História Os Guerreiros do Infinito - INTERATIVA - Capítulo 5


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Seinen, Shounen, Sobrenatural, Super Power
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - O Confronto


Fanfic / Fanfiction Os Guerreiros do Infinito - INTERATIVA - Capítulo 5 - O Confronto

A tensão do ambiente estava presente tanto nos soldados que haviam montado o campo de força há alguns minutos, quanto nos olhares de ambos os guerreiros que estavam prestes a travar seu embate: de um lado, general do exército kruazip’tiano, Sateriasis Venomania, que estava na Terra em missão de captura dos Cristais do Infinito. Do outro lado, Alec Hyung Morgenstern, curygark foragido que tem dedicado suas últimas horas a proteger aquilo que seu inimigo queria capturar, mas ele sabia que estava longe de acabar. No entanto, não iria desistir tão fácil.

O primeiro avanço foi de Venomania, que, em passos rápidos, não levou muitos instantes para alcançar Alec, que se manteve parado para esperar o movimento final de seu oponente até o último momento. A espada do kruazip’t instalaria no corpo de Alec um sentimento de estabilidade excessivo, assim fazendo com que a batalha fosse irrelevante para ele, e os disparos da arma fariam com que essa estabilidade se transformasse em tristeza, assim desanimando-o de fazer qualquer coisa. Seu plano era, basicamente, fazer com que Morgenstern desistisse do conflito para que a sua vitória fosse alcançada mais facilmente, ele não tinha tempo a perder, precisava capturar os cristais o quanto antes. Só assim ele poderia se livrar do exílio na Terra, que fora prometido por seu superior, caso ele não voltasse com seu objetivo em mãos. Mas ele sabia que não teriam coragem de fazer isso, é temido até mesmo entre seu povo, o que diversas vezes se pergunta se é bom ou ruim.

Desferindo um corte na diagonal de cima para baixo com a destra, e disparando apenas uma vez contra o peito de Alec, Sateriasis foi barrado. O cruygark simplesmente apertou os seus punhos e fez ao seu redor um campo gravitacional que jogou o kruazip’t e suas armas para longe, em direções diferentes. Era a sua chance dourada. Sem pensar duas vezes e com seu inimigo deitado no solo destruído por sua queda, Morgenstern abriu os seus braços e os comprimiu no espaço vazio, porém tais movimentos geraram ao redor do corpo de Venomania uma espécie de campo gravitacional que diminuía simultaneamente com as mãos do gravitocinético, seu objetivo era pressionar a carne do empático até que ele não aguentasse mais e explodisse.

A luta estava ficando interessante e isso fez com que um sentimento de adrenalina, o mesmo que explodira a lanchonete instantes mais cedo, surgisse dentro de Sateriasis, e é claro que ele não iria perder essa oportunidade. Se concentrou e converteu seus sentimentos em energia empática, liberando-a ao seu redor de maneira similar ao que fizera quando destruiu o local, porém a fim de desestabilizar o campo gravitacional de Alec, com uma pressão extra e forte, que vinha de dentro.

Dito e feito: o cruygark acabou por perder o controle de seu campo e assim ele sumiu. Nisto, Venomania ergueu o seu corpo mais uma vez e estendeu ambas as mãos em direção ao seu inimigo, instalando em sua mente um medo profundo, mais rápido do que Alec pudesse reagir. Suas pupilas se dilataram e sua face ficou inexpressiva, nunca havia sentido tal coisa na vida, e nem esperava que fosse sentir algum dia. Só lhe restou ajoelhar-se ao chão e olhar fixamente para os atos perversos do causador de todo aquele pavor, que caminhava em sua direção lentamente, com um sorriso ainda mais perverso nos lábios, como o de um sádico. Ele gostava de ver suas vítimas sofrerem, isso o divertia, e ainda mais quando sabia que o ‘’felizardo’’ em questão era alguém de peso, alguém forte e poderoso, alguém que tinha, por menor que fosse, o potencial para vencê-lo. Era o caso de Morgenstern, que se mantinha na mesma posição, travando uma luta interior contra si mesmo, na busca de vencer o seu medo, um objetivo que parecia impossível. Mas é claro que sim, os kruazip’ts são especialistas na manipulação dos sentimentos, e Sateriasis é o mais forte deles.  Ele não esperava menos de si mesmo.

Levitando sua arma espacial com a energia empática convertida da luxúria que estava sentindo no momento, ele a apontou contra a testa de Alec, encostando-a em sua pele, e, em um tom sarcástico, disse:

— Quais são as suas últimas palavras, amiguinho?

Lutando para se manter são, mas fracassando, o cruygark nada pôde dizer, apenas manteve o mesmo olhar aterrorizado para cima de Venomania, e antes que este último pudesse atirar, seu sorriso sádico se desfez em um semblante facial espantado, com os olhos arregalados. Os pregos negros que cobriam quase toda a pele de Morgenstern começaram a inalar um brilho roxo, como sempre faziam quando sua gravitocinese fosse ser usada em alta potência, porém brilhavam como nunca haviam brilhado antes. O general kruazip’t tentou deixar que aquilo não se prolongasse ao apertar o gatilho de sua arma, porém nada aconteceu. Foi quando ele percebeu que ela estava envolvida por uma força gravitacional que impedia os mecanismos de impulsionarem a energia empática para fora da máquina.

— Como ous — Antes mesmo que pudesse terminar a frase, ele foi arremessado ao longe mais uma vez, porém sua arma permaneceu intacta no ar. A expressão de medo não estava mais presente na face de Alec. No lugar dela, havia um sorriso irônico, como era de costume. Ele se ergueu e quebrou todos os componentes da arma com a força gravitacional, contraindo-a até que não restasse mais nada. Fez o mesmo com a espada que ainda estava ao longe.

— Você subestimou o meu poder. Enquanto enrolava para me matar, eu fui capaz de recobrar a consciência por poucos instantes e estabelecer um campo gravitacional ao meu redor, cortando sua conexão com meus sentimentos. Agora você está acabado.

Ele juntou as suas mãos em um círculo no ar, e então foi gerado um contorno feito de energia gravitacional, que se expandiu conforme o cruygark afastou as suas mãos. As rochas no solo abaixo de seus dedos foram empurradas para baixo como se a circunferência fizesse uma pressão sobre elas, mesmo estando a uma distância considerável, e uma onda de ar pôde ser sentida dentro do campo de força gerado pelos equipamentos da InfiTec.

— O que você está fazendo? — Perguntou Venomania, erguendo o seu corpo e fazendo o mesmo com seus punhos, gerando uma manopla de energia emocional, vermelhas novamente, mas representando sua raiva.

— Criando a única coisa que pode te mandar pra bem longe daqui sem que eu te mate. Embora te matar seja mais divertido, não quero gastar minha energia com um ser como você. — Então Alec começou a aproximar suas mãos uma da outra, mas isso não fez com que o círculo começasse a diminuir, e sim com que começasse a rodar no sentido horário, atraindo coisas para o esquecimento, e abrindo um furo rotacional em seu centro, que ia se expandindo com o tempo, ganhando uma coloração negra. Alec estava criando um buraco negro com a força da gravidade, e ele aumentava sua força de atração a cada milímetro que crescia.

Mas é claro que Venomania não ficaria parado. Ele rapidamente correu em direção a sua morte e deu um salto, materializando uma adaga feita de energia emocional, jogando-a contra a face do cruygark, que teve de se concentrar muito no último momento para conseguir desfazer o buraco e escapar, mas não pode evitar de ser cortado no rosto. Foi afastado mais do que o normal devido à grande dor que a energia trazia ao interior de seu ser, mas tratou de expeli-la de sua pele o mais rápido possível com um empurro de gravidade, para que não fosse suscetível à influência emotiva de Sateriasis.

— Você não vai se sair dessa tão fácil, garoto. — Disse o kruazip’t, já partindo para cima de Alec novamente, que não teve outra escolha a não ser materializar suas manoplas novamente e partir para o ataque corpo a corpo. Ficar gastando energia inutilmente em golpes potentes como um buraco negro seria estupidez, visto que não surtiria efeito. Apenas se conseguisse deixar seu inimigo bem ferido, o que demoraria um pouquinho.

Venomania materializou novamente suas espada azul e sua arma roxa que estava usando como receptáculos físicos antes, afinal gastam menos energia empática, mas situações desesperadas pedem medidas desesperadas. Ele deu um leve pulo e usou a mesma estratégia de antes, porém sabia que seu inimigo não iria fazer o mesmo, afinal não estava com tanta energia quanto antes, precisaria se virar no combate físico. Alec defendeu ambos os golpes com as costas de suas manoplas e continuou fazendo isso a cada ataque que era desferido contra si mesmo, sempre visando afastar as armas do centro de seu corpo para que não fosse gravemente ferido. Porém Sateriasis direcionou a ponta de sua espada certamente ao seu peito, e o cruygark defendeu, porém a colisão de ambas as energias fez com que suas manoplas se afastassem da região de seu corpo, então seu inimigo aproveitou a oportunidade para lançar um disparo contra seu abdômen. Alec não teria conseguido se defender se não tivesse estendido uma lâmina feita de energia gravitacional de sua manopla esquerda para repelir a energia emocional. Tendo a surpresa do general como vantagem, ele avançou e tomou a ofensiva, desferindo múltiplos ataques rápidos e fortes contra diversas áreas de seu corpo. Ele colidiu a lâmina criada há poucos instantes com a espada empática azul e a levou até o chão, deixando ambas travadas, e pretendendo combater a arma roxa na outra mão do kruazip’t, direcionou sua manopla direita até ela. Porém vendo que não teria chances contra uma manopla usando tal arma, Venomania começou a transformá-la em uma manopla também, o mais rápido que pôde, porém não foi rápido o suficiente. Alec usou o momento de transformação da energia como brecha para acertar sua mão nua com a manopla, usando tanta força que fora capaz de quebrar os seus ossos, deixando o adversário em agonia devido à dor, abrindo mais uma brecha. Por fim, direcionou a manopla direita contra o seu estômago em um soco poderoso e carregado de energia gravitacional, lançando-o ao longe, e libertando sua mão esquerda que estava presa ao solo pela espada azul. Não esperando por uma chance de seu inimigo se recompor, correu o mais rápido que pôde em sua direção e saltou por cima deste, visando perfurar seu coração com a lâmina esquerda. Porém Sarteriasis foi esperto e ergueu ambos os antebraços em um ‘’x’’, transformando a energia empática antes na forma de espada e arma, em um único escudo, conseguindo repelir Alec para o seu lado esquerdo. Foi quando ele retomou a arma arroxeada e lhe lançou um disparo, acabando por acertar a sua costela. Alec apenas expeliu novamente a energia emocional como antes e soltou um breve suspiro para aliviar a dor. Aproveitou a sua posição no chão e ergueu o seu corpo com a perna, girando-o para a direita e desferindo um poderoso chute no estômago de Venomania, que acabou por cuspir o sangue roxo dos kruazip’ts, há tempos não via seu próprio sangue daquela forma. Um pacto de vingança havia sido selado em sua mente, vingança contra Alec Hyung Morgenstern por tê-lo humilhado de tal forma, e não iria descansar até que seu desejo fosse concedido. Consumido pela sua raiva, expeliu Alec para longe de si com um impulso de energia emocional e se ergueu, apontando ambas as mãos para ele, começando a carregar uma esfera densa de energia emocional entre os seus dedos, com um sorriso perverso no rosto.

 

— Este será o seu fim, cruygark!

Alec já não tinha muito mais o que fazer, suas energias estavam acabando, porém ele sabia que as de seu inimigo também. Aquele seria o confronto decisivo. Então fez novamente um círculo com as mãos, iniciando o processo de formação do buraco negro. Ambos os ataques estavam prontos para serem lançados um contra o outro, quando, de repente, ele pôde ouvir o seu nome ser gritado ao fundo, e instantaneamente parou a formação do buraco negro, mas Venomania não iria desperdiçar aquela chance. Prestes a lançar seu raio maciço de energia emocional, ele foi atingido por uma descarga elétrica lançada por um dos dispositivos que mantinha o campo de força, desconcentrando-o de seu golpe. Os dois olharam na mesma direção, de onde o barulho de motocicletas podia ser ouvido. Bronze estava chegando ao local, juntamente de quatro novos visitantes. Eram eles Yin Shirosaki, um kloeru; Ahsryn Wallenstein, uma elfa solar, supostamente rainha de seu planeta e portadora do Cristal da Guerra, com seu guarda-costas real, Ryfon, um elfo elementar; e Lilyth, uma das marcianas a sobreviver ao ataque feito pelos Treiqrypts há alguns dias. Todos os veículos pararam de forma lateral diante do campo de força que estava formado e Bronze Thunder, chefe da sede local da InfiTec, desceu do seu, caminhando em passos lentos até os equipamentos que mantinham a energia estável. Ele estava diferente, estava usando um traje tecnológico da cor negra, com listras brancas que se espalhavam pelos seus braços e pernas, além de um compartimento em seu peito, na forma de um raio. Com a voz firme, disse:

— Alec, você me disse que tinha um lugar para levar os hospedeiros. — Não entendendo muito da situação, mas não tendo outra escolha, Morgenstern respondeu:

— Sim, eu só preciso encontrar os outros dois hospedeiros.

— A hospedeira do cristal vermelho apareceu na minha porta há alguns minutos. Você já tem tudo o que precisa. O esquadrão B encontrou o cristal branco numa escola perto daqui. Eu preciso que você pegue todos eles e parta, mas leve Dead Eagle com você. Preciso manter contato.

— E quanto a este ser de baixa capacidade mental aqui?

Sateriasis já teria feito alguma coisa se não estivesse atordoado pela descarga elétrica que levara há alguns instantes, que ainda não havia sido usada por questões de honra. Ao menos ele estava recompondo suas energias com o crescente sentimento de raiva.

— Eu vou cuidar dele.

Neste momento, Venomania não pôde evitar de rir da forma mais sarcástica possível, contorcendo o seu corpo.

— Você?! Cuidar de mim?! O que um mero ser humano pode fazer?!

Com um sorriso misterioso, Bronze estendeu sua destra em direção a sua motocicleta que estava atrás de si e ativou um botão na luva que estava trajando, ativando um compartimento do veículo. Dentro deste, havia um mecanismo de tamanho razoável, na forma de um raio, com cor de bronze, que foi jogado até o seu dono através de um impulso energético. Thunder o pegou com seus dedos ágeis, assentindo para Alec, o bastante para passar-lhe confiança. O cruygark não tinha muito a fazer, suas energias estavam acabando, o mais sensato era aceitar a decisão do agente chefe, qualquer que fosse ela. Passou pelo campo quando ele foi desativado por míseros instantes pelos agentes ao redor, e então, o líder finalmente adentrou no campo de batalha.

Morgenstern montou em sua motocicleta e colocou Aelin ainda desmaiada na garupa, começando a dirigir pelas ruas rumo à escola cujas coordenadas estavam registradas no GPS do veículo. Antes de partirem, Yin, o kloeru, deu uma boa olhada em Bronze e o desejou sorte e paz mentalmente, sabia que aquilo não poderia acabar bem. Mas era por um motivo maior. E então, seguiu em frente.

Ainda rindo, o kruazip’t apontou seu indicador direito para seu novo inimigo enquanto seus ferimentos se curavam com a energia proveniente da raiva há poucos instantes.

— Como um mero primata como você pode derrotar Sateriasis Venomania, general do exército kruazip’tiano?! Você não tem nada, e eu posso te fazer sentir o maior medo de sua vida apenas com um estalar de deos... — E o fez, a fim de colocar medo sob Thunder, que simplesmente ergueu seu dispositivo à frente, podendo barrar a sua influência. A energia usada, que a princípio era invisível, se manifestou na cor roxa e ficou parada, como se houvesse uma espécie de escudo que a impedisse de continuar. Incrédulo, perguntou:

— M-Mas como?! — Alargando seu sorriso, o agente respondeu:

— Isso é tecnologia marciana. A mesma tecnologia que eles usam para escaparem da influência biológica dos treiqrypts, e funciona da mesma forma contra a sua empatia. A InfiTec conseguiu esse e mais dispositivos através de pactos e alianças de paz pela galáxia.

Rangendo os dentes ao saber que teria que usar seu dom natural de modo físico mais uma vez, Venomania praguejou: — Mas eu ainda posso te ferir fisicamente!

— Isso é verdade. Mas não significa que eu não possa me defender. Sabe, uma vez, meu irmão estava em uma missão fora da Terra, em um planeta bem longe daqui... e ele foi atacado por uma de suas tropas, que inclusive, estava a seu comando direto. Você o matou à sangue frio. Eu pretendo retribuir o favor.

— Ah, é mesmo? E como pretende fazer isso?

— Os marcianos não podem conceder poderes a alguém. Eles podem efetuar mutações genéticas ou lhe presentear com robôs de guerra, mas nunca lhe dar, de fato, poder. Mas eles podem amplificar um que você já tenha. — Ergueu o raio a sua esquerda no alto, e então ele contraiu o seu tamanho, deixando ao redor, faíscas da mesma cor. Bronze levou o dispositivo até o seu peito, onde encaixou-o no compartimento de mesmo formato. Quando o espaço para encaixe se fechou, as faíscas geradas foram absorvidas pela roupa, que preencheu suas listras brancas com uma eletricidade de cor bronze, enquanto as nuvens, antes brancas no céu, começavam a ficar cinzas como nuvens de temporal, e os trovões eram gerados. À frente de seu queixo, foi erguida uma placa metálica com o símbolo do mesmo raio, e da mesma cor, que serviria como proteção. Desta parte, foi inalada uma camada de eletricidade que cobriu todo o seu corpo, ficando invisível logo depois. Mais uma proteção. Por fim, ele ergueu sua destra aos céus, e, instantaneamente, um forte relâmpago desceu por entre as nuvens, se chocando contra o punho fechado de Thunder, tornando-se da mesma cor que os raios de sua roupa ao ter contato direto. O mesmo ocorreu com os outros relâmpagos nas nuvens escuras. O agente absorveu a energia e a expeliu ao redor como forma de demonstrar o seu poder, destruindo boa parte do solo. — Não é à toa que me chamam de Bronze Thunder.

Enquanto a nova batalha envolvendo Sateriasis e Bronze estava para começar, Alec já havia pego Connor, Artêmis, Akemi e Dead Eagle na universidade onde a hospedeira do Cristal da Paz havia sido encontrada, e levou todos de volta para a InfiTec, onde se dirigiu até a área de pouso, ficando à frente de sua nave. Ela era bem grande, com certeza tinha espaço para todos. Com uma coloração roxo-metálico bem suave, seu veículo continha as quatro asas na parte mais traseira, e o resto e locomovia através de propulsores. Duas cabines de combate se localizavam abaixo de cada par de asas, e o corpo da nave era dividido em duas partes que se estendiam paralelamente para frente. Ele parou à frente da entrada e esperou que todos se organizassem para enfim fazer o comunicado.

— Bem, pessoal... como podem ver, estamos todos aqui. Eu vim para este planeta em busca dos hospedeiros dos cristais do infinito, mas além disso, encontrei pessoas dispostas a ajudar, o que é muito útil. Nós estamos indo para um planeta distante, bem longe de nossa galáxia, e lá existem pessoas que podem nos ajudar a dominar os nossos poderes. Até lá, eu irei treina-los durante a viagem na nave, e espero que nada de ruim aconteça. Alguém tem... alguma pergunta? — Tudo foi dito na maior calmaria possível para acalmar o possível pânico de alguns. Por sorte, eram bem controlados. Menos Lilyth, a marciana, que estava, como quase sempre, elétrica, e Aelin, que ainda estava desmaiada. Alec estava começando a ficar preocupado, mas não demonstrava isso, preferia guardar para si. A cabeça da marciana e hospedeira estava cheia de lembranças da explosão de sua terra natal, e isso a torturava de modo incomum.

Connor, que estava ao lado de Artêmis, como sempre, esfregando seu braço direito com a palma de sua mão, fazendo o portador do cristal verde ter arrepios, mas que ele tentava conter, com pouco sucesso; perguntou: — Para onde nós vamos?

— Eu ainda não posso dizer. Tudo será revelado no decorrer da viagem. — Respondeu Alec.

Akemi, que estava ao lado dos dois, decidiu erguer a sua voz, apesar de tímida: — Aquele homem... Bronze, era o nome dele? Enfim... você disse durante o percurso pra cá que ele está lutando contra um kruazip’t... ele vai morrer? — Yin a olhou com certa curiosidade, percebendo que talvez ela pensasse como ele, algo difícil de acontecer, mas não impossível. Aquilo lhe chamou a atenção, será que poderia a hospedeira do Cristal da Paz querer apenas o mesmo que ele, a redenção? Ou seria ela a cura para seus pecados causados em seu passado? Ainda era muito cedo para decidir.

— Eu realmente não sei. Se fosse considerar meus conhecimentos passados, diria que sim, mas eu nem desconfiava das habilidades peculiares dele. Não faço ideia agora. Eagle? — Olhou para o vice chefe da InfiTec local, como se passasse a pergunta a ele. Dead deu um passo à frente, dizendo a todos na mesma calmaria, em um tom mais sério, contudo:

— Essa é a primeira vez que vejo Bronze usar seus poderes dessa forma em anos, ele está com uma forte motivação contra Venomania, que é a morte de seu irmão. Eu acredito que ele possa vencer. Nosso inimigo não parece tão experiente. Não se preocupe. — E voltou ao seu lugar.

Artêmis ficou animada ao ouvir que iriam ao espaço, não via as estrelas com tanta nitidez desde que chegara à Terra e ter essa experiência seria importante, porque se sentiria mais perto de casa do que já se sentiu em anos. Não conteve sua curiosidade e perguntou:

— Hey, Alec! Esse é o seu nome, não é? Enfim! Por quais constelações iremos passar? — Ela fazia questão de conhecer os nomes de todas ou quase todas as constelações e estrelas, isso a cativava mais do que qualquer coisa. Haviam sido as primeiras palavras dela desde o envolvimento com o grupo, e sua voz era doce e agradável, o que fez Connor olha-la discretamente como fez da primeira vez que a viu, como se a conhecesse de novo. Mas logo voltou seu olhar ao ‘’palestrante’’, ou a garota poderia perceber.

— Er... eu não sei os nomes.

— Mas como você pode nos levar para um lugar sem nem saber os nomes, seu cabeça oca?!

— Eu tenho coisas mais importantes pra fazer do que memorizar nomes de constelações, como por exemplo lutar contra o general do exército kruazip’tiano para salvar vocês. — Disse ele com certa ironia, o que fez Artêmis ficar quieta e esboçar um pequeno bico, não gostava de perder, tanto em debates quanto em lutas. Mas logo desfez sua expressão, não gostava de demonstrar fraquezas. Porém foi o bastante para que Connor visse, e ele riu baixinho.

Ahryn, a elfa hospedeira do Cristal da Guerra, ergueu sutilmente a sua destra, buscando a atenção de Alec, que a concedeu.

— Será que poderíamos passar em meu planeta natal no caminho? Eu tenho umas coisas a resolver, e preciso avisar, é claro...

Seu guarda-costas, Ryfon, arregalou de leve os olhos ao ouvir a sua proposta, era justamente o que o seu comandante estava esperando. Mas não poderia deixar isso à mostra, então voltou sua expressão facial ao normal.

— Se fizer parte do caminho... é claro. Precisamos sair da nave hora ou outra.

Lilyth, que estava animada, deu pequenos pulinhos para chamar a atenção de Morgenstern, e perguntou:

— Mestre, mestre! A viagem vai ser muito longa? Como vamos sobreviver na nave?

Estranhando a forma como fora abordado, mas não se importando muito, ele respondeu: — A viagem, se feita com paradas regulares, não dura tanto, afinal poderemos usar a velocidade máxima sempre que possível. Mas eu a carreguei com alimentos e bebidas fornecidas pela InfiTec para manter vocês vivos. Enfim! Se ninguém tem mais nada, vamos andando.

Akemi sorriu diante da atitude um tanto quanto divertida de Lilyth, ela era uma garota realmente adorável e gerava alegria em seu coração, lhe dando esperanças de que o mundo ainda poderia ser um lugar melhor.

Todos entraram na nave e Alec se dirigiu à cabine do condutor, que ficava acima das duas partes da nave, e, após fechar a rampa de entrada, ativou os propulsores e flexionou as asas, por fim, levantando voo para fora do planeta.

Enquanto isso, em um dos múltiplos destroços da explosão de Marte causada pelo confronto dos marcianos contra os treiqrypts, podia ser observada uma pequena gosma arroxeada, que se movia lentamente pelas rochas, aumentando de tamanho conforme caminhava, gerando estruturas em suas células. Estava vivo.

 

 


Notas Finais


Os poderes de Bronze Thunder são baseados na manipulação do relâmpago esotérico, que pode ser conferido neste artigo(em inglês): http://powerlisting.wikia.com/wiki/Esoteric_Lightning_Manipulation .

A PP de Bronze é o personagem Rude, da série de jogos Final Fantasy: http://vignette2.wikia.nocookie.net/finalfantasy/images/b/b0/Rude_advent_children.png/revision/latest?cb=20100921173023

E por fim, aqui estão imagens da nave de Alec: http://img07.deviantart.net/c9da/i/2012/344/a/e/izanagi_spaceship_3d_commission_by_adamkop-d5mp8b7.jpg e http://img14.deviantart.net/e11e/i/2012/344/1/5/izanagi_spaceship_3d_commission_by_adamkop-d5nl8f1.jpg


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