História A Estrela Escura - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias A Origem dos Guardiões
Personagens Jack Frost
Tags Fada Do Dente, Jack Frost, Papai Noel
Visualizações 23
Palavras 1.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - Xeque-Mate


Fanfic / Fanfiction A Estrela Escura - Capítulo 9 - Xeque-Mate

Tudo estava parado e quieto demais, apenas as brisas frias se manifestavam entre as folhagem e embalavam levemente o balanço. O tempo continuava nublado e o cheiro de terra molhada indicava que fazia dias que o sol não aparecia na floresta. O que será que tinha acontecendo enquanto esteve fora? Avançava cada vez mais, até chegar  em frente a porta de sua casa, respirou fundo e girou a maçaneta, olhou a sala escura pela fresta e assim tomou coragem para entrar no local. Bateu o cabo da gadanha no chão e instantaneamente os ventos abriram as cortinas iluminado o pequeno cômodo. Porém o que viu chamou sua atenção.

Os móveis estavam todos fora de seus lugares jogados em cantos diferentes, no centro estavam uma pequena mesinha de madeira com um tabuleiro de xadrez com peças de puro cristal e Darkys estava sentado  em cima de uma almofada de olhos fechados, parecia estar dormindo. O espírito do outono se aproximou lentamente e sentou-se na almofada deixando a sua gadanha deitada em seu colo,  de frente a mesinha ao seu adversário. Darkys acordou e com um bocejo perguntou o porque da demora, Mabon o ignorou e apenas lançou a primeira jogada com as suas peças brancas, dando início a partida:

— Como o tempo passa rápido, não é mesmo? — perguntou Darkys, colocando o seu peão como defesa — Nem me lembro a última vez que jogamos juntos.

— Pois é, nem eu e pra mim isso não fez diferença. — respondeu Mabon de maneira seca, avançando com o seu peão para frente.

— Nossa... Que consideração, mas eu te entendo — falou Darkys sarcasticamente — Deve ser difícil ser invisível, e se você desaparecer ninguém vai sentir falta, nossa... Que misericórdia que o homem da lua teve por você hein...

Ao ouvir aquilo a pupila de Mabon aumentou e baixou sua guarda, perdendo um peão branco por sua distração. Porém logo se recuperou e retrucou:

— Pode até ser, mas eu não me sinto sozinho...

— Claro, conversar com as árvores e pássaros é um grande avanço, é você tem razão é melhor do que enlouquecer sozinho. Não vai jogar?

Mabon estava se controlando para não cometer alguma besteira desnecessária e com o seu peão dançando em sua mão suada, olhou para o tabuleiro e com uma jogada comeu a peça do adversário:

— Pode até ser isso, mas me sinto bem assim, pois prefiro estar perto da pureza da natureza do que na falsidade da cidade.

— Sua ingenuidade me encanta por isso que merecemos ser opostos um do outro, você me completa... De verdade. — disse Darkys, comendo o peão branco— Ora, vamos, pelo visto não joga muito, devia praticar mais.

Mabon vendo que só tinha apenas um peão, o segurou na ponta dos dedos acima do tabuleiro e perguntou:

— O que mais você pegou lá embaixo?

— Você sabe, você escondeu os fragmentos muito bem, meu parabéns é sério mesmo, mas eu ainda vou encontrá-los e então deixarei esse planetinha em paz. — comentou Darkys, comendo o último peão branco do outro jogador— Então onde eles estão? Eu não quero mais mortes desnecessárias e nem você, então onde eles estão?

— Vá procurar, você sempre foi ruim em esconde-esconde, não é mesmo? Melhor praticar mais. — retrucou Mabon, empurrando o peão preto para fora do tabuleiro.

— É... Eu sou mesmo e não posso negar... — admitiu Darkys, com o seu peão escuro na mão e colocando em frente ao seu cavalo — Mas eu conheço alguém que pode... Eu o conheço muito bem.

— É? Quem? — perguntou Mabon de forma irônica, conseguindo tirar o último peão escuro do jogo.

— Você, você meu querido irmão gêmeo. — respondeu Darkys, avançando com o seu cavalo tirando a torre branca da jogada— Se nos unirmos conseguiremos ser um dos guerreiros mais fortes das constelações.

— Pode até ser, mas eu estou satisfeito com esse planetinha. — disse Mabon, tirando o cavalo escuro do jogo — Está tudo em paz eu quero que continue assim.

— A paz sempre foi uma ilusão—retrucou Darkys, conseguindo avançar no campo adversário.

— É se tornou agora que você chegou aqui— falou Mabon comendo outro cavalo escuro do tabuleiro.

— Claro, porque sempre eu sou o culpado. — ironizou Darkys cada vez mais avançado.

— Ainda bem que você sabe. — disse Mabon secando sua temporãs e tentado tirar mais peças do seu adversário de seu caminho.

— Oh, Mabon você sempre foi assim...

— Como?

— Inteligente e muito orgulhoso, como eu sei disso ? Porque eu sou você e você sou eu, simples.

— E daí?

— E daí é bem a sua cara mesmo organizar esse tipo de entrada triunfal, qualquer pessoa já iria logo pra cima, mas nos somos diferente, tivemos uma educação digna de príncipes e qual é a melhor maneira de derrotar o adversário do que se não pelos...

— Jogos.

— Isso mesmo irmãozinho, muito bem. Então você já percebeu não é mesmo?

— Que caí na armadilha?

— Isso também... Mas outra coisa...

— O que?

— Xeque-mate é uma frase persa e significa “ O rei está morto”.

— O que? — perguntou Mabon, mal percebendo que o jogo tinha acabado e desmaiando logo em seguida.

— Você está bem, Jack? — perguntou Jamie, percebendo que o seu melhor amigo não prestava a atenção em suas perguntas e brincadeiras, as outras crianças também pararam o que estavam fazendo para ver o que estava acontecendo.

Não tinha mais como disfarçar, alguma coisa muita estranha estava havendo naquele momento com o espírito do outono, Jack sabia disso, mas não sabia exatamente o que era, porém tinha apenas um palpite que com certeza estaria correto, Darkys. Saindo de seus devaneios o guardião da diversão explicou que Mabon precisava de ajuda e por isso teria que partir por algumas horas. As crianças perguntaram o que poderiam fazer para ajudá-lo, Jack ficou grato pelas considerações, mas não tinha o que ser feito e apenas disse que os guardiões cuidariam disso e que tudo estava tudo sob controle e as aconselhou a não se preocuparem e voltarem a brincar. Claro que essa mentira não os convenceu, mas fingiram que acreditaram e começaram atirar bolas de neve um no outro para disfarçar, se despediram de Jack, que partiu para o Polo Norte. E começaram a bolar um plano para descobrir o que estava acontecendo de tão grave para eles não saberem.

Jamie, até aquele momento nunca tinha visto Jack tão distraído e até apreensivo, pois tocaram duas bolas de neve e o guardião da diversão não desviou de nenhuma delas, aquilo era até um pouco assustador. Por isso como o líder do grupo decidiu tomar a linha de frente para contribuir e descobrir mais sobre Mabon. Porém por mais que tentasse acreditar no espírito do outono simplesmente não conseguia por vários motivos óbvios. Sentia-se inútil por não poder fazer nada, ele não era o único a se sentir assim, todos estavam preocupados. A única solução era a sua irmãzinha, Sophie, ela era a única até aquele momento que olhou e conversou com Mabon. Assim, as crianças foram para a casa de Jamie lanchar e colocar o plano em prática. Encontraram a garotinha começaram a perguntar como exatamente ele era, a menina se sentiu muito feliz por ter como contribuir com a causa e começou a explicar a sua aparência e a arma estranha que usava, enquanto a menina descrevia o seu irmão mais velho ouvia e tentava desenhar os cabelos, a roupa e até a arma do menino invisível.

Procuraram na internet o que exatamente o que era aquilo, acharam uma foice, mas Sophie disse que era menor, então concluíram que era uma gadanha, um instrumento usado a agricultura. Procuraram por “Mabon” mas não encontraram muita coisa, mas viram que ele estava relacionada com algumas lendas do rei Arthur e principalmente ao equinócio de outono, porém naquele instante isso não importava. Perguntaram para mãe dos irmãos se ela conhecia as lendas de Mabon, mas ela não fazia ideia de quem  era, deixando as crianças decepcionadas. Eles não sabiam mais o que fazer, porém a última opção de Jamie e Sophie é pedir ajuda ao seu primo adolescente, Eric, que veio morar temporariamente com eles enquanto os seus pais viajam a negócios. Eric devia saber alguma coisa e além do mais ele sempre anda com uma garota estranha, talvez ela saiba de algo importante para indicá-los por onde começar... Mas o jovem não estava em casa, então só restava esperá-lo.



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