História Os heróis do Olimpo. - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Mitologia Grega, Mitologia Romena, Monsta X, Os Heróis do Olimpo
Personagens I'M, Jackson, JB, Jin, Jinyoung, Joo Heon, Jungkook, Ki Hyun, Mark, Suga, V, Won Ho, Youngjae
Tags 2jae, Bts, Changkyun, Deuses, Got7, Jackson, Jaebum, Jinyoung, Jooheon, Jungkook, Kihyun, Mark, Markson, Mitologia, Monsta X, Percy Jackson, Suga, Yoonki, Youngjae
Visualizações 130
Palavras 4.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Quinta Coorte


Fanfic / Fanfiction Os heróis do Olimpo. - Capítulo 8 - Quinta Coorte

– Jaebum –

Há muito tempo havia sido dito que um descendente de Netuno iria me salvar. Mas poderia Jackson realmente tirar minha maldição? Parecia demais para esperar.

Jack e Kook apertaram as mãos. Eles estudaram um ao outro cuidadosamente, e eu lutei contra o impulso de correr. Se aqueles dois batessem as espadas mágicas, as coisas poderiam ficar feias.

Kook não aparentava medo.

Jack: Eu... Eu conheço você. – Kook arqueou a sobrancelha.

Kook: Você conhece? – Me olhou esperando uma explicação.

Hesitei. Alguma coisa sobre a reação dele não estava certa. Ele estava se esforçando para agir casualmente, mas quando ele havia visto Jack, eu tinha notado seu olhar momentâneo de pânico. Ele conhecia Jack, tinha certeza disso, mas porque estava fingindo que não?

Jaebum: Hm... Jack perdeu sua memória. – Contei a ele tudo que aconteceu. – Então, Kook... eu pensei... você sabe, você viaja por toda parte. Talvez você tenha conhecido semideuses como Jack antes, ou...

A expressão dele ficou tão escura quanto o Tártaro, logo entendi que não deveria continuar.

Kook: Essa história sobre o exército de Gaia. Você avisou Reyna?

Jack: Quem é Gaia, afinal?

Kook: Ela é a deusa da terra. A deusa mais antiga de todos. Ela está em um sono profundo na maior parte do tempo, mas odeia os deuses e seus filhos.

Jack: A Mãe-Terra... é má?

Kook: Muito... Ela convenceu seu filho, o Titã Cronos... hum, quero dizer, Saturno... a matar seu pai, Urano, e dominar o mundo. Os Titãs governaram por um longo tempo. E então os filhos dos Titãs, os deuses do Olimpo, os derrubaram.

Jack: Essa história parece familiar... Mas eu não acho que já tenha ouvido a parte sobre Gaia.

Kook: Ela ficou louca quando os deuses assumiram. Ela tomou um novo marido, Tártaro, o espírito do abismo e deu à luz a uma raça de gigantes. Eles tentaram destruir o Monte Olimpo, mas os deuses finalmente os venceram. Pelo menos... na primeira vez.

Jack: A primeira vez? – Kook me olhou.

Kook: No verão passado, Saturno tentou retornar. Houve uma segunda Guerra Titã. Os romanos do Acampamento Júpiter atacaram violentamente seu quartel-general no Monte Ótris, do outro lado da baía, e destruíram seu trono. Saturno desapareceu... — Ele hesitou. – De qualquer forma, Saturno provavelmente sumiu de volta para o abismo. Todos nós achávamos que a guerra estava acabada. Agora parece que a derrota dos Titãs despertou Gaia. Ela está começando a acordar. Tenho ouvido relatos de gigantes renascendo. Se eles pretendem desafiar os deuses de novo, provavelmente vão começar por destruir os semideuses...

Jack: Você disse isso à Reyna?

Kook: É claro... Os romanos não confiam em mim. É por isso que eu estava esperando que ela ouvisse você. Filhos de Plutão... bem, sem ofensa, mas acham que somos piores até mesmo do que filhos de Netuno. Nós somos má sorte.

Jack: Deixaram Jaebum ficar.

Kook: Isso é diferente.

Jack: Porque?

Jaebum: Jack... olha, os gigantes não são o pior problema. Até mesmo... mesmo Gaia não é o pior problema. A coisa que você disse sobre as górgonas, como elas não morreram, esse é o nosso maior problema.

Olhei Kook, talvez devesse confiar em Jackson.

Jaebum: Kook e eu, pensamos que o que está acontecendo é que... a Morte não está...

Antes que pudesse terminar, um grito veio colina abaixo. Jae correu na nossa direção, como toda vez que o via, meu coração acelerou, o que me irrita muito.

Jae: Hey Kook.

Kook: Jae... – Sorriu, Jae era o único que não parecia apreensivo perante filhos de Plutão.

Jae: Reyna me mandou buscar Jack.

Kook: Vão na frente, encontramos vocês depois. – O olhei e Jack passou o olhando novamente.

Jack: Eu gostaria de falar com você um pouco mais. Não posso afastar a sensação de...

Kook: Claro. Eu vou ficar durante a noite.

Jaebum: Você vai?

Os campistas iriam amar isso, o filho de Netuno e o filho de Plutão chegando no mesmo dia. Agora tudo o que eles precisavam era de mais alguns gatos pretos e espelhos quebrados.

[...]

Jaebum: Você o conhece, não é?

Sentamos no telhado do Santuário de Plutão, que era coberto de ossos e diamantes. Sabia que os ossos sempre estiveram ali. Os diamantes eram culpa minha. Se eu sentasse em qualquer lugar por muito tempo, ou apenas ficasse ansioso, eles começariam a aparecer ao meu redor como cogumelos depois de uma chuva.

Mas sabia que ninguém podia encostar, não precisava de outra morte em minha consciência. Kook balançou os pés como uma criança pequena.

Kook: Jackson Wang... Jaebum tenho que ser cuidadoso com o que eu digo. Coisas importantes estão em jogo aqui. Alguns segredos precisam permanecer em segredo. Você de todas as pessoas deve entender isso.

Jaebum: Mas ele não é como... como eu?

Kook: Não. Sinto muito, eu não posso te contar mais. Não posso interferir. Jack tem que encontrar seu próprio caminho neste acampamento.

Jaebum: Ele e perigoso?

Kook: Muito. Para seus inimigos. Mas ele não é uma ameaça para o Acampamento Júpiter. Você pode confiar nele.

Kook torceu seu anel de caveira. Ao seu redor, ossos começaram a tremer como se estivessem tentando formar um novo esqueleto. Sempre que ele ficava mal-humorado, tinha esse efeito na morte, uma espécie de maldição como a minha, entre nós representavam duas esferas de controle de Plutão: morte e riquezas.

Kook: Olha, eu sei que é difícil. Mas você tem uma segunda chance. Pode fazer as coisas de maneira certa.

Jaebum: Se eles descobrirem a verdade sobre mim...

Kook: Eles não vão... Vão ser chamados para uma missão em breve.

Jaebum: Então é verdade sobre a Morte? É culpa de Alcioneu?

Kook: Acho que sim. Está ficando ruim no Mundo Inferior. Papai está enlouquecendo tentando manter as coisas sob controle. Pelo que Jack disse sobre as górgonas, as coisas estão piorando até aqui, também. Mas olha, é por isso que você está aqui. Todas essas coisas no seu passado... Você pode fazer algo bom sair disso. Você pertence ao Acampamento Júpiter.

Jaebum: Isso soou bem ridículo, você sabe né? – Rimos. – Não pertenço nem se quer a esse século.

Flashback on

— Do que você está correndo? — ele riu. — Eu não sou tão feio, sou?

Ele me trouxe um bolinho com uma vela de aniversário, cortamos ao meio e compartilhamos. Ele começou a falar sobre a guerra, desejava que tivessem idade suficiente para ir, mas sabíamos que isso ainda demoraria. Ele sorriu e me beijou na bochecha, tinha um sorriso doce e calmo nos lábios.

— Feliz aniversário, Jaebum.

Não era muito. Apenas um beijo, e nem mesmo nos lábios. Mas sentia que podia ser mais.

— Vejo você amanhã.

Mas eu nunca mais o veria novamente. No momento em que voltei para o Bairro Francês, estava ficando escuro. Enquanto se aproximava de casa, minha sensação de calor desapareceu, substituída pelo pavor.

Eu e minha mãe vivíamos em um velho apartamento em cima de um clube de jazz. Apesar do início da guerra, havia um clima festivo no ar. Novos recrutas perambulavam pelas ruas, rindo e falando de combater os japoneses.

Minha maldição tinha começado lentamente. No início parecia uma bênção. As pedras preciosas e o ouro só apareciam de vez em quando, nunca em grandes quantidades. Minha mãe pagou suas contas, até compramos roupas novas. Mas, então, histórias começaram a se espalhar. Os moradores começaram a perceber quantas coisas horríveis aconteciam com as pessoas que compravam os encantos de boa sorte ou foram pagos com o tesouro da minha mãe. Charlie Gasceaux perdeu o braço em uma colheitadeira enquanto usava um bracelete de ouro. Sr. Henry da loja geral caiu morto de um ataque cardíaco depois de minha mãe fixar um rubi em sua lapela.

Subi as escadas o mais silenciosamente que pude, no caso da minha mãe ter um cliente. Quando cheguei no topo, pensei ter ouvido duas vozes dentro do apartamento. Mas quando espiei a sala, minha mãe estava sozinha, os olhos fechados, como se estivesse em transe.

— Foi o seu maldito pai. – Resmungou em seu estado de espírito mais negro. — Ao vir aqui em sua fantasia prateada e terno preto. A única vez que eu realmente invoquei um espírito, e o que eu ganho? Ele satisfez o meu desejo e arruinou minha vida. Eu deveria ter sido uma rainha real. A culpa é dele se você saiu desta forma.

Seu rosto estava calmo e relaxado. Ainda assim, tinha um ar majestoso, sentando-se em linha reta e com dignidade na sua cadeira dourada, como se ela realmente fosse uma rainha.

— Você estará segura aqui — Ela murmurou. — Longe dos deuses.

Abafei um grito. A voz que vinha da boca dela não era realmente dela. Parecia uma mulher mais velha. O tom era suave e calmo, mas também de comando, como um hipnotizador dando ordens. Ela fez uma careta durante seu transe, e então falou com sua voz normal:

— É muito longe. Muito frio. Muito perigoso. Ele me disse que não.

— O que ele já fez por você? Ele lhe deu uma criança envenenada! Mas podemos usar seu dom para o bem. Podemos contra-atacar os deuses. Você estará sob minha proteção, no norte, longe do domínio dos deuses. Eu vou fazer do meu filho seu protetor. Você vai viver como uma rainha, afinal.

— Mas e quanto a Jaebum...

Em seguida, o rosto se contorceu em um sorriso de escárnio. Ambas as vozes falaram em uníssono, como se tivessem encontrado alguma coisa para concorda.

— Uma criança envenenada.

Então eu corri, esbarrei em um homem de terno escuro que me segurou pelos ombros com fortes dedos frios.

— Calma, criança.

Notei o anel com uma caveira de prata em seu dedo, então o tecido estranho de seu terno. Nas sombras, a lã preta sólida parecia mudar e ferver, formando imagens de rostos em agonia, como se as almas perdidas estivessem tentando escapar das dobras de sua roupa.

A gravata era negra com listras de platina. Sua camisa era cinza lápide. Sua pele era tão branca que parecia quase azul, como o leite frio. Ele tinha uma ponta de cabelo preto gorduroso. Seu sorriso era gentil o suficiente, mas seus olhos estavam inflamados e irritados, cheios de poder louco.

Tentei me afastar. Mesmo quando ele me soltou, eu não pude me mover.

— Im Jaebum, você cresceu.

Comecei a tremer, na base das escadas, o cimento rachado inclinou sob os pés do homem. Uma pedra brilhante apareceu do concreto como se a terra cuspisse uma semente de melancia. O homem olhou para a pedra, sem surpresa. Ele se abaixou.

Jaebum: Não! É amaldiçoado!

Ele pegou a pedra, uma esmeralda perfeitamente formada.

— Sim, é. Mas não para mim. Tão bonito... vale mais do que este edifício, imagino. — Ele escorregou a esmeralda para seu bolso. — Sinto muito pelo seu destino, criança. Imagino que você me odeie.

Jaebum: Você? Você é meu...

— Eu sou Plutão. A vida nunca é fácil para os meus filhos, mas você tem um fardo especial. Agora que tem treze anos, devemos tomar providências.

Jaebum: Você fez isso comigo? Você amaldiçoou a mim e a minha mãe? Nos deixou sozinhos?

— O que sua mãe lhe disse, Jaebum? Ela nunca explicou seu desejo? Ou disse por que você nasceu sob uma maldição? – Estava zangado, mas ele pareceu ler minhas expressões. – Não... — Suspirou. — Eu suponho que ela não disse. Muito mais fácil me culpar.

Jaebum: O que você quer dizer?

— Pobre criança. Você nasceu muito cedo. Eu não posso ver claramente o seu futuro, mas um dia você vai encontrar o seu lugar. Um descendente de Netuno vai lavar a sua maldição e lhe dar paz. Receio, porém, que não seja por muitos anos.

Antes que pudesse responder, Plutão estendeu a mão. Um bloco de notas e uma caixa de lápis de cor apareceu na palma de sua mão.

— Eu entendo que você gosta de arte e equitação. Estes são para a sua arte. Já para o cavalo... — Seus olhos brilharam. — Isso, você terá que lidar sozinho. Agora preciso falar com sua mãe. Feliz aniversário, Jaebum.

Ele se virou e subiu as escadas, assim, como se tivesse me riscado da sua lista de “coisas para fazer” e já tivesse esquecido de mim. Feliz aniversário. Vá fazer um desenho. Vejo você daqui treze anos.

Espiei e ouvi uma discussão. Minha mãe parecia ter voltado ao normal, gritando e com raiva, jogando coisas ao redor do salão enquanto Plutão tentava argumentar com ela.

— É insanidade. Você vai estar muito além do meu poder para protegê-la.

— Quando você me protegeu?

O terno escuro de Plutão brilhava, como se as almas presas no tecido estivessem ficando agitadas.

— Você não tem ideia — disse ele. — Eu mantive você viva, você e a criança. Meus inimigos estão por toda parte, entre deuses e homens. Agora, com a guerra à frente, só vai piorar. Você deve ficar onde eu possa...

— A polícia acha que eu sou uma assassina! Meus clientes querem me enforcar como uma bruxa! E Jaebum, sua maldição está piorando. Sua proteção está nos matando.

Plutão estendeu as mãos num gesto de súplica.

— Por favor...

— Não! – Virou-se para o armário, tirou uma valise de couro, e atirou-a sobre a mesa. — Estamos saindo. Você pode manter sua proteção. Estamos indo para o norte.

— É uma armadilha. Quem está sussurrando em seu ouvido, quem está voltando-a contra mim...

— Você me virou contra você! — Ela pegou um vaso de porcelana e jogou nele. Ele quebrou no chão, e pedras preciosas derramado em todos os lugares - esmeraldas, rubis, diamantes.

— Você não vai sobreviver. Se for para o norte, vai morrer. Posso prever isso claramente.

— Saia! – Ele mexeu a sua mão através do ar e se dissolveu em sombras como se realmente fosse um espírito.

— Jaebum... saia de trás da porta.

Sai e ela me estudou como se eu fosse uma amarga decepção, uma criança envenenada.

— Faça as malas. Estamos nos mudando.

Jaebum: P-pra on-onde?

— Alaska. Você vai se tornar útil. Nós vamos começar uma nova vida.

Jaebum: O que Plutão quis dizer? Ele é realmente meu pai? Ele disse que você fez um desejo...

— Vá para o seu quarto! Faça as malas!

Então eu fugi e de repente fui arrancado do passado.

Flashback off

Kook balançou meus ombros e parecia fazer isso a certo tempo.

Kook: Você fez de novo.

Jaebum: Sinto muito.

Kook: Não sinta, onde você estava?

Jaebum: No apartamento da minha mãe. No dia em que nos mudamos.

Concordou, ele entendia melhor do que ninguém já que nasceu na década de 1940, poucos anos depois de mim.

Kook: Você tem que trabalhar em controlar essas memórias. Se um flashback como esse acontecer quando você estiver em combate...

Jaebum: Eu sei, estou tentando. – Ele entrelaçou nossos dedos.

Kook: Está tudo bem. Eu acho que é um efeito colateral de... você sabe, o seu tempo no Mundo Inferior. Esperançosamente isso vai ficar mais fácil.

Jaebum: Eu não posso ir para o norte novamente.

Kook: Você vai ter amigos neste tempo. Jackson, ele tem um papel a desempenhar nesse processo. Você pode sentir, não pode? Ele é uma boa pessoa para se ter ao lado.

Jaebum: Por que os fantasmas o chamam de grego?

Antes que ele pudesse responder, cornetas sopraram do outro lado do rio.

Kook: É melhor ir até lá. Eu tenho a sensação que os jogos de guerra de hoje a noite vão ser interessantes.

[...]

Me juntei a Jae e fiquei em posição. Meu centurião-líder, um cara grande de dezessete anos chamado Dakota, estava justamente chamando meu nome.

Jaebum: presente! – Gritei.

Graças aos deuses. Tecnicamente, não estava atrasado.

Kook se juntou a Jackson, que estava fora da linha com um bando de guardas. Os Lares foram os últimos a tomar posição. Eles tinham o hábito irritante de ficar metade dentro, metade fora de pessoas vivas, fazendo com que as pessoas parecessem uma fotografia borrada, mas, finalmente, os centuriões conseguiram aquietá-los.

— Coortes! — Octavian gritou.

Os porta-estandartes deram um passo à frente. O último a apresentar seu estandarte foi Jacob, o portador da legião da águia. O trabalho deveria ser uma grande honra, mas Jacob obviamente o odiava. Embora Reyna insistisse em seguir a tradição, toda vez que o mastro sem águia era erguido, podia sentir a vergonha encrespando-se na legião. Reyna fez o pégaso descansar.

— Romanos! — ela anunciou. — Vocês provavelmente ouviram sobre a incursão hoje. Duas górgonas foram levadas pelo rio por causa deste recém-chegado, Jackson Wang. Juno o guiou até aqui, e o proclamou como filho de Netuno.

As crianças nas filas de traz estenderam o pescoço para ver Jack.

Jack: Oi.

— Ele procura se juntar à legião — Reyna continuou. — O que os agouros dizem?

— Os augúrios são favoráveis. Ele está qualificado para servir!

Reyna acenou para os comandantes seniores para que dessem um passo a frente. Octavian, como o centurião mais velho, se virou para Jack.

— Recruta, você tem credenciais? Cartas ou alguma referência?

Jack: Cartas? Hum, não.

— Sem cartas. Algum legionário irá apoiá-lo?

Jae: Eu irei! Ele salvou minha vida!

Logo houve gritos de protesto das outras Coortes. Reyna ergueu a mão por silêncio e encarou Jae.

— Choi Youngjae, lhe lembro de que você está em probatio. Seu parente divino ainda nem lhe reclamou. Você não está qualificado a apoiar outro campista até que tenha recebido sua primeira faixa.

Jaebum: O que Jae quer dizer é que Jackson salvou a vida de nós dois. Eu sou um membro integral da legião. Eu apoiarei Jackson Wang.

Reyna torceu o nariz, mas se virou para Octavian. O Áugure sorriu e encolheu os ombros, como se a ideia o divertisse.

— Muito bem — Reyna anunciou. — Im Jaebum, você pode apoiar o recruta. Sua Coorte aceita?

As outras Coortes começaram a tossir, tentando não rir. Sabia o que eles estavam pensando: Outro perdedor para a Quinta. Jae bateu seu escudo no chão. A Quinta Coorte o seguiu, embora não parecessem muito animados. Seus centuriões, Dakota e Gwen, trocaram olhares aflitos, como se falassem um para o outro: “Aqui vamos nós, de novo”.

— Minha Coorte falou. Nós aceitamos o recruta.

— Parabéns, Jackson Wang, você está agora em probatio. Receberá uma placa com seu nome e sua Coorte. Em tempo de um ano, ou até que complete um ato valoroso, você se tornará um membro integral da Duodécima Legião Fulminata. Sirva a Roma, obedeça às regras da legião e defenda o acampamento com honra. Senatus Populusque Romanus!

[...]

Kook: Aquilo foi corajoso, apoiar Jackson.

Um dos guardas deu a Jack sua placa de probatio, que enfiou em seu colar de couro com as pérolas estranhas.

Jack: Valeu, Jaebum. Hum, o que exatamente significa... você ter me apoiado?

Jaebum: Eu garanto o seu bom comportamento. Eu te ensino as regras, respondo suas perguntas, me certifico de que você não envergonhe a legião.

Jack: E... se eu fizer alguma coisa errada?

Jaebum: Então me matam junto com você. Com fome? Vamos comer.

[...]

Imaginei que Dakota sentou conosco hoje por obrigação, já que tinha que dar boas vindas a Jackson. Na nossa mesa tinha apenas eu, meu irmão, Jae, Dakota e Jackson.

— Então. Bem vindo a Jackson, festa. – Ele franziu o cenho. – Festa, Jackson, tanto faz.

Jack: Hum, valeu. – Ele estava prestando atenção em Kook. – Eu estava me perguntando se a gente poderia conversar, sabe... Sobre onde eu poderia ter visto você antes.

Kook: O negócio é que eu passo a maior parte do meu tempo no Mundo Inferior. Então, a não ser que eu tenha te visto por lá de alguma forma... – Dakota interveio.

— Embaixador de Plutão, eles o chamam. Reyna nunca tem certeza do que fazer com esse cara quando ele nos visita. Você deveria ter visto a cara dela quando ele apareceu com  Jaebum, pedindo a Reyna para aceitá-lo. Hum, sem ofensas.

Kook: Nenhuma. Dakota ajudou muito, apoiando Jaebum.

Jaebum: Sim, bem... Ela parecia uma bom menino. Acabou que eu estava certo. Mês passado, quando ele me salvou do, oh, você sabe.

Jae: Caramba! Jack, você deveria tê-lo visto! Foi como Jaebum conseguiu sua faixa. Os unicórnios decidiram fugir...

Jaebum: Não foi nada.

Jae: Nada? Dakota teria sido pisoteado! Você ficou bem na frente deles, os espantou, salvou a pele dele. Eu nunca vi nada como aquilo.

Mordi os lábios, não gostava de falar sobre aquilo, e se sentia desconfortável, o jeito com que Jae me fez parece rum herói. Na verdade, eu estava com medo que os unicórnios se machucassem naquele pânico. Seus chifres eram de metal precioso, então simplesmente me concentrei guiando os animais por seus chifres.

Jack: Você e Kook cresceram juntos?

Kook: Não... Eu descobri que ele é meu irmão só agora. Não existem muitos de nós, então a gente tem que se juntar.

Jack: Você tem outros irmãos?

Kook: Um irmão gêmeo, mas ele morreu. Eu vi seu espírito algumas vezes no Mundo Inferior, exceto que da última vez que fui lá... – Para me trazer de volta, mas ele não disse isso. – ...ele tinha ido... tipo o paraíso do Mundo Inferior, mas ele escolheu nascer de novo numa nova vida. Agora, nunca mais o verei novamente. Estava apenas com sorte quando encontrei Jaebum, por ai, quero dizer.

— A não ser que você acredite nos rumores. Não dizendo que eu acredite.

Jack: Rumores? – No refeitório ouvimos Don, o fauno, gritando

— Jaebum! – Ele parou do nosso lado. – Que cheiro é esse? Cara, você tem uma ligação empática com um fauno!

Jack: Um o que?

— Uma ligação empática! É bem fraca, como se alguém estivesse suprimindo a ligação, mas...

Kook: Eu sei o que é. – Levantou rapidamente. – Jaebum, que tal a gente dar a você e a Jae um tempo para Jack ser orientado? Dakota e eu podemos visitar a mesa dos pretores. Don e Vitellius, vocês vêm também. A gente pode discutir estratégias para os jogos de guerra.

Jaebum: O que você ta fazendo? – Murmurei.

— Estratégias para perder? — Dakota murmurou.

— O Garoto da Morte está certo! — Vitellius disse. — Essa legião luta pior do que lutamos na Judéia, e aquela foi a primeira vez que perdemos nossa águia. Por que, se eu ainda estivesse no comando...

— Posso só comer a prataria primeiro? — Don perguntou.

Kook: Vamos! – Ele se levantou e puxou as orelhas de Don e Vitellius.

Ninguém a não ser Kook podia realmente tocar os Lares. Vitellius reclamou com ultraje enquanto ele era levado para a mesa dos pretores.

Kook: Vamos Dakota!

[...]

Jaebum: Bem, as maiorias dos semideuses têm TDAH. Ou dislexia. Só de ser um semideus significa que nossos cérebros têm os fios plugados diferentes. Como você... você disse que tinha problema com leitura.

Jack: Vocês são assim também?

Jaebum: Talvez. No meu tempo eles chamavam crianças assim de preguiçosas.

Jack: No seu tempo? – Me xinguei mentalmente.

Jae: Eu queria ter TDAH ou dislexia. Tudo que tenho é o fato de não saber quem é meu pai. – Obrigado Jae, mesmo não sabendo que me ajudou.

Jack: Sério? – Sorriu.

Jae deveria ser o semideus mais idiota de todos, mas eu achava bonitinho.

Jae: E eu amo sorvete também... – Jack riu.

Jack: Ok, então me diga por que é ruim ficar na Quinta Coorte? Vocês são legais.

Jaebum: É... complicado. Além de ser filho de Plutão, eu quero cavalgar.

Jack: Então é por isso que você usa a espada de cavalaria?

Jaebum: É idiotice, eu acho. Pensamento sonhador. Só tem um pégaso no campo... o de Reyna. Os unicórnios são mantidos aqui porque as raspas de seus chifres curam envenenamento e tal. De qualquer forma, as guerras romanas são sempre feitas a pé. Cavalaria... eles meio que não gostam disso. Então eles não gostam de mim.

Jack: São eles que perdem. E você Jae?

Jae: Arco e flecha. Eles não gostam disso também, a não ser que você seja filho de Apolo. Então você tem uma desculpa. Espero que meu pai seja Apolo, mas não sei. Não sei fazer poesia muito bem. E não tenho certeza se quero ser parente de Octavian.

Jack: Não posso te culpar. Mas você é muito bom com o arco... o jeito com que acertou aquelas górgonas. Esqueça o que os outros falam.

Jae: Queria que pudesse. Todos acham que eu deveria ser um espadachim. Talvez se meu pai me reclamasse.

Jaebum: Você perguntou sobre a Quinta. Porque é a pior Coorte. Isso começou antes mesmo de nós chegarmos. – Apontei para a parede do fundo, onde os estandartes da legião estavam à mostra. — Vê o mastro vazio no meio?

Jack: A águia.

Jaebum: Como você sabe?

Jack: Vitellius estava falando sobre como a legião perdeu sua águia há muito tempo atrás... na primeira vez , ele disse. Ele agiu como se fosse a maior desgraça. Suponho que é isso que está faltando. E o jeito que você e Reyna estavam falando mais cedo, suponho que a águia foi perdida pela segunda vez, mais recentemente, e que tem alguma coisa a ver com a Quinta Coorte.

Jaebum: Certo, foi exatamente isso que aconteceu.

Jack: Mas o que é a águia, afinal? Por que é tão importante?

Jae: É o símbolo do acampamento, uma grande águia de ouro. Supostamente serve para nos proteger na batalha e amedrontar nossos inimigos. A águia de cada legião dá todos os tipos de poderes, e os nossos vêm do próprio Júpiter. A Duodécima perdeu sua águia pela primeira vez nos dias antigos, durante a Rebelião Judia.

Jaebum: Desde que a águia foi perdida o acampamento tem ficado cada vez mais fraco. As missões são mais perigosas. Os monstros atacam nas fronteiras mais frequentemente. O ânimo das tropas está cada vez mais baixo. No mês passado, as coisas ficaram muito piores, muito mais rápido.

Jack: E a Quinta Coorte levou a culpa. Agora todo mundo pensa que somos amaldiçoados.

Jaebum: Nós temos sido rejeitados pela legião desde então... Bem, desde o desastre no Alasca. Nossa reputação melhorou quando Yoongi se tornou pretor.

Jae: Eu nunca o conheci. Foi antes de eu chegar. Mas eu ouvi que ele foi um bom líder. Ele praticamente cresceu na Quinta Coorte. Não ligava sobre o que as pessoas falavam de nós. Começou a reconstruir nossa reputação. Aí desapareceu.

Jaebum: Nos fez parecer amaldiçoados de novo. Sinto muito, Jack. Agora você sabe no que se meteu.

Jack: Eu nem sei de onde eu vim... mas acho que essa não foi a primeira vez em que fui excluído. Além do mais, se juntar à legião é melhor do que ser caçado na selva por monstros. Eu fiz alguns amigos. Talvez, juntos, nós possamos mudar as coisas para a Quinta Coorte, né?

Uma trombeta soou.

— Que os jogos comecem! — Reyna anunciou. Os campistas gritaram e correram para coletar seus equipamentos nas estantes das paredes.

Jack: Nós somos o time de ataque, não é? Isso é bom?

Jaebum: Boa notícia: nós ficamos com o elefante. Má notícia...

Jack: Nós sempre perdemos. – Jae empurrou o braço dele de leve.

Jae: Eu amo esse cara. Vamos presenciar minha décima terceira derrota consecutiva!

Quis rir e chorar ao mesmo tempo.


Notas Finais


Na vida eu sou a Quinta Coorte kkkkkkkkkkkkkkkkk' precisava dizer isso.
Genteeeeee, obrigado por me esperarem, to tão feliz por voltar, mt obg, vcs são DEZ <3
O que acharam do cap? Me contem nos comentários turma *----*

Comecei uma nota fic, vou deixar o link do trailer também aqui se quiserem dar uma olhada <3

Um beijo e um cheiro amores <3

Fanfic -> https://spiritfanfics.com/historia/a-fortaleza-10224817
Trailer -> https://www.youtube.com/watch?v=81kHtzwbVvs&t=3s


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