História Os instrumentos Mortais: Cidade das sombras de um novo tempo - Capítulo 21


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Clary Fairchild (Clary Fray), Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane, Simon Lewis
Tags Clace, Clary, Jace
Exibições 103
Palavras 1.764
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi desculpa a demora, mas aqui no meu estado está tendo ocupação nas escolas e eu estava participando. É a primeira vez na semana que eu venho para casa. Enfim esse capítulo foi feito com muito carinho para vocês espero que gostem.
Bjussss 😘😘😘

Capítulo 21 - Sangue doce, Beijo doce


Fanfic / Fanfiction Os instrumentos Mortais: Cidade das sombras de um novo tempo - Capítulo 21 - Sangue doce, Beijo doce

 

 

 

"Seu sangue é doce...doce e quente, é tão diferente do que estou acostumado, seus pensamentos são tediosos, não possuem maldade, mas para mim será mais do que satisfatório corrompe-los. Ah anjo! Quando eu terminar com você não vai restar nada além de dor e trevas".

  Acordei em um sobressalto. Oh não de novo não! Os sonhos haviam voltado, aquela voz fria e invasora estava mais uma vez se apropriando do meu sono e dos meus pensamentos. Tudo tinha se tornado mais forte desde o dia em que fiquei presa no pentagrama, eu tentava formular hipóteses mas tudo estava muito longe da lógica. E Jace? Bem...Jace se recusava a soltar um murmúrio que seja. Ele estava mais distante do que nunca, não conversava comigo e toda vez que eu entrava em um recinto ele saia, se não pudesse, então ele apenas se prestava a me encarar intensamente. Simon também não conversava mais comigo, ele tinha passado a ignorar Izzy e todos ao nosso redor, passava muito tempo fora e só voltava para nos ver no dia seguinte, sinceramente eu estava com vontade de fazer o mesmo, eu não suportava mais me sentir tão inútil e só, pena não ser uma possibilidade.

- Ah você está aí. Dormiu bem? -Alec se encontrava encostado na minha porta trajando um belo smoke preto. 

- Dormi sim - Me levantei e ajeitei a camiseta que tinha começado a se enrolar na minha cintura - Mas o que é toda essa produção? - Apontei para sua roupa e recebi em troca um leve rubor.

- Magnus vai me levar para um encontro, nós não temos tido muito tempo para o nosso relacionamento desde toda essa confusão - Seu tom tinha uma timidez adorável, mas também tinha orgulho e amor.

- Ótimo espero que tenham um bom encontro! - Ele sorriu- Antes que vá - segurei seu braço - Sabe porque Jace está tão distante? - Ele mordeu o lábio.

- Não acho que isso diz respeito há mim - Trocou o peso dos pés.

- Bom diz respeito há mim, na verdade muita coisa diz e nem por isso vocês tem deixado de se meter - Bufei irritada.

- Clary fazemos isso para te ajudar! - Ale sempre era calmo, calmo até demais.

- Estou te pedindo isso para  ajudar o Jace, ele é seu Parabatai! - Insisti. Ele bufou vencido.

- Tudo bem, admito estou preocupado, ele tem passado noites trancado na biblioteca lendo livros e mais livros, ele está completamente perturbado. 

- Ele está lá agora? - Perguntei.

- Não! De manhã ele passa o tempo trancado na sala de treinamento. - Ele estava preocupado.

-Tudo bem, vou falar com ele mais tarde - assegurei

- Okey, estou atrasado, nos vemos depois - Sorri em resposta enquanto ele se afastava.

 Jace estava na sala de treinamento, a biblioteca provavelmente estava aberta. Invadir seria uma péssima idéia se não fosse tão boa e tentadora.

 

 

 

 

Ao contrário do que pensava matar crianças não era mais difícil do que matar qualquer adulto. Os olhos da garotinha estavam abertos e rosto sugado e sem cor, mesmo assim não senti mais pena dela do que tinha sentido do homem que tomei o sangue antes de ontem, nem de nenhuma das minhas vítimas de antes de ontem ou de qualquer outro dia. 

 As vozes tinham razão, sangue doce era bom! Sangue humano saciava minha fome e me deixava forte, forte o suficiente para ninguém me derrubar. Izzy não aprovaria nem Clary, isso me incomodava mas não o suficiente para abandonar meu pequeno vício, além do mais  o que os olhos não vêem o coração não sente. Eu tinha uma fonte de poder e nem eles iriam tirar de mim.

" Isso criança, poder é bom não é? Pense comigo, sou seu melhor amigo te mostrei algo bom não mostrei? E eles te deram o que além de desprezo e desconfiança?".

 A voz repetia sem parar me dando ordens e conselhos, meu único amigo! 

- O que devo fazer? - questionei a voz.

 "Siga o cheiro"

Eu sabia que cheiro ele se referia, doce, o doce cheiro do sangue, mais doce do que a morte que os esperava.

 

 

 

 

Eu gostava da biblioteca do Instituto. Jace tinha me mostrado algumas vezes e com ele o lugar tinha sempre parecido acolhedor, mas agora com as janelas trancadas e o cheiro de mofo no ar eu pensava que nunca tinha estado tão próxima de um cenário de filme de terror.

 Na mesa central se encontravam pilhas de livros, todos grossos e com milhões de marcadores fincando trechos ou páginas importantes. O primeiro livro era sobre demônios maiores, as páginas marcadas diziam sobre pactos, mas nenhum trecho estava em destaque, provavelmente não era de interesse à  ele, os outros tinham todos o mesmo tema, demônios maiores, pactos, criaturas geradas por elas, bruxas...mas um livro se destacou, um pequeno com metade das páginas faltando, o capítulo estava grifado com o título "Pactos de demônios maiores com caçadores de Sombras" meu cérebro começou a trabalhar. Porque ele teria esse livro? Não era para ele, soube disso desde o início, para quem era então? Caçadores de sombras, demônios, pactos, bruxas, pentagrama, possui...As palavras se empilharam uma a uma e finalmente eu entendi. A garota da história, a richa entre Jace e Simon, tudo tão familiar, os sonhos e vozes. O livro era para mim, os olhares estranhos, raiva, medo contido. Queria não saber, Deus! Queria estar enganada, mas nem eu era tão cega assim não depois do que aconteceu. Minha garganta começou a se fechar e meus olhos marejaram, fui tomada por um misto de fúria e repulsa.

- Clary? O que pensa que está fazendo aqui? - Jace gritou, mas ao ver lágrimas em meu rosto sua raiva morreu então fui tomada em seus braços, ele afagou meus cabelos e disse palavras doces.

- Não tire conclusões precipitadas- sussurrou em meus cabelos.

- Não tomar conclusões? Droga Jace nem você confia no que eu sou, como pode não me dizer? - Empurrei ele enquanto passava as mangas da minha blusa na minha bochecha - Você mentiu para mim.

- Eu quis te proteger - Ele segurou minha mão - Sei que está assustada, mas precisa ter fé.

- Fé em que? Quando você ia me dizer que eu tinha feito um pacto com um demônio? Aliás como pode deixar que eu fizesse um sabendo que eu viraria um demônio? 

- Eu não sabia e você não é um demônio. Olha ninguém sabia que isso podia acontecer, na verdade eu acho que não podia, isso não estava no trato - Ele passou as mãos pelo cabelo nervoso.

- Se não sou um demônio como fiquei dentro de um pentagrama? - bati no peito dele.

- Minha teoria é que você tem sangue de demônio em suas veias, faria sentido.

- Bom isso faz de mim um demônio! - Gritei.

- Não, não faz, você é uma caçadora de sombras! - Segurou meus pulsos.

- Como pode saber? - Minhas mãos tremiam e tom da minha voz não estava carregando mais tanta raiva, apenas possuia medo e carência.

- Se ter sangue de anjo nas veias não te torna um anjo ter sangue de demônio nas veias não te torna um demônio - Franzi a testa.

- Quem tem sangue de anjo nas veias? - Ele torceu a boca e suspirou decidindo se me diria ou não. Aparentemente eu tinha vencido.

- Eu tenho e você também- Abri a boca para retrucar - não diga nada por favor! - fechei no mesmo instante - Eu não te falo sobre seu pai, bom seu verdadeiro pai, mas você precisa saber que ele já foi meu pai também- abri minha boca de novo - ainda não- tocou meus lábios com seus dedos - Não somos irmãos se é isso que quer saber, eu apenas fui criado por um tempo pelo seu pai, ele me quis porque eu tinha sangue de anjo, ele te quis mais para frente quando soube da sua existência e do que você podia saber, mas desistiu. Clary você está em um nível de poder acima dos outros, nós dois estamos, você saberá o que é capaz de fazer, mas por enquanto tem que confiar em mim. Acredite jamais faria qualquer coisa para te machucar.

- Eu confio em você Jace ,e você confia em mim? - Ele desviou o olhar - Não, não confia.

- Eu confio! Eu só não sei no que o sangue vai te afetar - Tentou me abraçar, mas eu o empurrei de novo.

- Então eu vou ser afetada- afirmei.

-Não! - Ele gritou, dei um olhar inquisidor - Bom sim, eu não sei! - ele também estava assustado - Eu não sei Clary, o que sei é que tudo mudou e não tenho rédeas sobre nada na minha vida. Nem sobre nós.

- Por que quer controlar à nós? - Toquei seu rosto que pela primeira vez aparentava fragilidade.

- Por que NÓS me assusta - Me apoiei na mesa ao lado dele.

- Acha que eu vou virar um monstro? - Questionei baixinho com medo das minhas palavras.

- Claro que não - respondeu.

- Diga sinceramente- pedi - Acha que posso fazer mau? 

- Acho que pode - Acariciou minha bochecha - Mas não acho que vá - Estava tão próximo, seus lábios tocaram meu rosto e me encontrei fechando os olhos ofegante, era incrível como tinha o clima mudado tão radicalmente de uma conversa à outra.

- Me beija - ele parou seu carinho- não faça isso, me machuca.

-Fazer o que? - Questionou.

- Se manter longe quando está tão perto - Ele baixou seus olhos.

- Seria errado - Ele estava triste, talvez mais do que eu.

- Não diga isso - implorei.

- Eu te deixei acabar com sua vida, por que não está com raiva? -gritou - Foi minha culpa, você tem sangue de demônio nas suas veias por minha causa, por que não me odeia? 

- Por que quer que eu te odeie? - Perguntei.

- Porquê eu não quero te amar, se você me odiar será mais fácil te esquecer - Sua voz era tão melancólica.

- Eu não quero que me esqueça - aproximei meu rosto do dele- tudo o que eu quero é que você me beije! - Meu pedido foi atendido. Seus lábios desceram nos meus de forma carinhosa, foi tão cuidadoso e ao mesmo tempo tão forte, foi um sopro de amor na minha ferida, foi tudo o que eu precisava lembrar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Favoritem e comentem por favor Bjussss 😘😘😘


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...