História A Estrela Escura - Capítulo 10


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Categorias A Origem dos Guardiões
Personagens Jack Frost
Tags Fada Do Dente, Jack Frost, Papai Noel
Visualizações 16
Palavras 1.522
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Estilhaços


Fanfic / Fanfiction A Estrela Escura - Capítulo 10 - Estilhaços

Quando Jack chegou a oficina do Norte foi logo recebidos pelos Yetis, que não bloquearam sua passagem, pois agora era um guardião e mora temporariamente lá, ou seja ele estava voltando pra casa mas não para descansar. Se aproximou e bateu á porta, um dos Yetis a abriu e deixou o garoto entrar. Norte estava um usando um óculos no estilo steampunk e com uma pinça olhava atentamente as partículas misteriosas, percebeu a presença do espirito do inverno e logo questionou o que tinha acontecido e Jack explicou o que vento tinha lhe contado. Sem perder tempo Norte convocou os outros guardiões através da aurora boreal, todos, menos a Fada do Dente, estavam reunidos na Sala do Globo para chegarem a uma conclusão do que deveriam fazer, a única solução era ir até a Floresta Outonal para ajudar Mabon em seu problema. Foram até a garagem da oficina, onde o grande e velho trenó os aguardava, os Yetis e os elfos já deixaram tudo pronto para partida.

O Coelho, que nunca admitiria que tem medo de altura, inventou uma desculpa para ir pelos os seus túneis, desculpa que não os convenceu, mas mesmo assim não o forçaram a entrar . Já Jack adorava aquele transporte, achava muito divertido e até confortável, mas não tanto como os seus ventos gélidos e já foi logo sentado na frente para ter a melhor visão da paisagem. Sandmam, que também estava empolgado foi prontamente arranjado o seu lugar no transporte. Como de costume Norte os aconselhou a colocarem os cintos de segurança, Jack perguntou onde estavam, o bom velhinho respondeu que não existiam, fazendo tanto o guardião dos sonhos como da diversão caírem na risada, piada velha. Jack pegou o globo de neve mágico e mentalizou o local, jogou o objeto no ar, que abriu um portal para o País de Gales. Quando estavam sobrevoando a Floresta Outonal, Jack e os outros podiam sentir um clima pesado no ar, como uma energia negativa estivesse fazendo a natureza  ficar sem vida, desmotivada a florescer.

Pousaram perto de um lago, desceram do veículo e observaram o local, notaram que o silêncio pairava no ar e quase nem sentiam os sopros, mas mesmo assim prosseguiram. Se aproximaram da grande árvore e abriram a porta, porém Norte teve que ficar no lado de fora, pois era muito grande, mas o Coelho conseguiu se espremer e passar por ela. O que viram na sala os surpreendeu e os preocupou ainda mais, os móveis estavam todos destruídos e espalhados por todo chão, as cortinas rasgadas e as vidraças quebradas. Era uma genuína cena de filme de terror sobre casas abandonadas. Subiram a escada caracol, o Coelho se segurou na parede para não cair, pois seus pés são muito grandes para os pequenos degraus. No segundo andar, a cozinha, ainda mais destruição, tudo estava quebrado e jogado no chão, nada tinha se salvado. No terceiro andar, o quarto, a cama estava despedaçada, o colchão junto com todo o jogo de cama foram queimados, o armário foi desmantelado a machadadas e as roupas rasgadas estavam jogadas por toda parte, pareciam que alguém estava procurando alguma coisa, visto que derrubou o oco da árvore inteira para achá-lo.

Os guardiões saíram de dentro da árvore, Norte os explicou que não conseguiu achar nenhuma pista pelas redondezas, mas parou de falar ao notar os semblantes tristes de seus amigos, que explicaram o que tinham visto dentro da casa. Todos os guardiões estavam abalados pelo que viram e ouviram, mas não podiam parar, tinham que seguir adiante. Jack se sentiu mais responsável pelo acontecido do que os outros, pois Mabon o confiou um de seus maiores segredos a ele, mas não fez nada para ajudá-lo e não cumpriu a sua promessa, se sentia culpado pelo ocorrido e isso o amargurava de tal forma que sem dizer nada voltou a entrar na casa, surpreendendo os guardiões que o seguiram. O espírito do inverno lembrou que Mabon sempre tinha uma carta na manga e procurou no chão do térreo alguma coisa importante que tinha passado despercebido pelo invasor.

O coelho tentou chamar a atenção do guardião das geadas, mas não obteve secesso. Jack ignorava todos a sua volta, estava concentrado a encontrar aquilo que ele nem sabia o que era, mas mesmo assim tentava. Revirou o chão do térreo com a ajuda dos outros. Encontrem um alçapão, o abriram e desceram até o subsolo que escondia uma sala secreta protegida pelas raízes da árvore, assim que colocaram os pés no lugar misterioso, a sala se iluminou por causa das velas mágicas sustentadas nas paredes. Perceberam que não era uma sala comum, era como se fosse um lugar secreto para estudos, pois tinha um mapa múndi rasgado na parede, uma bússola estilhaçada próxima a uma mesa quebrada.

Os livros foram rasgados e as suas páginas jogadas por todos os cantos, um globo terrestre chutado, as instantes arrebentadas, um tabuleiro de xadrez foi rabiscado e partido ao meio e as suas peças de cristal foram despedaçadas ao chão. Era um verdadeiro caos, uma visão de causar pena e raiva. O Coelho observava em volta mas apenas sentia cheiro de queimado, Sandman amargurado, não queria mais olhar  aquele lugar, então subiu de volta ao térreo junto com os outros. Voltaram para a entrada da árvore, como não encontraram nenhuma pista do paradeiro de Mabon retornaram para o oficina do Norte.

O entardecer se preenchia de cores vibrante em vermelho, laranja e rosas, mas não chamavam a atenção de Jack, que estava em seu quarto, sentado em sua cama, raciocinado o que acabará de presenciar. E os sentimentos de culpa e arrependimentos lhe atormentavam ainda mais, ele não queria olhar e nem conversar com ninguém, apenas queria ficar sozinho e pedir o perdão de Mabon assim que o encontrasse. Mas ficar chorando no canto não ajudaria em nada. A única solução que achou foi se encontrar com a pessoa em que ele menos teve afinidade, mas mesmo assim adorava irritá-la e pedir ajuda a ela machucaria muito o seu orgulho de espírito invernal, porém teria que fazer um grande esforço para deixa-lo de lado.

Desceu da cama, foi até a gaveta do criado mudo tirou e um papel e uma caneta, mas era mais difícil que imaginava, ele nem se lembra mais da última vez que escreveu uma. Ele não sabia porque estava tão nervoso, sua mão tremia e era a primeira vez que isso acontecia. E não tinha ideia de por onde começar e como explicar, mas mesmo assim a escreveu e quando terminou se sentiu muito aliviado. Terminou a carta e com ela fez um aviãozinho e pediu para os ventos entregarem a Summer, sua eterna amiga rival.

Meia noite chegou e Jack rapidamente voou para Burgess, o céu noturno estava cheio de estrelas, as brisas frias sopravam entre as vegetações dos jardins, que não foram afetados pela neve e o silêncio pairava naquela cidadezinha pacata. O adolescente aterrizou na praça, perto da estátua, olhou para lua cheia que brilhava intensamente e observava tudo ao redor, se apoiou em seu cajado e começou a fazer desenhos aleatórios com as suas geadas para passar o tempo. Porém uma voz feminina inconfundível chamou a sua atenção, ela chegou e dessa vez no horário correto. A garota então falou:

— Então quer dizer que o boneco de neve falante precisa da minha ajuda? Bom, eu vou adorar servir.

— Ah... Oi eu nem notei você ai. Pode repetir? É que eu não ouvi.

— Atá, sei..

— Então, quanto tempo não é? Sei lá, eu acho que foram uns doze que eu não te vejo? 

— Acho que foram mais... Mas quem diria que você sabe escrever. Quando eu recebi a sua carta pensei até que fosse algum trote, porém foram os ventos que a trouxeram então era verdade.

— Vai, vai pode rir de mim, depois não reclama das minhas geadas que " atrapalham o verão".

— Você é um péssimo imitador.

— Estou treinando para me tornar o melhor.

— Dúvido, você não sabe fazer outra coisa mesmo.

— É aí que você se engana, mas não foi por isso que nos encontramos aqui...

— Tem razão, por isso que precisamos ir até a Floresta Outonal.

— Mas eu já foi e não achei na...

— Não procurou direito.

— Como assim?

— Você já sabe sobre Darkys e Mabon, pelo menos não preciso explicar, mas...

— Tem mais alguma coisa?

— Tem, o telescópio, precisamos achá-lo para destruir Darkys.

— Mas se Darkys morrer, Mabon ira...

— E você acha que eu não sei?! Mas não tem outro jeito!

— Summer...

— Quem começou a me chamar assim foi o Mabon, não me lembro de lhe dar permissão para isso?

— Você sabe que eu só obedeço o homem da lua e além do mais esse nome combina com você.

— Tá, me chame como quiser, isso agora não importa.

— Pois é... Sabe? Nunca pensei que te reencontraria assim... Em um momento como esse....

— Nem eu... Mas não temos tempo para recordações! Nos encontramos na Floresta e então veremos o que podemos fazer.

—Você tem certeza?

— Tenho, eu preciso ver de perto o que aconteceu, Frost.

— Ok, nos vemos na frente da grande árvore.

— Combinado.

 



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