História Os Marotos: A Segunda Geração - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Alvo Potter, Barão Sangrento, Dominique Weasley, Fred Weasley Ii, Hugo Weasley, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Louis Weasley, Lucy Weasley, Lysander Scamander, Molly Weasley II, Murta Que Geme, Personagens Originais, Rose Weasley, Roxanne Weasley, Scorpius Malfoy, Ted Lupin, Tiago S. Potter, Victoire Weasley
Tags Corvinal, Grifinória, Harry Potter, Hogwarts, Lufa-lufa, Magia, Marotos, Segunda Geração, Sonserina, Tiago, Trouxas
Exibições 76
Palavras 1.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiro de tudo: eu vou continuar a minha outra fic, eu viajei e quando voltei tinha um milhão de coisas da facul e fiquei sem tempo, além daquele bloqueio de lei.

Espero que gostem da fic, escrevi oito páginas em um dia (não to brincando)

Capítulo 1 - Os Bruxos Existem e Vivem ao Nosso Redor


Desde a queda de Lord Voldemort o Ministério da Magia nunca esteve tão ocupado. Bruxos e bruxas se esbarravam para chegar aos elevadores primeiro e vez por outra os guardas tinham que parar o fluxo para levantar alguém caído. Kingsley Shacklebolt, o ministro da magia, amaldiçoava a sua sorte, poucos anos depois da queda de Voldemort vaza um escândalo grande assim. Ele revisou pela décima vez o seu discurso que já estava molhado de suor da palma de sua mão.

-Todos os jornalistas já estão aqui, senhor. Devo avisa-los que irá se atrasar?

Ele se virou para o auror. Gerald era décadas mais novo que ele, mas a preocupação era a mesma, ambos sabiam que o mundo estava prestes a mudar. A comunidade bruxa inteira deve estar ciente disso, na verdade. Ele pensou em aceitar a sugestão do mais novo e ficar mais alguns minutos em seu gabinete fitando a lareira, mas lembrou da promessa que ele fez ao ser eleito. A comunidade bruxa já sofreu muito com ministros negligentes do passado, ele não será mais um.

-Não é necessário, já estou indo.

Ele empurrou seu discurso para a parte mais funda da gaveta de sua mesa e se levantou. Ajustou suas vestes bruxas e se dirigiu à porta, vários flash das câmeras dos jornais o cegaram, mas ele continuou andando até o centro do salão. Ele olhou em volta, reconheceu Remulus Flinch, jornalista renomado do Profeta Diário, George Limus do Mundo Bruxo, French Hunter, o novato do O Pasquim, vários estudantes do rádio Observatório Potter e outros, além dos jornais internacionais. Ele respirou fundo e tirou a varinha do bolso, a colocando encima das suas cordas vocais, anos de discursos como Ministro já não deixava a sua voz sair tão limpa e alta como antes. Diante da expectativa de todos, ele começou a falar.

 

 


                                                                           •••

 

 


Era o primeiro dia de verão e os gêmeos Geins estavam jogando dardos em figurinhas dos Sapos de Chocolate, como sempre. Louis tinha acabado de acertar a testa de Alvo Dumbledore.

-Ah eu peguei o velhote! Viu isso, Clain? Bem na testa!

-Sim, sim, bela pontaria. - O outro falou entediado, ainda concentrado em acertar a cicatriz de Harry Potter. Na sua última tentativa a porta do quarto se abriu com força, batendo na parede e deixando uma marca da maçaneta.

-Mas que por**! O que foi isso, Marcus?

O irmão mais velho dos gêmeos estava ofegante por ter subido as escadas correndo. Clain ia provocá-lo ameaçando contar para a mãe, mas parou ao ver o olhar do mais velho, era puro ódio.

-Vocês viram? - Ele começou, sua voz estava mais grossa e nervosa, como se o garoto estivesse prestes a explodir. - Prenderam o papai, prenderam ele.

Demorou alguns segundos para os gêmeos processarem aquela informação e enquanto isso o mais velho esmurrou a porta com força, deixando uma rachadura nela.

-Como assim prenderam o papai? E mamãe?

-Onde a mamãe está? Ela não fugiu também, não é? Cadê ela?

Os gêmeos olhavam desesperados para o mais velho, depois que seu pai os deixou para fugir dos aurores tudo o que eles tinham era a mãe e Marcus.

-Parem de choramingar, é claro que ela também foi embora, vocês acham que ela ia ficar aqui? Para ser presa também?

Os gêmeos se entreolharam, tentando aceitar o que o mais velho falou.

-Somos nós três agora, só nós três.

-E o conselho? Eles disseram que vão nos ajudar, eu ouvi eles conversando!

-Conselho é o cara***, eles cortaram ligações com a nossa família assim que a foto de procurado do papai saiu nos jornais.

O Conselho é uma parte do que restou dos Comensais da Morte, eles sempre se encontram na casa de um dos membros e planejavam ataques a aurores ou meio sangues. O líder deles, Freebe Black sempre falava que os hábitos nunca podem mudar, que eles devem proteger a memória do Lord das Trevas até o final.

-E o nosso tio? Mamãe falou com ele?

-Vocês ainda não entenderam? Somos só nós três! - Marcus fitou os olhos assustados dos gêmeos. - O que vocês são? Não se parecem com meus irmãos. Papai nos ensinou a sermos fortes, lembram? Agora façam suas malas, vamos embora daqui.

-Vamos nos mudar também? Para onde?

-Não sei, mas se não quiserem ser pegos pelo Ministério da Magia é melhor se apressarem.

-Por que o Ministério iria atrás da gente? Não fizemos nada!

-Jura? Você não disse que ouviu a conversa do Conselho? Eles vão te interrogar sobre isso e sobre o paradeiro da mamãe também, vocês são burros? Vamos logo!

Enquanto os gêmeos enfiavam tudo que tinham em uma pequena mochila, Marcus voltou à cozinha e leu mais uma vez a carta de sua mãe. Ela não disse para onde ia e nem para onde eles deveriam ir, simplesmente os largou. Claro, eles são os Geins, nascidos para serem comensais, uma família não tão grande como os Black, mas com os mesmos fundamentos.

Seu pai o ensinou tudo que deveria saber no verão antes de entrar no sexto ano em Hogwarts, Marcus apareceu na plataforma 9 3/4 com vários cortes, um olho roxo e escoriações por todo o corpo, mas ele nunca reclamou dos métodos que seu pai usava.Ele tinha orgulho de sua família, de tudo que ele aprendeu. A voz de seu pai ainda ecoava em sua cabeça "ensine os meninos, eles precisam saber para sobreviverem", o seu último pedido antes de sair de casa. E agora a sua foto se destaca no Profeta Diário que sua mãe anexou com a carta, sua única foto de seu pai, sendo segurado por dois aurores e uma placa de Askaban no pescoço.

Ele olhou para a carta, para as últimas palavras de sua mãe "cuide dos gêmeos, saia de casa e leve-os com você. Siga a marca e nos orgulhe, orgulhe o Lord das Trevas. Queime essa carta assim que sairem de casa. Eu amo vocês."

Marcus riu com sarcasmo, ela nunca tinha falado que os amava antes, é difícil saber se é verdade ou não. "Orgulhe o Lord das Trevas" e como diabos ele vai fazer isso com dois meninos de 14 anos nas costas?

-Estamos prontos!

Os gêmeos desceram correndo as escadas, cada um carregando uma mochila. Marcus queimou a carta antes de sair, como sua mãe mandou, e apontou para três vassouras no quintal, os gêmeos são menores de idade então não podem aparatar. Eles passaram por mais quatro casas de Comensais da Morte antes de chegar em Londres, todas vazias, os donos estão presos, mortos ou foragidos. Assim que chegaram próximos a cidade eles se livraram das vassouras, os trouxas não podem os ver voando, seria contra as leis bruxas.

A cada passo que eles davam a cabeça de Marcus se perdia mais e mais nas palavras de seus pais. "Ensine os meninos", "siga a marca, orgulhe o Lord das Trevas".

-Estou cansado, não dá pra parar um pouco? - Louis reclamava, segurando a perna enquanto andava. Ele estava reclamando desde que abandonou sua vassoura, quarenta minutos atrás.

Marcus parou de repente e fitou os gêmeos.

-E-eu estava brincando. Vamos andar.

Louis fez menção de continuar a caminhada, mas Marcus o parou.

-Não. Não vamos andar mais.

-Por que não? Já chegamos? - Clain olhava ao redor procurando algum apartamento ou um hotel.

Marcus ficou de frente para os gêmeos, alternando o olhar entre os dois.

-Vocês não ficaram curiosos sobre o meu treinamentos? Até me seguiam pra ver como era. Querem que eu treine vocês?

-Claro que sim! - Louis gritou animado.

-Mas Marcus, a gente ainda não tem idade suficiente.

-Não importa, papai pediu que eu treine vocês e é isso que eu vou fazer. Venham.

Marcus olhou em volta e viu um prédio escrito "A Cidade", aquele jornal trouxa famoso de Londres. Ele andou em sua direção e os gêmeos seguiram de perto.

-Peguem suas varinhas. - Os meninos obedeceram. - Sabe onde estamos? Esse prédio é de um jornal trouxa bem famoso, vários trouxas trabalham aqui e qual é a primeira coisa que o Lord das Trevas odeia?

-Trouxas! - Clain respondeu.

-Exato! E antes da maldita guerra de Hogwarts o que o Lord fazia com os trouxas?

-Ele os matava! Mamãe disse uma vez que ele matava famílias inteiras e era isso que os comensais faziam para se divertirem também. - Louis falava enquanto olhava cada canto com um leve interesse.

-É isso que iremos fazer hoje, matar trouxas.

-O que? - Clain gritou. Louis tirou os olhos da recepção e fitou o irmão espantado.

-Era isso que eu fazia no meu treinamento, vocês não querem ser treinados também?

Não era uma completa mentira, o treinamento de Marcus envolvia as Maldições Imperdoáveis e para isso tem que ter uma segunda pessoa envolvida. Os gêmeos não responderam, mas a expressão espantada não tinha ido embora.

-Ok então, segurem sua varinhas e digam "Fiendfyre".

-Que feitiço é esse? Nunca vi mamãe usando.

-Esse feitiço solta labaredas de fogo gigantes, vai queimar esse prédio inteiro em minutos!

-Não parece seguro, vamos sair daqui? Desculpa ter reclamado, não vou fazer mais isso. - Louis estava com os olhos marejados de água e dava pequenos passos para a porta.

-Ei, meninos, estão perdidos? - Um guarda trouxa começou a andar na direção dos bruxos.

-Vamos, deixa de ser covarde! Aponte a varinha, Clain! No três! Um, dois, - os gêmeos choravam e as lágrimas desciam até a gola de sua camiseta. Seu pai o alertou sobre esse feitiço, mas tudo que Marcus queria era sentir a marca queimando em seu braço de novo, como ela sempre faz quando mata alguém. "Pode deixar, mãe. Eu vou orgulhar vocês". - Três! Fiendfyre!

Uma labareda saiu da ponta da varinha de Marcus, ela ganhou a forma de uma serpente enorme e investiu contra o hall de entrada do prédio, tudo que ela tocava queimava. O segurança que já estava perto dos meninos, a recepção, os escritórios mais a frente, o espaço dos elevadores, tudo estava em chamas e logo ia estender para os andarem acima. Um auror que andava em direção a uma das entradas do Ministério da Magia viu a serpente queimando o prédio e logo chamou ajuda. Foi necessário cinco aurores para conter o fogo, que já estava se espalhando para os prédios vizinhos. Foi necessário ver as câmeras de segurança para identificar os culpados, mas não tinha como punir alguém, as cinzas dos três irmãos se misturaram com os outros corpos no prédio.

As câmeras ao redor do prédio pertenciam à empresa, ou seja, estavam nas mãos dos publicitários, os aurores não tiveram a chance de destruir as fitas. Foi necessário cinco minutos para a notícia sair em todos os jornais do mundo "ato terrorista em Londres", "culpado tinha 18 anos", "mais de 500 vítimas confirmadas", "vídeo de segurança mostra imagens inacreditáveis", "especialistas citam mitos e fantasias", "suspeitas de montagem foram negadas". E mais vinte minutos para o discurso absurdo do ministro britânico, seguido pelos discursos dos presidentes dos Estados Unidos, da França, Alemanha e mais dezenas de outros líderes políticos, todos falando a mesma coisa: "os bruxos existem e vivem ao nosso redor".

 


Notas Finais


Favoritem e comentem se gostaram, isso ajuda demais. Até a próxima!


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