História Os Olhos de Hinata - Capítulo 35


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Categorias Naruto
Personagens Akamaru, Anko Mitarashi, Asuma Sarutobi, Chouji Akimichi, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Jiraiya, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Killer Bee, Kisame Hoshigaki, Kizashi Haruno, Konohamaru, Maito Gai, Menma Uzumaki, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Rock Lee, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shion, Suigetsu Hozuki, Tsunade Senju, Yamato
Tags Ação, Akatsuki, Aventura, Escolar, Gaaino, Hentai, Hinata, Itachi, Konoha, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, School, Shikatema
Exibições 238
Palavras 1.461
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaaaaaaá pessoal.
Eu sei... Estou super atrasado.
Pois bem galera, Enem já está ai a porta. Mas isso não foi a maior razão para essa demora.
Eu realmente não sabia o que escrever. kk
Acreditam nisso? As vezes passamos pro fortes crises de criatividade.
Esse é o calcanhar de Aquiles de cada escritor.
Mas tudo chega ao fim... Graças a Deus.
Espero saciar a curiosidade de vocês com esse capítulo... ou não.
Agora sem mais delongas... BOA LEITURA A TODOS.

Capítulo 35 - Marcas


Fanfic / Fanfiction Os Olhos de Hinata - Capítulo 35 - Marcas

O jovem Uzumaki estava abismado com as novas memórias que havia invadido sua mente. Os quatros dias que a segunda personalidade de Naruto, havia usado para quebrar completamente a sua vida cotidiana, ainda parecia uma ideia turva e difícil de ser digerida. Naruto estava com as mãos manchadas de sangue, além de estar sendo visto como um foragido.  Em meio a esse rebuliço, ainda a duvida sobre onde Naruto esteve hospedado após Kurama provocar um incêndio a casa de Tsunade.

“Nos mudamos para a casa do seu primo” – Disse Kurama adiantando a duvida do Uzumaki.

Naruto permaneceu imóvel, com o olhar desfocado observando a parede da área de estoque da loja. Se passaram apenas um segundo. O segundo mais longa da vida do Uzumaki, e o mais revelador. Naruto precisava de tempo para pensar no que havia acontecido. Precisava digerir o que havia recebido da sua segunda personalidade, e analisar suas opções.

O temeroso Uzumaki se dirigiu apreensivo para as escadas, no entanto, seu passo estagnou logo que ele se lembrou do seu amigo Killer Bee. Não seria justo deixá-lo sozinho naquela situação. Além do mais, Naruto possuía uma parcela de responsabilidade.

“Tem certeza que quer fazer isso? Você terá estômago para isso?”

Naruto suava frio. O cheiro do sangue ainda pairava ao ar daquele cômodo fechado. Era nauseante estar ali. Naruto sentia-se sufocado com tamanha melancolia. Apenas em pensar nos corpos, Naruto já fraquejava e tremia involuntariamente. Permanecer de pé se tornara um desafio para ele. Sua testa tornou-se como um orvalho que rega o ambiente com minúcias gotas de água pela madrugada. Uma leve gota deslizou pelo seu nariz, espalhando lentamente pelo piso cinza do local. Seus olhos se remexeram em direção a uma mosca que pairava perto do seu rosto. O zumbido das suas asas era o pior ruído que ele já ouvira. Aquele barulho em meio ao silêncio mórbido era torturante. Naruto rapidamente levou sua palma em direção ao inseto, distribuindo a agonia sentida em uma pequena parcela de raiva.

- Desgraça!

Naruto rangeu os dentes. Sentiu a pressão que sua mandíbula fazia. Aquele momento, sua ira contra aquele inseto, era muito corriqueiro a ele. Jiraya achava cômica a irritação de Naruto com as moscas. O Uzumaki sempre largava o que estivesse fazendo, para espantar aquele inseto tão azucrinante. A cena era tão cômica quanto traumatizante.

“Você sabe que eles vão atrair ainda mais moscas não é? Vai ser só quando vocês remexerem os cadáveres para a loucura começar”.

A feição de Naruto se envolveu em desgosto. A situação estava piorando cada vez mais.

Killer Bee estava de volta com mascaras de respiração descartáveis, cobertores grossos e alguns produtos de limpeza.

- Toma.

- Boa ideia. – Disse Naruto colocando a mascara ao seu rosto.

- Eu não sei se isso vai funcionar, mas... – Bee fez uma pequena pausa enquanto encarava a porta fechada – Tomara que funcione.

- Bee-No chan!

- O que foi? – Killer Bee falava pausadamente, como se cada palavra necessitasse tremendo esforço.

- É a primeira vez que você passa por algo assim?

Killer Bee expressou seu semblante surpreso.

- Está tão claro assim?

- Mais ou menos. – Naruto desenrolou um dos cobertores - Eu achei que você já tivesse passado por algo mais ou menos parecido com isso.

- Meu irmão era o mais experiente. Ele serviu mais tempo no exército. Viu muito mais coisa do que eu. Eu servi em tempo um pouco mais amistoso.

Os amigos perderam algum tempo encarando a porta em silêncio. Não havia razão de evitar aquele momento. Eles precisavam passar por aquele desafio emocional. Bee colocou a mascara e abriu a porta com os olhos fechados. Os corpos estavam intactos. Naruto se viu decepcionado, pois seu coração acreditava que nada daquilo estava acontecendo.

- Ok! Primeiro o garoto.

Naruto segurou os pés de Kabuto e o arrastou um pouco em direção a porta. A bala havia atingido o seu olho esquerdo, deixando um minucioso buraco em sua cabeça. O mais tenebroso era a expressão alarmada de Kabuto que ainda estava marcada em seu rosto com seu olho direito dilatado. Killer Bee segurou os pulsos da vítima. Os dois levaram o corpo até o cobertor que Naruto havia desenrolado anteriormente. A ferida da bala deixou um leve rastro de sangue pelo caminho. O corpo foi colocado na ponta do cobertor e depois foi empurrado para ser acobertado pelo tecido.

- Quase lá.

O calor aumentava cada vez mais. O ambiente estava abafado. Naruto e Killer Bee suavam intensamente. À medida que os pingos de suor caiam ao chão, ruídos de assas minuciosas aumentavam cada vez mais.

- Ah não. Deixei a janela aberta. – Disse Killer Bee.

- Merda!

“Eu avisei”

Os dois caminharam em direção ao segundo corpo. Naruto tremia constantemente para afastar as moscas. Ele rangia e bufava.

“Eu faço isso por você. Te devolvo depois que resolvermos tudo isso.” – Disse Kurama.

“O que me garante que você não irá fazer mais coisas como essas?” – Pensou Naruto.

“Quer enfrentar isso? Por mim, tanto faz.” – Disse Kurama com desdém.

Naruto rangeu os dentes e acabou cedendo. Cerrou os olhos e se perdeu na escuridão lentamente como num sono.

 

Hinata estava com o rosto enterrado ao travesseiro. O mesmo estava encharcado pelas lágrimas da Hyuuga que não davam sinal de chegar ao fim. Seu cabelo embaraçado, sua maquiagem borrada; Hinata havia se tornado no que sempre combateu – a imagem de uma pessoa fraca e encabulada. Aquela sensação desesperadora. O soluço preso a sua garganta. O peso do fracasso às suas costas. Tudo levava a Hyuuga até o dia que ela recebera a noticia da morte de sua mãe. Hinata chorou rios naquele dia e nos dias posteriores. Não havia ninguém que pudesse consolá-la. Mas é claro; ela havia perdido a sua mãe. Ninguém a culpava por chorar. No entanto, Hinata sentia-se mal. Sentia-se acusada quando era vista pelos outros naquela situação. Ela prometeu a si mesma jamais mostrar as suas lágrimas em público, apesar de nunca conseguir cumprir tal promessa. Hinata continuava. Procurava não fraquejar novamente.

A porta foi aberta rapidamente - por sua irmã mais nova.

- Nee-San! Acalme-se!  Não sabemos ainda o que aconteceu com ele.

Aquela era a terceira vez que Hanabi tentava consolar a sua irmã naquele dia. Hinata ousou conter algumas lágrimas. Forçou os dentes e engoliu o choro.

- Mas é isso que me preocupa, Hanabi. Talvez isso nunca chegue ao fim. Eu não quero que ele fique desaparecido para sempre. – Hinata encarava a janela que ficava acima da sua cama. A chuva ao lado de fora caia tristemente. Uma leve garoa banhava a cidade com melancolia.

Hanabi fechou o cenho. A pequena Hyuuga não sabia mais como consolar sua irmã mais velha. Ela saiu do quarto sem dizer uma palavra, e fechou a porta. Hinata sentou-se à cama e curvou-se levando o rosto às mãos. Naruto não atendia suas ligações, não aparecia no colégio e nesse mesmo dia Hinata recebeu a noticia que a casa de Tsunade havia sido incendiada. A policia estava à procura do Uzumaki, mas o temor maior era que ele havia sido silenciado de uma vez por todas.

Hinata levantou-se e abriu a última gaveta do seu armário. Ela sentou-se ao chão, cruzando as pernas. Vasculhou a gaveta, revirando algumas blusas até encontrar uma garrafa de vidro com um bilhete dentro. Naruto havia dado-a para ela quando eles completaram seis meses de namoro. No momento, a Hyuuga não havia compreendido o motivo para Naruto dar lhe aquilo como presente. O Uzumaki fez a sua namorada prometer que apenas veria o conteúdo daquela garrafa no dia que seu coração estivesse extremamente pesado. Hinata nunca foi uma pessoa curiosa, mas naquele momento tudo o que ela mais queria fazer era abrir aquela garrafa. No entanto, ela conseguiu manter aquela pequena promessa que fez ao namorado.

Hoje, havia completado sete meses do namoro entre Naruto e Hinata. Por acaso, a Hyuuga lembrou-se das palavras do namorado. Será que Naruto já pressentia que algo ruim pudesse acontecer com ele?

Hinata abriu a garrafa e puxou o conteúdo. O papel era grosso. Estava bem dobrado com uma fita vermelha circundando-o. Ao abrir, Hinata se surpreendeu com algo que caiu aos seus pés – que estava preso ao papel. Um pequeno objeto prateado e circular. Um anel, com uma tímida pedrinha brilhante.

- Oh meu Deus!

A perplexa Hyuuga agarrou o objeto completamente assustada. Depositando extremo cuidado como se aquilo fosse à coisa mais sensível e preciosa que já existiu. Ela levou as mãos até seu peito e admirou o anel reluzente. Toda a tristeza deu lugar ao encanto – a tal ponto saudosista – que levava Hinata de volta à intensa paixão mesclada com felicidade quando estava ao lado de Naruto.

- Naruto-Kun. Onde você está?


Notas Finais


Isso ae pessoas.
Não esqueçam de comentar ok?
Grande abraço para todos e até mais.


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