História Os Fantasmas de Paris - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Aventura, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, pessoas! Bom, hoje desceu um espíriro de inspiração em mim, então decidi escrever mais um capítulo! E além do mais, estou me sentindo muito motivada a escrever com esses comentários e favoritos de vocês :3 Muito obrigada, gente ^^
Hoje foquei um pouco mais nos momentos LadyNoir! Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 4 - A noite e suas festas


Fanfic / Fanfiction Os Fantasmas de Paris - Capítulo 4 - A noite e suas festas

                                                                    Capítulo três: A noite e suas festas

Marinette dançou com Adrien até o anfitrião chegar, parando a música para que todos o olhassem no alto das escadarias do hotel. Aquele salão de festa parecia um salão de bailes de algum castelo antigo e os convidados pareciam duques, duquesas, condessas, condes e tudo que se podia pensar. Mesmo que esses detalhes fossem despercebidos pela azulada, deixavam o prefeito com um sorriso de orelha a orelha em seu rosto. 

— Olá, senhoras e senhores. — disse, posicionando-se no topo do último lance de escadas, onde era possível que todos o vissem. — Sejam bem-vindos ao baile de dezesseis anos da criação do Mundo Aberto! — todos bateram palmas, menos Mari, seus amigos, Adrien e Nino. 

Um arrepio de desgosto percorreu a espinha de Marinette. Era inevitável não ter nojo de Gabriel Agreste. Ele era um homem que deixava à mostra sua pior característica: ser manipulável. Parecia uma marionete, sem sentimentos, apenas o reflexo de outra pessoa. "Mas quem seria essa pessoa...?", ponderou a azulada, correndo os olhos pelo salão à procura de alguém que controlaria o prefeito, mas não achou nenhuma que já não fosse controlada ou simplesmente não se importava com ele. 

— Como ele consegue ficar dezesseis anos no poder? — Adrien sussurrou para si mesmo, com o olhar vago. 

— Vivemos sob o controle de um ditador, se não percebeu. — Marinette sussurrou, fitando-o de canto de olho, vendo o loiro apenas assentir e comprimir os lábios, como se lamentasse. — Por que ele escolheu esse hotel para dar a festa? — ela precisava começar as investigações naquele momento, ou seria tarde demais.

— Aqui é onde ele tem a maioria de suas reuniões e encontros políticos. Tem um escritório apenas para ele no quarto andar. Uma sala discreta, mas grande por dentro. — Adrien a encarou, ignroando o discurso que seu pai fazia sobre "glória". — Posso te levar até lá. 

— Como sabe que eu iria para lá? — disse ríspida, torcendo para que a surpresa em sua voz não transparecesse, mas ela fora notada pelo Agreste. 

— Joaninha, sua melhor amiga e meu melhor amigo fizeram uma parte do plano para que vocês conseguissem entrar nesta festa, você realmente achou que eu não ficaria sabendo? — um sorriso triunfante estava à mostra nos lábios de Adrien e Marinette não gostava nada daquilo. Odiava perder para ele. Beijou-o na bochecha e viu a pele pálida do jovem ganhar uma coloração avermelhada, mostrando o lado tímido dele. 

— Quão fofo. — riu de leve. 

— Malvada. — sussurrou e os dois conteram a risada. A azulada dava graças a Deus por seus amigos pensarem que aquilo tudo era uma encenação para que ela conseguisse informações, mas na verdade, era tudo que queria fazer. 

Quando o discurso acabou, Adrien segurou a mão de sua parceira de dança e andou discretamente até as escadas de incêndio do prédio, para assim subirem quatro lances e pararem em frente à uma janela. Com um forte puxão, o loiro conseguiu abri-la. 

— As damas primeiro. — sorriu ao ver Marinette revirar os olhos e entrar no recinto. Entrou em seguida e fechou a janela, qual era transparente e deixava um filete de luz da lua entrar. 

A Dupain-Cheng olhou calmamente ao redor do local, maravilando-se com os móveis e o jeito que eram decorados. Porém, percebeu que aquilo estava sendo fácil demais. Muito fácil. Apesar de saber que teria de pagar algum preço depois, decidiu jogar o mesmo jogo que o loiro estava jogando e focou no plano. 

— O computador dele está em cima da mesa. A senha é 6084570. — disse Adrien, recostando-se na parede e deixando que Mari vasculhasse tudo. Observou-a ficar impaciente com seu vestido e bufar de raiva, logo jogando seu cabelo para trás. Ela era linda. Tinha de admitir. A garota que não saíra de sua mente nas últimas semanas estava ali, bem na sua frente. 

— Achei! — após meia hora de procura, os olhos azuis oceânicos de Marinette brilharam em satisfação. — Sabia que seu pai rouba dinheiro até dos ricos? 

— A propina dele que sustenta essas festas, joaninha. — confessou com um suspiro. — E a polícia não pode fazer nada, pois a maioria dos guardas são subornados e os que não aceitam a oferta dele, são mortos. 

— E a minoria que não foi morta e é honesta? — indagou Mari enquanto acabava de imprimir algumas cópias de uns e-mails e documentos, na esperança de que realmente existisse uma minoria assim. 

— As provas não chegam até eles. — era tão simples que nem parecia verdade, mas a Dupain-Cheng sabia que aqueles documentos que havia conseguido eram só o início de algo muito maior. Estava distraída organizando os papéis e apagando o histórico do computador que nem percebeu Adrien se aproximar lentamente e ficar de frente para ela, encurralando-a entre a mesa e ele. 

— Você sabe que essas informações não seriam de graça, certo? — as orbes de safira do garoto brilhavam em desejo, encarando o pequeno decote do vestido de Marinette, para depois encarar seus lábios e, enfim, seus olhos azuis como o mar. Ficara tão surpresa com a repentina aproxiamção que quase derrubara os papéis, mas por sorte os colocou na mesa antes de se virar para o Agreste. 

— Sim, eu sabia. — sussurrou, alternando seu olhar entre os olhos e os lábios do garoto. 

— Que bom. — e assim ele a beijou. Invadiu sua boca sem muita permissão, mas quem ligava para permissão? Com um beijo daqueles, Adrien poderia beijar Marinette mesmo ela não querendo, pois iria acabar gostando. Porém, havia algo de diferente no hálito dele do que da última vez... Ah, sim. O álcool dera lugar a uma fragância de avelã que era bem mais gostosa. 

As mãos do loiro estavam posicionadas na cintura de Mari, causando-lhe arrepios. As unhas dela unhavam levemente o pescoço dele, tornando aquilo mais prazeroso. Estavam tão colados que quase quebravam o mínimo espaço que os separava fisicamente, mas infelizmente era impossível. 

Se separaram por falta de ar e se entreolharam, ofegantes. Adrien colocou sua testa contra a da Dupain-Cheng, provocando uma ruborização na garota, que nunca iria admitir, mas achava aquilo bem fofo. Ficaram abraçados até suas respirações voltarem ao normal, o que não demorou muito. 

— Por enquanto está bom. — sussurrou o loiro, decepcionando Mari que esperava mais daquela noite. — Mas você não pagou todo o preço. — sorriu malicioso. 

— Ah, sim. Pagarei depois. — sorriu meiga e deu um selinho nos lábios, agora, levemente avermelhados do garoto e foi em direção da janela, logo saindo do escritório com os papéis na mão. "Essa garota vai me enlouquecer, meu Deus", concluiu Adrien. Mal sabia ele que já estava louco. 

                                                                                * * *

Aquele beijo estava na mente de Marinetre desde que deixara o baile há dois dias. Ela não podia estar apaixonada por ele. Seria uma desonra para seus pais e para ela. Simplesmente não podia. Mas era inevitável, ele era tão lindo e fofo. Quem resistiria? 

— Querida, tudo bem? — a voz da mãe da azulada invadiu o quarto assim que a porta fora aberta. Sabine tinha uma feição preocupada quando encarou a filha, que parecia mais pálida que o normal.

— Sim, mamãe. — sorriu de leve enquanto se sentia amada. 

— Por que está triste? — a azulada mais velha fechou a porta do quarto e se sentou na cama, em frente à filha, colocando uma mão em sua testa para ter certeza de que não tinha febre. 

— Eu estava vendo um álbum de fotos e fiquei triste. — mentiu Marinette, torcendo para que sua mãe acreditasse e não suspeitasse que seu coração estava acelerado porque ela se lembrou do nome "Adrien". 

— Aquele com seu avô? — a azulada assentiu, prosseguindo com a mentira. — Mari, minha filha, vendo seu avô em fotos com certeza deixa qualquer um triste! — suspirou Sabine. 

— Como ele morreu mesmo? — indagou curiosa.

— Quer mesmo que eu conte? — a azulada mais nova assentiu e a mais velha suspirou. 

— Não estou muito bem, minha cabeça dói. — Marinette olhou para a mãe, forçando uma careta de dor enquanto massageava sua cabeça. O que ela queria mesmo era um pouco mais de carinho. — Quem sabe você não conta a história enquanto eu tento dormir? 

— Está bem, querida. — passou a mão pela franja de sua filha e beijou-lhe a testa, para então tomar fôlego e começar a história. — Seu avô era Fu, o homem que organizou a revolta popular quando o prefeito assumiu o cargo e decretou que dividiria a cidade. Você tinha apenas três anos quando tudo aconteceu e eu tinha medo de que algo acontecesse a você ou ao meu pai, mas mesmo assim ele foi e seu pai foi com ele, nos deixando sozinhas em casa. — Sabine revirou os olhos levemente ao lembrar da decisão precipitada de seu marido Tom, fazendo Marinette rir. — Alguns diziam que era quase impossível chegar perto do prefeito, mas ele estava lá. Esperando o povo em frente à sua mansão, com uma arma na cintura. 

"Seu avô achou aquilo estranho demais, mas ele continuou na frente do povo que carregava tudo que poderia ser usado de arma. Não era uma manifestação pacífica, como deu para notar, mas meu pai nunca foi muito pacifista — quando perdia a cabeça, perdia junto seu bom senso e a insanidade tomava conta.

Eles enfrentaram primeiro a polícia, que cercava a casa toda. Quando tudo pareceu estar perdido para o povo, Gabriel Agreste entrou novamente em sua casa, mas seu avô, seu pai e mais algumas pessoas conseguiram passar pela polícia e pelos portões da casa, logo entrando. Seguiram o prefeito até sua sala de trabalho, onde seu avô entrou primeiro e tentou negociar.

Dizia que Paris não era nada sem sua população trabalhadora, mas Gabriel não o escutou e simplesmente sacou a arma e atirou no peito de seu avô, a imagem que o povo tinha de um herói morreu naquela maldita sala na casa dele e seu pai viu tudo, filha. Contou a mim o ocorrido e eu não acreditei, mas agradeci por pelo menos meu marido ter voltado vivo para casa.

Eu juro que não queria sentir ódio por ele, mas a cada dia que passa eu desejo a morte de cada integrante da família Agreste por terem feito isso conosco e com a, um dia conhecida por, "Cidade das Luzes". Talvez em algum momento consigamos paz, eu espero."

— Sente raiva até do filho do prefeito? — Marinette tentou parecer desinteressada, mas na verdade segurava o choro por saber que sua mãe queria a morte do homem que a beijava com tanto desejo e carinho. 

— Se ele for um imbecil como o pai, sim. — Sabine confesou, sentindo-se envergonhada por dizer isso à filha. — Mas se tiver um bom coração, desejo tudo de melhor para ele, mas que essa praga fique longe de nós. — assim que acabou de falar, a azulada mais velha olhou para Mari que havia "dormido". Beijou a testa da filha e saiu do quarto sorrateiramente, sem fazer ruído algum. 

Os olhos azuis da Dupain-Cheng ficaram marejados e ela encarou o teto, desejando nunca ter ido para aquela balada. Nunca ter sido tocada por Adrien ou ter sentido os lábios dele, pois ela tinha de admitir que nutria um sentimento forte pelo loiro que crescia a cada novo momento deles, impedindo que ela o odiasse. 

Como poderia gostar do filho do homem que tirou a esperança do povo? Que tirou a vida de seu avô? Bom, o destino era brincalhão, isso pode se afirmar. 

Estava distraída sentindo as únicas três lágrimas que rolaram por seu rosto quando sentiu seu celular vibrar em cima da cama, pegou-o e foi dar uma olhada na memsagem que recebera de Alya: "Mari, pode vir dormir aqui em casa?". Respondeu um "sim", mas tinha um pressentimento estranho sobre isso que a deixava na defensiva. 

Conformou-se de que era tudo algo de sua cabeça e pensou que sua amiga queria debater o que haviam achado no baile e arrumou suas coisas, logo indo avisar seus pais que iria passar a noite fora. Eles apenas sorriram e assentiram, satisfeitos por verem a filha ainda aproveitando a vida mesmo com os problemas sufocando a cidade. 

A casa de Alya ficava na fronteira 7, o que exigiria muitos minutos de caminhada — a casa da azulada era no limite da frotneira 3 —, então Marinette optou por sua moto. Sentou-se e colocou o capacete, ligando a moto e saindo. Chegou à casa da amiga rapidamente, estacionando ao lado do carro de Alya, que estava na garagem, e batendo na porta. Olhou no relógio do celular percebeu que eram 19h00.

A morena morava sozinha, então poderiam conversar sobre o que quisessem do plano bem ali. Porém, parecia que não havia ninguém em casa, o que começou a irritar e preocupar a azulada. 

— Alya! — gritou, batendo com mais força na madeira descascada da porta. Pode-se ouvi o barulho da porta destrancando e a maçaneta girou logo em seguida. — Por que demorou tanto, A... — a voz de Mari morreu assim que ela viu quem estava na porta ao invés de sua melhor amiga. — Cadê a minha amiga?!

— Saiu com o Nino. — Adrien sorria, calmo. Puxou a azulada para dentro da casa, trancando a porta em seguida e pegando as coisas dela e as tacando no sofá. 

— Ma-Mas... Como você está aqui? 

— A Alya é legal e me emprestou a casa por uma noite. — um sorriso travesso brincava nos lábios macios e tentadores do Agreste enquanto ele carregava Mari para o quarto. — Está pronta para pagar o resto do "preço"? — indagou, colocando-a gentilmente na cama. 

— Você é detestável, Adrien Agreste. — Marinette sussurrou indignada, fazendo com que o sorriso no rosto do loiro aumentasse. 

— Está pronta para pagar ou não? 

— Eu nasci pronta, seu idiota. — respondeu com raiva e enroscou seus braços ao redor do pescoço do rapaz, beijando-o com todo o sentimento que estava crescendo dentro dela. No momento, nem se o avô de Mari voltasse dos mortos, poderia impedir os dois. 


Notas Finais


Obrigada por lerem! ^^
P.S: Nessa história eu fiz o mestre Fu ser bem mais novo do que ele orginalmente é, pois no desenho ele fala pro Wayzz, seu Kwami, que tem mais de cem anos. Só queria avisar mesmo~


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