudo estivesse normal. Claro que nada estava normal! E isso irritava bastante a dona da casa. 

— Bom dia. — disse friamente e mostrou a identidade. — Posso saber por que mentiu?

— Acho que isso está um pouco óbvio, não acha? — indagou. Desde que chegaram na casa da azulada na noite anterior, Luca — melhor dizendo, Adrien — não era mais o rapaz tímido que era chamado para dançar, ele quem dava o ar de que iria chamar a garota para a pista. Parecia ser uma pessoa diferente, mas ainda com a mesma educação e personalidade, apenas mais "atirado".

Apesar de não estar sendo como aquele garoto, entre os cinco caras com quem Marinette dormiu, o filho do prefeito nunca deveria estar na lista. Pelo menos não era o planejado. Afinal, Gabriel Agreste era o homem que implantou as fronteiras na cidade de Paris, que fez a família Dupain-Cheng ter um prejuízo enorme — o fato dos pais da azulada ainda terem a padaria a surpreendia.

— Pode ser óbvia para você, mas para mim não é. O que você estava fazendo numa balanda da fronteira 3? Seu pai lhe mataria, imagino.

— Certamente. Mas Nino é meu amigo e o único que sabia minha "real identidade", até agora. Eu queria aproveitar a vida ao invés de ficar preso naquela casa, com a solidão e sendo sufocado pela ausência do meu pai. — disse, quase que num sussurro. Aquilo parecia uma discussão de um casal casado há cinco anos e só agora a mulher estava descobrindo algo sobre seu marido. 

— Você não parecia estar se divertido, Adrien Agreste. — disse Mari como se vomitasse ácido. 

— Sim. — confessou. — Mas isso foi até você aparecer, joaninha. — o sorriso que ele fez provocou uma ruborização no rosto da azulada. O loiro era bonito, tinha de admitir. 

— Joaninha? — Adrien apenas apontou para uma pelúcia de joaninha ao lado da cama da garota. Sua face ficou mais vermelha do que já estava, se isso era possível. 

— Você está extremamente corada, senhorita. 

— Tenho conhecimento disso. — retrucou. Aquilo estava começando a incomodá-la, pois se seus pais soubessem que a cria daquele homem estava no quarto da filha deles e que havia dormido com ela, provavelmente um assassinato ocorreria ali, e não seria Adrien quem morreria.

Um suspiro escapou dos lábios de Marinette, que se perguntava em como se metera naquela situação. Era tudo culpa daquele papo de "aproveitar a vida". Agora ela apenas queria se concentrar no seus desenhos de vestidos que começara duas noites atrás.

— Saia da minha casa. — foi tudo que a azualda conseguiu mumurar, irritada. — Sabe muito bem o que seu pai fez a essa parte da cidade, certo? 

— Eu sei. Ele é um idiota por isso, acredite. — os olhos de Adrien brilharam em desprezo quando falaram das ações do pai. — Mas aqui é bem mais interessante do que aquele monte de gente falsa, compreende? 

— Hum. Acho que sim. — por alguma razão, a voz do loiro tirara sua raiva, mas vê-lo com apenas uma toalha enrolada na cintura deixava seu rosto em chamas. — Vista uma roupa, por favor. 

— Hã? — indagou confuso, olhando para si mesmo. O rosto do Agreste também ficou vermelho — então aquele garoto tímido ainda estava lá, de alguma forma — e ele pôde apenas pegar suas roupas e entrar novamente no banheiro.

Ainda tentando processar o que estava acontecendo, Mari trocou de roupa e esperou para que Adrien saísse do banheiro. O loiro saiu arrumado e nem parecia que havia acabado de acordar — "Qual o truque desses ricos?", pensou a azulada. 

— Bom, eu vou obedecer sua ordem e ir embora, joaninha. — piscou para ela. 

— Ótimo. Se ousar contar a algumé sobre o que aconteceu aqui, eu juro que te mato. — o Agreste riu. 

— É tão desagradável saber que dormiu com o filho do prefeito, senhorita? — interpelou provocante. 

— Se você não fosse o filho de Gabriel Agreste talvez seria menos desagradável. — a Dupain-Cheng sorriu de canto, empurrando o garoto que não parava de rir para fora de sua casa. Respirou aliviada ao saber que estava sozinha.

Pegou seu celular e checou as vinte mensagens de Alya, que diziam algo sobre "reunião às 15h30 no prédio abandonado da fronteira 4". Por que será que seus amigos gostavam tanto de lugares abandonados? Era um ótima pergunta. Bom, sua casa ficava no limite da fronteira 3, então poderia ir até lá a pé e poupar gasolina. 

Mal podia esperar para  saber sobre o que era a reunião. Aprovetar a vida não era tão ruim quanto Marinette pensava que seria, no fim das contas.

 


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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