História Os Laços Que Nos Unem - Capítulo 70


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Categorias Academia de Vampiros (Vampire Academy), Dylan O'Brien, Holland Roden, Lendas Urbanas, Mitologia Grega, Shelley Hennig, Teen Wolf, Tyler Posey
Personagens Adrian Harris, Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Chris Argent, Claudia Stilinski, Erica Reyes, Gerard Argent, Hayden Romero, Jackson Whittemore, Kate Argent, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Malia Tate, Marin Morrell, Matt Daehler, Peter Hale, Scott McCall, Sheriff John Stilinski, Stiles Stilinski, Vernon Boyd
Tags Amor De Irmão, Banshee, Beacon Hills, Criaturas Mitologicas, Dumbledear, Dylan O'brien, Lobisomem, Mitos, Sciles, Scira, Sobrenatural, Stalia, Stiles Stilinski, Stydia, Teen Wolf, Vampiro, Void Stiles
Exibições 50
Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 70 - As Promessas


Fanfic / Fanfiction Os Laços Que Nos Unem - Capítulo 70 - As Promessas

"Só isso?" Stiles perguntou sem conseguir acreditar. 

Os lábios dela formaram um sorriso irônico. "Rasim sabe que eu sou. Ele sabe quem trabalha pra mim. Assim que deixei meus, uh... desejos claros, ele concordou prontamente."

Stiles se arrepiou todo, sabendo que ela falava a verdade. "Então você não me tira daqui a força?"

"Eu não gosto de obrigar as pessoas a fazerem coisas que elas não querem. Mesmo Rasim. É mais fácil que as pessoas entendam os meus motivos e concordem comigo, sem que eu precise usar força. Eu faço acordos. Tratos. Só isso, Stiles. Agora, não esqueça o que me prometeu. Você vai ir embora daqui. Você não me parece o tipo que não cumpre com a palavra que deu."

"Não sou."

"Stiles!" Cora de repente apareceu pela porta do clube. Seu cabelo estava bagunçado e uma das alças do seu vestido caia pelo seu ombro. Seu rosto estava carregado com uma expressão mista de incredulidade e raiva. "O que você fez? Essa mulher foi lá dentro e disse a Rasim para ir embora e nunca mais me procurar! E então... Rasim concordou. Ele foi embora!"

Stiles achou um tanto engraçado que Cora imediatamente lhe culpou por aquilo. Verdade, ele era responsável, mas Dia estava parada bem ali também. 

"Ele estava te usando," ele disse. 

Havia lágrimas nos olhos escuros de Cora. "Ele me ama."

"Se ele te ama, por que deu encima de mim no minuto que você não estava olhando?" 

"Ele não fez isso!"

"Foi ele quem engravidou a Laura."

Mesmo na pouca iluminação daquela rua, Stiles pode ver o rosto dela empalidecer. "Isso é mentira."

"Por que eu inventaria isso? Ele queria fazer planos comigo assim que as coisas esfriassem entre vocês."

"Ele não é gay," ela discutiu, a voz tremendo, "e você também não."

"É, eu sei disso." 

Dia ouvia em silêncio parecendo cheia de si. Estava tão satisfeita que Stiles queria lhe chutar as canelas. 

"Achei que fosse meu amigo," Cora continuou. "Mas se fosse... Se se importasse mesmo com a gente, não iria tentar me impedir de ser feliz. Você age como se amasse a minha irmã, mas isso não é possível, não quando você nem consegue entender amor." 

Stiles sentiu alguma coisa fervendo dentro de si. Suas emoções vieram à tona, aquela escuridão que habitava dentro dele, que fazia com que ele quisesse quebrar tudo para provar que ela estava errada. Foi apenas através de um esforço estupendo que ele conseguiu segurar tudo ali dentro, que ele lembrou a si mesmo que ela estava sofrendo também, que só dizia aquelas coisas pois estava confusa e triste. 

"Eu sinto muito," ele disse. "Só estou fazendo isso porque me importo."

"Não," ela rosnou. "Você não faz parte dessa família. Você não entende nada sobre nós ou como vivemos! Queria que jamais tivesse vindo pra cá!" Ela lhe deu as costas e saiu de lá, empurrando várias pessoas que estavam na fila do clube. 

Stiles olhou para Dia. "Ela vai tentar encontrá-lo."

Dia manteve aquela expressão sabichona. "Não importa. Ele não vai querer mais nada com ela. Não se gostaria de manter aquele rosto bonito dele." 

"Tá. Então chega disso. Não me siga mais," Stiles disse. 

"Faça o que prometeu e não precisarei." 

Stiles apertou os olhos. "Eu te disse: eu sempre cumpro as minhas promessas."

E enquanto ele corria de volta para a casa das Tates, Stiles de repente se perguntou se aquilo era verdade mesmo. Aquela história toda com Cora e Dia fora como um balde de água fria na cara dele. O que ele estava fazendo aqui? Tinha enganado a si mesmo, fingindo que a família de Malia era dele para ver se conseguia esmagar a dor que sentia. Mas elas não eram sua família. Essa não era sua casa. A única coisa que lhe restava era a promessa que fizera à Malia. A promessa que havia colocado de lado completamente desde que chegara em Dallica. 

Stiles bateu gentilmente na porta do quarto de Cora. "Por favor, fale comigo," ele pediu num sussurro.

"Não!" foi a resposta. "Não quero nunca mais falar contigo!"

"Cora-"

"Vá embora!"

"Só estou preocupado contigo."

"Você não é meu irmão! Não tem lugar pra você aqui." 

Quantas vezes você tem que ouvir a mesma coisa antes de decidir escutar? o Impostor perguntou com uma risadinha debochada. 

Voltando para o seu quarto, Stiles tomou uma decisão. Dallica não era lugar pra ele. Num flash, seus pertences foram juntados. Respirando profundamente, ele desceu a escada e saiu pela porta da frente. Precisava ir embora, percebeu. Aqui não era seu mundo. Ele tinha outras coisas que precisavam ser feitas. Ele tinha muitas promessas para cumprir. 

Quando estava umas oito quadras de distância, Stiles perdeu o ritmo, não porque estivava cansado, mas porque não sabia pra onde ir. Sair da casa fora o gesto decisivo. Ele se deixou cair na calçada, na frente de uma casa silenciosa. Ele queria chorar sem razão alguma. Ele queria sua antiga vida de volta. Ele queria Malia e Scott. Sentado ali, sozinho e assustado, ele tentou alcançar aquele que podia. 

Scott estava num avião privado com os seus amigos. Isaac encarava tudo com os olhos arregalados e não falou praticamente nada durante a viagem inteira. Quando Theo lhe ofereceu uma taça de champagne, Isaac quase não conseguiu gaguejar a resposta. Depois disso, os outros pareceram se esquecer dele e se empolgaram com conversas suas. Scott notou o nervosismo de Isaac, mas não fez nada a respeito. Isso foi um choque. O Scott que Stiles conhecia, teria feito de tudo para incluir o outro rapaz. 

O pai de Theo tinha decidido que era uma ótima ideia para a guardiã, Jennifer Blake, ir com eles. Scott ainda a achava um tanto grossa, mas resolveu ignorá-la. Não que ela fosse má pessoa, ou pelo menos ele não achava que ela era, mas Jennifer tinha a habilidade de deixar todo mundo desconfortável com apenas um olhar. Ela era o oposto exato de Theo, que conseguia fazer todos se sentirem bem. 

Quando o avião pousou, Liam Dunbar estava lá para recebe-los, como Scott lhe havia pedido em uma carta. O garoto abanou com entusiasmo. Scott sorriu pra ele também e os dois se abraçaram. Scott então apresentou aqueles que eram novos e Liam os recebeu muito bem. 

"Cadê o Stiles?" 

Silêncio caiu, seguido de olhares desconfortáveis. 

"Que foi?" perguntou Liam. "O que eu disse?" 

"Stiles foi embora," Scott falou. "Desculpe... Achei que já soubesse. Ele largou tudo e foi embora depois do ataque, porque tinha umas coisas... Ele tinha umas coisas... pra fazer."

Scott tinha certeza de que Liam ia exigir saber mais detalhes, mas o garoto lhe surpreendeu quando disse: "Por que você não foi com ele?" 

"O quê?" Scott se atrapalhou. "Por que eu faria isso? Ele foi embora. Eu não teria como fazer o mesmo." 

Liam franziu o cenho. "Mas... Vocês eram tão próximos... mesmo sem o laço psíquico... Achei que acompanhariam um ao outro até o fim do mundo se fosse necessário."

"É, bem, se fossemos tão próximos, ele não teria simplesmente ido embora. Ele é o egoísta, não eu." 

As palavras obviamente chocaram Liam e ele tentou se desculpar. "Não estava te acusando de nada." 

Scott engoliu em seco e não disse mais nada. Os garotos foram seguindo pelo caminho até a corte, mas Lydia puxou o braço de Scott. 

"Sei o que estás pensando."

"Agora tu lê mente?"

"Não preciso. Está escrito na tua testa. E o Stiles não teria te deixado ir com ele, então pare de se torturar." 

"Você não sabe disso. Eu poderia tê-lo convencido. Teria sido o certo a se fazer." 

"Não," Lydia disse secamente. "Não poderia. Estou falando sério, Scott. Não se dê mais motivos para deprimir." 

"Quem disse que estou deprimido? Foi ele quem me abandonou!" 

Lydia lhe deu um olhar estranho. "Achei que você entendesse," ela falou numa vozinha fraca. "Achei que tivesse dito que-"

Theo voltou de repente, os interrompendo. "Ei, deixe-o em paz, tá bem?" falou pra Lydia. "Te vemos na recepção, Princesa." 

Eles estavam num ponto onde o grupo deveria se separar, meninas pra um lado e meninos pro outro. Lydia fez cara de quem ainda não tinha terminado a conversa, mas assentiu e seguiu com Jennifer Blake. 

"Você está bem?" O rosto divertido de Theo estava agora cheio de preocupação. 

"Acho que sim. Sei lá. Estou cansado."

"Não se deixe abalar com coisas do passado. Já foi. Está feito."

O coração de Scott ainda pesava, mas ele conseguiu sorrir. "Essa foi a coisa mais esperta que você já disse." 

"Né? Dá pra acreditar que fui eu? Acha que a Princesa seria impressionada?"  

Eles começaram a rir, mas o humor de Scott não melhorou dali em diante. Em seguida, a Rainha deu uma recepção de boas-vindas para o grupo, onde apenas os mais importantes podiam entrar. Natalie estava finalmente feliz que Scott tinha encontrado um amigo aceitável. 

"Antes que se vá," ela disse assim que conseguiu ficar sozinha com Scott, "teremos que discutir sobre os teus guardiões."

Scott estivera encarando uma taça cheia de champagne mas agora ergueu a cabeça. "Guardiões, Sua Alteza?" 

"Bem, não há maneira gentil de dizer isso, mas agora, por bem ou mal, você está sem proteção alguma." Ela fez uma pausa respeitosa. "Tate tinha grande potencial." 

"Eu não preciso de proteção no momento," Scott falou educadamente. 

"Não, mas estará deixando a Academia em breve. E acredito ter encontrado candidatos excelentes para ti."

"O Guardião Stilinski se ofereceu para me guardar," Scott falou de repente. 

"Guardião... Stilinski?" As sobrancelhas de Natalie quase sumiram de tanto que ela as ergueu. "Tenho certeza de que ele tem outros compromissos. Não, encontrei opções muito melhores."

Scott sorriu duramente, da maneira que pode, e agradeceu pelo trabalho da Rainha. Depois, assim que a cortesia lhe deixou, ele pediu licença e saiu do salão, achando que talvez fosse explodir de raiva e tristeza. Estava tão descontrolado que deu de cara com Theo. 

"Nossa," ele disse. "O que aconteceu? Você está com uma cara péssima." 

"Preciso sair daqui." Scott tentou acalmar sua respiração. "Lembra as coisas boas que você disse que tinha na corte? Quando que essas coisas vão começar a acontecer?"

Theo sorriu. "Quando você quiser." 

Stiles voltou para sua realidade, ainda sentado ali na calçada. Ele podia ouvir o som de passos na rua vazia. Ele ergueu a cabeça. De todas as pessoas que poderiam ter-lhe encontrado, ele não esperou ver a Vovó Kara. Mas a mulher estava ali, enrolada numa echarpe que ela mesma fizera, aqueles olhos aguçados mirando ele com desaprovação. 

"Você não pode mais ficar aqui," ela falou. 

A boca de Stiles bateu no pavimento. "Todo esse tempo... Você estava fingindo não entender? Você fez Baki traduzir tudo que dizia...?"

"É mais fácil," ela deu de ombros. "Se evita muita conversa desnecessária quando não fala a mesma língua." 

Stiles estava aterrado. "Você nem me conhece! Mas desde o primeiro dia, vem me tratando mal. Por quê? Por que você me odeia?"

Ela pareceu surpresa. "Eu não te odeio. Mas estou desapontada." 

"Desapontada? Como?" 

"Sonhei que você viria." 

"Eu ouvi dizer. Você sonha muito?" 

"Às vezes," ela disse. A luz da lua fazia seus olhos brilharem de uma maneira assustadora. "Às vezes, os sonhos se tornam verdade. Às vezes não. Eu sonhei que Lia estava morta, mas não quis acreditar, não até que tivesse provas. Você foi a minha prova." 

"É por isso que está desapontada?" 

Kara enrolou-se mais na echarpe. "Não. Nos meus sonhos, você brilhava. Forte, como uma estrela, e eu te vi como um guerreiro, alguém capaz de coisas incríveis. Mas ao invés disso? Você ficou sentado chorando. Você não fez nada. Nada do que veio até aqui pra fazer." 

Stiles a estudou, se perguntando se ela realmente sabia sobre o que falava. Seria possível...? "E o que eu vim aqui pra fazer?" 

"Você sabe. Eu sonhei com isso também. Você veio procurar por Lia. E deve encontrá-la." 

Stiles não queria acreditar nos poderes daquela mulher, não queria acreditar que ela podia mesmo saber o futuro. Ainda assim, se viu preso em suas palavras "Você viu o que acontece? Eu vou encontrá-la?" 

"Não posso te dizer." 

"Ah, que ótimo" 

"Mas precisa encontrá-la. Aí poderá dizer pra ela..." Kara hesitou. "Que não faz mal. Diga pra ela que não muda em nada." 

Stiles sentiu um arrepio. Ele não fazia ideia do que ela falava. Grande parte parecia apenas loucura de uma velha. Mas a outra parte... Ele olhou dentro daqueles olhos e assentiu. "Está bem. Estou indo então." E bem assim, ele soube pra onde ir. "Diga às outras... Bem, agradeça elas por tudo. E diga que sinto muito." 

"Você está fazendo a coisa certa," Kara falou. "Não é aqui o teu lugar. É ao lado dela." 

Essas últimas palavras lhe encheram de força. Ninguém nunca lhe disse isso, ou nada parecido com isso. Ninguém nunca disse em voz alta, ou lhe deu permissão para aquilo que ele pensava o tempo todo: ele e Malia deviam estar juntos. Era tudo que ele sempre quisera ouvir. Saber que ele não havia imaginado aquele destino. E mesmo que agora não fosse mais possível, mesmo que Malia tivesse que morrer, ele ainda estaria lá ao lado dela, até o último momento possível.

Stiles sabia pra onde ir agora. O endereço não havia deixado sua mente: rua Abdullah, 83. Quando ele chegou na casa, ficou feliz ao constatar que a luzes ainda estavam acesas. 

Ahmed que atendeu a porta. Sua expressão atônita quando reconheceu Stiles. Por mais que tivesse o convidado cheio de convicção, ele nunca havia esperado que Stiles realmente aparecesse. Ficou sem palavras. 

"Mudei de ideia. Vou ir com vocês." Stiles respirou fundo, se preparando para o que estava por vir. Ele havia prometido à Dia que deixaria Dallica. Nunca prometeu que iria pra casa. "Me leve para Nazilli." 



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