História Os filhos do tigre - Capítulo 23


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Categorias A Maldição do Tigre
Personagens Alagan Dhiren Rajaram (Tigre Branco "Ren"), Kelsey Hayes, Nilima, Personagens Originais
Visualizações 21
Palavras 1.555
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção, Misticismo, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Mahish Sayam


Fanfic / Fanfiction Os filhos do tigre - Capítulo 23 - Mahish Sayam

Eu nasci em uma rica família de origem indiana. Meu pai saiu da Índia muito jovem e conheceu minha mãe nos Estados Unidos, onde ela nasceu. Eles casaram-se e após alguns anos, eu nasci. Fui poucas vezes ao país de meu pai, por tanto, nunca tive laços afetivos com aquele país.

Meu pai era um homem inteligente e ambicioso. Sua família era rica, mas ele tinha vários irmãos com quem dividir sua herança. Ele foi enviado ainda jovem aos Estados Unidos para estudar e depois deveria voltar à Índia para cuidar dos negócios da família. Mas meu pai tinha outros planos.

Ele conheceu um homem, um rico empresário que lhe ensinou tudo o que ele precisava saber sobre o poder. Meu pai aprendeu que dinheiro não é importante, mas o poder. Ele saiu da faculdade e passou a trabalhar com aquele homem, tornando-se seu braço direito. O homem era muito rico e poderoso e não tinha escrúpulos. Ele fazia qualquer coisa para conseguir o que queria. Mas havia uma coisa que aquele homem com quem meu pai trabalhava não havia conseguido conquistar.

Lokesh, por algum motivo, era obcecado pela família Rajaram. Meu pai me contava que seu chefe queria destruí-los. Havia rumores de que ele havia sequestrado e torturado Dirhen Rajaram e a noiva de seu irmão, Kelsey Hayes. Aparentemente, Lokesh era apaixonado por Kelsey e pretendia casar-se com ela, mas foi frustrado pelos irmãos Rajaram, que a tomaram dele.

Ninguém sabe como, mas Lokesh desapareceu. Meu pai sabia apenas que ele estava perseguindo os Rajaram e que foi à Índia para tentar recuperar sua noiva. Depois disto, Lokesh nunca mais foi visto. Não havia nenhum sinal de que ele estivesse vivo, mas seu corpo nunca foi encontrado. Meu pai tomou a direção de todos os negócios de Lokesh, assumindo seu lugar e sua riqueza.

Desde muito pequeno eu ouvia estas histórias sobre Lokesh. Por algum motivo, seu nome foi oculto na história. Ninguém falava de Lokesh, esta sempre tinha sido uma exigência do chefe de meu pai, que preferia trabalhar nas sombras. Eu admirava Lokesh. Eu gostava da forma que ele via o poder e me inspirava nele.

Com o passar do tempo, comecei a me sentir como ele, ou como eu imaginava que ele se sentisse. Senti a necessidade de continuar seu legado e destruir os Rajaram.

Quando eu tinha dezesseis anos, meus pais morreram em um desastre aéreo e eu herdei o dinheiro e a empresa que foram de Lokesh. Os advogado disseram que eu precisava de um tutor, mas eu me recusei, disse que tomaria conta de tudo sozinho e o fiz. Mantive as empresas até os meus 18 anos, depois eu as dissolvi, usando o dinheiro para investir em projetos de outras empresas. Esta foi a forma que encontrei de continuar o legado de Lokesh. Esta seria a única forma de me infiltrar nas Indústrais Rajaram e tomá-la para mim.

Mas isto não seria fácil. As empresas Rajaram eram um grupo muito fechado. Dirhen Rajaram e Nilima Calinga eram muito tradicionais e mantinham a empresa dentro de um grupo pequeno de investidores, a quem eles chamavam de parceiros. Nilima controlava trinta por cento das ações da empresa, enquanto Dirhen mantinha sessenta por cento. Os outros dez por cento pertenciam a acionistas menores.

Dirhen tinha dois filhos, e eu sabia que um dia eles assumiriam o controle das empresas. Os dois jovens nasceram e se criaram nos Estados Unidos, estudaram em grandes universidades americanas. Kamala estudou economia em Stanford. Eu sabia que a formação deles seria mais liberal, e que, portanto, quando os filhos de Rajaram assumissem a empresa, eu teria uma chance de alcançar meu objetivo.

Eu esperei por vinte anos, até que eu finalmente consegui. Dirhen aposentou-se, e em seu lugar, o noivo de sua filha, Robert Simon, assumiu a presidência da empresa e abriu as Indústrias Rajaram ao capital externo. O vice presidente detinha 30 por cento das ações, era o filho de Nilima, Sohan Kadam Calinga.

Robert e Sohan eram gestores agressivos e sua gestão procurava aumentar a obtenção de lucros. Toda a diretoria da empresa os venerava. Aproximei-me de Robert e ficamos amigos.

Eu aprendera em todos aqueles anos que, com simpatia e confiança, você consegue dobrar as pessoas, mais do que com agressividade e violência. Eu viajei muito pelo mundo, conheci pessoas de todas as culturas e aprendi a conquistá-las. Desta maneira, Robert passou a confiar em mim e aceitou meu dinheiro. Tornei-me o principal investidor das Indústrias Rajaram.

Eu coloquei tanto dinheiro naquela empresa, e eles obtiveram tanto lucro, que eu passei a ser visto como um Deus pelos executivos. Ofereci mais dinheiro, mas fiz exigências em troca. Todas eram prontamente atendidas.

Além de investir em empresas, eu financiava políticos no mundo todo, por isso eu tinha tanto poder. Muitos políticos estavam em minhas mãos. Eu conseguia abrir ou fechar empresas em qualquer lugar do mundo. Eu conseguia obter incentivos governamentais para qualquer negócio, em qualquer lugar do mundo. Eu conseguia fazer as leis mudarem em meu benefício. O poder que Lokesh tanto almejou, eu havia obtido.

Eu estava nas indústrias Rajaram, mas eu queria mais. Percebi que Sohan era um rapaz ambicioso e talentoso. Tentei me aproximar dele, convidando-o para almoçar comigo.

— Sua família e os Rajaram sempre foram próximos, não é verdade? Eu li bastante sobre a empresa. Me parece que seu bisavô Kadam, foi quem fez com que a empresa crescesse tanto.

— Verdade. A amizade entre nossas famílias é secular.

— Você é tão talentoso quanto sua mãe Sohan. Eu acho um pouco injusto que você não seja o presidente da empresa. Embora eu admire muito meu amigo Robert, ele não é da família.

— Robert e Kamala vão se casar em breve e ele será da família.

Senti um pouco de ressentimento em Sohan ao dizer aquilo e aproveitei a deixa:

— Sabe Sohan, eu sei muito pouco sobre tradições. Meus pais vieram da Índia, mas nós não somos de nenhuma linhagem importante, de uma família tradicional, nada disso. Eu sou o que as pessoas chamam de um emergente, e não me importo muito com nomes ou legados. Mas você vem de uma família muito antiga e tradicional, os Kadam. O nome da sua família é conhecido e respeitado. Mas vocês sempre estiveram ligados aos Rajaram.

Sohan me olhou desconfiado.

— Acredito que o senhor não me chamou aqui para falar sobre o legado de minha família. Creio que o senhor tem uma proposta para me fazer.

Eu sorri.

— Direto, não é mesmo? Está certo. Na verdade eu não tenho nenhuma proposta a lhe fazer agora. mas eu gosto de dinheiro e me vejo como um visionário. Não tenho minha própria empresa, mas invisto meu dinheiro em várias delas, algumas grandes como as Indústrias Rajaram, outras nem tanto e até em empresas recém iniciadas, e sempre obtenho muito lucro. Não sou um filantropo, mas um investidor. Acredito que você tem potencial para fazer o nome Kadam, ou Calinga, como preferir, tornar-se tão forte quanto o nome Rajaram. E estou disposto a investir em você. Se um dia você tiver uma proposta a me fazer, estarei pronto para ouvi-la.

Terminamos o almoço e eu estava certo de que havia plantado uma semente no coração de Sohan. Em breve ele viria me fazer uma proposta, e eu não iria exigir nada muito difícil dele. Apenas a venda de suas ações para mim, em troca de muito dinheiro. Ele não iria recusar.

Após alguns meses, os diretores da empresa estavam prestes a aprovar as mudanças que eu exigi, antes de investir mais dinheiro. A principal delas era transferir a sede principal para os Estados Unidos.

Eu estava investindo muito dinheiro na campanha de um determinado político. Em contra partida, ao ser eleito, ele me ajudaria a tomar posse das indústrias Rajaram, desde que ela deixasse de ser uma empresa indiana e se tornasse americana. Tudo estava dando certo, até que a filha de Rajaram voltou de viagem.

Eu não conhecia Kamala. Eu sabia que ela estava noiva do presidente da empresa e havia viajado pelo mundo. Imaginei que ela fosse uma mulher como tantas outras. Eu ouvira falar de sua beleza, mas ninguém mencionara sua força. Fiquei surpreso quando recebi uma ligação da secretaria da presidência, marcando uma reunião com Kamala. Preparei-me para lhe enumerar todas as vantagens financeiras que nossa parceria lhe traria.

Quando cheguei à sala de reuniões, fiquei completamente surpreso, não só pela beleza fora do comum de Kamala, mas por sua postura altiva. Ela não era apenas uma menina bonita. Era uma mulher poderosa, uma rainha. Kamala era a mulher perfeita para um rei. Eu a quis para mim.

Como ela era noiva de Robert, eu me aproximei com cautela, mostrando-me um homem gentil. Mas sutilmente, eu iria mostrar a ela o quanto eu poderia lhe dar tudo o que ela quisesse.

Quando Robert chegou e declarou que os dois não eram mais noivos, eu não vi motivos para disfarçar e deixei claro o meu interesse.

Kamala não foi receptiva às minhas investidas. E também deixou claro que não seria uma parceira de negócios. Aparentemente, Kamala Rajaram seria minha adversária dentro da empresa.

Mas eu havia esperado muito tempo para chegar até ali e não permitiria que uma menina me atrapalhasse. De alguma forma, eu teria aquela empresa. E eu teria Kamala também.

 



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