História A Estrela Escura - Capítulo 7


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Categorias A Origem dos Guardiões
Personagens Jack Frost
Tags Fada Do Dente, Jack Frost, Papai Noel
Visualizações 33
Palavras 1.251
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Amigos


Fanfic / Fanfiction A Estrela Escura - Capítulo 7 - Amigos

Após o almoço, Mabon e Jack retornaram para a sala do piano, o espírito do outono fechou a janela, para cessar a desagradável ventania no cômodo. Olhou para Jack, que o encarava através do reflexo da vidraça e falou despreocupadamente :

— Achei que você iria me dedurar, mas parece que me enganei.

— Viu só, eu não sou tão filho da pu... — porém no mesmo instante que iria completar a frase, Jack olhou para Mabon e se deu conta que estava na frente de uma criança, então auto se corrigiu — Deixa pra lá.... Enfim.

— Está com a língua presa Frost? Posso aparentar ser um pirralho de merda, mas tanto na teoria e como na prática sou muitos séculos mais velho que você.— explicou Mabon, virando-se de frente para o seu colega guardião.

— E daí? Vai ficar jogando isso na minha cara o tempo todo?

— Se necessário, sim.

— Ah, fala sério...

— Enfim, por que me chamou aqui?

— Para saber mais sobre Darkys, você praticamente não disse quase nada para os outros, só os enrolou,quem sabe não mentiu pra mim também.

—  Eu jamais mentiria sobre aquilo, não disse para o resto dos guardiões por motivos de segurança.

— Segurança?

— Sim, já chega de ver pessoas morrendo.

— Mabon você sabe, eu, você e os outros guardiões so...

— Você não compreende? Não é Frost?

— Mabon?

— Pessoas que você ama é não quer vê-las sofrer por causa de seus problemas, Darkys é a minha luta, o meu passado! Então eu peço não se entrometam, vocês com certeza não sabem com o que estão se metendo, ele é muito mais perigoso e forte do que Breu, ele até pode influenciar pessoas a se suicidarem, é um mosntro!

— Mabon, me escuta, você não pode lutar sozinho eu estou aqui e outros também estão, é pra isso que somos guardiões para proteger a infância das pessoas de qualquer ameaça, seja Breu ou o que for.

— Frost, você não entende mesmo, deixa eu ser mais claro só eu posso resolver isso, somente eu e ponto.

—  Porque somente você? Eu realmente não entendo você não me explicou coisa com coisa.

— É complicado...

— Então acho que Norte vai adorar essa nova história que com certeza não está na nova coletânia da Mamãe Ganso.— Disse Jack, abrindo vagarosamente a porta.

— Não, espera eu... eu conto.

—  Desembucha.— Disse Jack,sentando-se ao lado do espírito do outono, encostados na parede.

—  Tá.. tá, foi a muito tempo, eu morava em uma galáxia distante chamada Delta Nova...

— Espera um pouco galáxia distante?

— Posso terminar? 

— Á vontade.

— Eu era um simples aprendiz de magia estelar, um dia o meu mestre recebeu um objeto mágico e misterioso para guardá-lo no almoxarifado e me avisou para não tocar nele. Bem, como eu era curioso e ingênuo na ápoca e o desobedeci suas ordens, fui até o local e descobri que era um espelho milagroso. Como eu estudava sozinho e não tinha nenhum amigo, o espelho leu o meu frágil coração e no mesmo instante vi um menino no reflexo diante de mim mas com características diferente. Logo nos tornamos melhores amigos e lhe dei o nome de Darkys, por causa de seus cabelos escuros. Darkys vivia escondido na casa de meu mestre, onde eu também morava. Porém não demorou muito para logo sermos descobertos e eu foi severamente castigado e Darkys foi expulso, eu chorei e clamei mas não adiantou, então nunca mais vi até aquele momento o meu primeiro e melhor amigo. Desde daquele ocorrido meu mestre passou as noites e os dias em seu laboratório em pesquisas até a sua morte, eu nunca entendi o porque, mas anos mais tarde eu descobri e não acreditei a primeira vista mas depois caiu a ficha...

— O que é Mabon, me diga...

— Todos aqueles anos o meu querido mestre estava tentando me salvar de mim mesmo!

— Como assim?

— Não era um espelho milagroso coisa nenhuma e sim um objeto traiçoeiro, sou eu Frost. Eu sou Darkys

— Mabon do que você está falando?

— Não é óbvio? O espelho tem o poder de conceder qualquer desejo a pessoa refletida nele, seja objeto ou parente falecido, não importa qualquer coisa, porém tem um preço a se pagar e na hora do pedido a pessoa nem da conta que já está pagando por isso.

— E o que você pagou?

—  A minha alma.

— O que?! Mabon!

— Eu não sabia, eu juro por tudo que é sagrado, o espelho me enganou e eu só fui descobrir o segredo anos depois. O espelho refletiu a minha alma criando um dos seres vivos mais fortes das estrelas. Estou com medo Frost, eu não quero morrer mas admito já passou da hora.

— Mabon, não me diga que você vai, Mabon?

— Eu e Darkys somos o mesmo ser, sendo assim uma alma refletida da outra, ou seja se ele morrer...

— Mabon, por favor não...

—  Eu também morro.

— Não... — disse Jack não acreditando no que tinha acabado de ouvir — deve existir alguma maneira de rever...

— Não tem, Frost! — interrompeu Mabon antes que completasse — Se existisse, eu já estaria livre á muito tempo.

— Droga! Eu nunca achei que fosse dizer isso mas... é a primeira vez que eu não sei o que fazer.

— Eu já sabia disso, mas resolvi te falar mesmo assim, pois se acontecer alguma coisa comigo, pelo menos as florestas vão ter com quem contar. Não é justo, mas é assim que funciona o destino.

— Na verdade quem faz o nosso destino somos nos mesmos.

— Quem te contou isso? Foi a Summer? Por que normalmente ela falaria isso em situações como essa.

— Sim ela mesma, admito que é a primeira vez que concordamos com algo. Ela já sabe?

— Sim, mas sobre o retorno dele eu não sei se ela está ciente de algo. Bem qualquer coisa e só escrever uma carta para ela, mas acho que não será necessário.

— Melhor não envolvermos mais pessoas nisso.

— Concordo, vejo que já percebeu o que eu quero fazer.

— Infelizmente sim, mas não posso deixar você fazer isso.

— Porque não? Desde quando você se importa comigo tanto assim?

— Desde que Sophie percebeu a sua presença.

— Ah, você também viu, mas mesmo assim, não tem o que fazer, mas eu... eu

— Mabon?

— Eu sou tão covarde Frost, eu vi Darkys destruir tudo a minha volta, mas mesmo assim eu não tenho coragem de morrer! Mesmo sabendo que nos dois somos a mesma alma. — Lastimou Mabon, tentando segurar as lágrimas, não conseguindo manter contato visual com o guardião da diversão — Eu sou tão egoísta! Mereço morrer mesmo!

— Mabon me escuta! — Interrompeu Jack e com um olhar determinado em direção ao seu amigo outonal — Não foi sua culpa, você não sabia de nada, agora está pagando por um erro que podia ser evitado, já aconteceu, eu entendo que não tem como voltar atrás. Mas mesmo assim eu vou te salvar!

— Frost... —falou Mabon em choque após ouvir a frase mais inusitada até aquele momento, por um breve instante sentiu admiração por Jack, por estar se arriscando para salvá-lo, porém logo caiu na real — Não adianta, não tem como...

— Mas eu já me decidi.

— Frost...

— Pois é isso que os amigos fazem, protegem um ao outro em momentos difíceis.

— Amigos?

— Sim Mabon, amigos, é uma promessa.

— Frost seu... seu idiota. Tem noção no que está se metendo? — porém em meio aos seus xingamentos Mabon foi interrompido por Jack que o abraçou e falou que iria ficar tudo bem . O espírito do outono se surpreendeu com aquela ação repentina deixou as lágrima caírem — Porque tinha que acontecer logo comigo, por que?

 

 



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