História Os Gêmeos Potter e a Câmara Secreta - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Ronald Weasley
Exibições 22
Palavras 3.593
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Lumus!

Olá leitores.

Bom, voltei ^^ Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos que tem tido paciência com minha situação com a faculdade e as falhas em postar capítulos na fanfic. Infelizmente, aquela matéria não deu, e eu tomei DP e vou ter que fazer de novo, mas to ok com a situação já.

Essa temporada está quase no fim, esse é o penúltimo capítulo \o/ Eu não sei bem quando vou começar a terceira, talvez eu faça uma folguinha da série pra me desafogar com o tanto de fic que estou escrevendo, e talvez não porque to bastante animada com essa fic. Veremos ^^

Boa leitura,

Gaby Amorinha

Capítulo 17 - O herdeiro de Slytherin


Atrás da porta, havia um grande salão. No meio do salão, um corredor ladeado por estátuas de cobras, e no fundo dele uma enorme estatueta de um homem barbudo que Harry teve certeza de que era Salazar Sonserina. Ele sentiu o sangue gelar. Havia água no chão, bastante até, e olhando em frente ele reconheceu o corpo deitado em frente a boca de Salazar.

- Gina!

Harry correu, se esquecendo de fechar os olhos, olhar para os lados ou qualquer coisa do tipo, apenas querendo chegar até a garota. Ela estava desacordada, e a pele muito pálida e fria contrastava com o laranja forte dos cabelos.

- Gina... – ele colocou os dedos no pescoço dela, sentindo os batimentos. Estava viva. – Gina, acorde! Acorde, preciso te tirar daqui agora, antes que alguém apareça!

Ela não reagiu. Harry começou a olhar em volta, nervoso. Talvez teria que carregar a garota para fora. Já estava pensando nisso quando ouviu uma voz atrás de si.

- Ela não vai acordar.

Harry se virou rapidamente. Seu queixo caiu ao ver que quem estava parado à sua frente era ninguém mais ninguém menos que o jovem Tom Riddle, aquele que mandara Hagrid para Azkaban enganosamente, aquele que fora um estudante de Hogwarts há cinquenta anos.

Como era possível que ele estivesse de pé em sua frente em toda sua juventude de dezesseis anos?

- Você precisa me ajudar. – Harry pediu, tentando ignorar tudo que parecia errado na situação. – Preciso levá-la embora! Tem um monstro terrível e ele...

- E ele só virá se for chamado. – Tom comentou, abrindo um sorriso que Harry percebeu estar carregado de sarcasmo e até crueldade. Lentamente, o garoto levou a mão ao chão, procurando a varinha onde a deixara, mas não encontrou nada. – Procurando isso? – Tom perguntou, girando a varinha nos dedos.

A expressão de confusão de Harry se torceu para raiva.

- Me dá. – ele disse. – Agora.

Tom soltou uma leve risada sarcástica e deu as costas. Harry quis pular nele para pegar sua varinha de volta, mas havia uma grande chance de que isso fosse apenas fazê-lo ganhar uma azaração de presente.

- A garota está por um fio. Em breve... Em breve eu deixarei de ser uma lembrança. Uma lembrança conservada em um diário por cinquenta anos.

Harry olhou para Tom, e então para Gina. Podia até não entender exatamente o que estava acontecendo, mas não precisava ser nenhum gênio para notar que havia muito de Tom por trás de tudo. O sorriso dissimulado, a forma como ele falara de Gina...

- O que você fez? – Harry perguntou, o coração batendo forte contra o peito. Ele se pôs de pé na frente do corpo de Gina, como se isso pudesse protegê-la de qualquer que fosse a magia que Tom estava usando.

- Eu? Muito pouco, de fato. Quem fez foi ela. Ninguém mandou que ela abrisse o coração e contasse seus segredos para um estranho invisível. Para mim. Ah, mas você sabe, não sabe, Harry Potter. Você também conversou comigo.

Harry não conseguia falar. Estava chocado, preso ao chão no mesmo lugar sem saber o que fazer.

- Gina tem escrito no diário há meses, – Tom continuou. – o que é bem chato, pois é quase insuportável ficar ouvindo os segredos de uma garotinha de onze anos. Como os irmãos implicam com ela. Como ela teve que vir para Hogwarts com material todo de segunda mão. Como o Harry Potter, o famoso Harry Potter NUNCA ia notá-la... Nunca ia gostar dela. Mas, eu fui simpático. Respondi. E ela dizia “É muito bom ter você com quem conversar, Tom. É como um amigo pra se levar no bolso.”

Tom riu, ainda mais sarcástico.

- E então – ele continuou – alimentado pelos medos dela, pelos desabafos, pelas tristezas, eu me tornava cada vez mais forte, até que enfim eu pude passar um pouco de mim mesmo para ela. Minha mente.

- Do que... Do que está falando...?

- Ah, por favor... Gina fez você parecer tão mais inteligente! – ele abriu um enorme sorriso. – Ela abriu a câmara, Harry! Ela abriu, ela atacou os alunos, ela escreveu a mensagem na parede! É claro, ela não sabia o que estava fazendo, o que tornava tudo ainda mais divertido. Ela tinha esses lapsos de memória e vinha chorar comigo sobre isso, e eu a consolava e então acontecia de novo... E aos poucos ela foi se sentindo mais e mais assustada, dizendo que desconfiava de que era ela quem estava fazendo isso tudo, e eu, Harry, a cada vez que ela reclamava, ficava ainda mais vivo!

E como se não bastasse, Tom começou a recitar os desabafos de Gina, divertido em ver como a garota era tola por ter confiado nele.

“Querido Tom, acho que estou perdendo a memória. Tem penas de galos nas minhas vestes e não sei como foram parar lá.”

Harry sentiu o coração acelerar. Ele estava caçoando dela.

“Querido Tom, não me lembro do que fiz na noite das Bruxas, mas um gato foi atacado e a frente da minha roupa está suja de tinta.”

Ele tinha usado Gina a seu bel prazer, e ainda estava o fazendo. E ria disso.

“Querido Tom, Percy me diz o tempo todo que estou pálida e que estou diferente do que era. Acho que ele suspeita de mim... Houve outro ataque hoje e não sei onde é que eu estava. Tom, que é que eu vou fazer? Acho que estou ficando maluca... Acho que sou a pessoa que está atacando todo mundo, Tom!”

Harry se lembrou de Gina, transtornada naquela manhã, e de Percy a impedindo de falar. Ela não ia falar dele. Ia falar que precisava de ajuda.

- Em algum momento, ela parou de confiar no diário. Demorou até demais, se quer saber. Ela tentou se livrar de mim, jogando o diário no banheiro, e então, surpresa! Você achou! Você, que eu estava tão ansioso para conhecer!

- Por que... Por que queria me conhecer?

- Gina me contou tudo sobre você. Eu fiquei... Curioso. Senti que precisava ganhar sua confiança, então lhe mostrei a história sobre como causei a expulsão de Hagrid...

Harry soube, então, de alguma forma. Era óbvio.

- Foi você. Cinquenta anos atrás, foi você! E pôs a culpa em Hagrid!

- ...e não foi difícil, se quer saber. De um lado, o bobalhão do Hagrid, fascinado por todo tipo de criatura estranha, criando lobisomens debaixo da cama. De outro, eu, monitor, monitor chefe, aluno exemplar... Armando Dippet caiu nas minhas palavras rapidinho. Dumbledore, por outro lado, até acreditou em Hagrid, e convenceu Dippet a dar a ele um emprego de guarda-caças. Bom, convenhamos, eu mesmo achei que meu plano não fosse funcionar. Levei eras para descobrir a existência da Câmara, e não achei que fossem acreditar que aquele pateta idiota fosse conseguir descobrir algo assim por conta própria.

- Aposto que Dumbledore não foi convencido pelo seu teatro.

- Não, ele não foi. Então eu deixei aqui um diário com minhas memórias, esperando que anos depois alguém continuasse a tarefa de Salazar, uma vez que com ele de olho em mim seria impossível.

- Bem. – Harry se sentiu encher de uma coragem estranha. Não sabia de onde estava vindo, mas a sentia em cada membro de seu corpo. A sentia de cima a baixo. A sentia e sabia que era por isso que era Grifino. Era por isso que não estava na Sonserina, e tinha orgulho de não estar. – Você falhou. Ninguém morreu. O tônico de mandrágoras em breve estará pronto e os alunos petrificados vão voltar à vida.

- Há! Como se eu me importasse! Imagine, Harry, minha decepção quando na outra vez em que alguém pegou o diário era Gina, e não você! Ela entrou em pânico, obviamente... E se alguém descobrisse tudo que ela escrevera no diário e saísse espalhando pela escola? Tudo sobre ela, os irmãos, Harry Potter e a Câmara? Então a garota invadiu o dormitório masculino e pegou o caderno de volta, e eu... Eu precisei de um plano novo, afinal, agora meu alvo era você. Conforme tudo que ela escrevera, você não mediria esforços para encontrar o verdadeiro Herdeiro de Sonserina, então eu a fiz deixar o bilhete e descer até aqui. Ela chorou muito, resistiu, estava tão chateada... Mas não lhe restava muita vida, então acabou cedendo. E, como eu tinha imaginado... Você a seguiu. E eu tenho tanto para saber... Como, por exemplo, como foi que um garotinho ainda de berço conseguiu derrotar o maior bruxo das trevas de todos os tempos? Como foi que ele escapou com apenas uma cicatriz?

- Que importa? – Harry perguntou, agora sentindo o sangue ferver. – Voldemort é passado!

- Ah, Harry... Voldemort é meu passado, presente e futuro...

E ele mexeu a varinha de Harry no ar, escrevendo letras de fogo.

 

TOM SERVOLO RIDDLE

 

E em seguida abanou a varinha, as misturando de ordem.

 

EIS LORD VOLDEMORT

 

Harry sentiu o coração parar. A coragem começou a se esvair de seu sangue, e ele se perguntou, sinceramente, o que estava fazendo ali. Que esperança tinha. Era ele, novamente. Ele. Lord Voldemort.

- Eu estava usando esse nome em Hogwarts já há algum tempo, mas apenas com meus amigos mais íntimos. Eu não ia carregar o nome do meu pai trouxa que abandonou minha mãe quando descobriu que ela era bruxa. Não. Eu ia ter um nome grande, um nome que todos iam temer. O nome do maior bruxo de todos os tempos.

- ALVO DUMBLEDORE É O MAIOR BRUXO DE TODOS OS TEMPOS! – Harry gritou. Tom fechou a cara e ergueu a varinha de Harry, e o garoto se perguntou sinceramente se era agora que ia morrer.

Nesse instante, o ar se encheu de uma melodia suave, mas misteriosa e sobrenatural. Harry olhou na direção do som e viu um pássaro maravilhoso, vermelho e dourado, e soube que era Fawkes, a fênix de Dumbledore. O pássaro carregava alguma coisa, e largou aos pés de Harry. Olhando, o rapaz percebeu que era o Chapéu Seletor.

- Uma fênix... – Tom comentou. – E um chapéu. – ele acrescentou em seguida, abrindo um sorriso sarcástico. – É isso que Dumbledore manda pro seu defensor? Um chapéu velho e um pássaro idiota? Há! Vai precisar de mais que isso, Potter. Língua de cobra não vai lhe salvar agora, ele só obedece a mim! – e as palavras seguintes foram ditas em ofidioglossia, mas Harry entendeu cada uma delas. - “Fale comigo, Slytherin, o maior dos Quatro de Hogwarts.”

A boca do Salazar da estatueta se abriu, e Harry ouviu o barulho de algo rastejante. Ele se virou de costas imediatamente, e ficou de olho no chão, nas sombras. Não demorou, e o basilisco saiu de lá.

Era, realmente, uma cobra imensa. Harry apertou o Chapéu Seletor, sentindo o coração acelerar, e começou a correr pelo corredor de volta. Tom ordenou, em ofidioglossia: Mate-o!, e Harry sentiu que estava muito, muito ferrado.

A cobra começou a dar botes. O garoto se jogava de um lado para o outro, tentando escapar dos ataques, vendo apenas pela sombra para onde a cobra tentava ir.

Ia morrer. Certamente, ia morrer. Como ia ganhar de uma coisa para a qual não podia olhar? E sem sua varinha? Ele pensou em Ash, o esperando atrás da muralha de pedras; em Rony, esperando que ele voltasse com sua irmã; em Gina, quase morta; em Hermione, petrificada sem poder ajudar... Todas essas pessoas que ele não podia desapontar...

Harry tinha que pensar em alguma coisa, mas em que? Ele olhava em volta, perdido, esperando que algo acontecesse, mas mesmo ele foi obrigado a admitir que só um milagre o ajudaria agora.

E o milagre aconteceu.

Pela sombra do basilisco, Harry viu algo se lançar contra ele. A cobra se remexia de um lado para outro, mas a coisa, que logo o bruxo identificou como Fawkes, não parou de atacar os olhos da cobra enquanto o basilisco não estivesse completamente cego.

- NÃO! – Tom gritou, irado. – PEGUE-O! – ordenou, na língua das cobras. – FAREJE-O! VOCÊ TEM VENENO PARA MATÁ-LO!

A cobra, ainda letal, começou a procurar por Harry usando seus outros sentidos. O garoto sentiu vontade de chorar. Tinha que ter coragem, sabia disso, mas estava aterrorizado. Só conseguia fugir e se esquivar, esperando que a cobra não o acertasse. Não tinha mais nada a que recorrer. Nada. A não ser...

Ele pegou o chapéu e enfiou na cabeça. “Me ajude, por favor. Me ajude...”

Queria acreditar que Dumbledore não o mandaria o chapéu para nada. Queria acreditar que ainda tinha como sair dessa situação vivo. Queria acreditar que ia conseguir...

Algo pesado acertou sua cabeça. Ele tirou o chapéu, surpreso, e de dentro dele, Harry puxou uma espada.

Era uma das coisas mais bonitas que Harry já vira, toda prateada, com rubis encravados no cabo. Ele teria olhado mais, mas a situação não permitiu e ele teve que desviar mais uma vez.

Estava ficando sem ter para onde correr. Harry foi até a grande estátua de Salazar e começou a subir pelas reentrâncias da pedra, desviando de investidas cegas da cobra, apertando a espada na mão. Tom estava furioso, visivelmente, e gritava algo sobre a espada, mas Harry não conseguia ouvir ou prestar atenção. Estava focado no basilisco.

Ele chegou ao topo da estátua. O basilisco ainda investia, e Harry começou a desferir golpes com a arma, abrindo cortes muito superficiais na pele da cobra. Não ia conseguir matá-la assim. O animal estava apenas ficando mais furioso.

Em uma das investidas, o basilisco abriu a boca, e Harry acabou tendo uma ótima visão do interior. Então, ele teve uma ideia. Uma ideia estúpida e muito perigosa.

Na próxima investida do animal, Harry esticou a mão com a espada, e atravessou o céu da boca da cobra de dentro para fora com a arma.

- NÃO! NÃO! – Tom berrou, se aproximando. A cobra ainda resistia, e Harry conseguia sentir a ponta de uma pressa perfurando sua pele. Ele engoliu em seco e empurrou a espada ainda mais, gritando de dor e sentindo o dente do basilisco se enterrar em seu braço. Dessa vez, a cobra sucumbiu, e o animal caiu grunhindo ao chão, levando a espada e o garoto consigo.

Harry sentiu o corpo bater na água. Seu braço doía muito pela perfuração, mas mais que isso, o veneno começara a se espalhar em suas veias, e era terrível. Era como ácido, como ser queimado de dentro para fora. Ele tentou respirar fundo, mas suas veias ardiam, e Harry mal teve forças para se arrastar até o corpo de Gina.

Não conseguiria salvá-la. Não conseguiria levá-la.

Ou conseguiria?

- Incrível, não é? – Tom comentou, ainda irado, mas com um leve sorriso de vitória no rosto. – Incrível a velocidade com a qual o veneno se espalha... Você não deve ter muito tempo restante, Potter. Eu me despediria da garota se fosse você, apesar de que, logo vocês estarão no mesmo lugar, de qualquer forma e... – Tom ficou ainda mais pálido. – O que está fazendo? – ele perguntou.

Harry vira o diário preso sob o braço de Gina, e o pegara, abrindo em uma página qualquer.

- Solte isso!

O garoto, de alguma forma, sabia o que fazer. Se destruísse aquilo, por mais que morresse, ao menos Gina conseguiria ir embora. Ele levou a mão ao braço, puxando o dente de basilisco do local e então, trêmulo, fincou a presa no diário.

- NÃAAAO! – ele ouviu Tom gritar. Um enorme buraco se abriu no fantasma, brilhando como se queimasse. Harry acertou o diário de novo, e de novo, ouvindo os gritos de Tom, sentindo o coração acelerar pela vitória eminente. Terminou fechando o diário, e atravessando a capa com o dente. Tom gritou mais uma vez. Harry ainda teve um último vislumbre do olhar de ódio no rosto de Tom, e então a lembrança explodiu em fagulhas douradas e desapareceu.

Harry ficou parado um tempo com o dente de basilisco na mão. Era isso, então. Matara Tom. Gina começou a recobrar uma cor no rosto, e Harry soube que tinha a salvo. Quem sabe conseguiria leva-la até Ron e então...

O garoto gemeu de dor, e quase caiu deitado no chão. Não conseguia nem se manter de joelhos mais? Estava zonzo, sua visão começou a escurecer, e ele pensou, mais uma vez, em todos seus amigos, e em sua irmã e Gina... Era a voz dela que ouvia? Sim, era! Era Gina!

- Harry! Harry! – a ruiva gritava, atordoada. Harry percebeu que não tinha batido a cabeça no chão, em vez disso estava segura por alguma coisa. Eram as mãos dela. Ela tinha o segurado. – Harry, o que aconteceu? Eu... Eu não queria, eu juro... Harry...

- Basilisco... Veneno... Mordeu... – o garoto disse, tentando explicar o mínimo para que Gina pudesse ao menos dizer à sua irmã como tinha morrido.

Nesse instante, ele viu Fawkes se aproximar. A ave chorava, e deitou a cabeça carinhosamente sobre o braço ferido de Harry.

- Você foi incrível. – Harry murmurou, fechando os olhos. Quem sabe seria indolor? Ele respirou fundo, esperando o fim chegar...

...e então abriu os olhos novamente. Estava no mesmo lugar, com uma Gina aterrorizada olhando para seu braço e Fawkes ali, sorridente, se é que era possível dizer isso de uma ave. Ele moveu os dedos da mão e percebeu que a dor do veneno se fora, e, ao olhar para seu braço, viu que nem a ferida estava lá mais.

- Mas... Como... – Harry murmurou, olhando assustado para seu braço. Então para Fawkes, e ele entendeu. – Lágrimas de fênix! Propriedades curativas! Fawkes! Obrigado!

Harry levou uma mão até a cabeça da ave, fazendo um carinho suave. Ela piou, contente, deitando a cabeça de lado e aproveitando o cafuné.

- Você... Você está bem mesmo, Harry?

- Eu quem devia lhe perguntar isso. Como se sente?

- Eu... – Gina abaixou o rosto, envergonhada. – Me desculpe.

- Não foi sua culpa. É melhor irmos andando, Gina. Rony está muito preocupado com você.

 

...

 

Quando Harry passou pela porta, Rony e Ash se focaram em remover as pedras com quanta cautela quanto conseguiram, mas ainda assim não puderam ir ajudar o amigo. A porta para onde Gina estava só abriria com ofidioglossia, e assim os dois tiveram que esperar.

- Bem. – Ash comentou. – Ao menos quando voltarmos lá pra cima eu vou poder dizer como eu ajudei a invadir a Câmara e salvar a Gina, e então as pessoas vão parar de olhar torto pra mim. Espero.

Rony riu baixinho.

- Que foi? – ela perguntou.

- É você. Seu pensamento é totalmente egoísta, de certa forma. Isso explica a dúvida do Chapéu tão bem que é uma surpresa que ninguém tenha imaginado essa possibilidade antes.

- Isso é um elogio? – ela perguntou, um pouco confusa.

- Um fato. Ficaremos com isso, ok?

- Ok. – ela respondeu, dando de ombros e brincando com a gravata de Rony enrolada em sua mão. Ficaram em silêncio ainda por mais tempo, até que Gilderoy acordasse.

Rony e Ash ergueram as varinhas, as apontando para o bruxo.

- Você sabe atirar, certo? – Rony perguntou.

- Um pouco. Você?

- Um pouco. O bastante, espero. É melhor que você não use sua varinha, Rony.

O ruivo concordou, mas não guardou a varinha. Serviria ao menos para amedrontar Gilderoy, imaginou.

O professor se sentou e olhou um pouco atordoado em volta e depois para os alunos.

- Quem são vocês? – o loiro perguntou.

O queixo dos amigos caiu.

- Ele está fingindo? – ela perguntou a Rony.

- Acho que não... Acho que o feitiço rebateu!

- O que vamos fazer?

Rony riu, guardando a varinha.

- Eu sou Rony Weasley, essa é minha amiga Ashley Potter.

- Ah. – Gilderoy respondeu, olhando em volta, curioso. – Lugarzinho legal. Moram aqui?

- Não. – Rony respondeu, meio seco e meio confuso. Era verdade mesmo. O professor perdera a memória. – Eu sou muito mal se estiver feliz por isso?

- Se for então somos dois. – Ash respondeu. – Harry bem podia voltar logo. Será que ele está bem?

- Eu...

- ASH! RONY! – eles ouviram o amigo chamar nessa hora, passando pela porta de cobras.

- HARRY! – Ash exclamou, se jogando sobre o irmão e o abraçando apertado. – Ah, Harry, o que aconteceu? Como foi que...

- Depois, depois. – o moreno respondeu, esperando Ash relaxar o abraço. Gina estava um pouco escondida atrás de Harry, envergonhada pelo que acontecera, mas ao ver a expressão de alívio de Rony por vê-la bem, ela saiu. Ela e o irmão trocaram um abraço, e só então Rony e Ash olharam mesmo para Harry.

- Onde conseguiu uma espada? – Rony perguntou. – E o Chapéu Seletor?

- E isso? – Ash apontou para a fênix.

- Essa é Fawkes, e é nossa passagem de volta. Ela consegue carregar pesos incríveis, então acho que aguenta nós todos. – Harry disse, pegando a mão de Ash. Ash pegou a de Rony, Rony a de Gina e Gina a de Gilderoy. – Vamos lá Fawkes. – Harry pediu, segurando a cauda da fênix. A ave piou e começou a voar.

Os bruxos sentiram como se, de repente, fossem leves como uma pluma, e foram levados túnel acima pela ave.

- Incrível! – Gilderoy gritou. – Isso até parece magia!

- O que houve com ele? – Harry perguntou.

- Longa história. – foi a resposta de Rony. – O feitiço ricocheteou, ele não lembra quem é!

Harry soltou um leve assobio. Então, o feitiço literalmente se virara contra o feiticeiro.

- Tudo bem. Vamos ver McGonagall e podemos entregá-lo para ela. – Harry decidiu. – Temos muita coisa para contar.


Notas Finais


E as notas finais!

Como a fic é minha, já era de se esperar que eu aumentasse o drama né -q

Brincadeira, nem é assim kkkkk Espero que tenham gostado ^^

Beijos e abraços

Gaby Amorinha

Nox!

Gostou desse capítulo? Confira aqui algumas de minhas outras fanfics!

Os Gêmeos Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter - 1ª temporada de "Gêmeos Potter", encerrada):

https://spiritfanfics.com/historia/os-gemeos-potter-e-a-pedra-filosofal-285426

Os Gêmeos Potter e a Câmara Secreta (Harry Potter - 2ª temporada de "Gêmeos Potter"):

https://spiritfanfics.com/historia/os-gemeos-potter-e-a-camara-secreta-501121

Destino (Naruto):

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Don't Stop Believin (Glee, interativa, co-autoria com Sufilena. Disponível apenas no socialspirit):

https://spiritfanfics.com/historia/dont-stop-believin--interativa-6553263

The Children Of Fairy Tail (Contos de Fadas, interativa, co-autoria com Sufilena. Disponível apenas no socialspirit):

https://spiritfanfics.com/historia/the-children-of-fairy-tales--interativa-6773955

E confira aqui minha página no facebook:

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