História Os Filhos das Minhas Esposas - Capítulo 5


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Categorias After School, Bangtan Boys (BTS), Girls' Generation
Personagens E-Young, Hyoyeon, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Ka-Eun, Lizzy, Nana, Raina, Rap Monster, Seohyun, Sooyoung, Suga, Sunny, Taeyeon, Tiffany, V, Yoona, Yuri
Tags Bts, Irmãos, Mães
Visualizações 6
Palavras 1.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Eco


O motorista deixou-os à porta de casa. Durante toda a viagem Jung manteve o olhar distante e alheio a tudo. V-Kim até cedeu os fones de ouvido, com algumas músicas que preferia. Mas ele não reagiu às calmas ou agitadas, ou aos lanches colocados em suas mãos.

E ao estarem finalmente em casa apenas correu para o quarto, trancando-se. Foi difícil deixar todos os pensamentos de lado, sentia-se feito de idiota. Todos pareciam esperar e saber das intenções de Yoona, menos ele. Agora cada peça parecia se encaixar, e não conseguia deixar de analisar cada momento desde que a conhecera.

Jin sentou-se no sofá, como o clima entre todos estando tão pesado, pouco lhe importava relaxar no retorno.

- Acha que devemos chamar alguém? - Suga.

- Hoje ele está melhor. Ao menos está reagindo. Talvez… amanhã ele esteja melhor. - Jin.

- Melhor? Ele está com mais energia porque passou a noite toda no soro! E se ele tiver uma recaída? Ele não comeu nada hoje. São dois dias…

- Todos nós estamos preocupados, Jin. Muito. Pra Jungkook deve ser normal, se uma garota terminasse com ele, deve ficar um minuto em choque. Não, em choque não. Só chateado, antes de ter outra procurando-o. - Jimin.

- EI! - Jungkook.

- Jin, é sério. Só nós não podemos ajudá-lo. Talvez algo para aumentar o apetite ou… Eu não entendo, mas… Pelo o que eu vi, quando aquela cadela foi embora ele teve um ataque de pânico. - V-Kim.

- Sério? - Jimin.

- Taquicardia, falta de ar, perda do controle, suor frio.

- Está tarde pra chamar alguém. - Jin.

- Tá. Amanhã bem cedo, então. Ou serei eu que vou levar ele pra algum médico. Jung querendo ou não. - Suga.

- Tudo bem. Eu vou pro meu quarto. Tentem descansar também.

A geladeira estava bem abastecida com o que todos preferiam. Um agrado de boas vindas da cozinheira, e Jimin procurava algo pra compensar o desgaste do dia anterior. Podia ouvir a casa se movimentando, cada qual com sua atividade, e Jin no escritório pedindo uma reunião urgente e imediata com o administrador.

❦ ❧

Shin Dong Hee já conhecia o movimento da casa, e todo o andar inferior. Para se habituar o patriarca fazia almoços com o seu primogênito, e os três entravam em acordos sobre coisas triviais. Conheceu Jung com 6 anos, apenas 1 ano de diferença do mais velho.

- Obrigado por vir este horário. Sei que já está tarde. - Jin.

- Pela urgência, pode me chamar a qualquer horário que se faça necessário. Eu precisava mesmo para lhe passar o relatório, do último trabalho. - Shin.

- Quase me esqueço disso.

Jin pegou o envelope lhe oferecido e o pesou nas mãos. Decidindo qual dos assuntos seria mais importante.

- Conseguiu fazer contato? - Jin.

- Foi uma recusa. - Shin.

- Por que?

- Não ficou muito claro. Talvez apenas desinteresse. Mas foi uma firme recusa.

- Certo. Eu… Jung está com problemas. Ainda tem o contato daquele médico, dele?

- Sim, claro! Mas é algo urgente? Posso falar com ele de imediato.

- Não, não. Não falei com ele ainda. Mas marque uma consulta de emergência para amanhã, e me mande um email com a resposta.

- Como preferir.

Jin finalmente abriu o envelope, ignorando as folhas e se concentrando nas fotos. Observando as imagens separou uma para mostrar ao administrador. A mulher de olhos fechados com um nariz que sangrava, e um rapaz a distância, que guardava uma arma.

- É. Como eu falei uma clara recusa. - Shin.

- Certo. Vejo isso melhor outra hora. Marque um voo para o final de semana. Vou na sexta-feira e retorno domingo. Ou segunda-feira, se não tiver voo disponível. Deve ser tempo o suficiente. - Jin.

- Senhor, tem certeza de que deveria ir? Repentinamente?

- Sou filho do meu pai, não é?

❦ ❧

Suga mal conseguiu descansar, e pela manhã aguardava Jin para que pudessem conversar com Jung. Bateu à porta, e ambos entraram encontrando o terceiro sentado no chão.

Longe da cama e da janela, tinha a cabeça baixa nos braços que circundavam os joelhos, tamborilando com os dedos inquietos. Não parecia ter descansado.

- Jung. Jung, pode me escutar um instante? - Jin.

Ele levantou a cabeça, com marcas de lágrimas e olhos vermelhos ainda marejados.

- Lembra do Dr. Cheon? Dr. Cheon Ho-jin? Você gostaria de falar com ele? - Jin.

Não obteve resposta além do espichar das pernas, e olhar vazio para a porta.

- Jin, o que você está… - Suga.

Recebeu um sinal para que parasse de falar, enquanto Jin segurava o rosto do irmão, secando uma lágrima com o polegar ao mesmo tempo que tentava obter sua atenção. Jung colocou os braços sobre a cabeça, escondendo a vergonha que ainda sentia.

- Jin, ele precisa do médico. - Suga.

- Jung, está me escutando? Você quer falar com ele? Eu posso marcar uma consulta com o dr. Cheon. Ou ele pode vir até aqui, para o jantar, e vocês podem conversar. - Jin.

Por que estão preocupados com o que como? Com o que bebo?

Por que estão preocupados?
Se logo não estarão aqui, não tem porque eu ser um fardo pra vocês.

Dr. Cheon, outra vez?

Vocês vão embora, de qualquer modo. Por que importa?

Eu poderia estar sozinho desde sempre…
Por que fazem isso? Culpa?
Não deveriam se sentir assim. A culpa é de uma pessoa, não deles.

- Não. Não, não, não, não, não. - Jung.

- Certo, não quer conversar com ele. - Jin.

- Jin! - Suga.

- Jung, eu deveria falar pra ele que talvez você queira falar com ele? Ou que talvez se encontrem?

Ele levantou-se, se aproximando tanto da janela que Suga o seguiu e segurou seu braço, receoso.

Não precisam fingir assim.

Não precisam se preocupar comigo.

Não precisam ficar aqui.

- Não, não, não. - Jung.

- Certo. Caso mude de ideia e decidir ver ele, basta me avisar e telefonamos juntos, está bem? - Jin.

Encostaram a porta ao sair, Jin ouvindo o irmão resmungar ao ser contrariado.

- Falei com o dr. Cheon essa manhã. Pedi que marcassem uma consulta de emergência, mas Jung não quer ir. - Jin.

Desceram as escadas, com todos já despertos e a espera de notícias. V-Kim baixou os fones pra melhor acompanhar o que acontecia.

- Só acho que ele não deveria querer, ele precisa de ajuda. - Suga.

- O doutor não aconselhou obrigá-lo, diante do quadro atual. - Jin.

- Como? Ele pode decidir que está cansado e… tentar alguma coisa!

- E isso também pode não ter passado pela cabeça dele.

- Dane-se, eu vou levá-lo!

Jin egeurou-lhe o pulso com firmeza, antes que se afastasse mais, e mesmo que Suga não concordasse se deixou ser arrastado para a cozinha, dispensando a copeira.

- Jungkook. V-Kim. - Jin.

Chamou Jimin com um aceno de cabeça. Eles rodearam a bancada, com ambos. Jin respirou fundo decidindo-se o que e o quanto deveria contar, ordenando os pensamento. Baixou a voz para apenas um sussurro.

- Sabem que Jung e eu crescemos juntos, desde antes dos 10 anos.

- Sim. Sabemos essas coisas. Depois que nós soubemos uns dos outros. - V-Kim.

- Jung perdeu a mãe e veio morar conosco. A minha mãe morreu no parto, mas Jung perdeu a dele, com 6 anos.

“Na época o dr. Cheon Ho-jin cuidava dele, Suga. O dr. Cheon conhece-o, e Jung confia nele, ou confiava. Mesmo sendo psicólogo infantil, é quem melhor pode ajudar. Se não souber vai saber a quem indicar.”

- Então vamos levá-lo. - Jimin.

- Sim. Qual o problema? - Jungkook.

- O dr. Cheon disse que Jung deveria decidir. Ele pode piorar se for obrigado a alguma coisa. Pode ser pior do que apenas respeitar sua decisão. - Jin.

“Quando Jung chegou, foi horrível pra ele. Eramos todos estranhos pra ele. Ele viu… viu quando a mãe dele morreu. Viu quando ela se matou.

"E eu não faço ideia de como ele se sentiu. Minha mãe morreu no parto, então eu não cresci com ela. Mas Jung, como a maior parte de vocês, a conheceu. É pior não ter uma mãe, ou ter e depois perdê-la?”

- O que? - Suga.

- Pode ter certeza que compartilhamos o mesmo receio, Suga. Hoje pedi que colocassem um cadeado na janela do quarto, mas não quero que ele se sinta preso na própria casa. Ainda não tenho certeza se ele está aqui ou em outro lugar.

“E se ele se sentir pressionado, quer faz algo que não quer, ele pode se sentir sem saída e…”

Teve medo de terminar a frase, e um arrepio correu a coluna de Jungkook.

- Mas… o que tem isso com Yoona? - Jimin.

- Ele a perdeu. - Jungkook.

- A perderia de um modo ou outro. - Suga deu de ombros, conformado com o fato inegável.

- Quem sofre mais? Quem nunca viu ou quem perdeu a visão? Nunca tive meus pais, então… Pra mim é como… se nunca tivesse perdido eles… - V-Kim

- Mas teremos que ficar de olho, todo o tempo. Se algo estranho acontecer, agimos de acordo. Mas por hora ele está bem, dentro do possível. - Jin.

- Certo. - Suga.

- Hoje eu preciso sair, resolver algumas coisas. Nos próximos dias preciso fazer uma viagem. Então, por favor Jimin. Por favor, V-Kim. Por favor, todos nós, precisamos ter muita atenção com Jung. E… não temos ideia do que esteja passando na cabeça dele neste momento.



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