História Os Melhores - Livro Dois - I Was Born to Love You - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags 343, Djulha, Et Bilu, Felipe, Fernanda, Lucão, Maíra, Megamente, Mutantes, Peruas, Queen, Ryan, Super Herois, Vitoria
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lírica, Luta, Mecha, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shounen, Super Power, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Fim da mini-saga do Sidnei, boa leitura!

Capítulo 5 - I Go Crazy


 Cabine da OBF-1, 23 de Setembro de 2016, 15h45: 

 Felipe estava dentro da betoneira gigante quando um imenso robô o levantou, ele tinha uma aparência semelhante a de um humano, exceto pelo fato de ter antenas retráteis com bolas na ponta e olhos que liberavam uma luz extremamente intensa, que fez com que o garoto tapasse sua visão com os braços para não ser cegado, enquanto a máquina se distraía e o piloto do veículo estava incapacitado, um caminhão basculante apareceu à toda velocidade contra a perna do androide, o fazendo se desequilibrar e derrubar a betoneira, que caiu de pé sem muitos danos, Felipe agradeceu: 

 

 Felipe: Obrigado Lucão. 

 Lucas: Só preste mais atenção desta vez, agora vamos acabar com este robô! 

 

 Como se já fosse muito experiente, Lucas desligara o modo automático e ativara o manual do veículo, o dando mais liberdade para controlá-lo, depois de dar ré rapidamente, o caminhoneiro trocou de marcha e ao pisar no acelerador, correu até o robô com velocidade, durante o momento anterior, Vitória era instruída pela interface a como controlar o braço do OBF-2, estendendo o mesmo até a perna da máquina, a pá se agarrou à articulação de onde seria o joelho e puxou de volta, terminando assim de derrubar o colosso. 

 

 Djulha: Boa Vitória! Agora é minha vez! 

 

 Depois que Lucas deu uma investida no braço do gigante, o arrancando do corpo do dono, Djulha atingiu a velocidade máxima de seu rolo compressor e amassou o robô na diagonal, então, virando seu volante para o lado direito, a garota fez um drift e acelerou, cortando a máquina em uma linha vertical, repetindo o ato, fazendo um "X" junto com o primeiro corte, dando a vitória aos "papeis verdes". 

 

 Felipe: Onde nós estamos? 

 Lucas: Eu não sei, nunca vim aqui. 

 

 A paisagem era um verde de uma planície com arvores ao fundo, não havia nada naquele amplo espaço, com exceção de um pequeno edifício, não muito detalhado e sem portas, apenas janelas, Maira comentou: 

 

 Maira: O que é aquilo? 

 Felipe: Parece um prédio. 

 Lucas: Mas o que tem nele? 

 Vitória: Seja o que for, não vamos ter tempo de descobrir. 

 Maira: Ué? Por que Vitória? 

 Vitória: Olhem lá! 

 

 Longe do prédio, outro robô gigante surgia do solo, que se abriu do mesmo jeito que na base d'os melhores com os OBF's, todos os "papeis verdes" ficaram em postos para atacar o colosso, quando Lucas pensou na seguinte estratégia: 

 

 Lucas: Maira, está vendo os destroços do robô antigo? 

 Maira: Sim, o que que eles têm? 

 Lucas: Use seu trator para colocá-los na minha caçamba. 

 Maira: Eu acho que a lâmina do meu trator não ergue tão alto. 

 Lucas: Não faz mal, eu abaixo a caçamba um pouco. 

 

 Enquanto o robô surgia, Maira recolhia os pedaços do anterior e os depositava na caçamba do caminhão de Lucas, que era abaixada quando o trator encostava, após o gigante finalmente sair por completo o caminhoneiro encarrou a máquina, trocou a marcha e ao pisar no acelerador disse: 

 

 Lucas: Você vai cair! 

 

 O OBP corria 120km/h contra o robô, que também correu contra o veículo, que, ao chegar perto dos pés do gigante, virou para a direita e deu um drift para esquerda, isso enquanto abaixava a caçamba e espalhava os destroços do primeiro androide, que serviram como um obstáculo, que derrubou o segundo, porém num ato desesperado, a máquina girou seu torso em 180°, o que o permitiu usar seus olhos brilhantes para criar dois lêiseres, que poderiam ter acertado a cabina onde Lucas se encontrava, mas um ruído foi ouvido pelo garoto no momento em que o ataque o acertaria: 

 

 ? : "Médici"! 

 

 Então de repente, após piscar os olhos, Lucas não conseguiu enxergar os laseres, mas obteve uma visão confortante ao ver o ataque do robô surgir das costas do mesmo e criar dois buracos por onde passaram, todos olharam atentamente e chegaram a um consenso de quem era o feitor de tal ato, ninguém menos que o líder do grupo, Ryan. 

 

 Base dos terroristas, 15h45: 

 Ryan e os "papeis vermelhos" se encontravam no local imundo e escuro com a presença de uma antena para captar e gerar ondas, Fernanda perguntou: 

 

 Fernanda: Como assim, essa não era a base dos terroristas? 

 Carol: Eu acho que eles foram criados apenas para nos atrapalhar. 

 Ryan: Exato, mas eu sei que quem está por trás disto é o Sidnei. 

 Jessica: Como você tem tanta certeza de ser ele? 

 Ryan: Fácil, se vocês lembram bem, deste do 7° ano, o qual ele entrou, eu tive péssimas impressões dele apenas por contato visual. 

 Ana Julia: Ah Ryan! Para de falar deste jeito, eu não entendo nada. 

 Ryan: Ok, o Sidnei faz parte de uma raça chamada bilu sapiens, ela tem como características principais, olhos que amplificam a luz estimulados pela emissão de radiação. 

 Ana Julia: Eu disse para não usar palavras que eu não entendo! 

 Ryan: Para simplificar, eles têm olhos laser, além de ter antenas que permitem contato através de ondas eletromagnéticas, por isso, eles conseguiram se desenvolver mais em coisas como luz e radiação. 

 Fernanda: Tem certeza que ele só não tem uma mutação muito louca? 

 Ryan: Tenho, bilu sapiens são muito avançados e tem armamentos considerados os mais poderosos de toda a galáxia. 

 Carol: E como você sabe de tudo isso? 

 Ryan: Eu não posso contar, eu precisaria explicar o meu poder antes. 

 Fernanda: Ai! Você e estes seus mistérios. 

 Ryan: Não temos tempo para ficar procrastinando, devemos ir até onde os outros estão. 

 

 Sem que ninguém percebesse, Ryan transportou todos para o campo amplo, local da batalha entre os robôs e os OBF's, o garoto chegou na hora em que Lucas derrubava o segundo androide, Fernanda perguntou: 

 

 Fernanda: Por que você não criou um portal? Eles não são mais seguros que o se transporte? 

 Ryan: O transporte pode servir para eu obter energia fácil, creio eu. Além de que eu não quero gastar portais. 

 Fernanda: E vai usá-los no que? 

 Ryan: Nisto aqui. 

 

 Ao dizer isto, Ryan transportou-se sobre a cabine de Lucas e, durante o momento em que os lasers atingiriam o OBF-3, o garoto criou um imenso portal sobre a frente do caminhão e após fechá-lo, abriu outro atrás do robô, o perfurando com seus próprios ataques, depois de passar a mão no cabelo, o líder disse: 

 

 Ryan: O que eu disse sobre cuidar das OBF's? 

 Lucas: Nem vem, você só falou para o Felipe! 

 Ryan: Pois ele é mais irresponsável, mas como você não sabia que ele tinha lasers, te dou um desconto. 

 Maira: Já que você é o sabe-tudo, de onde vem tantos robôs? 

 Ryan: Daquele laboratório, não é óbvio? Um prédio em lugar nenhum, onde vários robôs gigantes surgem. 

 Maira: Eu posso destruir então? 

 Ryan: É claro, só pois eu crio regras demais não significa que eu não dou liberdade para nada. 

 Maira: Era só isso que eu queria ouvir. 

 

 Maira virou para o pequeno prédio e avançou, sua extremamente grande lâmina conseguiu levantar a base do edifício e o derrubar para o outro lado, mas para a surpresa de todos os envolvidos, dezenas de robôs começaram a surgir do mesmo buraco no campo, sendo um mais destacado por ter foguetes nas costas e poder voar com eles, no peito dele havia um vidro que expunha uma cabine, que dentro se encontrava um menino pequeno com um rosto de aparência símia e com cabelo curto, ele não conseguia falar direito, mas para o entendimento do público, tentaremos traduzir suas falas: 

 

 Sidnei: Ryan, não era para você estar aqui, pô! 

 Ryan: O que ele disse? 

 Sidnei: Eu disse que não era para você aparecer e destruir meus robôs! 

 Ryan: É? 

 Sidnei: É! 

 Ryan: Foda-se seu fodido! 

 Felipe: E fedido também! 

 Ryan: Boa Zé, combinou bem, mas não teve graça. 

 Felipe: Mas é verdade. 

 Ryan: Eu sei, que o Sidnei não cheira bem é um fato, mas ele está metros longe de nós, não dá para cheirar nada, além de que foi escroto o que você disse. 

 Felipe: Quer parar de falar assim? 

 Sidnei: Tanto faz! Deixem eu falar! 

 Ryan: Ninguém está te impedindo. 

 Lucas: Como ele consegue falar com a gente? 

 Ryan: O ET é de uma raça que é expert em wi-fi, ele simplesmente pode. 

 Lucas: O que? Você ainda está achando que ele é um ET? 

 Maira: Eu já disse que não tem mais graça, e eu não entendi isso da raça dele. 

 Sidnei: Me escutem! 

 Ryan: O que foi? Você vai dizer que: "Eu tenho dezenas de robôs, vocês não podem me deter"? 

 Sidnei: Não, eu vou dizer que eu tenho dezenas de robôs e vocês não podem me deter! Espera, o que? 

 Djulha: Como você fez isso? 

 Ryan: Isso é tão previsível, é um clichê os vilões falarem sempre a mesma coisa. 

 Sidnei: De qualquer jeito, eu sou invencível! Eu tenho um exercito e você têm carrinhos de brinquedo! 

 Ryan: É o que vamos ver! Felipe! 

 Felipe: O que? 

 Ryan: Há um botão na cabine, ele tem as cores dos cinco OBF's, aperte-o! 

 Felipe: Tudo bem! 

 

 Felipe apertou o botão em questão, então todos os OBF's ficaram descontrolados, primeiro, o caminhão betoneira do Zé correu e deu um giro de 180°, logo após, duas espécies de escapamentos grande demasiadamente se retraíram e dois gigantes canos surgiram na cabine, o OBF-3 de Lucas e o trator de Maira se posicionaram atrás, e o rolo compressor e a escavadeira ficaram aos lados, os papeis vermelhos estranharam: 

 

 Felipe: O que aconteceu? 

 Lucas: Eu não tenho ideia, não consigo controlar normalmente. 

 Vitória: Nada, nem o braço funciona. 

 Djulha: Pelo menos eles ainda andam. 

 Maira: Ryan! O que está havendo? 

 Ryan: Acalmem-se vocês vão gostar. 

 

 Ryan viu o ato por cima dos veículos, enquanto eles se moviam, o trator de esteira e o caminhão basculante deram uma pequena ré, apenas para grudarem o escapamento e uma estrutura semelhante aos do OBF de Felipe, então, o rolo compressor se aproximou de um dos canos enquanto empinava para sua direita suas rodas traseiras, que se rearranjaram uma encima da outra para criar um buraco no meio dos dois e se encaixar, exceto por não mudar nada em seus pneus, o processo foi idêntico com a escavadeira, então Ryan disse: 

 

 Ryan: Agora quero ver isso ficar de pé. 

 

 Após Ryan dizer aquilo, o trator de Maira estendeu sua lâmina além do máximo e se alongou, separando partes do veículo, para ficar com o comprimento igual ao do caminhão de Lucas quando a cabine foi dobrada até aonde a carreta impedia continuar, o rolo compressor e a escavadora ficaram deitadas no chão, então eles fizeram movimentos de um braço levantando o próprio corpo, aquela estrutura conseguiu se apoiar na terra e ficar de pé, dentro da betoneira, Felipe ficou com a cara pro céu no momento que disse: 

 

 Felipe: Tá, legal, e como eu fico com a cabine normal? 

 

 A cabine junta dos "braços" se separou um pouco da carreta e deu uma volta ao outro lado, ficando com a cabina para frente, logo após, uma cabeça robótica surgiu de cima de onde Felipe se encontrava, ela era metálica com detalhes em verde e olhos amarelos brilhantes. 

 

 Ryan: "It's Alive!", "It's Alive!", "It's Alive!". Agora, o grande Super Ogre Battle Fighter está vivo! 

 

 O Super OBF tinha 55m de altura, muito maior que os robôs de Sidnei de 50m, o tronco e a cabeça eram formados pela betoneira de Felipe, que ainda carregava o tambor de cimento, que fora tapado pela parte restante da carreta dobrada, a pá da escavadora imitava uma garra no braço direito e o rolo compressor na frente do veículo de Djulha assemelhava-se à uma mão esquerda, a cabina do caminhão basculante de Lucas lembrava um pé, e a mesma coisa se aplica a lâmina do trator de esteira de Maira, após Ryan mostrar uma imagem do robô por fora, todos os "papeis verdes" se maravilharam, porém a velocista disse: 

 

 Maira: Ah Ryan! Eu disse que não era para fazer um robô gigante, fica muito parecido com os "power rangers". 

 Ryan: Não é só porque tem robôs gigantes que a história é uma cópia de "super sentai", por acaso você já viu "Tengen Toppa Gurren Lagann", "Neon Genesis Evangelion" ou "Megas XLR"? 

 Djulha: Nossa Ryan, você é muito obcecado por robôs gigantes, mas só por isso tinha que fazer um? 

 Ryan: Vocês gostaram desta porra ou não? 

 Lucas: É claro, só tenho uma pergunta... 

 Felipe: Como se dirige isso? 

 Ryan: Bem, os pegadores, "tão ligados"? 

 Vitória: Então estas "coisas" servem para isso? 

 Ryan: Exatamente, vocês só precisam se movimentar normalmente que a sua parte do robô repete, do jeito dela, é claro. Por que não testam com estes "robôs inimigos figurantes que só serão usados para mostrar o quão forte é o Super-OBF e que não vão mais aparecer"? 

 

 Por não entenderem a última frase, os pilotos apenas ignoraram e começaram o seu teste de controle do robô, porém, eles tiveram dificuldades no primeiro passo: 

 

 Felipe: Maira, você poderia mexer sua perna? 

 Maira: Não sou eu que mexo a perna, eu só controlo as articulações. 

 Felipe: E quem controla a perna? 

 Maira: Você. 

 Felipe: O que? 

 Lucas: É verdade Felipe, eu não consigo mexer a perna, só dobrá-la, acho que nós dois controlamos apenas as articulações, deve ser a mesma coisa com a Vitória e a Djulha. 

 Djulha: Exato, eu não consigo girar o braço. 

 Felipe: Então eu vou ter que controlar tudo? Pernas, braços e a cabeça? 

 Ryan: "Yep", você é o tronco, o intermediário de todos os membros, com exceção da cabeça que você também é. 

 Felipe: Você nunca aparece, mas quando aparece... 

 Ryan: Pelo o que você disse eu sou que nem o número 13. 

 Felipe: Número 13? Por quê? 

 Ryan: Nunca aparece nos exercícios, mas quando aparece, fode com a minha vida e não volta nunca mais. 

 Lucas: Tinha que ser o matemático para falar isso. 

 Ryan: Isso não se encaixa só na matemática, também tem o sentido político. 

 Maira: Querem parar de conversinha e pilotar a droga do robô? 

  

 Após Maira gritar, todos começaram a trabalhar mais seriamente, Felipe se levantou e, ao colocar-se sobre pedais e agarrar os pegadores, suspirou e disse: 

 

 Felipe: Interface, você poderia me servir um refrigerante depois dessa? 

 Interface: Verei o que posso fazer. 

 Felipe: E que seja do jeito que tem que ser. 

  

 As cabinas das pernas e do tronco eram controladas com pedais, quando Felipe controlou o pé de Lucas, um pequeno estímulo elétrico foi levado imediatamente à nuca do garoto, que, instintivamente, utilizou seus controles para comandar a articulação do robô, o choque era quase imperceptível, mas ainda influenciava na ação do atingido, o ato foi repetido com Maira e, após algum tempo, com os braços, o Super Ogre Battle Fighter estava funcionando e se preparava para atacar os robôs inimigos de Sidnei, que, assustado, ditou: 

  

 Sidnei: Esquadrão BMACH-2, ataquem-nos! 

 

 Mesmo após ver a ofensiva inimiga, o Super-OBF mantinha-se calmo, os robôs do esquadrão BMACH-2, apesar de serem semelhantes aos dois primeiros, tinham certas discrepâncias em relação à suas aparências, por exemplo: os antigos eram de cor verde-claro com listras brancas na diagonal, já os novos, esbanjavam de uma tonalidade lima com detalhes nos membros pretos, os gigantes de Sidnei se aproximaram com foguetes encontrados nas costas, um deles postou-se extremamente perto da junção de veículos e instantaneamente recebeu um soco do rolo compressor de Djulha e teve a cabeça de metal arrancada, o "ET" tornou-se estático, mas logo ordenou: 

 

 Sidnei: Ataquem com toda a força, não peguem leve! 

 

 Os BMACH-2 voaram com suas mochilas-à-jato e apontaram os punhos contra o robô, deles saíram espécies de lança-foguetes, só que eles, ao invés de terem projeteis físicos, tinham quatro raios laser, no início do "bombardeio de luz", todos os pilotos do Super-OBF ficaram aflitos, com medo do ataque, só que por instinto, Vitória foi obrigada, por estímulos, a agarrar um dos inimigos e, após desmembrar um braço metálico, ele virou um escudo contra o armamento de Sidnei, que espumou de raiva e disse: 

 

 Sidnei: Como vocês são tão burros? Eu ofereço as melhores armas da galáxia e vocês não os derrotam? 

 Felipe: Sidnei segura essa! 

 

 Felipe movimentou os pegadores em suas mãos para rodar os braços do robô gigante e arremessar o BMACH-2, que fora usado de escudo, contra Sidnei, o que forçou dois membros do esquadrão a ficarem na frente do mestre, mas não conseguiram aguentar o impacto e os quatro foram derrubados, porém um robô se destacava de pé, ele caminhou até o ET e o levantou de baixo dos colossos derrotados, o garoto agradeceu: 

 

 Sidnei: Muito obrigado, você vai ganhar um prêmio. Agora vocês estão em cheque, se me atacarem, eu usarei este último como escudo, meu BMACH-3, consegue alcançar a velocidade do som, ou seja, me atacam e eu fujo! 

 Felipe: Vocês entenderam o que ele disse? 

 Fernanda: Só ouvi algo relacionado a um prêmio. 

 Lucas: Não, espera, o prêmio do robô é ser usado como escudo? 

 Vitória: Ele disse algo sobre fugir. 

 Ryan: Então não vamos deixar, Felipe! 

 Felipe: O que? 

 Ryan: Está vendo aquele botão vermelho grande escrito "Grande Botão Amigo"? 

 Felipe: Que que tem? 

 Ryan: Não aperte ele. 

 Felipe: É o que? 

 Ryan: Não aperte o grande botão vermelho. 

 

 Ryan disse a última frase dando uma piscadela, Felipe entendeu a mensagem e procurou por um grande botão vermelho, ele estava envolto por uma caixa de vidro, após abri-la, Zé disse: 

 

 Felipe: Este daqui?  

 Ryan: É, não o aperte. 

 Felipe: Não apertar? Tipo assim? 

 

 Felipe tirou a mão do pegador e apertou o botão com a mão fechada, de repente, uma luz vermelha alertou os pilotos de que algo estava  ocorrendo, após ninguém entender nada no período de 5 segundos, a Interface explicou: 

 

 Interface: Modo Automático Temporário, se preparando para "A Bomba". 

 Lucas: Felipe, o que você fez? 

 Felipe: Foi o Ryan que pediu. 

 Lucas: O que vai acontecer agora? 

 

 Foi só o garoto perguntar que os braços do robô começaram a se esticar para trás de suas costas, após isso, agarraram o tambor de cimento e o posicionaram onde seria o ombro direito da máquina, 

Sidnei, confiante de si próprio, disse: 

 

 Sidnei: Uma bazuca? Tudo bem que me explodir pode parecer uma boa ideia, mas eu sou rápido demais para poder esquivar com o BMACH-3. 

 Ryan: É o que veremos, Felipe aperte o botão novamente! 

 Felipe: Pode deixar! 

 

 Ao apertar o botão novamente, Felipe fez com que o robô repetisse os mesmos movimentos da primeira vez, só que agora, ao pressionar o cano do tambor para dentro, o mesmo voltou para fora e um barulho de explosão foi escutado, então uma espécie de capsula foi disparada pelo tubo e ao encostar no BMACH-2, ela se dividiu em dois e uma massa pastosa surgiu e além de grudar ambos, se esticou o suficiente para impedir a fuga de Sidnei, o prendendo, o ET se queixou e debochou: 

 

 Sidnei: Que nojo! O que é isto? Uma ameba? Vai fazer o que me matar de intoxicação? 

 Ryan: Perto, agora que você está preso eu posso te contar o que é. Você está preso em Trinitrato de Ryanotriol! 

 

 Um silêncio constrangedor se formou da explicação de Ryan, Sidnei quebrou a falta de comentários com a seguinte frase: 

 

 Sidnei: O que? 

 Ryan: Trinitrato de Ryanotriol! Ou se preferir, Nitroryanina ou Trinitroryanina. 

 Maira: E o que ela faz? 

 Ryan: Deixe-me explicar, o Ryânio, o material que eu criei, tem como principal propriedade a capacidade de resistir a temperatura na casa dos 10000°C, o que o faz praticamente "infundível"... 

 Felipe: Não da para foder ele? 

 Ryan: Nossa, eu esperava esta piada do Lucão, e não você... 

 Lucas: Não é só por que eu faço piadas ruins toda hora que eu tenho que ter feito esta. 

 Ryan: Ok, onde eu estava? Ah, eu quis dizer que é quase impossível dele atingir o ponto de fusão, e quando alcança, torna-se um ácido capaz de derreter qualquer coisa e ao contato com a água... 

 Sidnei: O que acontece? 

 Ryan: Boom! Uma explosão inimaginável! Mas considere-se com sorte, esse efeito pode ser controlado, ao juntá-lo com Nitroclicerina, fui capaz de não só, esfriar a solução, como encontrar um meio de impedir que ela cause tanto estrago, além de outras propriedades extras, mas vocês não entenderiam muito bem. 

 Vitória: Eu não entendi nem o que você disse. 

 Sidnei: E o quão poderosa ela é? 

 Ryan: Se contarmos em toneladas de TNT, e soubermos que a maior bomba não-nuclear atingia 45 toneladas, eu calculo que o que está prendendo causaria uma explosão de 150 toneladas, destruindo construções em um raio 3 km! 

 Vitória: Meu Deus! 

 Sidnei: Isto não me assusta! O vidro que envolve a cabine do BMACH-3 é feita com o material mais duro da galáxia, mais duro até que o diamante! 

 Ryan: Veremos então! Eu estive impedindo o Trinitroryanotril de alcançar outras moléculas de água, eu não vou mais impedir. 

 Sidnei: Pode deixar, eu não vou ser afetado! 

 Ryan: Ok, vou começar uma contagem regressiva... 

  

 Ryan posicionou-se sobre o ombro esquerdo do robô, então pôs um braço em sua cintura e criou um detonador em sua mão esquerda, para simbolizar a detonação da bomba, não sendo usado de forma prática, apenas simbólica, então Sidnei o cortou: 

 

 Sidnei: Espera, eu gostaria de saber uma coisa. 

 Ryan: O que? 

 Sidnei: Por que vocês estão atrás de mim? 

 Ryan: Primeiramente, fica Temer, segundamente, para eu provar a todo mundo que você é um ET de verdade... 

 Sidnei: Mas eu sou mesmo. 

 Ryan: E também, eu quero saber o seguinte: qual é a sua ligação com as peruas? 

 Sidnei: Quem? 

 Ryan: As peruas, Mariana, Thaís, etc. Você sabe quem. 

 Sidnei: Esqueceu a Marina. 

 Ryan: É que ela meio que morreu, mas voltando ao assunto, nós encontramos tecnologia do seu povo com o Mateus Felipe, queremos saber o que você tem haver com elas. 

 Sidnei: Eu queria dizer, mas elas me matariam. 

 Ryan: Elas não podem te matar, estão todas presas. 

 Sidnei: Nem todas. 

 Ryan: Maria Elizabeth, Camila e Gisele? Eu pedi um mandato de prisão contra elas semana passada, por terem se envolvido com as outras. 

 Sidnei: Mas... 

 

 Sidnei sentiu algo apertar seu pescoço, porém ao dar uma pequena engasgada, ele parou de sentir a sensação, Ryan perguntou e o ET relutantemente respondeu: 

 

 Ryan: Tem algum problema? 

 Sidnei: Não, nenhum, apenas continue a contagem. 

 Ryan: Mas parece que tem algo aborrecendo você... 

 Sidnei: Apenas continue a contagem! 

 Ryan: 5... 4... 3... 2... 

 

 Sidnei começou a suar frio, e quando apertou o detonador, Ryan disse: 

 

 Ryan: ...1! 

 

 A massa pastosa começou a se misturar à humidade, compostos e resquícios de água dentro do BMACH-3, uma imensa explosão aconteceu, tudo em um raio de 6km foi totalmente reduzido a praticamente nada, exceto por certas coisas, como o Super-OBF, Ryan, que salvou os papeis vermelhos, e por último, mas não menos importante, um cubo de vidro com um painel de controle e Sidnei, que havia batido a cabeça e feito uns cortes superficiais, pensando estar salvo da explosão, ele disse: 

 

 Sidnei: Eu disse, não há nada que ultrapasse a tecnologia do meu povo! 

 Ryan: Olhe o que diz, o Stroheim falou a mesma coisa da tecnologia nazista e quem perdeu a guerra? 

 Sidnei: Droga! Você não sai do pé não? 

 Ryan: Que interessante é a tecnologia dos bilusapiens, não? O robô era inteiramente controlado por dentro da cabine via wi-fi sem precisar estar conectado à máquina em si. 

 Sidnei: E não é só isso, a cabine é totalmente indestrutível! 

 Ryan: Ué, você disse que era dura, não indestrutível. 

 Sidnei: Dá no mesmo! 

 Ryan: Não, não é, uma coisa é não poder ser riscado, outra é ser tenaz. 

 Sidnei: Como? 

 Ryan: Vamos tomar como exemplo o diamante, ele é o material mais duro do mundo, porém com uma simples martelada pode ser quebrado. 

 Sidnei: E o que você quer dizer com isso? 

 Ryan: Que seguindo a lógica, que mesmo não sendo um especialista, mas sei que isto é apenas um vidro de diamante reforçada e não o mais duro da galáxia, conforme seus dizeres, eu posso fazer isto: 

 

 Ryan levantou seu punho e o contemplou por alguns segundos, então o usou para quebrar o vidro do cubo em que Sidnei estava, o impacto fez com que centenas de minúsculos estilhaços de vidro pontudos furassem vários pontos avulsos do corpo do ET, criando cortes não muito profundos, mas que causaram uma perda de sangue suficiente para desmaiar o garoto, que ao acordar se viu em um local totalmente diferente. 

 

 Sidnei: Onde eu estou? 

 

 Penitenciária Privada Presidente Emílio Médici, Jaú, 16h00: 

 Ryan segurava Sidnei pelas algemas em suas costas, o lugar era muito obscuro, sua iluminação provinha de pequenas janelas com grades, o líder d'os melhores telefonava em seu celular de areia: 

 

 Ryan: Então Wanessa, eu prendi o filho do capeta e já o levei até aqui. 

 Wanessa: Você e estas "ideias empreendedoras", já não temos dinheiro por culpa dos seus amigos, agora você me inventa isso. 

 Ryan: O dinheiro só está abaixo de Deus e você o obtém com ideias do tipo. 

 Wanessa: Para mim tanto faz desde que eu tenha que pagar menos impostos. 

 Ryan: Viu só? Todos saem ganhando, agora devo desligar, a "bela-adormecida" acordou. Tchau! 

 Wanessa: Tchau! 

 

 Ryan desligou o telefone, com o despertar do meliante e a companhia de seus amigos ao lado, perguntou: 

 

 Ryan: Gostaram? 

 Maira: Onde nós estamos? 

 Ryan: Depende de como você deseja chamar: alguns chamam de "o abatedouro", "campo de concentração", "Auschwitz", eu gosto de "Inferno", é um termo um tanto "dantesco", não acham? Mas o nome que eu dei foi "Penitenciária Presidente Emílio Médici". 

 Maira: E o que é este lugar? 

 Ryan: Um presídio que não recebe dinheiro do governo, sendo assim, não sai do bolso dos seus papais, e sim, do dono da empresa que o criou. 

 Felipe: E fica aonde? 

 Ryan: Entre Jaú e a casa do Lucão. 

 Lucas: Por que "minha casa"? Só eu moro lá? 

 Ryan: Entre nós sim. 

 Fernanda: E quem é o dono? 

 Ryan: Vocês vão achar muito engraçado se eu disser. 

 Maira: Lá vem, quem? 

 Ryan: Eu. 

 

 Todos ficaram espantados, Maira ficou cética e espalhou para todos sua opinião, que acreditaram sem ter uma prova. 

 

 Maira: Ah Ryan, não brinca, não vem querer dizer que é mais rico que a gente, você não dono disso nem fodendo, não tem graça esta piada. 

 Lucas: É mesmo, eu duvido. 

 Felipe: O Ryan dono de uma prisão, até que é engraçado, por acaso tem pena de morte aqui? 

 Ryan: Mas é verdade. 

 Maira: Eu já disse que não tem graça! Como você seria dono desse lugar? Tudo bem que você pode criar um monte de coisas, mas como você conseguiu tanto dinheiro para isso? 

 Ryan: Lembra que eu disse que fui ao Amazonas? 

 Maira: Sim, o que você fez lá? 

 Ryan: Como eu tinha dito, eu percebi que faltava 1% de Nióbio no local, mas por que eu procurava por Nióbio? 

 Maira: Fala de uma vez desgraça! 

 Ryan: Eu queria criar uma empresa que extraísse Nióbio e importasse para os E.U.A, então eu ficaria muito rico vendendo o material mais precioso do Brasil e do mundo, ao país que mais precisa. 

 Maira: E você fez isso? Eu já não acredito em mais nada, ainda assim, com que dinheiro? 

 Ryan: Lembra do Gregoriovich Tournament? 

 Maira: Sim, e você ganhou, seu filho da... Não, sua mãe é bem legal, não posso falar mal dela. 

 Ryan: Exato, eu consegui R$100.000,00 com isso, e utilizei para comprar a escritura de um ótimo lugar para minerar em Manaus. 

 Maira: E como você conseguiu o dinheiro para esta prisão em duas semanas? 

 Ryan: Ainda sobrou um pouco de dinheiro depois de comprar as terras em Manaus. 

 Felipe: Ô, o garoto empreendedor, poderia me emprestar um pouco de dinheiro ao seu melhor amigo? 

 Ryan: Poder até posso, mas vai ter que pagar com juros depois, pode ser? 

 Felipe: Não cara, só estava brincando! 

  

 Ryan levou todos os seus amigos à uma porta, então bateu na porta e esperou alguém aparecer, a mesma era uma mulher loira, alta e utilizava óculos, ela tinha certa idade que a qualificaria como uma "MILF", a senhora disse, surpresa com os garotos: 

 

 ? : Olhe que surpresa, se não é o Sr. Ryan, estes são seus amigos, "os melhores", eu suponho. 

 Ryan: Sim Greta, são aqueles caras de quem eu falo. 

 Greta: São mais feios do que você me disse 

 Maira: O que? 

 Ryan: Cala a boca Greta! 

 Greta: Desculpe, eu acho que falei demais. 

 Ryan: Pessoal, esta é a Greta, ela é a diretora da prisão. 

 Lucas: Por que aqui está tão vazio? Cadê os guardas? 

 Greta: Troca de período, demora meia-hora já que nós estamos no meio do nada e o ponto de ônibus não é tão perto. 

 Ryan: Eu já disse que estou providenciando, eu tenho que pedir à prefeitura e eu sou meio tímido. 

 Greta: Ok, e o que você veio fazer aqui? 

 Ryan: Vim prender este canalha nas minhas costas. 

 Greta: Estranho, você não traz eles pessoalmente. 

 Ryan: Eu vim fazer um tour com as crianças. 

 Greta: Ok, eu vou te ajudar, não tenho muito o que fazer, vou guiá-los. 

  

 Greta apanhou um molho de chaves, o prendeu na cintura e tomou a frente das "crianças" e começou as guiando, enquanto passava por inúmeras celas, comentava sobre a prisão: 

 

 Greta: A prisão tem três andares, estamos no segundo, não contando o térreo, aqui são presos os que não fizeram grandes crimes, com dificuldade você encontrará um assassino por aqui, apenas se for um homicídio culposo, por exemplo. 

 Ryan: Ao lado, se olharmos, encontraremos, encarcerados, os membros daquele primeiro assalto que nós impedimos, exceto dois, pois um matou o outro e foi promovido ao andar de baixo, também temos alguns membros da S&G, Máfia Russa, Tríade e da verdadeira Yakuza, não aquela que nós enfrentamos no torneio Gregoriovich, a verdadeira eu impedi de agir. 

 

 Os melhores seguiram até o fim do corredor, onde se depararam com uma escada, então desceram e chegaram ao primeiro andar, não contando o térreo, Greta comentou: 

 

 Greta: No primeiro andar temos delitos muito mais sérios, como assassinatos, crimes de guerra, formação de quadrilhas, etc. Muitos daqui podem nunca mais ver o sol, algo um tanto quanto depressivo, mas justo em relação aos seus crimes. 

 Ryan: Nós temos aqui a família Lee, os cabeças da máfia e o Chameleon de mais importantes. 

 Lucas: Então, tipo, todos os que nós prendemos estão aqui? 

 Ryan: Sim. 

 Lucas: Mas eu não vi as peruas, muito menos vi alguma mulher. 

 Ryan: Acalme-se gafanhoto. Você entenderá mais tarde. 

 

 Após percorrerem o corredor inteiro, desceram por outra escada do outro lado, onde chegaram a um andar cheio de portas, Greta começou a explicar: 

 

 Greta: No andar térreo nós temos várias salas diferentes, um refeitório, dois banheiros e uma academia, estas duas portas na extrema direita e esquerda levam, respectivamente à entrada e ao pátio, onde os prisioneiros trabalham lavrando e extraindo Nióbio. 

 Ryan: Afinal, eu não criei este lugar para obter apenas prejuízos. 

 Maira: Tá, muito legal, você é o dono de um presídio, mas não era para a gente prender este canalha? 

 Ryan: E quem disse que nós não vamos? Greta vamos ao andar subterrâneo? 

 Greta: Eu sabia que este idiota nas suas costas não era um prisioneiro comum, venham comigo. 

  

 Greta entrou no refeitório e levou todos juntos dela, então seguiu até uma porta que supostamente levaria ao pátio, mas surpreendentemente havia uma sala, onde se encontrava uma escada, os melhores e ela desceram a escadaria e chegaram num local com paredes de um material extremamente duro, possivelmente Ryânio, lá continham vidros verdes-lima que seriam as celas, a diretora disse: 

 

 Greta: Bem-vindos ao andar subterrâneo, aqui nós prendemos criminosos "especiais", como mutantes e alienígenas, coisas a que vocês estão familiarizados após suas aventuras. 

 Ryan: É aqui onde está o Mateus Felipe e estaria o João se ele não fosse considerado louco e que não podia responder por seus atos. 

 Maira: Eu ainda não acredito na sua história do Sidnei ser um ET. 

 Ryan: Você é muito teimosa menina, Sidnei poderia provar para ela? 

 Sidnei: O que? Que eu sou um ET? 

 Ryan: É! 

 Sidnei: Tudo bem. 

 

 Sidnei, amarrado e segurado por Ryan em suas costas, estendeu duas antenas semelhantes aos dos BMACH's e o líder dos melhores disse: 

 

 Ryan: Os bilu sapiens, raça do Sidnei, é conhecida por ter duas antenas que o permitem identificar ondas eletromagnéticas, já que seus olhos enxergam apenas duas tonalidades de cor, mas isso os faz absorverem muita radiação, um problema que foi resolvido depois de uma mutação natural que fazia com os alienígenas tivessem a capacidade de soltar tanta radiação nociva a partir dos olhos criando laser's 

 Felipe: E nós colocaremos junto do "Zé Droguinha"?  

 Ryan: Não, neste andar os prisioneiros são postos separados, pois cada cela é feita exclusiva para tal criminoso, por exemplo, o Mateus foi posto em uma cela onde o som não ultrapassa as paredes nem o vidro, já com o Sidnei, a cela é feita com o intuito de não ser possível que as radiações dos raio laser quebrem a estrutura, seria um custo muito caro para bancar, por isso eu criei a prisão, para diminuir o peso dos impostos do governo por encarcerado e não causar mais prejuízos com celas diferenciadas. 

 Felipe: O foda é que você fala as coisas e eu não entendo nada. 

 Lucas: E cadê as outras peruas? 

 Ryan: Deixe eu prender o Sidnei primeiro. 

 

 Ryan transportou a criatura para a cela e através da Greta como guia, os melhores foram até uma porta de aço que dividia o corredor, Sidnei tentou se consolar sentando na cama que tinha no seu quadrado: 

 

 Sidnei: Minha mãe vai ficar muito brava, eu não quero ser um canalha como o meu pai, pelo menos, eu estou seguro, e ainda eu devo ter um julgamento justo, onde eu posso falar a verdade. 

 

 Então metade de um corpo feminino metálico saiu da parede e se estendeu até o ombro de Sidnei e disse: 

 

 ? : Você não vai sair tão fácil desta, e mesmo se sair, você não poderá falar nada. 

 Sidnei: Você de novo, por que você quer algo comigo? 

 ? : A tecnologia do seu povo e a melhor da galáxia, com ela eu poderei destruir o mundo todo e me vingar daquele idiota do Ryan! 

 

 Do outro lado, Ryan sentiu sua orelha esquerda queimar, mas não deu bola e começou a explicar: 

 

 Ryan: Como o Lucão perguntou onde estavam as mulheres e as peruas, resolvi mostrar-lhes uma coisa interessante do presídio, ele é dividido em dois lados, um para as mulheres e outro para os homens, afinal, eles não podem ficar juntos, aqui no subsolo estão as peruas. 

 Felipe: Tem muito mais mulheres aqui do que homens do outro lado do andar. 

 Ryan: A Camila não pode arranhar a cela dela, Maria está amordaçada, Gisele foi impedida de reproduzir pela sala ser muito pequena e Thaís não pode se expandir, Mariana foi presa na camisa de força para não retirá-la e tentar fazer algo com sua invisibilidade. 

 

 Quando perceberam que os melhores estavam lá, as peruas começaram uma algazarra tentando depreciar os heróis, que as ignoraram e subiram uma escada levando à academia, ao sair, foram ao primeiro andar da ala feminina, então Ryan disse: 

 

 Ryan: A partir daqui nós não temos nada importante, podemos voltar ao ponto de partida. 

  

 No segundo andar, os melhores andavam até Fernanda fazer um comentário sobre uma da prisioneiras: 

 

 Fernanda: Ryan! Olhe só, sua amiga! 

 Ryan: Quem? 

 Maira: É mesmo! A Clarisse! 

 Clarisse: Ryan? O Ryan está aqui? Cadê? 

 Greta: Então é de você que ela fala tanto? 

 Ryan: Ah não, meu deus! Ela de novo? 

 Felipe: É, o Ryan safado, arrasando o coração das novinhas! 

 Ryan: Vai tomar no cu! 

 Clarisse: Ryan, eu esperei tanto para te ver! 

 Ryan: Nem vem! 

 Clarisse: Não precisa se culpar sobre não ter dito sua idade para mim, agora você já tem 14, não? 

 Maira: Ouviu Ryan? Por que não fica com ela? 

 Ryan: Sai fora! 

 Lucas: É mesmo cara, já que você está sozinho, você poderia ficar com ela. 

 Ryan: Calem a boca! 

 

 Ryan correu até a sala de Greta, nervoso a ponto de chorar, quando os melhores chegaram lá, ele pegou sua guitarra e começou a cantar, com lágrimas em seu rosto: 

  

 Felipe: Droga, ele vai cantar! 

 Ryan: "I took my baby dancing - to see a heavy band 
But I never saw my baby 'til the encore 
She had the singer by the hand 
I didn't wanna cry cos I had to be cool 
I didn't wanna tell you that you're much too cruel 
Did you have to run off with that doggone fool... 
 
All I gotta do is think about you 
Every night and day I go crazy 
All I gotta do is get my hands on you 
You better stay away from me baby... 
 
I wouldn't mind the postman - if the neighbours didn't know 
Or the gas man,electric man,man to fix the car 
I'd have to let it go 
But you had to bring me down for a rock'n'roll clone 
Leave me like a sucker standing all alone 
Did you have to run off with that rolling stone? 
Go ahead fool 
 
All I gotta do is think about you 
Every night and day I go crazy 
All I gotta do is get my hands on you 
You better stay away from me baby. 
 
So I ain't gonna go and see the Rolling Stones no more 
I don't wanna go and see Queen no more no more 
I ain't gonna go and see the Rolling Stones no more 
I don't wanna go and see Queen no more no more 
 
Now I don't wanna hurt you - like you been a-hurting me 
But you know I'll be watchin'  
Rolling on the floor next time you're on TV 
Had enough of your pretending that you know where it's at 
Coming on to all the boys like a real spoilt brat 
To think I nearly let you get away with all that 
No way man 
 
All I gotta do is think about you 
Every night and day I go crazy 
All I gotta do is get my hands on you 
You better stay away from me baby. 
 
Ooh you'd better stay away from me baby 
Baby baby crazy crazy crazy crazy..." 
 Maira: Parou Ryan! Não tem graça, por que você está chorando? 

 Ryan: Não é da sua conta! 

 Maira: Só por que a gente brincou com você sobre ela? 

 Ryan: Não, eu estou com raiva por isso, e sim pois ela me estuprou! 

 Maira: Ah! Não exagera, foi você que pediu!

 Ryan: Como assim "eu pedi"?

 Maira: Você que começou com aquela aposta.

 Ryan: Eu só estava bravo por ela ter batido na Vitória, você sabe que eu não faria aquilo.

 Maira: Mas fez, e ainda se gabou, isso por que era apenas a bengala...

 Ryan: E foi, eu nunca disse que ouve algo a mais, vocês que interpretaram desse jeito.

 Maira: Espera, você não fez nada? E aquilo sobre ela ter dois...

 Ryan: Ela era sadomasoquista, ai você me pega a droga de uma bengala e enfia no cu de alguém, é óbvio que vai doer, além de eu ter eletrocutado ela, com certeza, a culpa não foi minha.

 Maira: Então você só incriminou ela, não houve nada de crime algum?

 Ryan: Para mim houve, além de que é a idade do consentimento, 14 para baixo é estupro de vulnerável.

 Maira: Mas ela não fez nada, foi praticamente você.

 

 Ryan deu um suspiro de tristeza e escondeu seus olhos de Maira quando disse:

 

 Ryan: Maira, veja bem, o que você entende quando eu digo que sou conservador?

 Maira: Sei lá, que você apoia o Bolsonaro?

 Ryan: Também, mas não foi isso que eu quis dizer, conservador não é apenas um cara que defende os ricos, não aprova os gays e quer legalizar o armamento, o conservadorismo é uma série de valores que defendem os ensinamentos de Deus e sabem o que é bom e ruim, tipo eles não aprovam homossexuais, não só pelo fato de Deus não aprovar, mas sim pela justificativa, que seria o fato biológico deles não reproduzirem e por causa dos males, como DST's, por isso Deus não aprova, pois ele zela por nosso bem e assim que funciona o conservadorismo, zelar pelo bem das pessoas.

 Maira: Nossa, mas e o que tem haver com a Clarisse?

 Ryan: Naquela hora, ela estava me instigando a ir mais fundo no ato, e eu negava e a cada vez que ela fazia isso, eu me sentia mal comigo mesmo.  

 Maira: Por que?

 Ryan: Todos temos impulsos, e eu poderia muito facilmente ter cedido a tal tentação, mas uma coisa me impedia.

 Maira: O que?

 Ryan: A minha castidade, normalmente você pensa que eu sou um garoto pervertido, sujo e luxurioso, o que está em partes correto, mas eu sinto uma coisa muito maior que tais desejos carnais, que é um tipo de reconhecimento a uma pessoa que eu ainda não conheço, mas que será muito importante para mim.

 Maira: Quem? Por que você conta as coisas pela metade?

 Ryan: Minha futura esposa, eu ainda não conheço, mas o que eu sinto por ela é, simplesmente, amor, e eu desejo me conservar para provar a ela meu mais profundo amor, por isso me senti fazendo aquilo contra minha vontade, eu me senti impuro, e que não sou digno de nada, você me entende?

 Maira: Eu acho que sim.

 Ryan: Ótimo, gente, já passou da hora, vamos ir embora, deem tchau à Greta.

 

 Os Melhores foram embora utilizando um dos portais criados por Ryan, após ser deixada sozinha, Greta saiu de sua sala e foi até a jaula de Clarisse e começou a falar com a garota:

 

 Greta: Já vi o que você viu naquele garoto, você deve ter tido sorte.

 Clarisse: É claro... Mãe.

 

Continua...


Notas Finais


Greta é mãe de Clarisse? Quem era a pessoa que está ameaçando Sidnei? Ryan revelará seus poderes? Tomara que não, vai ser difícil eu explicar todos os detalhes. Vejam tudo isso nos próximos capítulos!


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