História Os Fantasmas de Paris - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 1.989
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, pessoas! Eu sei que demorei pra caramba pra atualizar essa fic, mas estava com um bloqueio criativo enorme, então epço desculpas. Porém, o que importa é que eu voltei com a história e espero que gostem! Boa leitura!

Capítulo 3 - Reunião


Fanfic / Fanfiction Os Fantasmas de Paris - Capítulo 3 - Reunião

                                                                  Capítulo dois: Reunião

Curiosidade era algo que dominava a Dupain-Cheng enquanto ela esperava Alya ir até sua casa, para finalmente irem juntas para a tal reunião no prédio abandonado. Estaria mais animada se sua mente não estivesse pensando no ocorrido de algumas horas atrás, quando ela descobriu que havia dormido com o filho do prefeito. Se alguém descobrisse, pode apostar que iriam fazer picadinho dela. 

O pior nem era ser feita de picadinho, o problema era ela ter gostado do que houve. Bom, gostando ou não, aquele seria seu segredo até o fim dos tempos, não diria nada a ninguém que noã confiasse totalmente e esperava que nenhuma pessoa ao seu redor soubesse. Porém, a identidade do garoto ficara em seu quarto e ela precisava de uma forma de devolvê-la. Daria para Nino para que entregasse a Adrien? Talvez não fosse uma boa ideia...

— Mari! — pôde ouvir a voz de Alya assim que ouviu o som do portão da frente abrir. Assustando-se, Marinette escondeu a identidade de Adrien embaixo de seu travesseiro, logo se levantando e tentando se recompor. — Aí está você! — a morena sorriu e abraçou a azulada de uma forma animada. 

— Vamos para a reunião? — sugeriu, nervosa com a possibilidade de sua amiga achar aquele pedaço de papel que poderia ser tão acusador. Sem perceber diferença alguma no humor da amiga, Alya apenas assentiu e elas saíram da casa, caminhando preguiçosamente até o local abandonado. 

Quando chegaram, um tumulto estava ocorrendo. Pessoas gritavam e participavam arduamente de um bate boca que parecia não ter muito fundamento, mas logo se calaram quando Alya gritou um "Cala a boca!" bem alto para que todos a ouvissem. Dois segundos depois ao grito, todos estavam rindo. 

— Então, vamos começar? — sorriu animada. Todos possuíam um sorriso parecido no rosto, exceto Marinette que boiava no assunto. 

— Alguém pode me dizer o que estamos planejando...? — uma garota de cabelos negros riu de leve, logo respondendo Mari do meio da multidão. 

— Vamos nos rebelar, oras. Daqui três semanas, o pessoal rico dará um baile de máscaras num hotel. Se conseguirmos passar pelo muro que divide as Fronteiras do Mundo Aberto, podemos ir à essa festa e aprontar um pouco. — todos concordaram com um maneio de cabeça. 

— Ma-Mas como sabem que é possível passar pela divisória? — pode se dizer que Marinette estava congelada. Eles pareciam saber demais e seus instintos diziam que ela estava prestes a se involver numa grande enrascada, mas agora não tinha volta.

— Há vários relatos de que o filho do prefeito e seu amigo vem para cá dançarem ou até mesmo para dar uma volta! — exclamou alguém. 

— Eu mesmo vi ele com meus próprios olhos, acreditam? —  e o tumulto começou novamente, mas de uma forma "amigável". A Dupain-Cheng esperou que sua amiga interrompesse tudo com um grito, mas ela estava congelada no lugar, como se fosse uma espiã dupla e sua máscara tivesse acabado de cair. A azulada ficou com medo de que poderia ser isso. 

Agarrando Mari pelo braço, Alya andou com ela discretamente até o segundo andar do prédio, que estava vazio e sem ninguém para intrometer na conversa. Todos estavam ocupados demais discutindo se Adrien vinha realmente para as Fronteiras ou não. 

— Alya, o que houve? Você está pálida! — assustou-se Marinette, que jurava que também deveria estar nesse estado. 

— Sabe o Nino? — a azulada assentiu devagar, com seu coração acelerando cada vez mais. A morena fez um suspense nada agradável, fazendo com que o coração de sua amiga fosse para a garganta. — Ele é amigo do Adrien. — sussurrou tão quietamente que foi quase impossível ouvir o que dissera.

— Vo-Você dormiu com ele? — indagou com a voz falha. 

— Si-Sim, Mari. Eu fiz muita besteira, né? — Alya estava desesperada e abraçou a amiga em busca de conforto, o que logo conseguiu. "Será que devo contar a ela? Acho que sim, afinal Alya é minha melhor amiga e está me contando de coração aberto o que houve. Quero fazer isso também, assima acabo um pouco com esse medo", pensou Marinette. 

— Sabe o amigo que o Nino me mostrou e você não estava perto? — sussurrou enquanto afagava os cabelos castanhos de sua amiga. Sentiu apenas a cabeça dela assentir, encorajando-a a falar. — Esse amigo era o Adrien. E eu dormi com ele. Agora, me diga, quem fez mais besteira? 

Uma gargalhada escapou da garganta de Alya, que se separou do abraço da amiga. A azulada a encarava confusa e um tanto curiosa para saber o motivo de tal riso. 

— Nós duas estamos na merda, hein? — disse ao acabar de rir. — Calma que ninguém vai descobrir tão cedo. — a morena piscou para Marinette e as duas acabaram por rir. Voltaram para o andar térreo e decidiram o restante das coisas: quando invadiriam o baile, o que fariam, quem faria os vestidos e os ternos — essa tarefa ficou por conta de Mari, afinal, não seriam muitas pessoas que entrariam na festa. 

Tudo estava pronto e muito bem arquitetado para um grupo de "rebeldes", o que dava para o gasto. Eles finalmente mostrariam que não gostavam de sua situação e que queriam a antiga Paris de volta, mas para isso, teriam o trabalho todo de achar algo contra o prefeito na parte rica da cidade. O "Mundo Aberto", como diziam. Um lugar onde nunca haviam colocado os pés antes, a área inimiga. 

                                                                              * * *

Enquanto Marientte costurava, ela se perguntava como três semanas passavam tão rápido. Como seria possível? Para Mari, ontem fora o dia em que ela estava naquela balada sem nada para fazer e acabou dormindo com Adrien. Os cabelos loiros eram como uma luz na escuridão daquele local... 

Droga, estava pensando nele de novo. E esconder toda a ideia da rebelião de seus pais estava sendo difícil, afinal eles haviam voltado da viagem, mas estavam ocupados gerenciando o que restara da padaria deles.

— Mari. — chamou Alya, tirando a azulada de seus devaneios. — Já está quase pronto? 

— Sim, sim. — sorriu Marinette. Ela havia levado a maior parte de seu material de costura para o prédio abandonado onde tiveram a reunião para poder trabalhar sossegada. — Este é o último terno. 

— Que bom. — um leve sorriso se formou nos lábios da morena. Ela estava estranha assim como a Dupain-Cheng, mas elas evitavam tocar no assunto, pois sabiam muito bem do que se tratava. — Já pensou numa forma de devolver a identidade para ele? — arriscou Alya. Precisavam falar disso, oras! 

— Sim. Entregarei para ele na festa. — sussurrou em resposta, com medo de que outra pessoa as escutasse. Olhou para o vestido que havia feito para si: vermelho com algumas camadas e uma máscara vermelha com bolinhas pretas. Claro que essa era a chance perfeita para não serem reconhecidas e nada melhor do que se vestir à caráter do apelido que recebera do loiro: "joaninha". Tinha certeza de que seria reconhecida por ele, o que fazia seu coração pular em seu peito. 

"Droga, Marinette! Foca na costura, a costura!", gritou em sua mente, cansada de tantos pensamentos com Adrien, o loiro lindo, o filho do prefeito. Mas o que poderia fazer? Ele a intrigava e a atraía, mesmo eles não se vendo depois de terem passado a noite juntos — e que noite.

— Bom, amanhã é o grande dia. — sorriu satisfeita com seu trabalho, assim que acabara de pregar o último botão no terno. — Todos revisaram o plano, certo? — a morena assentiu com um brilho de determinação nos olhos. 

— Devemos ajudar com os preparativos. Precisamos achar uma fraquesa do prefeito, algo que esteja oculto... Mas bem debaixo de nosso nariz. — Marinette concordou com a amiga e as duas foram ajudar o pessoal com o que faltava.

No dia seguinte, deram a desculpa a seus pais de que iriam sair para uma festa, o que não era completamente mentira, no final das contas. Arrumaram-se e estavam todos prontos para se infiltrarem no baile de máscaras. Andaram cautelosos até o portão que dividia as Fronteiras do Mundo Aberto, que exibia luzes e casas lindas, diferentemente do que estavam acostumados. 

— O guarda vai sair para o intervalo daqui três minutos. Leva mais cinco minutos para o próximo guarda chegar, o que facilita as coisas. — comentou um rapaz para o grupo. Todos prestavam atenção e estavam certos de que não iriam cometer nenhuma falha sequer. 

Assim que o guarda saiu de seu posto para chamar seu companheiro, todos passaram com cuidado para não serem percebidos. O monitor das câmeras ficava no posto do guarda que havia saído, por isso eles não seriam percebidos. "Tudo é fácil demais, por isso o Adrien e o Nino conseguem passar por aqui sempre", deduziu Mari, que andava com uma certa difiiculdade graças ao vestido pesado. 

— Vamos, o hotel em que a festa está acontecendo é aquele ali. — apontou Alya, que trajava um lindo vestido azul parecido com o da Dupain-Cheng. Andaram normalmente até o final da esquina e ficaram maravilhados com o quanto aquele hotel era chique, lustres de vidro pendurados no teto para iluminar o enorme corredor que direcionava para o salão de festas.

— Os convites, por favor. — a voz de uma mulher cortou a magia do momento, fazendo com que todos paralisassem, menos Alya. Mas como eles haviam esquecido de uma cosia tão importante?! 

— Nós... Nós viemos de uma cidade dos arredores, esquecemos os convites em minha casa, senhorita. — Marientte tentou soar verdadeira, mas era quase impossível. 

— Bom, então sinto muito mas...

— Não seja por isso que não irão entrar na festa, meus amigos. — Nino apareceu trajando um terno e com as mãos nos bolsos, encarando Alya com um sorriso divertido nos lábios. A Dupain-Cheng encarou a amiga e ela sorriu cúmplice, querendo dizer que estava tudo bem. — Eles estão comigo, deixe eles passarem. 

— Oh, sim. Podem ir. — disse a moça, que logo sorriu. Influência era tudo naquele lugar, por assim dizer. 

O grupo de amigos entrou e logo Alya segurou o braço de Nino, dando-o um beijo na bochecha. Marinette se arrependeu de não terem comentado esse assunto, pois ela realmente gostaria de saber como sua amiga conseguiu convencer um rico os ajudar. Olhou ao redor em busca da cabeleira loira, para enfim entregar a identidade que ficara consigo por quase um mês. 

Avistou-o no meio de umas garotas, sem máscara alguma, trajando apenas uma camisa verde e uma calça preta. Todos os homens pareciam trajar ternos, mas as garotas usavam vestidos estilo época vitoriana — não era de se impressionar que o prefeito tinha a fama de gostar de coisas antigas, pois até o salão era decorado como as festas de antigos reis. 

Aproximou-se devagar, esquecendo-se de que teriam que colocar um plano em prática. Bom, aquilo não importava agora. Assim que foi avistada, Adrien pediu um minuto às garotas e se aproximou da azulada, com um sorriso que mostrava os belos dentes brancos que possuía. 

— Estou bastante curioso para saber porque veio até aqui, joaninha. — Marinette riu. 

— Sabia que iria me reconhecer com uma máscara dessas. Vim devolver isto. — retirando da bolsa que carregava num dos ombros, a azulada entrgou para o loiro a identidade. — Não sei como ficou esse tempo todo sem ela. 

— Isso é uma cópia. — confessou, segurando o pedaço plastificado de papel, deixando a Dupain-Cheng chocada. 

— Co-Como? 

— Eu esqueci lá de propósito. — uma música clássica começava a tocar ao fundo à medida que o braço de Adrien se enroscava na cintura de Mari. — Podemos dizer que queria vê-la novamente, senhorita. — sussurrou, pegando a mão dela. 

— Eu não sei dançar. — foi tudo o que comseguiu dizer, sentindo suas bochechas ganahrem uma cor avermelhada.

— Apenas deixe eu conduzir, então. — sorriu e levou-a para o centro do salão, onde começaram a dançar. 

As pessoas paravam para olhar, admiradas e invejando a jovem moça dançando com o garoto mais rico da cidade. Porém, Marinette não prestou atenção nos olhares alheios e se perdeu nas orbes verdes de seu parceiro, como se estivesse hipnotizada. No meio de tal transe, ela se pegou pergutnando aonde estava se metendo e para onde esse sentimento a levaria.


Notas Finais


Obrigada por lerem!


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