História Os Marotos - A História não contada - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Tags Amor, Black, Evans, Harry, James, Lilian, Lupin, Malfoy, Marotos, Peter, Potter, Remo, Sirius, Snape, Vida
Exibições 73
Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 16 - Severo - Pedaços


Fanfic / Fanfiction Os Marotos - A História não contada - Capítulo 16 - Severo - Pedaços

                Durante os longos minutos que se arrastavam no final de tarde morno de Hogsmeade, eu esperava atentamente por cada passo desenfreado que passava em frente ao beco apertado. Cada pisada poderia ser um possível delator. Mas com o tempo ficando mais escuro, apenas a luz leve do estabelecimento ao lado, o coração se acalma e eu apenas espero por Lilian, umedecendo meus lábios secos vez ou outra durante todo aquele tempo.
                Demorei algum tempo para criar coragem de falar novamente com ela. Não a contatei durante as férias. Meu peito ainda ardia com o peso de ver a pequena cicatriz que saia das vestes por trás da orelha de Lilian, encoberta parcialmente pelos cabelos ruivos que desciam por suas costas. Cada vez que pensava naquele dia, tinha vontade de socar aquele atrevido do Potter e seus amigos. Não precisava ter sido daquela forma.
                -Severo? – A voz calorosa e nervosa me desperta da história, e eu ergo os olhos para a rua. Lilian sorri, os cabelos jogados às costas disformemente com o vento que a tocava. – Desculpe a demora. Esperou muito?
                -Não. – Nunca é demais o tempo que espero por você, penso. Coro levemente quando ela se aproxima, e passa as mãos em meu pescoço. Abraço-a de volta, meus lábios perto de sua orelha. Respiro o cheiro adocicado de sua pele, olhando de esgueira para sua cicatriz branca. Afasto-a levemente, e sorrio. – Como está? ....
                - Tudo está ótimo, Severo. – Ela me corta, desajeitadamente. – Por favor, não viemos aqui para nada. Você disse que me contaria.... Seja lá o que você está fazendo.
                -Lilian, eu... – Conforme me estabilizo, percebo o quanto ela parece nervosa. Ela torce as mãos uma dentro da outra, e morde o lábio inferior com força, fazendo-o ficar branco. Suspiro, aliviando a pressão que eu nem percebia que havia em meu peito – Eu não sei se você quer ouvir o que eu tenho a dizer.
                -Claro que quero! – Lilian franza a testa, meio irritada. – Você me prometeu, Severo. Disse que me contaria. E eu sou sua amiga, você sabe que pode contar comigo para tudo, não?
                -Eu.... Eu sei, Lily. – Aceno positivamente. Cada instante se torna mais difícil contar para ela. Sei o quanto ficou desapontada quando soube no que eu me envolvera. Mas eles tinham razão em muitas das coisas que diziam, e precisávamos agir o quanto antes. – Eu conheci algumas pessoas, e..... Bem. Só entenda que não há nada de errado nisso.
                -Nisso que você está se envolvendo? – Lilian me dá um beliscão no braço, forte o bastante para que eu afastasse o braço dela com um choque. Sua irritação só crescia com cada palavra bem calculada que eu soltava. – Severo! Essas “pessoas”.... Já ouviu o discurso deles? Eles querem que mestiços sejam afastados da escola! Sabe quem é mestiço aqui? Eu! Alice! Metade dos alunos da Grifinória! Metade de Hogwarts!
                -Lilian, não é bem assim. – Aceno com a cabeça em negativo, acariciando meu braço onde os dedos nervosos de Lilian me apertaram. – Eles só querem um ensino de qualidade para o futuro dessa escola e do mundo bruxo.
                -O que significa isso, hein, Severo? Afastar os alunos que são “indignos” da presença de vocês? – Ela faz aspas com os dedos, me olhando com uma animosidade assustadora nos olhos. Seu lábio inferior agora tinha um pequeno corte, e inchava com um teor vermelho.
                -Se necessário. – Digo. Não havia nada de errado apoiar uma ideia em que se acredita. - Sei o que seria necessário para que fosse feita toda a mudança que desejamos, mas eu acredito que possamos mudar o mundo.
                -Mudar o mundo? Sabe o que eles farão? – O tom de voz de Lilian se torna mais urgente, agora se aproximando de mim e tocando meus braços com nervosismo. – Você não sabe com quem está se metendo, Severo. Por favor, se afaste deles!
                -Não posso abandonar o que eu acredito, Lilian! – Me desgarro de seu aperto insistente, dando um passo para trás. Ela pisca repetidas vezes antes de me olhar com os olhos úmidos. – Você disse que me escutaria.
                -E eu escuto. – Ela dá um passo para trás, passando os braços em frente ao corpo, como se se abraçasse. – Escuto um louco falando sobre ideias que vão destruir a vida de milhares de pessoas. Vão destruir o mundo bruxo.
                -Não. Vamos melhora-lo, Lilian. Não vê? Magia pura, nobre, digna de ser contada para nossos filhos, netos. Sem se esconder. – Afirmo, sorrindo. Ela repuxa o lábio superior, sua cara mais forte de descrença e repulsa que eu já havia visto.
                - Melhora-lo? Sem se esconder? Onde você ouviu esse discurso, Severo?
                -Lilian, eu queria ter lhe contado antes. Mas não podia me comunicar com ninguém de onde eu estava, regras do Senhor.... – Digo, dando um passo para frente, tocando levemente os braços firmemente cruzados de minha amiga. Ela se encolhe com o toque, mas não recua.
                -Onde você estava, Severo? – Sua voz sai baixa, miúda. Cada sílaba parece carregar uma sentença de dor e sofrimento.
                -Não precisa agir assim, sabe. – Recuo novamente, desviado os olhos com irritação.
                -Onde, Severo? – Ela repete, um pouco mais forte.
                -Faço parte de um círculo seleto de pessoas, Lilian. Somos o centro da revolução que vai acontecer. – Volto meus olhos para as esmeraldas em minha frente, que em encaravam com instabilidade e medo. Mais uma vez toco seus braços, e dessa vez sacudo levemente até que ela não se encolha. – Vou mudar o mundo.
                -Então é verdade. – Ela diz. Os braços soltos que eu segurava parecem mais mortos que desinibidos. Ela não os mexe ou puxo, apenas os mantém parados e inertes. Os olhos são duas esferas úmidas, que me encaram sem me ver realmente. Meu coração se acelera.
                -O que é verdade? – Sorrio, imaginando o que se passava na cabeça de Lilian. Queria abraça-la, queria que ela entendesse o que eu via para o futuro. O que nós víamos para o futuro. Iriamos mudar a forma com que o mundo via os bruxos!
                -Eu perdi você. – Com aquela última sentença, eu pude ouvir meu coração se partindo. Cada fragmento apertou um lado de meu peito, e tudo que eu pude fazer foi me aproximar e aperta-la em meu tórax enquanto eu sentia as lágrimas escorrendo por seu rosto e molhando minha camiseta.
                -Não! Não me perdeu! – Tento falar, mas ela não parece me escutar.
                -Severo. Me solte. Me solte. Me solte, Severo! – Ela me empurra, se afastando aos tropeções pelo beco.
                A observo ir, as lágrimas ainda escorrendo pelas bochechas pálidas, até alcançar a rua. Acompanho seus dedos limparem os olhos, secando o resto que havia escorrido.
                Um pedaço do meu coração se finca em meu peito, e minha respiração falha.
                Quando se encontra com a calçada, vejo quando ele aparece, passando os braços por suas costas. E quando ela retribui o toque e se apoia nele.
                Mais um pedaço.
                Então é verdade. Eu a havia perdido também.


Notas Finais


Desculpe a demora! Vou tentar postar mais alguns capítulos que tenho guardados! Quero saber o que vocês estão achando até agora, e se tem algum personagem que vocês gostariam de ver na história. Alguma sugestão?


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